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'MAX', WENDEL E MATHIEU OUVIDOS NO JULGAMENTO DE ALCOCHETE

Jogadores relataram tudo o que viram no balneário

Leonino - Onde o Sporting é notícia
Leonino - Onde o Sporting é notícia

09 Dez 2019 | 18:23 |

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Luís Maximiano, Wendel e Mathieu foram os três primeiros jogadores do Sporting CP a falar no julgamento de Alcochete. Os jogadores falaram por videoconferência a partir do tribunal do Montijo. O jovem guarda-redes leonino foi o primeiro a falar. Durante cerca de 1h30 o jogador, que na altura ainda estava entre a equipa de juniores e os seniores, falou sobre o que sentiu durante a invasão. “Estava onde se calçava as botas antigamente, ao pé do balneário. Não me lembro bem quem foi mas tentaram fechar as portas. Mandaram sair do balneário porque estávamos a ser invadidos. A imagem que tenho é a do Vasco [Fernandes - secretário técnico da equipa de futebol profissional -] tentar fechar a porta e ser empurrado, de entrarem as pessoas todas com máscaras, com capuz. Foi aí que percebemos que era algo mais sério… Da nossa parte não houve nenhuma conversa, foram logo em direção ao Rui [Patrício], ao William [Carvalho], ao Battaglia, ao Acuña… E eu? Eu estava bloqueado, fiquei tão bloqueado com o que se estava a passar que acabei por ficar parado. Não consigo dizer quantos eram, uns 20 talvez que entraram todos juntos e depois deixei de reparar. Estavam todos mascarados. Não nos disseram nada, nós também não dissemos nada. Sei que se dirigiram aos jogadores que falei mas o Misic, que estava sentado do outro lado, também levou com um cinto. Vi que alguns foram agredidos, sim. O William não vi bem, ao Rui vi que puxaram a camisola e acho que lhe deram um murro no peito, estava lá pelo menos um. Com o Battaglia não sei quantas pessoas estavam lá porque estava na zona das macas, mais perto da porta, e atiraram o garrafão. Foi de frente, acho que se conseguiu defender. Ao Ludovico [Marques], o estojo atingiu-o penso que de frente, só vi o estojo de higiene a voar. O Montero levou um estalo, um indivíduo veio por trás e deu-lhe um estalo na cara. Estava de pé e ouvi-o dizer ‘Mas porquê eu?’. O Misic levou com o cinto na zona da cara, estava sentado e um indivíduo chegou lá e deu-lhe com o cinto. O Acuña levou um pontapé mas acho que o empurraram para dentro do cacifo, havia mais do que um à volta dele. Estavam todos de cara tapada, só vi um com o cinto na mão. Se chegaram a tentar falar? Não, entraram e começaram logo a agredir. Não me apercebi se estavam a bloquear o balneário, nem olhei para essa porta. Que tenha visto, ninguém saiu. Estava a olhar para os acontecimentos. Fiquei com a ideia que saíram ao mesmo tempo. Ouvi dizer ’Não ganhem domingo que vão ver’”, disse. A declaração de Wendel ficou marcada pela frase “Não me recordo”, que o jogador brasileiro disse mais de 20 vezes ao longo do testemunho. Esta situação levou mesmo a juíza a dizer: “Espero que nunca tenha problemas de memória no futuro”. “Estava no ginásio, sozinho. Sim, sozinho. Ouvi uma multidão. Vinham a correr mas não vi caras. Tinham todos as caras tapadas. Fui ter com os companheiros que estavam no balneário para avisar. Tentámos fechar a porta mas não conseguimos, não me recordo quem. Quantos? Não tenho ideia, uns 25 a 30 todos de cara tapada. Disseram que não éramos jogadores para o Sporting e mandaram tirar a camisa. Depois, agrediram. A mim também. Houve um que me bateu no rosto, com a mão aberta. Vi mais três jogadores agredidos, o Acuña, o Misic e o William Carvalho. O Acuña foi por mais do que um, com tapas. Estaladas? Isso, na cara. O Misic foi com um cinto, só por um indivíduo, nas costas. O William foi na cabeça, com tapas. Não me recordo quantas pessoas foram. Fumo? Sim, sim, também, com tochas mas só vi o fumo, não vi ninguém a atirar. Foi quando estavam a sair. Também ouvi o alarme do incêndio, por causa desse fumo. Estiveram uns cinco minutos lá dentro, foi tudo muito rápido. Depois saíram todos ao mesmo tempo”, relembrou. Por fim falou Mathieu, com o veterano defesa central francês a explicar o que viu, recorrendo a um tradutor. “Estava na Academia, estava nos balneários e foi lá que tudo aconteceu. É difícil dizer por causa da confusão e porque foi tudo muito rápido quantos eram mas diria que entraram 20 a 30 pessoas. A porta estava aberta, o Vasco tentou fechar mas já era demasiado tarde, alguém conseguiu forçar primeiro a entrada. Aproximaram-se de alguns jogadores, agrediram alguns e passou-se tudo muito rápido. Acuña foi bloqueado, foi o primeiro que vi de onde estava, na cara com as mãos. Duas ou três pessoas, vi que lhe deram golpes no rosto. O Misic vi a ser agredido com um cinto, uma pessoa passou ao lado dele, deu-lhe dois ou três golpes nas pernas e depois mais um nas costas. Do sítio onde estava só vi estes. Os jogadores, devíamos estar uns 22, faltavam três ou quatro, mais os elementos da equipa técnica e também os fisioterapeutas. Muitos procuraram e foram em direção ao Rui Patrício, ao William, outros ao Battaglia… Os outros ficaram a tentar meter medo aos outros jogadores, a dizer ‘O Sporting somos nós’. Alguns tentaram acalmar os outros mas perderam o controlo, a maioria perdeu o controlo e agrediu e intimidou. Não houve nenhuma oportunidade de diálogo com os indivíduos. Chegaram, ocuparam o balneário e foram aos jogadores que queriam. Ficaram três pessoas em frente à porta e com eles lá não podíamos sair, tivemos de ficar no balneário. Não eram sempre as mesmas mas estavam sempre três ou quatro lá. Não me recordo se alguém tentou sair, dos jogadores. Quando entraram no balneário ouvi que estavam à procura do Rui Patrício, do William e do Battaglia, depois andaram também à procura do Acuña. Não sinto que tenha sido um alvo específico mas senti medo por tudo o que se passou, senti. Ameaças? Pessoalmente, não. A mim não me tocaram nem fizeram nenhuma ameaça direta. Alguém atirou uma tocha e acionou o alarme de incêndio perto do fim. No balneário só vi uma tocha, não reparei se houve mais”, explicou. Amanhã vão falar Bruno Fernandes e Ristovski.


Fotografia do Sporting CP.



Clube

Conhecidos resultados oficiais da AG do Sporting: Adepto castigado 20 meses

Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade

Sócios do Sporting estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na Assembleia Geral Comum Ordinária e Extraordinária
Sócios do Sporting estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na Assembleia Geral Comum Ordinária e Extraordinária

11 Out 2026 | 22:35 |

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Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.


Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.


O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.


O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.

Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou. 



Clube

Varandas esteve com Obama e conta que achou que podia ficar apenas 6 meses no Sporting

Presidente marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão

Frederico Varandas, Presidente do Sporting, marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, juntamente com Barack Obama
Frederico Varandas, Presidente do Sporting, marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, juntamente com Barack Obama

11 Out 2026 | 10:43 |

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Frederico Varandas marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão. O Presidente do Sporting recordou que, logo após ser eleito em 2018, admitiu aos elementos da sua direção que o mandato poderia durar apenas seis meses, caso fosse necessário tomar decisões difíceis.


F. Varandas: "Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos"


"A primeira vez que reunimos depois de eleitos em 2018, todos os meus colegas de Conselho Directivo estavam muito felizes, orgulhosos, mas estraguei aquele ambiente de festa logo aos três minutos. Disse-lhes: Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos, porque vamos fazer o que tem de ser feito", contou.


O dirigente, que participou num painel sobre liderança antes da intervenção do antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, recorreu também à experiência militar para explicar a importância de conhecer os próprios limites e decidir sob pressão. Varandas recordou a missão no Afeganistão e a forma como essas vivências influenciaram a sua maneira de liderar: "Mais do que os resultados, as pessoas seguem valores. O que tiro da minha formação militar (ainda sou capitão do exército com muito orgulho) e da experiência da missão no Afeganistão, com os comandos, é a capacidade de conhecer os meus limites. Somos testados em condições altamente desfavoráveis, tendo de continuar a trabalhar, a decidir sob pressão, muitas vezes nesse limite", afirmou.

Além do mais, relatou ainda um episódio vivido durante uma missão em Kandahar, quando um oficial demonstrou nervosismo antes de uma patrulha numa zona dominada pelos talibãs. "Aprendi que nós, líderes, temos de tomar decisões difíceis. Quando premimos o gatilho, temos medo? Temos. Mas temos, sobretudo, de não transmitir esse medo aos nossos colaboradores, aos nossos soldados", sublinhou.


Varandas - que recentemente deu um estouro em Luís Montenegro - abordou também a sua perspetiva sobre as características necessárias para liderar, afastando a ideia de que a vontade, por si só, permite alcançar qualquer objetivo: "A liderança penso-a exatamente da mesma maneira: temos de ter características inatas para ser um líder com competências e resultados. Todos melhoramos, sim, com treino, mas um verdadeiro líder, que aguenta momentos difíceis... isso nasce connosco".


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Varandas dá estouro em Montenegro; Líder do Sporting mete primeiro-ministro no bolso e arrasa Porto

Durante debate no Parlamento, chefe do Governo utilizou uma metáfora com Clube de Alvalade para visar críticos do seu mandato

Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto
Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto

10 Out 2026 | 09:47 |

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Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto. No final da vitória dos leões por 3-1 frente ao Braga, o Presidente leonino comentou as palavras do primeiro-ministro durante o debate do Orçamento do Estado.


Montenegro, adepto dos dragões, tinha recorrido à história do Sporting para ilustrar a ideia de que as previsões de défice feitas pela oposição poderiam não se concretizar no imediato. O chefe do Governo aludiu à expressão "para o ano é que vai ser", numa referência ao longo período que os leões passaram sem conquistar o título nacional.


Varandas revelou que recebeu várias mensagens sobre o episódio e explicou que só tomou conhecimento exato das declarações durante a deslocação para o jogo com o Braga. "Realmente recebi muitas mensagens sobre o debate quinzenal. Tanto que, na viagem para cá, tive de ver o que realmente tinha sido dito. Não houve nada. Foi uma graçola. Eu não a teria feito, tendo em conta que há milhões de eleitores Sportinguistas", afirmou.


F. Varandas: "Preferia estar mais 19 anos sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros"

O líder do Sporting não ficou, porém, por aí e aproveitou a ocasião para lançar uma farpa ao rival portista, recorrendo à polémica das escutas relacionadas com o Apito Dourado. "Mas essa do clube que ganhava quase, quase... Só queria dizer que estivemos 18 ou 19 anos sem vencer. Mas posso dizer que preferia estar mais 19 sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros", declarou.


Quanto ao jogo, o Sporting venceu o Braga por 3-1 na 8.ª jornada da Liga, depois de ter chegado ao intervalo em desvantagem, graças a um autogolo de Rui Silva, aos 41 minutos. Na segunda parte, Luis Suárez restabeleceu a igualdade aos 66’, de cabeça, e um autogolo de Bernardo Fontes, aos 70’, consumou a reviravolta leonina. Rodrigo Zalazar fechou o resultado aos 81 minutos, com um remate de fora da área.


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