PLANO DO SPORTING PARA O MERCADO DE INVERNO
Marcador de golos, central com saída de bola e novo médio para substituir capitão. Este é mais um exclusivo do Leonino
Redação Leonino
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26 de Janeiro 2020, 10:27

O Inverno estava a chegar como na saga dos Tronos. Desde 31 de agosto que se esperava pelo mercado de janeiro após um turbulento fim de Verão. Ainda em 2019, as famílias Lannister, Stark e Targaryen reuniram-se numa única sala, que é como quem diz, juntou-se à mesa o quartel-general do Sporting Clube de Portugal para juntos dotarem o exército à ordem de Silas de maior poder de fogo.

Silas percebeu desde a primeira hora que o plantel dos leões é curto e de qualidade insuficiente. O Leonino sabe que das várias conversas entre as diversas sensibilidades resultou o Plano de Inverno, uma lista que se dividiu em três: posições a reforçar; Bruno Fernandes (outra vez Bruno Fernandes); e dispensas.

Tudo começa no capitão. Tal como no verão, toda a estratégia se centrou na venda de Bruno Fernandes. A ideia era vender o médio goleador no início de janeiro para dar tempo de negociar e investir nas posições carenciadas, assim como preparar com tempo a sua substituição. Se saísse, o Sporting CP estaria na disposição de abrir os cordões à bolsa na aquisição de outro jogador com característica semelhantes.

Mesmo sem o dossier Bruno Fernandes resolvido, com o leilão pela Europa fora a prolongar-se novamente, o que desvaloriza o ativo e dificulta a venda, o Clube de Alvalade não pôde esperar mais para suprir a mais gritante falha do plantel. Sporar chegou e já treina em Alcochete (ler aqui) para afinar a pontaria de goleador, que já de si vem afinada da Eslováquia. Proveniente do Slovan Bratislava, o esloveno marcou 61 golos em 78 jogos nas três últimas épocas, e na de 2019/20 leva já 20 remates certeiros em 26 partidas.

Em declarações exclusivas de Azbe Jug ao Leonino, o antigo guarda-redes do Sporting CP, detalhou que o ponta-de-lança vai trazer “frescura para o ataque” e ajudar “na pressão sobre os defesas, como estávamos acostumados com o Slimani”. Falámos também com um conhecido agente FIFA, que prefere ser mais cauteloso: “Marcou muitos golos na Eslováquia, mas falhou na Suíça e na Alemanha. Marca muitos golos de encostar o pé, mas de cabeça não vi nenhum. Para mim, Sporar é uma incógnita”. Mas a bola a seu dono. O leonino sabe que Silas avalizou a contratação do ponta-de-lança esloveno, considerando que tem potencial. Por isso e pela falta de alternativas, é de esperar que, em Alvalade, Sporar seja aposta imediata.

Questão Central

Mais difícil para não dizer tema encerrado é a questão central da defesa. O treinador do Sporting pediu um central, daqueles que têm “saída de bola”, que sabem construir a partir de trás. Dos quatro que fazem parte do plantel, apenas Mathieu cumpre essa função, o que fica aquém das necessidades por duas razões essenciais. Por um lado, o francês não aguenta uma época inteira, falhando muitos jogos por lesão, além dos eventuais amarelos numa posição exposta a cartões, por outro, a equipa técnica queria ter soluções para implementar uma defesa a três, subindo os laterais, ainda para mais porque Acuña é muito potenciado numa posição intermédia entre lateral e extremo, na medida que é dos jogadores que melhor cruza na equipa, cruzamentos esses que podem ser aproveitados pelo novo ponta-de-lança. “Na antecipação e na movimentação dentro de área, é mais forte que Luiz Phellype”, explica o agente FIFA.

A questão do central com saída de bola é ainda mais relevante porque os trincos do Sporting CP, quer Doumbia, quer Battaglia, também não são fortes nesse aspeto do jogo. De qualquer forma, o Leonino apurou junto de fonte segura que nesta altura o Sporting CP não está à procura de nenhum jogador no mercado, querendo apenas fechar o dossier Bruno Fernandes.

Jogo de Dominó

No que toca a dispensas, de igual forma, os leões não estão muito ativos neste final de janeiro, embora neste caso não fosse sequer o objetivo inicial. Com um plantel com poucas soluções, a equipa não se pode dar ao luxo de ficar ainda com menos soluções. A saída de Fernando foi uma “não dispensa”, na medida que não se pode dispensar quem “nunca” entrou. O jogador brasileiro já foi devolvido à procedência, depois da folha em branco que foram as suas aparições na equipa sénior leonina. Jesé também esteve para seguir a mesma receita, mas acabou por ficar. E de dispensas não se deverá ouvir falar mais até final da época.

Silas está preocupado com a situação, sobretudo pelo risco de perder Bruno Fernandes, e de não haver tempo de colmatar convenientemente a sua saída. Dos seus pedidos – goleador, central e início de janeiro como data limite para a saída de Bruno Fernandes –, cumpriu-se um.

Um dado relevante que tem prejudicado o Sporting CP: o mercado tem estado muito parado. “Isto é como um jogo de dominó. Ainda não caiu a primeira peça, que faz depois todas as outras peças mexer”, conclui o reconhecido agente FIFA. A poucos dias do fecho de mercado, é bem possível que já ninguém suba ao Trono de Ferro.

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