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Após queixa do Porto em relação a Varandas, Presidente do Sporting é absolvido pela FPF
13 Fev 2026 | 11:28
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18 Mar 2020 | 17:03 |
A pandemia global COVID-19 obrigou a que as competições desportivas por todo o mundo fossem suspensas. Neste sentido, o Leonino falou com o médico, especializado em psicologia, Carlos Martins, atualmente mental coach da equipa de desportos eletrónicos yng Sharks, e que já passou por clubes como os Boston Celtics e New England Patriots, nos Estados Unidos, o Celta de Vigo e o Espanhol de Barcelona, em Espanha. O que devem os clubes fazer no atual cenário, como podem colmatar a ausência de treinos e preparar-se mentalmente para esta fase foram alguns dos temas abordados na conversa com Carlos Martins.
Leonino: Como é que os clubes devem agir perante a atual situação?
Carlos Martins: Neste momento, em que ainda estamos numa fase de crescimento exponencial do coronavírus, a suspensão das competições, como aconteceu, é o ideal. Em termos de treino, depende muito das zonas geográficas de que estejamos a falar. Aquilo que aconteceu com o Valência é o exemplo do que correu mal, mas que pode acontecer a qualquer grupo de trabalho. Se estivermos numa zona de risco, o ideal é cancelar os treinos, tal como foi feito.
De que forma é possível atenuar as consequências da suspensão das competições e dos treinos?
Por norma, cada jogador tem sempre um plano de treino individual anexado ao treino geral da equipa. Por vezes, esses planos podem ser executados em casa. Aliás, muitos jogadores de elite fazem-no diariamente e, mesmo quando estão de folga, têm treinos de recuperação. É perfeitamente exequível delinear um plano de treino individualizado e basta que o preparado físico o adapte à realidade de cada jogador. Desta forma, é possível que os jogadores mantenham uma boa forma física. No entanto, naturalmente, o mesmo não se aplica ao ritmo competitivo.
Quais as implicações para os jogadores desta paragem?
Depende de quando as competições voltem a ser retomadas. Se a época tiver terminado, talvez o impacto seja menor. Assim, em julho/agosto, haverá tempo para fazer uma pré-época e recuperar a condição física ideal, mas terá, certamente, impacto. Em termos mentais, depende muito de jogador para jogador e é difícil fazer essa análise sem conhecer cada caso em concreto.
Se as competições forem retomadas em maio/junho, será necessária a realização de uma pré-época para que os jogadores recuperam os índices físicos?
Não havendo jogos até lá, a pré-época será feita a nível do treino, ou seja, dar-se-á mais atenção à vertente física do que propriamente à parte tática, principalmente na primeira e segunda semana. Competitivamente, será como no início da época, ou seja, será preciso aguardar dois ou três jogos até que os jogadores recuperem os índices competitivos desejados.
Na sua carreira, já passou pelos Boston Celtics, New England Patriots, entre outros grandes clubes. Existem diferenças significativas na forma de trabalhar nos Estados Unidos e na Europa?
Nos Estados Unidos, estive num desporto diferente e, portanto, difere bastante. No entanto, uma das diferenças que notei foi a utilização dos números que os americanos fazem. Na Europa, embora se utilize, ainda estamos longe do que se faz nos Estados Unidos. A análise destes mesmos números pode ajudar, matematicamente, a aconselhar melhor os jogadores, tanto em termos físicos como mentais. É importante, inclusive, os treinadores terem esses dados com eles porque é importante perceber o número de quilómetros que cada jogador faz, a velocidade média, o número de sprints, etc.. O preparador físico deve ter esses dados para que o treino de cada jogador seja ajustado em função disso. A posição que ocupa e a anatomia de cada atleta pode ter um grande impacto. Há jogadores mais velocistas, mas que não têm tanta massa muscular, por exemplo. Os dados adaptam-se a qualquer clube e a informação vale consoante a equipa técnica a utiliza para melhorar a prestação de cada jogador. No trabalho individual, ajuda bastante e penso que é uma mais-valia.
Em Portugal, sobretudo no futebol, os treinadores queixam-se bastante quando o tempo de recuperação é inferior a 72 horas. Nos Estados Unidos, é frequente os jogadores entrarem em campo várias vezes por semana. Na sua opinião, é possível os jogadores recuperarem fisicamente em menos de 72 horas?
Acredito que sim. Já existem várias técnicas de recuperação muscular, entre elas a aplicação de massagens, os banhos de gelo, entre outras. Tudo isto permite diminuir muito o tempo de recuperação. No entanto, todas estas técnicas estão relacionadas com a preparação física que cada jogador tem e o próprio treino que lhe é aplicado, porque é importante que o mesmo seja adequado à realidade de cada atleta. O importante é que os jogadores estejam bem preparados para que a recuperação seja, posteriormente, mais fácil.
Em Espanha, trabalhou no Celta de Vigo e no Espanhol. Quais as maiores aprendizagens que retirou desta experiência?
Retirei bastantes aprendizagens. Em primeiro lugar, foi o meu primeiro contacto com o futebol e foi-me possível criar uma rotina mental com os jogadores e com o treinador. Essa aprendizagem é algo que vou levar para o resto da minha carreira. No Celta de Vigo, tive de puxar mais pelos galões. No Espanhol, tive o acompanhamento de alguém mais experiente, o que ajudou bastante.
Com o avanço da ciência e, consequentemente, das técnicas de treino, têm sido inúmeros os recordes a serem batidos. Acredita que, no futebol e noutras modalidades, esta seja uma tendência que se vai manter no futuro?
É complicado. Não temos um Cristiano Ronaldo todos os dias. Não é usual termos um talento daqueles aliado a uma capacidade de trabalho impagável. Há recordes que ainda hoje se mantêm e têm muitos anos, mas, dependendo apenas da condição física, acredito que muitos deles possam cair.
“Esports são um jogo muito mental”
Atualmente, também é mental coach dos yng Sharks, uma equipa de desportos eletrónicos. Em que consiste o seu trabalho?
A ideia é trabalhar e fortalecer o lado mental dos jogadores. Mais do que propriamente físico, os esports são um jogo muito mental, porque é muito stressante estar muitas horas a competir. A ideia é dar-lhes ferramentas durante o treino, para que, automaticamente, durante o jogo, eles estejam a utilizá-las sem se aperceberem. O meu trabalho passa muito por ensiná-los a relaxar, uma espécie de auto-hipnose para que possam entrar motivados e mentalizados no objetivo. A parte respiratória é muito importante para que, em pico de stress, possam manter o nível de performance. Tenho de lhes dar ferramentas práticas para que eles mantenham a sua performance incólume, apesar das situações de stress causar, naturalmente, alterações psicológicas por estarem tantas horas à frente de um computador.
Os jogadores têm-se mostrado abertos a trabalhar nessas vertentes?
Sem dúvida. Além do desportista, trabalho o ser humano e é importante dar esse suporte adicional para que não se percam naquilo que é a personagem do jogo, mas sinto que eles têm estado bastante recetivos ao trabalho que temos vindo a fazer.
Eleições do emblema verde e branco terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março
16 Fev 2026 | 14:28 |
A candidatura de Bruno Sorreluz, mais conhecido por Bruno ‘Sá’, foi oficialmente validada, cumprindo todos os pressupostos exigidos pelos estatutos do Sporting. O empresário, de 45 anos, entregou a lista no dia 12 de fevereiro e vai agora concorrer contra Frederico Varandas.
A novidade foi anunciada pelo próprio Bruno Sá, proprietário do restaurante ‘Cantinho do Sá’, localizado nas imediações do Estádio José Alvalade. O candidato recorreu às redes sociais para partilhar a notícia e agradecer tanto aos apoiantes como àqueles que duvidaram da capacidade da sua equipa em reunir os requisitos necessários.
B. Sorreluz: “É oficial! Vamos a votos"
“É oficial! Vamos a votos. Obrigado a todos os que acreditaram e tornaram possível esta missão, mas um agradecimento também a quem não acreditou e colocou em causa a capacidade da fantástica equipa que me acompanha”.
O empresário - que criticou recentemente Frederico Varandas - sublinhou ainda a preparação da sua equipa para enfrentar a campanha eleitoral: “Conseguir, em tão pouco tempo, os requisitos legais para formalizar a candidatura, mostra que estamos preparados para tudo. Vamos à campanha”, escreveu.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Candidato às próximas eleições do Clube de Alvalade deixou uma mensagem nas redes sociais após a formalização da sua intenção
13 Fev 2026 | 14:36 |
Bruno Sá entregou esta quinta-feira as assinaturas para a oficialização da sua candidatura à presidência do Sporting. E se inicialmente evitou revelar os nomes que integram a sua lista acabou por deixar críticas pelo facto de estes terem sido tornados públicos. Numa mensagem nas redes sociais da sua candidatura intitulada "há momentos na vida em que o silêncio deixa de ser opção", o candidato não se deixou ficar.
"Minutos depois [de falar aos jornalistas], os nomes que integram as listas da minha candidatura já circulavam em grupos de WhatsApp e, de seguida, na Imprensa, quando estavam apenas na posse de quem os recebeu oficial e confidencialmente", frisou, garantindo: "Já manifestei, por telefone, o meu profundo desagrado ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. João Palma."
"Como pode um candidato sentir confiança?"
"Como pode um candidato sentir confiança num processo em que informação sensível é exposta desta forma? Que garantias existem? Situações destas podem configurar uma violação grave dos deveres institucionais de reserva, confidencialidade e proteção de dados pessoais", escreve.
"A verdade é que este episódio não surge isolado. Tenho aguentado, em nome da elevação e do respeito pelo Sporting, um conjunto de situações que preferi não expor publicamente. Mas o que aconteceu hoje ultrapassa todos os limites", lançou, considerando que o episódio, que "ultrapassa todos os limites, não surge isolado", atirando: "Qual é o receio de eu ir a votos?", questionou Bruno Sá.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Confira a publicação:
Antigo administrador da SAD leonina, entre 2016 e 2022, anuncia razões de não ser adversário de Frederico Varandas no ato eleitoral do Clube
13 Fev 2026 | 13:10 |
O prazo para a entrega de candidaturas no Sporting esgotou-se esta quinta-feira e o Clube vai a votos no próximo dia 14 de março para escolher entre os projetos de Frederico Varandas e Bruno Sá - que explicou recentemente a intenção da sua candidatura. Após ponderação, Nuno Correia da Silva decidiu não entrar na corrida eleitoral em 2026 mas admite que gostava de ver uma estrutura “mais participado pelos Sócios".
"O Sporting tem imensos sócios e adeptos que não estão a ser aproveitados"
“O propósito da candidatura seria de mobilizar os adeptos para a adesão a um modelo de gestão mais participado pelos Sócios. Considero o atual modelo muito centralizado e distante. O Sporting tem um imenso capital humano, os seus Sócios e adeptos, que não estão a ser aproveitados", revelou, em declarações ao jornal Record.
"Das consultas que fiz, a maioria das pessoas reveem-se neste propósito, mas entendem que não é o timing certo para avançar. Respeito, não é a minha opinião, mas só faria sentido avançar em equipa. Pessoalmente, há razões de saúde que aconselham a não avançar”, declarou.
"O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade"
Administrador da SAD entre 2016 e 2022, não exclui a possibilidade de avançar noutro momento: “O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade”, observou, esperançado em ver, no próximo mandato presidencial até 2030, “um Sporting que vende [jogadores] por ajustamentos de plantel e não por razões de tesouraria".
Ao concluir, Nuno Correia da Silva apontou o fundamental: "O importante é gerar receitas alternativas que possam sustentar a manutenção dos melhores no seu melhor período. Isso é possível com a internacionalização da marca e com o recurso a múltiplas fontes de receitas. Os maiores clubes europeus têm como maior fonte de receita, mais de 50%, as receitas comerciais, decorrentes da sua internacionalização, esse deve ser o caminho".