Futebol
Oficial! Sporting já tem data e horário da 31.ª jornada da Liga Portugal
19 Abr 2026 | 15:17
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Futebol
13 Abr 2020 | 14:14 |
A anormalidade que se vive por estes dias em (quase) todo o Planeta leva as pessoas a, entre muitas outras coisas, verem e analisarem várias situações como preto ou branco, perdendo, momentaneamente, a capacidade de identificar todos os múltiplos tons de cinzento que existem e não se perderam. Por outras palavras, parece-me que a capacidade para relativizar está suspensa. ‘Decreta-se’ com facilidade o fim do Mundo como o conhecemos, e, no caso do futebol, não falta quem jure a pés juntos que nada será como dantes e que o tempo das transferências pornográficas ficará lá atrás. Enfim, pensamentos precipitados, na minha opinião, como à frente explicarei. Se nas redes sociais a incapacidade para relativizar e contextualizar é evidência diária (mas mesmo antes desta pandemia já o era em assuntos fraturantes e alguns até mundanos…), em espaços que nos deveriam garantir outro tipo de reflexão, como os jornais, tais erros começam a tornar-se irritantes. Pelo menos para mim. Deixo aqui três exemplos (dois do futebol e um de sociedade) para ilustrar:
1 – TRANSFERÊNCIAS NO FUTEBOL. Prevendo uma crise económica global sem precedentes (diariamente diferentes ‘especialistas’ garantem que tal irá suceder dentro de poucos meses), vários ‘analistas’ já decretaram o fim dos valores pornográficos pagos nos últimos anos em muitas transferências. Para eles, isso fará parte do passado, do Mundo que conhecíamos e que não retornará. Não sei se traçaram gráficos com abscissas e ordenadas (agora está na moda) e leram aí o ‘futuro’, tal como o matemático Jorge Buescu, figura elevada à condição de rock star por jornais e televisões, depois de divulgar um gráfico que daria a Portugal, a 30 de março, entre 16.395 (perspetiva conservadora) a 48.110 (perspetiva mais real, nas palavras dele) infetados com o novo Coronavírus. Como bem sabemos, ontem, 12 de abril, o número de infetados no nosso país estava em linha com o que Buescu previa de forma conservadora para… 30 de março. Um ‘pequeno’ erro de cálculo, portanto. Tão ‘pequeno’ quanto aquele que outra fornada de ‘especialistas’ previu em 2014 para os preços futuros do petróleo, lembram-se? Recordo: na altura o barril de crude estava a bater perto dos 100 dólares (até chegou a ultrapassar esse valor) e os entendidos da matéria correram os canais televisivos a avisar que “petróleo a 20 ou 30 dólares, esqueçam, é coisa que nunca mais voltaremos a ver”. Curiosamente, na passada semana o barril de crude negociou nos 25 dólares… Se há coisa que os meus 52 anos me ensinaram é que há dois termos que não podemos utilizar ao traçar cenários futuros: nunca e sempre. Não devemos tentar prever o futuro sem primeiro ler e compreender de forma clara o passado. No mercado de transferências, e o ponto é esse, se há coisa que não impera é a lógica ou a prudência. É errado ignorar que foi após o colapso financeiro de 2008 (prolongado até, pelo menos, 2015, consoante os países) que o futebol inflacionou de forma brutal o valor das transferências de jogadores. Quando se esperava contenção… deu-se expansão. E isso tem uma explicação: os setores do entretenimento (o desporto insere-se nesta indústria) experienciam um ‘boom’ durante e após as crises económicas e/ou financeiras. Por alguma razão (que os ‘especialistas’ podem tentar explicar) isso acontece. Talvez, digo eu, porque sentimos a necessidade de ‘esquecer’ a dura realidade e procuramos conforto nos setores de entretenimento, principalmente no futebol, área que nos consegue despertar paixões tão grandes, ao ponto de encontrarmos forma de, na nossa dificuldade financeira, não deixarmos de pagar para termos hora e meia de fortes emoções. Tenho, por isso, a convicção que na próxima janela de transferências vários jogadores (não os que jogam em Portugal) serão negociados acima dos 50/60 milhões de euros. Em menor número, é certo. Mas em 2021 a normalidade estará de volta. Essa normalidade que muitos hoje percecionam como loucura. Veremos se esta minha ideia ‘envelhece’ bem ou mal.
2 – ACORDO DE CORTE SALARIAL NO SPORTING. A administração da SAD do Sporting colocou de parte a ideia de partir para um pedido de lay-off em relação aos seus jogadores profissionais. Boa decisão. Chegou a um acordo com o grupo profissional que pode ter três cenários: poupa 40 por cento dos salários entre abril e junho (se a Liga não recomeçar e a equipa não entrar na fase de grupos da Champions 21/22); poupa 20 por cento dos salários entre abril e junho (se uma das duas variáveis acima explicadas não se verificar, deferindo, com isso, o pagamento de 20 por cento através da diluição mensal de 10 por cento até dezembro, e outros 10 por cento entre janeiro e junho de 2021); nada poupa, mas dilui 20 por cento dos salários de abril a junho em 12 prestações até junho de 2021 e paga os restantes 20 por cento com parte do prémio da Champions (se nenhuma das duas variáveis se verificar). Entendo tratar-se de uma negociação que configura uma situação de ‘win win’ imediato. No entanto, os jornais poderiam/deveriam, lá está, contextualizar este negócio. Promovê-lo como algo de excelência através do percentual é redutor e enganador. As notícias deveriam incluir os valores aproximados que estão em jogo e não li isso em nenhum jornal. Ora, se a Liga não recomeçar e o Sporting não jogar a fase de grupos da Champions 21/22, a poupança estará entre os cinco e os seis milhões de euros, ou seja, perto de 8 por cento do orçamento da época, o que é muito bom. Contudo, se a Liga recomeçar, e aposto dobrado contra singelo em como as 10 jornadas em falta vão ser jogadas, isso significará que o próximo orçamento da SAD (no qual se pretendia baixar a folha salarial em cerca de 10 milhões) terá que acondicionar 2,5 a 3 milhões de euros para a liquidação destas verbas agora deferidas. E talvez esta decisão coloque em causa a ambiciosa meta de tamanho emagrecimento da folha salarial. Mas gerir é tomar decisões e, neste caso, o principal foi conseguir encerrar as negociações de forma consensual. E ainda bem que o processo foi célere.
3 – O ENFERMEIRO LUÍS. Outro exemplo da anormalidade do normal, ou como o óbvio foi visto como extraordinário, neste estranhos dias que vivemos. Boris Johnson, primeiro Ministro do Reino Unido, agradeceu de forma pública a todo o staff médico que tratou dele num hospital de Londres, onde esteve internado devido à doença Covid-19. No discurso nomeou todos aqueles que dele cuidaram, com um sublinhado especial a uma enfermeira neo-zelandesa e a um enfermeiro português, ‘o Luís’. O nosso Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pelo que ouvi na SIC, telefonou logo ao enfermeiro Luís. Não descansará enquanto não tiver uma selfie com o Luís de Aveiro. Não sei mesmo se não o terá colocado já numa lista de comendas para o 10 de junho. Tudo porque o Luís foi um dos milhares de enfermeiros portugueses que emigraram para Inglaterra entre 2012 e 2015 (ele foi para lá em 2014), tal como uma amiga minha. O Luís, como outros, emigrou porque cá não lhe deram emprego ou não valorizaram a profissão dele, pagando-se salários miseráveis a enfermeiros como ele. Não sei se ele estava no local certo à hora certa (ou o contrário), mas sei que fez, e bem, aquilo que é suposto fazer, ou seja, o óbvio: tratar de um paciente. Mas para o Presidente mais populista da história do Portugal democrático, até parece que o Luís fez algo de extraordinário em vez do normal do seu dia a dia de trabalho. Depois de se saber do patético telefonema, surgiu uma nota da Presidência a agradecer, não só ao Luís, mas também a todos os enfermeiros que travam esta mesma luta em Portugal. Enfim, lá caiu a ficha do bom senso a alguém no Palácio de Belém.
Treinador dos verdes e brancos ainda não tem posição tomada sobre tema acabará por gerar várias alterações na próxima temporada
20 Abr 2026 | 03:00 |
Francisco Silva pode vir a ser o guarda-redes titular da equipa B do Sporting na próxima temporada, sabe o Leonino. A subida de hierarquia do jovem de 20 anos depende apenas do empréstimo de Diego Callai na época 2026/27, que também está nos planos.
Tal como o nosso Jornal avançou, num Exclusivo Leonino, o futuro de Callai ainda é algo incerto. Rui Borges pretende analisar a evolução do guardião do conjunto secundário na pré-época, no entanto, uma cedência para outro emblema da Liga Portugal Betclic está em cima da mesa.
Se tal acabar por se concretizar, Francisco Silva ganha uma nova oportunidade ao serviço do conjunto orientado por João Gião. Por esta altura, o atleta de 20 anos mantém-se na sombra de Callai e acaba por somar poucos minutos de jogo no Sporting B, mas a próxima época pode trazer alterações.
Vale lembrar que o guarda-redes renovou contrato com o Clube de Alvalade em agosto de 2025, com a sua ligação a estender-se até 2029. A estrutura leonina olha para Francisco Silva como uma opção de futuro, ele que está vinculado aos leões desde os 10 anos de idade.
Na presente temporada desportiva, com a camisola do Sporting, Francisco Silva – avaliado em 300 mil de euros – soma apenas cinco partidas, todas na Liga 2. Pela equipa B dos leões, comandada por João Gião, o guarda-redes disputou 450 minutos, sofrendo o total de cinco golos.
Verdes e brancos não conseguiram vencer o eterno rival em partida da jornada 30 da Liga Portugal Betclic, no Estádio José Alvalade
19 Abr 2026 | 20:29 |
O Sporting perdeu com o Benfica, por 2-1, este domingo, dia 19 de abril, em jogo a contar para a 30.ª jornada da Liga Portugal Betclic. Depois da igualdade frente ao Arsenal que ditou a eliminação da Liga dos Campeões, os leões não conseguiram sorrir no dérbi eterno.
A jogar no Estádio José Alvalade, os leões a criar mais perigo e melhores oportunidades. Aos 18’, existe um derrube de Aursnes a Francisco Trincão e, na sequência de grande penalidade, Trubin defende o remate de Luís Suárez (19’) que deveria ser mandado repetir por João Pinheiro, uma vez que pelo menos dois jogadores encarnados na área antes do colombiano bater. Pouco depois, novo castigo máximo, mas desta vez para o Benfica, por mão de Morita. Schjelderup atira ao meio da baliza de Rui Silva e coloca as águias na frente (27’).
No regresso dos balneários, os verdes e brancos procuraram reagir. O empate chegou aos 73 minutos, com um golo de cabeça de Morita. Na reta final, os leões mostraram-se mais pressionantes e ainda chegaram ao golo, que foi anulado por fora de jogo. No reatar, o Benfica marcou e acabou por vencer o encontro, com um tento de Rafa Silva (90’+3).
Com esta derrota – a oitavo em 49 encontros na presente temporada –, os comandados de Rui Borges mantêm os mesmos 71 pontos e descem para o terceiro lugar da tabela classificativa da Liga Portugal Betclic. O Porto (76) está no primeiro posto. Já o Benfica é segundo com 72, mas mais um jogo.
O emblema verde e branco volta a entrar em campo na próxima quarta-feira, dia 22 de abril, frente ao Porto. O encontro, a contar para segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, diante da turma orientada por Francesco Farioli, jogar-se-á no Estádio do Dragão, pelas 20h45.
Hidemasa Morita (1-1)
Subdiretor do Jornal Record abordou a polémica dos comentários do capitão dos leões sobre a exibição contra o Arsenal, na Liga dos Campeões
19 Abr 2026 | 16:24 |
As declarações de Morten Hjulmand no rescaldo do empate com o Arsenal, que ditou a eliminação do Sporting nos quartos de final da Liga dos Campeões, continuam a dar que falar no universo leonino. O capitão classificou o encontro como "aborrecido" para os espectadores, uma leitura que contrastou com a de Rui Borges na conferência de imprensa, que considerou que foi um "erro de tradução". Vítor Pinto está no lado do treinador.
V. Pinto: "Está a dizer algo que tem razão"
"Rui Borges está a dizer algo que tem razão, ele fez críticas ao Arsenal. Mas também há uma parte em que ele se refere ao Sporting, isso não há dúvida nenhuma. Não é assim que o Sporting gosta de se apresentar, mas isso até pode ser relacionado com o tal jogo "boring", o tal jogo aborrecido, que ele diz que foi, sem intensidade, por aí fora", começou por dizer, no canal NOW.
O subdiretor do jornal Record considera que o atleta nórdico esticou-se um pouco. "Até se estendeu um bocadinho, porque também não foi assim tão mau. No fim, quando ele diz, mas o Sporting não fez o suficiente para ganhar, ou o suficiente para marcar", completou.
V. Pinto: "Reconheceu que a equipa não deu tudo"
Apesar das críticas, Vítor Pinto concorda um pouco com as palavras de Hjulmand. "Reconheceu que a equipa não deu tudo aquilo que se podia esperar a Inglaterra. Faltou o gênio, faltou o rasgo, faltou aqueles momentos decisivos, a capacidade de ser contundente. Como dizem os treinadores: Ferir o adversário" , disse.
No final, Vítor Pinto afirmou que o Sporting é uma equipa muito forte ofensivamente e que quer o melhor resultado com o Benfica. "O Sporting é uma equipa muito ofensiva, uma equipa com grande produtividade atacante, uma equipa que cria ocasiões, remates, e tem jogadores capazes de golos extraordinários... O Sporting amanhã não quer criar 19 remates, e não quer enquadrar seis remates na beleza do Trubin, e depois perder por um zero. Quer obter o melhor resultado contra o Benfica" , finalizou.