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Futebol
30 Abr 2021 | 14:23 |
A equipa principal de futebol do Sporting entra em campo no próximo sábado, 1 de maio, na receção ao Nacional, pelas 20h00. Na antevisão do encontro, Rúben Amorim, técnico leonino, mostrou-se confiante nos seus pupilos, garantindo que sente o apoio dos adeptos verdes e brancos.
Título? “Temos de ser frios”
“É notório, as pessoas falam-me na rua, existe essa pressão, essa ansiedade nos sportinguistas que nós enquanto estrutura temos de levar como o carinho deles, mas também saber que isto muda em relação aos resultados. O que é carinho hoje amanhã pode ser outra coisa, isto está tudo muito ligado. Mas é importante. O principal é o que temos de fazer. A dinâmica dá força, mas temos de ser frios, abstrair-nos um bocado disso”, começou por dizer.
“O foco está no nosso jogo, se os outros puderem ‘ajudar’ muito bem”
O técnico leonino garantiu que falta de eficácia não é exclusiva dos leões, dando outros exemplos: “Temos de olhar para campeonato e para os rivais, não somos só nós que estamos a marcar menos golos, todos têm tido dificuldades, revela a qualidade das outras equipas e dos outros treinadores. Talvez o momento também nos crie mais ansiedade. Mas também temos feito mais remates, não temos é feito tantos golos. Acredito sempre que podemos melhorar no próximo jogo”, disse, garantindo que jogar antes ou depois dos rivais é indiferente.
“Se olharmos para os resultados, jogar antes tem sido melhor, poderá ser coincidência – em Barcelos podíamos ganhar vantagem penso que FC porto tinha perdido pontos, até estivemos a perder e demos a volta, não se notou ansiedade. Agora nos últimos jogos em jogámos depois e perdemos pontos, portanto olhando para o resultado tem sido melhor antes, mas penso que tem sido coincidência nem penso muito nisso. Não tenho preferência. O foco está no nosso jogo, se os outros puderem ‘ajudar’ muito bem”, garantiu.
Melhor treinador da Liga? “Não, de forma alguma”
“Tenho um grupo muito forte que é muito unido; uma equipa técnica, uma estrutura que me ajuda muito e a tal estrelinha que me ajudou em certos resultados. Mas o passado já não conta, o que quero é melhor treinador no futuro, ganhar mais jogos no futuro. O que passou, passou. O melhor de forma alguma, sou bastante inexperiente ainda, tenho muita coisa para melhorar. Sinto-me mais um treinador que tenta ser melhor e está ansioso pelo futuro”, garantiu Rúben Amorim.
“Há coisas que não controlamos”
Questionado sobre maiores dificuldades com adversários mais ‘fracos’, Amorim garante que são fases: “Lembro-me de estar a dizer que ganhámos a equipa do oitavo para baixo, agora é ao contrário. Eu acredito que há coisas que não controlamos fizemos muitos remates com Belenenses SAD, Moreirense e Famalicão e não conseguimos vencer. Em Braga fizemos um remate enquadrado e marcámos; há coisas que não sei explicar. Tivemos má fase, agora esta vitória, o que me deixa tranquilo é que a atitude deles está lá sempre, isso e resposta que me deixa tranquilo. Está tudo difícil de controlar. A resposta é boa mesmo com empates, dúvidas à volta da equipa”, rematou.
“No fundo estava-me a ajudar a mim”
Abordando as ausências, Amorim tem confiança de voltar a contar com Tiago Topmás e Tabata até ao final da temporada: “Temos o Tabata e o Tiago Tomás em recuperação – não é para este jogo, é para o resto dos jogos. Vamos fazer o máximo para recuperá-los, principalmente o TT, que tem europeu sub-21 e queremos ajudá-lo a ir”, garantiu, mostrando-se pouco preocupado com a preparação de Max.
“Em relação ao Max, não tive [preocupação especial]. A grande preocupação que tive com os guarda-redes foi ir buscar o Vital. Depois deixo-lhe a responsabilidade toda e facilita-me a vida. Daí a minha força de trazer o Vital, porque no fundo estava-me a ajudar a mim e não tanto aos guarda-redes [risos]”.
“Vou ser melhor no futuro”
Abordando o ambiente que se vive no futebol português, Amorim garante que todos têm a sua culpa: “Cabe a todos melhorarmos o nosso comportamento, eu não tenho sido o melhor dos exemplos, cada um só pode controlar o seu. O que tento fazer é, quando há uma expulsão, penso sempre que é a última, faço esse trabalho mental sabendo que com a pressão do dia a dia, a falta de público – acho que é um fator importante – existem alguns excessos”, disse, prosseguindo.
“Também não se falar de futebol e falar de outras coisas dá jeito às vezes (risos). Não falar dos resultados, dos pontos se avanço, dos pontos que faltam, mas isso faz parte do jogo, não é de agora, cada um deve olhar para si. Todos o fazemos, todos vivemos essa pressão- Faço o meu máximo, acreditem ou não, e vou ser melhor no futuro”.
Confira aqui a conferência de imprensa:
https://www.youtube.com/watch?v=HZnNpvlL6GQ
Lateral direito do emblema verde e branco foi titular na vitória do país vizinho frente à Chéquia, em jogo da terceira ronda da Liga das Nações
04 Out 2026 | 15:20 |
Iván Fresneda entrou num clube muito restrito da história recente do Sporting ao estrear-se pela seleção principal de Espanha. O lateral-direito foi titular na vitória espanhola frente à Chéquia e tornou-se apenas o quarto jogador do futebol masculino com ligação ao Clube de Alvalade a representar 'La Roja'.
A estreia coloca o ala ao lado de três nomes que também passaram pelos leões: Pedro Porro, Héctor Bellerín e Pablo Sarabia. Trata-se, assim, de um lote bastante reduzido de jogadores que vestiram a camisola leonina e chegaram posteriormente ao principal escalão da seleção espanhola.
Pedro Porro é, naturalmente, um dos casos mais marcantes. O lateral-direito chegou a Alvalade em julho de 2020 e permaneceu no Sporting até janeiro de 2023, período durante o qual ganhou grande destaque com a camisola verde e branca. As boas prestações em Portugal ajudaram-no a conquistar espaço no futebol espanhol e acabaria por representar a seleção do seu país.
Bellerín teve um percurso diferente. Depois da saída de Porro, o Sporting apostou no internacional espanhol, que chegou proveniente do Barcelona. A passagem por Alvalade, contudo, ficou aquém das expectativas e terminou poucos meses depois, com o defesa a regressar ao Real Betis no verão seguinte.
A lista fica completa com Pablo Sarabia, que representou o Sporting em 2021/22, por empréstimo do Paris Saint-Germain. O extremo deixou uma imagem bastante positiva durante a passagem por Alvalade e também chegou a ser internacional espanhol.
Dentro das quatro linhas, jogador de 20 anos distingue-se sobretudo pela velocidade, agilidade e capacidade para ultrapassar adversários no um para um
04 Out 2026 | 13:17 |
O Sporting aproveitou a pausa internacional para realizar um encontro particular diante do Atlético, na Academia Cristiano Ronaldo, e saiu vencedor por 1-0. Com várias ausências, Rui Borges recorreu a jogadores da formação e acabou por encontrar em Paulo Cardoso a solução para decidir a partida. O extremo de 20 anos, que representa a equipa B, foi responsável pelo único golo do encontro.
Conhecido também por “Kanal”, o jovem cabo-verdiano tem vindo a afirmar-se desde que chegou aos leões. Na temporada passada, ao serviço da equipa secundária, participou em 29 jogos na Liga 2, contribuindo com cinco golos e duas assistências.
Paulo Cardoso veio para Alvalade na época passada, depois de ter representado o Estrela da Amadora, onde cumpriu os seis meses anteriores ao ingresso nos leões. O salto para o futebol português aconteceu numa fase em que ainda procurava adaptar-se às exigências do futebol europeu, mas o extremo rapidamente começou a mostrar características que despertaram atenção dentro da Academia. Atualmente está avaliado em 1,8 milhões de euros.
Dentro das quatro linhas, o jogador distingue-se sobretudo pela velocidade, agilidade e capacidade para ultrapassar adversários no um para um. Habitualmente parte do lado esquerdo, atuando com o pé direito por dentro, procurando aproximar-se da zona central para finalizar ou criar situações de perigo através de passes rasteiros para a área.
A evolução de Paulo Cardoso já lhe valeu oportunidades de trabalhar junto da equipa A. Depois de ter iniciado a temporada condicionado por uma lesão, o extremo voltou aos treinos e tem sido observado por Rui Borges, que agora lhe deu minutos no particular com o Atlético. O golo marcado nesse encontro surge, assim, como mais um sinal do crescimento de um jovem que procura conquistar espaço.
Ex lateral recorda anos de convivência com o treinador visto como possível sucessor de Rui Borges e destaca características que já o diferenciavam
04 Out 2026 | 12:50 |
Pedro Silva, antigo lateral direito do Sporting, conhece bem Abel Ferreira e tem uma perspetiva privilegiada sobre o treinador português. Os dois foram concorrentes pela posição em Alvalade e o ex jogador teve ainda uma ligação significativa ao Palmeiras, clube onde fez grande parte da sua formação.
O antigo ala recorda os três anos de convivência com o treinador apontado ao lugar de Rui Borges e destaca desde cedo as características que já o diferenciavam. "Eu gosto muito dele, convivemos três anos, já se notava que era um estudioso do futebol no balneário e tinha uma dedicação exemplar", afirmou.
Para Pedro Silva, não há grandes dúvidas sobre o lugar que Abel Ferreira já ocupa na história do Palmeiras: "É o maior treinador da história do Palmeiras, sem dúvida! Um grande clube, no qual eu joguei e que conheço bem o que tem vivido. Acertaram em cheio com um treinador de grande espírito, que os adeptos adoram e respeitam".
P. Silva: "Posso confessar que ficaria fascinado se o visse treinar a seleção brasileira"
Além do mais, destaca o impacto de Abel no futebol brasileiro e admite que gostaria de o ver assumir o comando da seleção: "Acho que todos os brasileiros respeitam imenso esse trabalho, até porque ele demonstra ao longo do tempo com grandes conquistas. E não é a toa que se tornou o maior do Palmeiras. Posso confessar que ficaria fascinado se o visse treinar a seleção brasileira com as suas ideias e liderança. Chama muito a atenção todo esse trabalho do Abel no Brasil", explicou.
O antigo lateral também atribui parte do sucesso à relação entre Abel Ferreira e Leila Pereira, presidente do Palmeiras: "A presidente é igualmente fundamental no que tem sido alcançado com estabilidade. Tem dado toda a liberdade do treinador decidir e trabalhar. Isso é para poucos no Brasil. O Abel teve essa felicidade de encontrar a Leila neste caminho, que é uma presidente com total respeito pelo trabalho do treinador. Tem uma retaguarda fortíssima para exercer a sua liderança. E, em função disso, estão à vista todos os resultados. O Abel representa imenso para o futebol brasileiro, estamos felizes pela sua trajetória".