O "provinciano" de dimensão internacional
Rui Borges tem toda a legitimidade, todo o crédito e toda a autoridade para continuar a ser o senhor que se segue no Sporting
22 Ago 2020 | 09:22
Se o acordo com o Batuque custou 330 mil euros ao Sporting e indignou tantas pessoas e fez correr tanta tinta, este também indigna, mas curiosamente fez correr menos tinta. Porque será?
Pouco mais de um mês após ser eleito presidente do Sporting, Frederico Varandas resolveu o processo da transferência de Rui Patrício para o Wolverhampton, e pelo que foi comunicado à CMVM em outubro de 2018, o Sporting receberia 18 milhões de euros.
Mas nessa mesma data o Sporting comunicou também à CMVM que desses 18 milhões de euros, o Sporting iria pagar 4 milhões de euros à Gestifute para resolução do diferendo com essa entidade aquando das renovações de contrato de Rui Patrício e Adrien Silva.
A Gestifute reclamava 9,5 milhões de euros do Sporting, resultante do facto de ter tramitado as renovações de contrato de Rui Patrício e Adrien Silva com o clube, e pelo que foi comunicado acordou receber “só” 4 milhões de euros. Sendo certo que a anterior direção nunca reconheceu esta dívida, o que temos de louvar, pois todos os Sportinguistas estranham que se tenham de pagar tantos milhões de euros a agentes desportivos para que atletas formados no clube renovem o seu contrato.
Pelo reportado à CMVM, parece que Varandas fez um bom negócio, o Sporting tinha de pagar à Gestifute 9,5 milhões de euros e só pagou 4 milhões de euros. Mas será que havia mesmo a dívida? E se havia, não seria mais ajuizado recorrer à justiça, que apesar da sua morosidade, podia ter evitado o Sporting de fazer um pagamento tão avultado numa altura de finanças tão débeis? Ou será que o pagamento teve de ser feito, porque sem ele não haveria acordo com o Wolverhampton?
Só que, para surpresa nossa, no relatório do primeiro trimestre de 2019, ficaram os Sportinguistas a saber que afinal o Sporting só recebeu da transferência de Rui Patrício para o Wolverhampton 12 milhões de euros, pois pagou 2 milhões de euros a esse clube para entrar no mercado chinês.
A indignação dos Sportinguistas por desconhecerem este protocolo, e principalmente por não conseguirem atingir o seu alcance ou necessidade é grande. Estou inteiramente ao lado de todos aqueles sócios que exigem conhecer este acordo.
Se o acordo com o Batuque custou 330 mil euros ao Sporting indignou tantas pessoas, incluindo Frederico Varandas, e fez correr tanta tinta, este também indigna, mas curiosamente fez correr menos tinta. Porque será?
O campeonato chinês já tem muitos bons jogadores, e de certeza que pelo menos alguns reforços do plantel do Sporting para a próxima época vão chegar desse campeonato, e é nessa altura que todos os Sportinguistas vão perceber o alcance do protocolo.
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