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“SERÃO PRECISOS DOIS OU TRÊS JOGOS PARA JOGADORES RECUPERAREM ÍNDICES COMPETITIVOS”

O médico especialista em fisiologia Carlos Martins explicou em entrevista ao Leonino que em caso de recomeço da época, os jogadores não estarão a 100%

Leonino - Onde o Sporting é notícia
Leonino - Onde o Sporting é notícia

18 Mar 2020 | 17:03 |

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A pandemia global COVID-19 obrigou a que as competições desportivas por todo o mundo fossem suspensas. Neste sentido, o Leonino falou com o médico, especializado em psicologia, Carlos Martins, atualmente mental coach da equipa de desportos eletrónicos yng Sharks, e que já passou por clubes como os Boston Celtics e New England Patriots, nos Estados Unidos, o Celta de Vigo e o Espanhol de Barcelona, em Espanha. O que devem os clubes fazer no atual cenário, como podem colmatar a ausência de treinos e preparar-se mentalmente para esta fase foram alguns dos temas abordados na conversa com Carlos Martins.


Leonino: Como é que os clubes devem agir perante a atual situação?


Carlos Martins: Neste momento, em que ainda estamos numa fase de crescimento exponencial do coronavírus, a suspensão das competições, como aconteceu, é o ideal. Em termos de treino, depende muito das zonas geográficas de que estejamos a falar. Aquilo que aconteceu com o Valência é o exemplo do que correu mal, mas que pode acontecer a qualquer grupo de trabalho. Se estivermos numa zona de risco, o ideal é cancelar os treinos, tal como foi feito.


De que forma é possível atenuar as consequências da suspensão das competições e dos treinos?

Por norma, cada jogador tem sempre um plano de treino individual anexado ao treino geral da equipa. Por vezes, esses planos podem ser executados em casa. Aliás, muitos jogadores de elite fazem-no diariamente e, mesmo quando estão de folga, têm treinos de recuperação. É perfeitamente exequível delinear um plano de treino individualizado e basta que o preparado físico o adapte à realidade de cada jogador. Desta forma, é possível que os jogadores mantenham uma boa forma física. No entanto, naturalmente, o mesmo não se aplica ao ritmo competitivo.


Quais as implicações para os jogadores desta paragem?

Depende de quando as competições voltem a ser retomadas. Se a época tiver terminado, talvez o impacto seja menor. Assim, em julho/agosto, haverá tempo para fazer uma pré-época e recuperar a condição física ideal, mas terá, certamente, impacto. Em termos mentais, depende muito de jogador para jogador e é difícil fazer essa análise sem conhecer cada caso em concreto.

Se as competições forem retomadas em maio/junho, será necessária a realização de uma pré-época para que os jogadores recuperam os índices físicos?

Não havendo jogos até lá, a pré-época será feita a nível do treino, ou seja, dar-se-á mais atenção à vertente física do que propriamente à parte tática, principalmente na primeira e segunda semana. Competitivamente, será como no início da época, ou seja, será preciso aguardar dois ou três jogos até que os jogadores recuperem os índices competitivos desejados.

Na sua carreira, já passou pelos Boston Celtics, New England Patriots, entre outros grandes clubes. Existem diferenças significativas na forma de trabalhar nos Estados Unidos e na Europa?

Nos Estados Unidos, estive num desporto diferente e, portanto, difere bastante. No entanto, uma das diferenças que notei foi a utilização dos números que os americanos fazem. Na Europa, embora se utilize, ainda estamos longe do que se faz nos Estados Unidos. A análise destes mesmos números pode ajudar, matematicamente, a aconselhar melhor os jogadores, tanto em termos físicos como mentais. É importante, inclusive, os treinadores terem esses dados com eles porque é importante perceber o número de quilómetros que cada jogador faz, a velocidade média, o número de sprints, etc.. O preparador físico deve ter esses dados para que o treino de cada jogador seja ajustado em função disso. A posição que ocupa e a anatomia de cada atleta pode ter um grande impacto. Há jogadores mais velocistas, mas que não têm tanta massa muscular, por exemplo. Os dados adaptam-se a qualquer clube e a informação vale consoante a equipa técnica a utiliza para melhorar a prestação de cada jogador. No trabalho individual, ajuda bastante e penso que é uma mais-valia.

Em Portugal, sobretudo no futebol, os treinadores queixam-se bastante quando o tempo de recuperação é inferior a 72 horas. Nos Estados Unidos, é frequente os jogadores entrarem em campo várias vezes por semana. Na sua opinião, é possível os jogadores recuperarem fisicamente em menos de 72 horas?

Acredito que sim. Já existem várias técnicas de recuperação muscular, entre elas a aplicação de massagens, os banhos de gelo, entre outras. Tudo isto permite diminuir muito o tempo de recuperação. No entanto, todas estas técnicas estão relacionadas com a preparação física que cada jogador tem e o próprio treino que lhe é aplicado, porque é importante que o mesmo seja adequado à realidade de cada atleta. O importante é que os jogadores estejam bem preparados para que a recuperação seja, posteriormente, mais fácil.

Em Espanha, trabalhou no Celta de Vigo e no Espanhol. Quais as maiores aprendizagens que retirou desta experiência?

Retirei bastantes aprendizagens. Em primeiro lugar, foi o meu primeiro contacto com o futebol e foi-me possível criar uma rotina mental com os jogadores e com o treinador. Essa aprendizagem é algo que vou levar para o resto da minha carreira. No Celta de Vigo, tive de puxar mais pelos galões. No Espanhol, tive o acompanhamento de alguém mais experiente, o que ajudou bastante.

Com o avanço da ciência e, consequentemente, das técnicas de treino, têm sido inúmeros os recordes a serem batidos. Acredita que, no futebol e noutras modalidades, esta seja uma tendência que se vai manter no futuro?

É complicado. Não temos um Cristiano Ronaldo todos os dias. Não é usual termos um talento daqueles aliado a uma capacidade de trabalho impagável. Há recordes que ainda hoje se mantêm e têm muitos anos, mas, dependendo apenas da condição física, acredito que muitos deles possam cair.

“Esports são um jogo muito mental”

Atualmente, também é mental coach dos yng Sharks, uma equipa de desportos eletrónicos. Em que consiste o seu trabalho?

A ideia é trabalhar e fortalecer o lado mental dos jogadores. Mais do que propriamente físico, os esports são um jogo muito mental, porque é muito stressante estar muitas horas a competir. A ideia é dar-lhes ferramentas durante o treino, para que, automaticamente, durante o jogo, eles estejam a utilizá-las sem se aperceberem. O meu trabalho passa muito por ensiná-los a relaxar, uma espécie de auto-hipnose para que possam entrar motivados e mentalizados no objetivo. A parte respiratória é muito importante para que, em pico de stress, possam manter o nível de performance. Tenho de lhes dar ferramentas práticas para que eles mantenham a sua performance incólume, apesar das situações de stress causar, naturalmente, alterações psicológicas por estarem tantas horas à frente de um computador.

Os jogadores têm-se mostrado abertos a trabalhar nessas vertentes?

Sem dúvida. Além do desportista, trabalho o ser humano e é importante dar esse suporte adicional para que não se percam naquilo que é a personagem do jogo, mas sinto que eles têm estado bastante recetivos ao trabalho que temos vindo a fazer.


Clube

Bruno Sá ataca Villas Boas e diz que rival do Sporting “vai acabar por se despistar”

Tensão voltou a subir no futebol português com uma mensagem pública que recupera episódios polémicos e deixa uma provocação

Bruno Sá reage às palavras de André Villas Boas e recupera vários episódios polémicos envolvendo o Porto
Bruno Sá reage às palavras de André Villas Boas e recupera vários episódios polémicos envolvendo o Porto

29 Ago 2026 | 17:52 |

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Bruno Sá publicou uma carta aberta dirigida a André Villas-Boas, na qual critica duramente a postura do presidente do Porto e defende aquilo que considera ser a necessidade de proteger o Sporting e a verdade desportiva. O antigo candidato à presidência dos leões começa por questionar diretamente o discurso do dirigente portista e não poupa nas palavras ao abordar a forma como o rival tem atuado.


Bruno Sá: "André Villas-Boas, chegaste a dizer que vinhas enaltecer o futebol português, mas passas a vida a sujá-lo"


"André Villas-Boas, chegaste a dizer que vinhas enaltecer o futebol português, mas passas a vida a sujá-lo. Não há uma semana em que não sujes o nome da nossa competição com suspeição e ódio. Li o teu editorial do princípio ao fim à procura de um número. De um lance. De um jogo. Não encontrei nada. Eu trago factos", começou por escrever.


Entre os episódios mencionados, Bruno Sá recorda o que aconteceu a 2 de novembro, no Estádio do Dragão, quando a televisão existente no balneário da equipa de arbitragem terá passado em loop um golo anulado. O Sócio nº10.626 recupera também o clássico de 9 de fevereiro, alegando que os apanha-bolas do Dragão esconderam bolas atrás dos painéis publicitários nos minutos finais. "A 2 de novembro, no Estádio do Dragão, a televisão do balneário da equipa de arbitragem passou em loop um golo anulado. O Tribunal Arbitral do Desporto confirmou a punição ao Porto ao abrigo de um artigo cujo nome devia ser decorado: lesão dos princípios da ética desportiva e da verdade desportiva. A 9 de fevereiro, no clássico, os apanha-bolas do Dragão esconderam bolas atrás dos painéis publicitários nos minutos finais, quando nós corríamos atrás do resultado. Nova multa, outra vez por lesão do princípio da ética desportiva".

Bruno Sá: "Quem já foi punido por condicionar a arbitragem não tem autoridade para dar lições sobre ela"


O empresário menciona ainda encontro da Taça de Portugal de 22 de abril, afirmando que jogadores do Sporting terão sido impedidos de passar por uma porta previamente autorizada pela Federação, sendo necessária a intervenção da PSP para abrir caminho. Além do mais, recorda igualmente o episódio de 28 de março, na Dragão Arena, relacionado com um odor intenso no balneário da equipa de andebol dos leões: "Três meses depois de um tribunal te condenar por lesar a verdade desportiva, escreves um editorial sobre verdade desportiva. Quem já foi punido por condicionar a arbitragem não tem autoridade para dar lições sobre ela", afirmou.

Bruno Sá termina com um aviso ao líder dos dragões: "André, sabemos que gostas de rallys. Mas olha que com este caminho vais acabar por te despistar. Que se jogue dentro do campo. Que não se condicione ninguém. Que se multe quem vive de instigar ao ódio e à divisão entre Norte e Sul. E que se olhe com atenção para o lobo que se veste de cordeiro", concluiu.


Clube

Sporting admite constrangimentos e aponta responsáveis por falhas nas comunicações

Leões asseguram que continuarão a utilizar canais oficiais do emblema verde e branco para manter toda a informação atualizada e disponível

Sporting emitiu um esclarecimento sobre os constrangimentos que têm afetado as comunicações com os Sócios, nomeadamente através de SMS e email
Sporting emitiu um esclarecimento sobre os constrangimentos que têm afetado as comunicações com os Sócios, nomeadamente através de SMS e email

28 Ago 2026 | 16:00 |

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O Sporting emitiu um esclarecimento sobre os constrangimentos que têm afetado as comunicações com os Sócios, nomeadamente através de SMS e email. O Clube garante que a situação resulta de problemas relacionados com serviços externos e não de falhas diretamente imputáveis à estrutura leonina.


Em comunicado divulgado nos canais oficiais, os leões explicam que alguns dos seus sites não têm conseguido enviar a informação de forma atempada e adequada. Entre as plataformas afetadas estão os serviços Tickets, Sporting Num Minuto, Gamebox e Seating.


O Sporting revela ainda que está a acompanhar a situação de perto e mantém contactos permanentes com as entidades responsáveis pelos serviços em causa. O objetivo passa por normalizar os canais de comunicação afetados o mais rapidamente possível.


Perante estes constrangimentos, os leões asseguram aos Sócios que continuarão a utilizar os seus canais oficiais para manter toda a informação atualizada e disponível. A intenção é garantir que os associados continuam a ter acesso às comunicações relevantes enquanto o problema não fica resolvido.

No final da nota informativa, o Sporting agradece a compreensão dos Sócios e reforça a ligação com a sua massa associativa. "O Sporting agradece a compreensão e a devoção de todos os Sócios", pode ler-se no comunicado divulgado. Além do mais, os leões estão prestes a anunciar um novo reforço.



Clube

Adepto baleado nos festejos do Sporting queixa-se de ter sido esquecido pelo Clube: "Não tive apoio"

Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas

Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, queixa-se de falta de apoio
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, queixa-se de falta de apoio

30 Jul 2026 | 12:51 |

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Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.


Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.


O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.


"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.

Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.


Veja a publicação:


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