Futebol
Luis Suárez ficou destroçado e enviou mensagem a Baroan após Sporting - AFS SAD
06 Fev 2026 | 16:28
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Futebol
13 Abr 2020 | 13:14 |
A anormalidade que se vive por estes dias em (quase) todo o Planeta leva as pessoas a, entre muitas outras coisas, verem e analisarem várias situações como preto ou branco, perdendo, momentaneamente, a capacidade de identificar todos os múltiplos tons de cinzento que existem e não se perderam. Por outras palavras, parece-me que a capacidade para relativizar está suspensa. ‘Decreta-se’ com facilidade o fim do Mundo como o conhecemos, e, no caso do futebol, não falta quem jure a pés juntos que nada será como dantes e que o tempo das transferências pornográficas ficará lá atrás. Enfim, pensamentos precipitados, na minha opinião, como à frente explicarei. Se nas redes sociais a incapacidade para relativizar e contextualizar é evidência diária (mas mesmo antes desta pandemia já o era em assuntos fraturantes e alguns até mundanos…), em espaços que nos deveriam garantir outro tipo de reflexão, como os jornais, tais erros começam a tornar-se irritantes. Pelo menos para mim. Deixo aqui três exemplos (dois do futebol e um de sociedade) para ilustrar:
1 – TRANSFERÊNCIAS NO FUTEBOL. Prevendo uma crise económica global sem precedentes (diariamente diferentes ‘especialistas’ garantem que tal irá suceder dentro de poucos meses), vários ‘analistas’ já decretaram o fim dos valores pornográficos pagos nos últimos anos em muitas transferências. Para eles, isso fará parte do passado, do Mundo que conhecíamos e que não retornará. Não sei se traçaram gráficos com abscissas e ordenadas (agora está na moda) e leram aí o ‘futuro’, tal como o matemático Jorge Buescu, figura elevada à condição de rock star por jornais e televisões, depois de divulgar um gráfico que daria a Portugal, a 30 de março, entre 16.395 (perspetiva conservadora) a 48.110 (perspetiva mais real, nas palavras dele) infetados com o novo Coronavírus. Como bem sabemos, ontem, 12 de abril, o número de infetados no nosso país estava em linha com o que Buescu previa de forma conservadora para… 30 de março. Um ‘pequeno’ erro de cálculo, portanto. Tão ‘pequeno’ quanto aquele que outra fornada de ‘especialistas’ previu em 2014 para os preços futuros do petróleo, lembram-se? Recordo: na altura o barril de crude estava a bater perto dos 100 dólares (até chegou a ultrapassar esse valor) e os entendidos da matéria correram os canais televisivos a avisar que “petróleo a 20 ou 30 dólares, esqueçam, é coisa que nunca mais voltaremos a ver”. Curiosamente, na passada semana o barril de crude negociou nos 25 dólares… Se há coisa que os meus 52 anos me ensinaram é que há dois termos que não podemos utilizar ao traçar cenários futuros: nunca e sempre. Não devemos tentar prever o futuro sem primeiro ler e compreender de forma clara o passado. No mercado de transferências, e o ponto é esse, se há coisa que não impera é a lógica ou a prudência. É errado ignorar que foi após o colapso financeiro de 2008 (prolongado até, pelo menos, 2015, consoante os países) que o futebol inflacionou de forma brutal o valor das transferências de jogadores. Quando se esperava contenção… deu-se expansão. E isso tem uma explicação: os setores do entretenimento (o desporto insere-se nesta indústria) experienciam um ‘boom’ durante e após as crises económicas e/ou financeiras. Por alguma razão (que os ‘especialistas’ podem tentar explicar) isso acontece. Talvez, digo eu, porque sentimos a necessidade de ‘esquecer’ a dura realidade e procuramos conforto nos setores de entretenimento, principalmente no futebol, área que nos consegue despertar paixões tão grandes, ao ponto de encontrarmos forma de, na nossa dificuldade financeira, não deixarmos de pagar para termos hora e meia de fortes emoções. Tenho, por isso, a convicção que na próxima janela de transferências vários jogadores (não os que jogam em Portugal) serão negociados acima dos 50/60 milhões de euros. Em menor número, é certo. Mas em 2021 a normalidade estará de volta. Essa normalidade que muitos hoje percecionam como loucura. Veremos se esta minha ideia ‘envelhece’ bem ou mal.
2 – ACORDO DE CORTE SALARIAL NO SPORTING. A administração da SAD do Sporting colocou de parte a ideia de partir para um pedido de lay-off em relação aos seus jogadores profissionais. Boa decisão. Chegou a um acordo com o grupo profissional que pode ter três cenários: poupa 40 por cento dos salários entre abril e junho (se a Liga não recomeçar e a equipa não entrar na fase de grupos da Champions 21/22); poupa 20 por cento dos salários entre abril e junho (se uma das duas variáveis acima explicadas não se verificar, deferindo, com isso, o pagamento de 20 por cento através da diluição mensal de 10 por cento até dezembro, e outros 10 por cento entre janeiro e junho de 2021); nada poupa, mas dilui 20 por cento dos salários de abril a junho em 12 prestações até junho de 2021 e paga os restantes 20 por cento com parte do prémio da Champions (se nenhuma das duas variáveis se verificar). Entendo tratar-se de uma negociação que configura uma situação de ‘win win’ imediato. No entanto, os jornais poderiam/deveriam, lá está, contextualizar este negócio. Promovê-lo como algo de excelência através do percentual é redutor e enganador. As notícias deveriam incluir os valores aproximados que estão em jogo e não li isso em nenhum jornal. Ora, se a Liga não recomeçar e o Sporting não jogar a fase de grupos da Champions 21/22, a poupança estará entre os cinco e os seis milhões de euros, ou seja, perto de 8 por cento do orçamento da época, o que é muito bom. Contudo, se a Liga recomeçar, e aposto dobrado contra singelo em como as 10 jornadas em falta vão ser jogadas, isso significará que o próximo orçamento da SAD (no qual se pretendia baixar a folha salarial em cerca de 10 milhões) terá que acondicionar 2,5 a 3 milhões de euros para a liquidação destas verbas agora deferidas. E talvez esta decisão coloque em causa a ambiciosa meta de tamanho emagrecimento da folha salarial. Mas gerir é tomar decisões e, neste caso, o principal foi conseguir encerrar as negociações de forma consensual. E ainda bem que o processo foi célere.
3 – O ENFERMEIRO LUÍS. Outro exemplo da anormalidade do normal, ou como o óbvio foi visto como extraordinário, neste estranhos dias que vivemos. Boris Johnson, primeiro Ministro do Reino Unido, agradeceu de forma pública a todo o staff médico que tratou dele num hospital de Londres, onde esteve internado devido à doença Covid-19. No discurso nomeou todos aqueles que dele cuidaram, com um sublinhado especial a uma enfermeira neo-zelandesa e a um enfermeiro português, ‘o Luís’. O nosso Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pelo que ouvi na SIC, telefonou logo ao enfermeiro Luís. Não descansará enquanto não tiver uma selfie com o Luís de Aveiro. Não sei mesmo se não o terá colocado já numa lista de comendas para o 10 de junho. Tudo porque o Luís foi um dos milhares de enfermeiros portugueses que emigraram para Inglaterra entre 2012 e 2015 (ele foi para lá em 2014), tal como uma amiga minha. O Luís, como outros, emigrou porque cá não lhe deram emprego ou não valorizaram a profissão dele, pagando-se salários miseráveis a enfermeiros como ele. Não sei se ele estava no local certo à hora certa (ou o contrário), mas sei que fez, e bem, aquilo que é suposto fazer, ou seja, o óbvio: tratar de um paciente. Mas para o Presidente mais populista da história do Portugal democrático, até parece que o Luís fez algo de extraordinário em vez do normal do seu dia a dia de trabalho. Depois de se saber do patético telefonema, surgiu uma nota da Presidência a agradecer, não só ao Luís, mas também a todos os enfermeiros que travam esta mesma luta em Portugal. Enfim, lá caiu a ficha do bom senso a alguém no Palácio de Belém.
Ato eleitoral leonino vai realizar-se no dia 14 de março; Últimas aconteceram no inverno de 2022 e o atual Presidente dos leões ganhou com 85,9% dos votos
06 Fev 2026 | 17:54 |
No dia 14 de março haverá eleições no Sporting. Frederico Varandas deverá ter apenas um concorrente: Bruno Sá, proprietário do restaurante "Cantinho do Sá". Com apenas um adversário e pelo sucesso desportivo dos últimos anos, Nuno Raposo não tem dúvidas que o atual líder dos leões vai ganhar com muita margem.
N. Raposo: "Será uma goleada de Varandas"
"O desfecho, não há dúvidas, será uma goleada de Varandas para um terceiro mandato que em 2018 poucos vaticinavam, depois dum segundo que nessa altura também se julgava impossível, mais ainda que fosse ganho com mais de 85 por cento dos votos", pode ler-se, no seu texto de opinião na 'A Bola'.
O jornalista explica a sua posição. "Varandas corre agora o risco de conseguir chegar aos 90%, não porque sejam eleições coreanas como chegaram a ser num passado de má memória na vida leonina, não por défice democrático que essas percentagens muitas vezes traduzem mas porque estamos no contexto futebol e de clube que em oito anos ganhou no futebol de 11 seniores masculinos quase tantos campeonatos nacionais como nos anteriores 40".
N. Raposo: "O Sporting merecia que o concorrente tivesse peso"
Bruno Sá vai oficializar a sua candidatura, mas Nuno Raposo pensa que devia de haver um adversário mais "inquietante" para Varandas. "Eleições de candidato único acabam sempre por ser ato que não se saúda, daí que aparecer concorrência é de salutar. Mas merecia o Sporting que o concorrente tivesse outro peso, até para o bem de Frederico Varandas, que certamente encararia esse desafio como mais tentador".
Nos próximos dias deverão ficar mais claros os apoios reunidos, estando já praticamente definidas as listas para os diferentes órgãos sociais. O ato eleitoral terá lugar no Pavilhão João Rocha no sábado, dia 14 de março, entre as 09h00 e as 20h00. As candidaturas devem ser apresentadas até às 18h00 do próximo dia 12 de fevereiro.
Extremo brasileiro fez um dos três golos da qualificação para as meias finais da Taça de Portugal, diante do AFS SAD, no Estádio José Alvalade
06 Fev 2026 | 17:51 |
Com minutos, confiança e rendimento, Luís Guilherme começa a destacar-se em Alvalade. O extremo, que atravessava um longo jejum de golos, faturou na vitória frente ao AFS SAD, na quinta-feira, nos quartos de final da Taça de Portugal, um jogo em que assinou uma das suas melhores exibições desde que chegou a Alvalade.
O tento teve um peso simbólico claro: o jogador não marcava há quase dois anos e procurava afirmar-se depois de um percurso recente marcado pela falta de minutos. Ativo no lado direito do ataque, Luís Guilherme foi uma ameaça constante para a defesa adversária. um golo, 34 passes certos em 37 tentados, três dribles certos, quatro duelos ganhos em cinco.
Sinais animadores que contrastam com a realidade que viveu no último ano e meio em Inglaterra. Ao serviço do West Ham, Luís Guilherme teve utilização muito limitada: apenas 297 minutos somados na Premier League e 327 minutos no total das competições. Um contexto que dificultou a sua afirmação em solo britânico.
Curiosamente, esse número de minutos já foi praticamente igualado em Alvalade. Com cinco jogos realizados, Luís Guilherme soma precisamente 297 minutos ao serviço dos leões, evidenciando uma aposta clara e consistente por parte de Rui Borges. Mais do que os números, começa a notar-se uma evolução no entendimento do jogo coletivo.
Na presente temporada, Luís Guilherme — avaliado em 10 milhões de euros — tem 10 partidas oficiais: cinco na Premier League (West Ham), três na Liga Portugal Betclic, um na Taça de Portugal e outro na Taça da Liga. Nos 418 minutos em que esteve dentro das quatro linhas, o jogador registou um golo.
Presidente do clube azul e branco aproveitou o ambiente do duelo entre leões e dragões de segunda-feira para mandar visar emblema leonino
06 Fev 2026 | 16:46 |
André Villas-Boas aproveitou, ao final da manhã desta sexta-feira, a presença no "Trophy Tour" do Campeonato do Mundo que vai decorrendo, no Estádio do Dragão, para lançar o tão aguardado Clássico entre Porto e Sporting, e o presidente dos dragões mandou uma "bicada" aos leões.
A.V. Boas: "Onda verde por parte de alguns meios de comunicação social"
"O campeonato terá o seu epílogo no final de maio, e é lá que queremos ver o Porto em primeiro lugar. O resto é "show off" e faz parte do espetáculo, mas não podemos deixar de registar essa propagação dessa onda verde por parte de alguns meios de comunicação social, alguns deles com microfones vermelhos, outros azuis, mas com tendência para o verde", disse, perante à imprensa presente.
O antigo técnico do "clube da invicta" continuou apontar o dedo aos jornalistas. "Compreendo a esquizofrenia de alguns meios de comunicação social, a tentarem aproveitar-se de uma derrota do Porto. Entendo a excitação de alguns meios, que estão claramente alinhados de verde, este ano e em anos passados, no sentido de empolgar ainda mais o encontro", afirmou.
A.V. Boas: "O adversário é difícil"
Apesar das provocações, Villas-Boas não tem dúvidas que vai enfrentar um Sporting muito competitivo. "O adversário é difícil, é bicampeão nacional, encontra-se num momento mais forte do que o Porto, que vem desta derrota com o Casa Pia, mas iremos jogar com as nossas armas, a nossa forma, a nossa ambição e motivação", referiu.
De lembrar que nesta quinta-feira, dia 5 de fevereiro, Frederico Varandas voltou a ser absolvido, agora pelo Tribunal da Relação de Lisboa, por ter chamado “corruptor ativo” a Pinto da Costa, antigo presidente do Porto, a 5 de março de 2022, dia das últimas eleições do Sporting.
Rui Borges acredita numa vitória frente ao Porto: