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Depois das dúvidas, Presidente da MAG explica 'confusão' nas eleições do Sporting
15 Mar 2026 | 10:36
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18 Mar 2020 | 17:03 |
A pandemia global COVID-19 obrigou a que as competições desportivas por todo o mundo fossem suspensas. Neste sentido, o Leonino falou com o médico, especializado em psicologia, Carlos Martins, atualmente mental coach da equipa de desportos eletrónicos yng Sharks, e que já passou por clubes como os Boston Celtics e New England Patriots, nos Estados Unidos, o Celta de Vigo e o Espanhol de Barcelona, em Espanha. O que devem os clubes fazer no atual cenário, como podem colmatar a ausência de treinos e preparar-se mentalmente para esta fase foram alguns dos temas abordados na conversa com Carlos Martins.
Leonino: Como é que os clubes devem agir perante a atual situação?
Carlos Martins: Neste momento, em que ainda estamos numa fase de crescimento exponencial do coronavírus, a suspensão das competições, como aconteceu, é o ideal. Em termos de treino, depende muito das zonas geográficas de que estejamos a falar. Aquilo que aconteceu com o Valência é o exemplo do que correu mal, mas que pode acontecer a qualquer grupo de trabalho. Se estivermos numa zona de risco, o ideal é cancelar os treinos, tal como foi feito.
De que forma é possível atenuar as consequências da suspensão das competições e dos treinos?
Por norma, cada jogador tem sempre um plano de treino individual anexado ao treino geral da equipa. Por vezes, esses planos podem ser executados em casa. Aliás, muitos jogadores de elite fazem-no diariamente e, mesmo quando estão de folga, têm treinos de recuperação. É perfeitamente exequível delinear um plano de treino individualizado e basta que o preparado físico o adapte à realidade de cada jogador. Desta forma, é possível que os jogadores mantenham uma boa forma física. No entanto, naturalmente, o mesmo não se aplica ao ritmo competitivo.
Quais as implicações para os jogadores desta paragem?
Depende de quando as competições voltem a ser retomadas. Se a época tiver terminado, talvez o impacto seja menor. Assim, em julho/agosto, haverá tempo para fazer uma pré-época e recuperar a condição física ideal, mas terá, certamente, impacto. Em termos mentais, depende muito de jogador para jogador e é difícil fazer essa análise sem conhecer cada caso em concreto.
Se as competições forem retomadas em maio/junho, será necessária a realização de uma pré-época para que os jogadores recuperam os índices físicos?
Não havendo jogos até lá, a pré-época será feita a nível do treino, ou seja, dar-se-á mais atenção à vertente física do que propriamente à parte tática, principalmente na primeira e segunda semana. Competitivamente, será como no início da época, ou seja, será preciso aguardar dois ou três jogos até que os jogadores recuperem os índices competitivos desejados.
Na sua carreira, já passou pelos Boston Celtics, New England Patriots, entre outros grandes clubes. Existem diferenças significativas na forma de trabalhar nos Estados Unidos e na Europa?
Nos Estados Unidos, estive num desporto diferente e, portanto, difere bastante. No entanto, uma das diferenças que notei foi a utilização dos números que os americanos fazem. Na Europa, embora se utilize, ainda estamos longe do que se faz nos Estados Unidos. A análise destes mesmos números pode ajudar, matematicamente, a aconselhar melhor os jogadores, tanto em termos físicos como mentais. É importante, inclusive, os treinadores terem esses dados com eles porque é importante perceber o número de quilómetros que cada jogador faz, a velocidade média, o número de sprints, etc.. O preparador físico deve ter esses dados para que o treino de cada jogador seja ajustado em função disso. A posição que ocupa e a anatomia de cada atleta pode ter um grande impacto. Há jogadores mais velocistas, mas que não têm tanta massa muscular, por exemplo. Os dados adaptam-se a qualquer clube e a informação vale consoante a equipa técnica a utiliza para melhorar a prestação de cada jogador. No trabalho individual, ajuda bastante e penso que é uma mais-valia.
Em Portugal, sobretudo no futebol, os treinadores queixam-se bastante quando o tempo de recuperação é inferior a 72 horas. Nos Estados Unidos, é frequente os jogadores entrarem em campo várias vezes por semana. Na sua opinião, é possível os jogadores recuperarem fisicamente em menos de 72 horas?
Acredito que sim. Já existem várias técnicas de recuperação muscular, entre elas a aplicação de massagens, os banhos de gelo, entre outras. Tudo isto permite diminuir muito o tempo de recuperação. No entanto, todas estas técnicas estão relacionadas com a preparação física que cada jogador tem e o próprio treino que lhe é aplicado, porque é importante que o mesmo seja adequado à realidade de cada atleta. O importante é que os jogadores estejam bem preparados para que a recuperação seja, posteriormente, mais fácil.
Em Espanha, trabalhou no Celta de Vigo e no Espanhol. Quais as maiores aprendizagens que retirou desta experiência?
Retirei bastantes aprendizagens. Em primeiro lugar, foi o meu primeiro contacto com o futebol e foi-me possível criar uma rotina mental com os jogadores e com o treinador. Essa aprendizagem é algo que vou levar para o resto da minha carreira. No Celta de Vigo, tive de puxar mais pelos galões. No Espanhol, tive o acompanhamento de alguém mais experiente, o que ajudou bastante.
Com o avanço da ciência e, consequentemente, das técnicas de treino, têm sido inúmeros os recordes a serem batidos. Acredita que, no futebol e noutras modalidades, esta seja uma tendência que se vai manter no futuro?
É complicado. Não temos um Cristiano Ronaldo todos os dias. Não é usual termos um talento daqueles aliado a uma capacidade de trabalho impagável. Há recordes que ainda hoje se mantêm e têm muitos anos, mas, dependendo apenas da condição física, acredito que muitos deles possam cair.
“Esports são um jogo muito mental”
Atualmente, também é mental coach dos yng Sharks, uma equipa de desportos eletrónicos. Em que consiste o seu trabalho?
A ideia é trabalhar e fortalecer o lado mental dos jogadores. Mais do que propriamente físico, os esports são um jogo muito mental, porque é muito stressante estar muitas horas a competir. A ideia é dar-lhes ferramentas durante o treino, para que, automaticamente, durante o jogo, eles estejam a utilizá-las sem se aperceberem. O meu trabalho passa muito por ensiná-los a relaxar, uma espécie de auto-hipnose para que possam entrar motivados e mentalizados no objetivo. A parte respiratória é muito importante para que, em pico de stress, possam manter o nível de performance. Tenho de lhes dar ferramentas práticas para que eles mantenham a sua performance incólume, apesar das situações de stress causar, naturalmente, alterações psicológicas por estarem tantas horas à frente de um computador.
Os jogadores têm-se mostrado abertos a trabalhar nessas vertentes?
Sem dúvida. Além do desportista, trabalho o ser humano e é importante dar esse suporte adicional para que não se percam naquilo que é a personagem do jogo, mas sinto que eles têm estado bastante recetivos ao trabalho que temos vindo a fazer.
Presidente do Clube de Alvalade começou esta quarta-feira, 18 de março, o seu terceiro mandato à frente dos leões (2026-2030). Confira o discurso
18 Mar 2026 | 18:58 |
Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting (2026-2030) com um discurso marcado por balanço, ambição e mensagens fortes sobre o futuro do Clube, realizado no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Logo no arranque, o Presidente reeleito deixou um agradecimento especial a João Palma: "Agradecer ao Dr. João Palma toda a lealdade e coragem nestes dois mandatos. Não apenas eu, mas sobretudo o Sporting Clube de Portugal está-lhe grato para o resto da vida".
Frederico Varandas: "Algo tem de mudar nas eleições de 2030"
Varandas abordou também o processo eleitoral, apontando críticas ao sistema de voto por correspondência: "Temos de refletir quando temos 4 mil pessoas que votaram por correio, mas viram os seus votos inválidos pela complexidade e pelas exigências burocráticas do voto por correspondência. Algo tem de mudar nas eleições de 2030".
O líder leonino destacou a mensagem clara dos associados nas urnas e reforçou o caminho iniciado em 2018: "Os Sócios do Sporting falaram e disseram de sua justiça, de uma forma clara e inequívoca o que querem: querem que o Sporting continue a percorrer o caminho que demos início em setembro de 2018".
Frederico Varandas: "Hoje o Sporting vive das melhores fases da sua existência"
Numa análise ao momento atual, Frederico Varandas sublinhou o sucesso recente: "Hoje o Sporting, a par da época dos Cinco Violinos, vive das melhores fases da sua existência. Mais do que os inúmeros títulos conquistados nestes sete anos, o Sporting voltou a ter uma cultura e mentalidade de vitória".
"Desde 2018 o Sporting é o Clube em Portugal que mais venceu no futebol e nas modalidades. (…) Hoje os sócios do Sporting vivem do presente. Um presente de orgulho e glória. Os Sócios do Sporting são bicampeões nacionais e estamos nas oito melhores equipas da Europa", vincou.
O futuro também foi traçado com um objetivo claro: a modernização do estádio. "Neste terceiro mandato temos um grande objetivo pela frente: terminar uma obra que será emblemática e marcante na história do nosso Clube. Acabar a renovação do nosso estádio e integrar o Alvaláxia no nosso ecossistema, fazendo do Estádio José Alvalade um dos melhores e mais modernos da Europa".
Varandas deixou ainda uma promessa de princípios, mais do que de resultados: "Neste novo mandato, não prometemos nem venceremos sempre. (…) Há uma coisa que posso prometer aos Sócios do Sporting: é que na derrota ou na vitória atuaremos sempre com ética, integridade e dignidade".
Frederico Varandas: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras"
Num tom mais assertivo, o Presidente do Sporting avisou também que o Clube não ficará em silêncio perante ataques: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras, com calúnias e denunciaremos todas as práticas lamentáveis que hoje ainda existem no futebol português. Continuemos a caminhar, continuemos a crescer, continuemos a vencer. A missão continua. Com a mesma força, coragem e honra. Viva o Sporting!".
Clube anuncia começo de 'nova' era, após categórica vitória por parte do ainda Presidente leonino no ato eleitoral frente a Bruno Sá
16 Mar 2026 | 16:46 |
Eleito no sábado com 89,47 por cento dos votos dos sócios, contra os 6,28 por cento de Bruno Sá, Frederico Varandas garantiu o terceiro mandato como presidente do Sporting, preparando-se para liderar os destinos do emblema de Alvalade por mais quatro anos.
Desse mesmo modo, o Clube anunciou que a cerimónia da tomada de posse dos Órgãos Sociais eleitos para o quadriénio 2026-2030 está agendada para esta quarta-feira, dia 18 de março, às 18h00, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Frederico Varandas vai então liderar os destinos do Sporting durante 12 anos, de 2018 a 2030, só ficando atrás de João Rocha (que já ultrapassou como líder mais titulado), que presidiu os destinos do Clube de 1973 a 1986, ou seja, durante 13 anos.
De referir que o dia de sufrágio acabou por revelar uma forte mobilização dos Sportinguistas (Recorde AQUI). O ambiente foi marcado por grande entusiasmo entre os associados e o processo decorreu de forma tranquila. O resultado representa também a maior percentagem obtida por Frederico Varandas em eleições do Sporting.
Em 2018, quando foi eleito pela primeira vez após o turbulento período que se seguiu à crise que envolveu Bruno de Carvalho e à invasão à Academia Cristiano Ronaldo, venceu com 42,32% dos votos. Já em 2022 tinha reforçado a liderança ao alcançar 85,9%, superando então Nuno Sousa e Ricardo Oliveira.
Antigo ‘team manager’ do emblema verde e branco lembra que primeiros tempos de pilar dos leões não foram algo complicados
16 Mar 2026 | 16:34 |
Miguel Salema Garção, Sócio e antigo dirigente do Sporting, não se mostra surpreendido com a vitória categórica de Frederico Varandas no ato eleitoral de sábado. E nem a distância entre os dois candidatos - 89,47% contra 6,28 % - constitui uma surpresa para o gestor, que enalteceu o crescimento do atual dirigente máximo nos últimos anos
Miguel Salema Garção: "Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares"
"Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares. O incumbente tinha um capital adquirido nos dois anteriores mandatos em contraponto com o outro candidato, que, aliás, mostrou coragem e espírito de iniciativa ao ter ido a votos em circunstâncias bastante difíceis", considerou, em declarações ao jornal Record, antes de pormenorizar em que consistia o capital do Presidente reeleito.
"Refiro-me ao histórico de troféus conquistados nas várias modalidades, em que se destaca o futebol profissional e a notoriedade daí adjacente", ilustrou Salema Garção, avaliando, de seguida, a longevidade de Frederico Varandas no cargo.
Miguel Salema Garção: "É verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas"
"O início do primeiro mandato de Frederico Varandas foi conturbado. Não se imaginaria, nessa altura, que pudesse ter o caminho que veio a percorrer. Creio que há um ciclo antes da covid e outra pós-covid, ou, se preferirmos, antes de Amorim e depois de Amorim".
Ao concluir, o antigo dirigente evitou comparações com o presidente que hoje dá nome à 'casa das modalidades' do Clube: "O presidente João Rocha marcou a história e várias gerações do do Sporting. Os tempos eram outros. Basta, por exemplo, assinalar que, nesses tempos, não havia o contexto digital. Hoje, há. Com o mandato que agora se inicia, é verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas."