Futebol
Lateral com 153 jogos no Sporting pressiona Rui Borges: "Está proibido de perder pontos"
23 Out 2026 | 16:07
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Futebol
13 Abr 2020 | 14:14 |
A anormalidade que se vive por estes dias em (quase) todo o Planeta leva as pessoas a, entre muitas outras coisas, verem e analisarem várias situações como preto ou branco, perdendo, momentaneamente, a capacidade de identificar todos os múltiplos tons de cinzento que existem e não se perderam. Por outras palavras, parece-me que a capacidade para relativizar está suspensa. ‘Decreta-se’ com facilidade o fim do Mundo como o conhecemos, e, no caso do futebol, não falta quem jure a pés juntos que nada será como dantes e que o tempo das transferências pornográficas ficará lá atrás. Enfim, pensamentos precipitados, na minha opinião, como à frente explicarei. Se nas redes sociais a incapacidade para relativizar e contextualizar é evidência diária (mas mesmo antes desta pandemia já o era em assuntos fraturantes e alguns até mundanos…), em espaços que nos deveriam garantir outro tipo de reflexão, como os jornais, tais erros começam a tornar-se irritantes. Pelo menos para mim. Deixo aqui três exemplos (dois do futebol e um de sociedade) para ilustrar:
1 – TRANSFERÊNCIAS NO FUTEBOL. Prevendo uma crise económica global sem precedentes (diariamente diferentes ‘especialistas’ garantem que tal irá suceder dentro de poucos meses), vários ‘analistas’ já decretaram o fim dos valores pornográficos pagos nos últimos anos em muitas transferências. Para eles, isso fará parte do passado, do Mundo que conhecíamos e que não retornará. Não sei se traçaram gráficos com abscissas e ordenadas (agora está na moda) e leram aí o ‘futuro’, tal como o matemático Jorge Buescu, figura elevada à condição de rock star por jornais e televisões, depois de divulgar um gráfico que daria a Portugal, a 30 de março, entre 16.395 (perspetiva conservadora) a 48.110 (perspetiva mais real, nas palavras dele) infetados com o novo Coronavírus. Como bem sabemos, ontem, 12 de abril, o número de infetados no nosso país estava em linha com o que Buescu previa de forma conservadora para… 30 de março. Um ‘pequeno’ erro de cálculo, portanto. Tão ‘pequeno’ quanto aquele que outra fornada de ‘especialistas’ previu em 2014 para os preços futuros do petróleo, lembram-se? Recordo: na altura o barril de crude estava a bater perto dos 100 dólares (até chegou a ultrapassar esse valor) e os entendidos da matéria correram os canais televisivos a avisar que “petróleo a 20 ou 30 dólares, esqueçam, é coisa que nunca mais voltaremos a ver”. Curiosamente, na passada semana o barril de crude negociou nos 25 dólares… Se há coisa que os meus 52 anos me ensinaram é que há dois termos que não podemos utilizar ao traçar cenários futuros: nunca e sempre. Não devemos tentar prever o futuro sem primeiro ler e compreender de forma clara o passado. No mercado de transferências, e o ponto é esse, se há coisa que não impera é a lógica ou a prudência. É errado ignorar que foi após o colapso financeiro de 2008 (prolongado até, pelo menos, 2015, consoante os países) que o futebol inflacionou de forma brutal o valor das transferências de jogadores. Quando se esperava contenção… deu-se expansão. E isso tem uma explicação: os setores do entretenimento (o desporto insere-se nesta indústria) experienciam um ‘boom’ durante e após as crises económicas e/ou financeiras. Por alguma razão (que os ‘especialistas’ podem tentar explicar) isso acontece. Talvez, digo eu, porque sentimos a necessidade de ‘esquecer’ a dura realidade e procuramos conforto nos setores de entretenimento, principalmente no futebol, área que nos consegue despertar paixões tão grandes, ao ponto de encontrarmos forma de, na nossa dificuldade financeira, não deixarmos de pagar para termos hora e meia de fortes emoções. Tenho, por isso, a convicção que na próxima janela de transferências vários jogadores (não os que jogam em Portugal) serão negociados acima dos 50/60 milhões de euros. Em menor número, é certo. Mas em 2021 a normalidade estará de volta. Essa normalidade que muitos hoje percecionam como loucura. Veremos se esta minha ideia ‘envelhece’ bem ou mal.
2 – ACORDO DE CORTE SALARIAL NO SPORTING. A administração da SAD do Sporting colocou de parte a ideia de partir para um pedido de lay-off em relação aos seus jogadores profissionais. Boa decisão. Chegou a um acordo com o grupo profissional que pode ter três cenários: poupa 40 por cento dos salários entre abril e junho (se a Liga não recomeçar e a equipa não entrar na fase de grupos da Champions 21/22); poupa 20 por cento dos salários entre abril e junho (se uma das duas variáveis acima explicadas não se verificar, deferindo, com isso, o pagamento de 20 por cento através da diluição mensal de 10 por cento até dezembro, e outros 10 por cento entre janeiro e junho de 2021); nada poupa, mas dilui 20 por cento dos salários de abril a junho em 12 prestações até junho de 2021 e paga os restantes 20 por cento com parte do prémio da Champions (se nenhuma das duas variáveis se verificar). Entendo tratar-se de uma negociação que configura uma situação de ‘win win’ imediato. No entanto, os jornais poderiam/deveriam, lá está, contextualizar este negócio. Promovê-lo como algo de excelência através do percentual é redutor e enganador. As notícias deveriam incluir os valores aproximados que estão em jogo e não li isso em nenhum jornal. Ora, se a Liga não recomeçar e o Sporting não jogar a fase de grupos da Champions 21/22, a poupança estará entre os cinco e os seis milhões de euros, ou seja, perto de 8 por cento do orçamento da época, o que é muito bom. Contudo, se a Liga recomeçar, e aposto dobrado contra singelo em como as 10 jornadas em falta vão ser jogadas, isso significará que o próximo orçamento da SAD (no qual se pretendia baixar a folha salarial em cerca de 10 milhões) terá que acondicionar 2,5 a 3 milhões de euros para a liquidação destas verbas agora deferidas. E talvez esta decisão coloque em causa a ambiciosa meta de tamanho emagrecimento da folha salarial. Mas gerir é tomar decisões e, neste caso, o principal foi conseguir encerrar as negociações de forma consensual. E ainda bem que o processo foi célere.
3 – O ENFERMEIRO LUÍS. Outro exemplo da anormalidade do normal, ou como o óbvio foi visto como extraordinário, neste estranhos dias que vivemos. Boris Johnson, primeiro Ministro do Reino Unido, agradeceu de forma pública a todo o staff médico que tratou dele num hospital de Londres, onde esteve internado devido à doença Covid-19. No discurso nomeou todos aqueles que dele cuidaram, com um sublinhado especial a uma enfermeira neo-zelandesa e a um enfermeiro português, ‘o Luís’. O nosso Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pelo que ouvi na SIC, telefonou logo ao enfermeiro Luís. Não descansará enquanto não tiver uma selfie com o Luís de Aveiro. Não sei mesmo se não o terá colocado já numa lista de comendas para o 10 de junho. Tudo porque o Luís foi um dos milhares de enfermeiros portugueses que emigraram para Inglaterra entre 2012 e 2015 (ele foi para lá em 2014), tal como uma amiga minha. O Luís, como outros, emigrou porque cá não lhe deram emprego ou não valorizaram a profissão dele, pagando-se salários miseráveis a enfermeiros como ele. Não sei se ele estava no local certo à hora certa (ou o contrário), mas sei que fez, e bem, aquilo que é suposto fazer, ou seja, o óbvio: tratar de um paciente. Mas para o Presidente mais populista da história do Portugal democrático, até parece que o Luís fez algo de extraordinário em vez do normal do seu dia a dia de trabalho. Depois de se saber do patético telefonema, surgiu uma nota da Presidência a agradecer, não só ao Luís, mas também a todos os enfermeiros que travam esta mesma luta em Portugal. Enfim, lá caiu a ficha do bom senso a alguém no Palácio de Belém.
Leões continuam a preparar a receção aos viriatos, mas há novidades em Alcochete que podem mexer com os planos do treinador
23 Out 2026 | 17:31 |
O Sporting continua a afinar os últimos detalhes para a receção ao Académico de Viseu, agendada para este domingo, 25 de outubro, às 20h30, no Estádio José Alvalade. Rui Borges orientou mais uma sessão de trabalho na Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete, mas o cenário no boletim clínico mantém algumas dúvidas na preparação dos leões para o encontro.
Zeno Debast, Rodrigo Zalazar e Nuno Santos continuam entregues à Unidade de Performance, pelo que ainda não integraram os trabalhos com o restante plantel. A situação dos três jogadores está a ser acompanhada pela estrutura leonina, numa altura em que a equipa técnica procura preparar da melhor forma o duelo com o emblema viseense.
Entre os casos em avaliação, o de Debast - com 30 jogos falhados num ano - poderá conhecer novidades em breve. O defesa central belga será submetido a um derradeiro teste físico no sábado, que permitirá perceber se reúne condições para integrar a lista de convocados de Rui Borges para a partida em Alvalade.
Os verdes e brancos voltam a treinar no sábado, naquele que será o último ensaio antes do confronto com o Académico de Viseu. A sessão deverá servir para o treinador afinar a estratégia e avaliar as opções disponíveis para o encontro da nona jornada.
Depois do treino, Rui Borges fará a habitual antevisão da partida, marcada para as 13h15. Será nesse momento que o técnico leonino poderá prestar novos esclarecimentos sobre a preparação da equipa e a condição física dos jogadores, antes de o Sporting entrar em campo no domingo, perante os seus adeptos.
Treinador de 49 anos reconhece a qualidade dos leões, mas acredita que a sua equipa pode complicar a vida do Clube de Alvalade
23 Out 2026 | 17:15 |
O Sporting recebe o Académico de Viseu este domingo, 25 de outubro, às 20h30, em jogo da 9ª jornada da Liga Portugal, mas o adversário dos leões não esconde a ambição de sair de Alvalade com pontos. Bruno Pinheiro, treinador da formação viseense, reconheceu as dificuldades da deslocação, mas deixou claro que acredita numa surpresa frente à equipa orientada por Rui Borges.
B. Pinheiro: "Vamos ter alguma dificuldade na fase inicial do jogo"
"O que acredito que vai acontecer é uma entrada forte do Sporting, muito forte mesmo. Uma equipa que vai tentar que o Académico não consiga ter bola e creio que vamos ter alguma dificuldade na fase inicial do jogo", admitiu, em conferência de imprensa de antevisão.
O treinador, que "roubou" pontos ao Benfica na primeira jornada, não poupou elogios à qualidade individual e coletiva dos verdes e brancos. "A qualidade do Sporting está lá, a todos os níveis. Jogadores muito talentosos tecnicamente, muito rápidos, fortes no contacto físico, a grande maioria deles, portanto, é um adversário que em termos individuais é fortíssimo", destacou.
B. Pinheiro: "O futebol é rico nas surpresas"
Apesar de reconhecer o favoritismo do Sporting, Bruno Pinheiro acredita que a sua equipa tem argumentos para discutir o resultado. "O futebol é rico nas surpresas... Iremos tentar, de acordo com as nossas armas e com a análise que fizemos do adversário, apresentar uma equipa que irá criar dificuldades ao adversário e, obviamente, o grande objetivo é trazer de lá pontos", garantiu.
Para o Académico de Viseu ter hipóteses de surpreender, o treinador considera fundamental conseguir manter a posse de bola sempre que possível. "A melhor forma de defender é jogando com bola", explicou. O Académico soma 14 pontos e ocupa o sétimo lugar, enquanto os leões seguem no terceiro posto, com 18 pontos, numa partida arbitrada por Miguel Nogueira.
Treinador das águias aqueceu o ambiente antes do dérbi eterno com uma declaração sobre a ausência de títulos leoninos, numa troca de picardias
23 Out 2026 | 17:09 |
Micael Sequeira fez a antevisão ao dérbi entre Benfica e Sporting, da quinta jornada da Liga BPI, numa conferência de imprensa marcada pelas declarações recentes de Ivan Baptista sobre a ausência de títulos das leoas. O treinador encarnado tinha afirmado que a pressão existiria se a sua equipa estivesse há oito anos sem conquistar o campeonato nacional, numa referência indireta ao rival.
M. Sequeira: "Não tinha ouvido"
"Muito honestamente, não tinha ouvido. Disseram-me agora antes de entrar na sala de imprensa. Mas não tenho comentário. É uma afirmação do treinador. Se fosse outro treinador qualquer, também não tinha que comentar", respondeu.
Relativamente à possibilidade de conquistar três pontos importantes na luta pela liderança, o técnico lembrou que o campeonato ainda está numa fase inicial. "Não dá para negar que, conquistando três pontos, será uma excelente vitória. Mas a obrigação de ganhar o próximo jogo, com o Valadares, é exatamente a mesma. É um jogo especial, acarreta sempre muita motivação e, na eventualidade de termos um resultado positivo, naturalmente acrescenta muito esse lado da confiança e da motivação. Mas, relativamente à classificação e ao primeiro lugar, não quer dizer absolutamente nada, porque é apenas a quinta jornada", explicou.
M. Sequeira: "Querer ser mais agressivo que o adversário"
Para Micael Sequeira, a atitude e a união do grupo poderão ser decisivas num confronto desta dimensão. "Muito mais do que tático e técnico, é, claramente, o espírito de grupo: é o querer ganhar, é o querer correr mais que o adversário, é querer ser mais agressivo que o adversário, é ter a coragem suficiente de chegar lá e se impor dessa forma. Foi isso que eu pedi às jogadoras", sublinhou.
Apesar do histórico recente favorável ao Benfica, que não perde frente às leoas desde a Supertaça de 2024, o técnico leonino garante que a equipa está preparada para lutar pelo triunfo. "Acredito que as jogadoras vão apresentar uma boa postura, determinadas em querer ganhar, tal como fizemos na última jornada. Preparámos o jogo para vencer e vamos à procura desse objetivo", afirmou. O dérbi disputa-se este sábado, às 15h30, no Estádio da Luz, com as duas equipas separadas por apenas um ponto, embora o Benfica tenha menos um jogo.