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Sporting mostra-se "tão grande como os maiores da Europa" e atinge feito inédito em Portugal
10 Abr 2026 | 17:52
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09 Dez 2019 | 18:23 |
Luís Maximiano, Wendel e Mathieu foram os três primeiros jogadores do Sporting CP a falar no julgamento de Alcochete. Os jogadores falaram por videoconferência a partir do tribunal do Montijo. O jovem guarda-redes leonino foi o primeiro a falar. Durante cerca de 1h30 o jogador, que na altura ainda estava entre a equipa de juniores e os seniores, falou sobre o que sentiu durante a invasão. “Estava onde se calçava as botas antigamente, ao pé do balneário. Não me lembro bem quem foi mas tentaram fechar as portas. Mandaram sair do balneário porque estávamos a ser invadidos. A imagem que tenho é a do Vasco [Fernandes - secretário técnico da equipa de futebol profissional -] tentar fechar a porta e ser empurrado, de entrarem as pessoas todas com máscaras, com capuz. Foi aí que percebemos que era algo mais sério… Da nossa parte não houve nenhuma conversa, foram logo em direção ao Rui [Patrício], ao William [Carvalho], ao Battaglia, ao Acuña… E eu? Eu estava bloqueado, fiquei tão bloqueado com o que se estava a passar que acabei por ficar parado. Não consigo dizer quantos eram, uns 20 talvez que entraram todos juntos e depois deixei de reparar. Estavam todos mascarados. Não nos disseram nada, nós também não dissemos nada. Sei que se dirigiram aos jogadores que falei mas o Misic, que estava sentado do outro lado, também levou com um cinto. Vi que alguns foram agredidos, sim. O William não vi bem, ao Rui vi que puxaram a camisola e acho que lhe deram um murro no peito, estava lá pelo menos um. Com o Battaglia não sei quantas pessoas estavam lá porque estava na zona das macas, mais perto da porta, e atiraram o garrafão. Foi de frente, acho que se conseguiu defender. Ao Ludovico [Marques], o estojo atingiu-o penso que de frente, só vi o estojo de higiene a voar. O Montero levou um estalo, um indivíduo veio por trás e deu-lhe um estalo na cara. Estava de pé e ouvi-o dizer ‘Mas porquê eu?’. O Misic levou com o cinto na zona da cara, estava sentado e um indivíduo chegou lá e deu-lhe com o cinto. O Acuña levou um pontapé mas acho que o empurraram para dentro do cacifo, havia mais do que um à volta dele. Estavam todos de cara tapada, só vi um com o cinto na mão. Se chegaram a tentar falar? Não, entraram e começaram logo a agredir. Não me apercebi se estavam a bloquear o balneário, nem olhei para essa porta. Que tenha visto, ninguém saiu. Estava a olhar para os acontecimentos. Fiquei com a ideia que saíram ao mesmo tempo. Ouvi dizer ’Não ganhem domingo que vão ver’”, disse. A declaração de Wendel ficou marcada pela frase “Não me recordo”, que o jogador brasileiro disse mais de 20 vezes ao longo do testemunho. Esta situação levou mesmo a juíza a dizer: “Espero que nunca tenha problemas de memória no futuro”. “Estava no ginásio, sozinho. Sim, sozinho. Ouvi uma multidão. Vinham a correr mas não vi caras. Tinham todos as caras tapadas. Fui ter com os companheiros que estavam no balneário para avisar. Tentámos fechar a porta mas não conseguimos, não me recordo quem. Quantos? Não tenho ideia, uns 25 a 30 todos de cara tapada. Disseram que não éramos jogadores para o Sporting e mandaram tirar a camisa. Depois, agrediram. A mim também. Houve um que me bateu no rosto, com a mão aberta. Vi mais três jogadores agredidos, o Acuña, o Misic e o William Carvalho. O Acuña foi por mais do que um, com tapas. Estaladas? Isso, na cara. O Misic foi com um cinto, só por um indivíduo, nas costas. O William foi na cabeça, com tapas. Não me recordo quantas pessoas foram. Fumo? Sim, sim, também, com tochas mas só vi o fumo, não vi ninguém a atirar. Foi quando estavam a sair. Também ouvi o alarme do incêndio, por causa desse fumo. Estiveram uns cinco minutos lá dentro, foi tudo muito rápido. Depois saíram todos ao mesmo tempo”, relembrou. Por fim falou Mathieu, com o veterano defesa central francês a explicar o que viu, recorrendo a um tradutor. “Estava na Academia, estava nos balneários e foi lá que tudo aconteceu. É difícil dizer por causa da confusão e porque foi tudo muito rápido quantos eram mas diria que entraram 20 a 30 pessoas. A porta estava aberta, o Vasco tentou fechar mas já era demasiado tarde, alguém conseguiu forçar primeiro a entrada. Aproximaram-se de alguns jogadores, agrediram alguns e passou-se tudo muito rápido. Acuña foi bloqueado, foi o primeiro que vi de onde estava, na cara com as mãos. Duas ou três pessoas, vi que lhe deram golpes no rosto. O Misic vi a ser agredido com um cinto, uma pessoa passou ao lado dele, deu-lhe dois ou três golpes nas pernas e depois mais um nas costas. Do sítio onde estava só vi estes. Os jogadores, devíamos estar uns 22, faltavam três ou quatro, mais os elementos da equipa técnica e também os fisioterapeutas. Muitos procuraram e foram em direção ao Rui Patrício, ao William, outros ao Battaglia… Os outros ficaram a tentar meter medo aos outros jogadores, a dizer ‘O Sporting somos nós’. Alguns tentaram acalmar os outros mas perderam o controlo, a maioria perdeu o controlo e agrediu e intimidou. Não houve nenhuma oportunidade de diálogo com os indivíduos. Chegaram, ocuparam o balneário e foram aos jogadores que queriam. Ficaram três pessoas em frente à porta e com eles lá não podíamos sair, tivemos de ficar no balneário. Não eram sempre as mesmas mas estavam sempre três ou quatro lá. Não me recordo se alguém tentou sair, dos jogadores. Quando entraram no balneário ouvi que estavam à procura do Rui Patrício, do William e do Battaglia, depois andaram também à procura do Acuña. Não sinto que tenha sido um alvo específico mas senti medo por tudo o que se passou, senti. Ameaças? Pessoalmente, não. A mim não me tocaram nem fizeram nenhuma ameaça direta. Alguém atirou uma tocha e acionou o alarme de incêndio perto do fim. No balneário só vi uma tocha, não reparei se houve mais”, explicou. Amanhã vão falar Bruno Fernandes e Ristovski.
Fotografia do Sporting CP.
Leões voltaram a aparecer ligados a um processo disciplinar que também envolve o sócio do Benfica e o presidente do Porto
14 Abr 2026 | 16:37 |
O Conselho de Disciplina da FPF decidiu avançar com a junção de dois processos disciplinares que envolvem o presidente do Porto, André Villas-Boas, após queixas apresentadas em momentos distintos. O caso passou agora para análise conjunta na Comissão de Instrutores, devido à ligação entre as participações.
De um lado está uma participação disciplinar apresentada pelo Sporting, que motivou a abertura de um processo inicial por parte da Secção Profissional do Conselho de Disciplina. Do outro, surge a queixa de João Diogo Manteigas, candidato à presidência do Benfica, que também contestou declarações feitas pelo líder portista na revista Dragões, considerando-as lesivas da sua honra.
A decisão do Conselho de Disciplina foi juntar ambos os processos por existirem factos e conteúdos relacionados entre si. Esta acumulação visa permitir uma análise mais uniforme e coerente das queixas apresentadas contra André Villas-Boas. O dirigente será agora notificado e chamado a prestar esclarecimentos formais no âmbito do procedimento.
Em causa estão declarações proferidas pelo presidente do Porto em contexto público, incluindo passagens polémicas publicadas na Revista Dragões, que motivaram reações por parte dos queixosos. O processo segue agora para a fase de instrução, onde serão avaliadas todas as provas e argumentos apresentados pelas partes envolvidas.
Vale lembrar que o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol instaurou um processo disciplinar Alberto Costa, jogador do Porto, também após uma queixa do Sporting. Em causa está um incidente ocorrido durante o jogo contra o Famalicão, que terminou empatado a duas bolas, onde supostamente o lateral dos dragões terá cuspido no avançado Sorriso.
Presente na primeira edição do Torneio Aurélio Pereira, este domingo, Presidente leonino falou sobre a atualidade verde e branca
12 Abr 2026 | 16:11 |
Presente no I Torneio Aurélio Pereira, Frederico Varandas considera que o Sporting vive um dos melhores momentos da história. O líder leonino destacou as campanhas europeias de diferentes modalidades leoninas para sustentar a ideia de um momento de pujança.
Frederico Varandas: "Vive-se um dos melhores momentos na história do Sporting"
"Eu acho que é dos melhores momentos da história do Clube. Tem três equipas nos quartos de final da Champions League, em futebol, andebol e hóquei. Temos ainda o futsal nas meias-finais. Isto mostra a consolidação de um projeto desportivo e mostra, inequivocamente, que é um dos melhores momentos da história. Está num momento pujante. Promove não só o desporto, mas também os valores do Sporting", começou por dizer o presidente leonino.
"Queremos estar na decisão das competições. É um orgulho a campanha europeia que fizemos, estamos entre as oito melhores equipas, e a responsabilidade está toda do lado de lá", acrescentou ainda Frederico Varandas, atirando a pressão para o lado do Arsenal, antes da segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões, depois da vitória inglesa em Alvalade, por 1-0.
Frederico Varandas: "Aurélio Pereira ficará na história do Sporting como uma das pessoas mais queridas e importantes da história do futebol"
O presidente do Sporting falou aos jornalistas após a final da primeira edição do Torneio Aurélio Pereira, no escalão sub-13. O Real Betis conquistou a prova, ao vencer os leões por 4-2. "É a melhor maneira de o homenagear, nestes moldes, com um torneio de referência. Ficará na história do Sporting como uma das pessoas mais queridas e mais importantes da história do futebol. Já agora parabéns ao Betis. Foi a primeira edição do torneio e vamos continuar", garantiu.
Acompanhado pelos embaixadores do torneio, Rui Patrício e Adrien Silva, Frederico Varandas entregou à família de Aurélio Pereira um quadro assinado por todos os jogadores que participaram nesta primeira edição. Um presente recebido pelo irmão do homenageado, Carlos Pereira, pelas filhas Mafalda e Rute, e também pelos netos Tomás e Filipe.
Líder máximo dos verdes e brancos endereçou as recentes palavras do homólogo portista, à margem do Torneio Aurélio Pereira, este domingo
12 Abr 2026 | 14:25 |
Frederico Varandas respondeu às declarações de André Villas-Boas, revelando também um episódio ocorrido na reunião na Federação Portuguesa de Futebol, depois de o dirigente portista ter mencionado um pedido de desculpas do líder leonino. As palavras surgiram no Estádio Universitário de Lisboa, após a final sub-13 do Torneio Aurélio Pereira, onde o Real Betis venceu o Sporting por 4-2. Confira tudo o que disse.
"Villas-Boas também vai dizer publicamente que o Apito Dourado é uma vergonha?"
"Há um ano, estávamos em eleições para a Liga, e os quatro presidentes de Sporting, Benfica, Porto e Braga estiveram com um acompanhante cada - eu, com Salgado Zenha; Rui Costa com Nuno Catarino; Villas-Boas com Pereira da Costa e António Salvador com André Viana - numa reunião num hotel em Gaia, para entrevistarmos os candidatos à presidência, João Fonseca e Reinaldo Teixeira. Quando entrevistámos o agora presidente, Reinaldo Teixeira, Villas-Boas disse: "Uma coisa extremamente importante para nós, Porto, é a verdade desportiva e os casos de justiça. O presidente da Liga tem de ter mão de ferro". Villas-Boas virou-se para Rui Costa e disse: "Isto afeta os dois. Não tenho problemas em dizer que o Apito Dourado e o caso dos e-mails são uma vergonha, por isso queria que o presidente da Liga dissesse que isto não pode voltar a acontecer". Eu agora pergunto: Villas-Boas também vai dizer publicamente que o Apito Dourado é uma vergonha?"
"Mas isso foi antes da visita do Sporting ao Dragão e antes da visita do andebol"
"Houve uma reunião promovida por Pedro Proença com os presidentes de Sporting, Porto, Benfica e Braga. Foi uma reunião positiva, construtiva, para falar de reformas. Proença apelou também aos clubes para que tivessem responsabilidade. Na despedida até pedi desculpa por alguns excessos no passado, nomeadamente com o presidente do Porto. Mas isso foi antes da visita do Sporting ao Dragão e antes da visita do andebol"
"Não vi nenhuma pergunta respondida"
"Ouvi com grande interesse as declarações do presidente do Porto após a reunião com a Ministra. Não vi nenhuma pergunta respondida. Vi um argumento um pouco ridículo, que é comparar o comportamento de um adepto, com comportamentos de uma estrutura profissional. Vi um grave atentado à liberdade de expressão, com condicionamento a comentadores e jornalista, pedia que enviasse para o presidente da associação de jornalistas de desporto, Manuel Queiroz, que estava de férias da Pascoa e não assistiu. E vejo ainda pior, talvez: ainda gozou com o estado clínico do treinador, com a delegada e com um jogador. Não vi nenhuma situação esclarecida"
"E o Sporting vai ficar calado? Então quem defende o Sporting?"
"Reparei que muitas pessoas, até a dizerem que isto já chega para Sporting e Porto. O Sporting não começou nada. Um clube agrediu e outro foi agredido. O Sporting recebe bem as equipas, não passa vídeos nos balneários dos árbitros. Não tem adversários que se sentem mal no Pavilhão João Rocha. Sinto silêncio e inação de quem dirige o desporto. E o Sporting vai ficar calado? Então quem defende o Sporting?".
Confira as declarações na íntegra:
Sporting mostra-se "tão grande como os maiores da Europa" e atinge feito inédito em Portugal
10 Abr 2026 | 17:52
Os "cinco casos" que Varandas levou à Ministra para serem respondidos na polémica Porto - Sporting
02 Abr 2026 | 09:05
Villas-Boas diz que Varandas foi fazer "figurinhas" e ironiza postura do Presidente do Sporting
01 Abr 2026 | 18:47