Futebol
Mário Figueiredo elogia Benfica e arrasa leões: "Sporting percebeu que não tinha pedalada"
22 Ago 2026 | 17:08
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Futebol
13 Abr 2020 | 14:14 |
A anormalidade que se vive por estes dias em (quase) todo o Planeta leva as pessoas a, entre muitas outras coisas, verem e analisarem várias situações como preto ou branco, perdendo, momentaneamente, a capacidade de identificar todos os múltiplos tons de cinzento que existem e não se perderam. Por outras palavras, parece-me que a capacidade para relativizar está suspensa. ‘Decreta-se’ com facilidade o fim do Mundo como o conhecemos, e, no caso do futebol, não falta quem jure a pés juntos que nada será como dantes e que o tempo das transferências pornográficas ficará lá atrás. Enfim, pensamentos precipitados, na minha opinião, como à frente explicarei. Se nas redes sociais a incapacidade para relativizar e contextualizar é evidência diária (mas mesmo antes desta pandemia já o era em assuntos fraturantes e alguns até mundanos…), em espaços que nos deveriam garantir outro tipo de reflexão, como os jornais, tais erros começam a tornar-se irritantes. Pelo menos para mim. Deixo aqui três exemplos (dois do futebol e um de sociedade) para ilustrar:
1 – TRANSFERÊNCIAS NO FUTEBOL. Prevendo uma crise económica global sem precedentes (diariamente diferentes ‘especialistas’ garantem que tal irá suceder dentro de poucos meses), vários ‘analistas’ já decretaram o fim dos valores pornográficos pagos nos últimos anos em muitas transferências. Para eles, isso fará parte do passado, do Mundo que conhecíamos e que não retornará. Não sei se traçaram gráficos com abscissas e ordenadas (agora está na moda) e leram aí o ‘futuro’, tal como o matemático Jorge Buescu, figura elevada à condição de rock star por jornais e televisões, depois de divulgar um gráfico que daria a Portugal, a 30 de março, entre 16.395 (perspetiva conservadora) a 48.110 (perspetiva mais real, nas palavras dele) infetados com o novo Coronavírus. Como bem sabemos, ontem, 12 de abril, o número de infetados no nosso país estava em linha com o que Buescu previa de forma conservadora para… 30 de março. Um ‘pequeno’ erro de cálculo, portanto. Tão ‘pequeno’ quanto aquele que outra fornada de ‘especialistas’ previu em 2014 para os preços futuros do petróleo, lembram-se? Recordo: na altura o barril de crude estava a bater perto dos 100 dólares (até chegou a ultrapassar esse valor) e os entendidos da matéria correram os canais televisivos a avisar que “petróleo a 20 ou 30 dólares, esqueçam, é coisa que nunca mais voltaremos a ver”. Curiosamente, na passada semana o barril de crude negociou nos 25 dólares… Se há coisa que os meus 52 anos me ensinaram é que há dois termos que não podemos utilizar ao traçar cenários futuros: nunca e sempre. Não devemos tentar prever o futuro sem primeiro ler e compreender de forma clara o passado. No mercado de transferências, e o ponto é esse, se há coisa que não impera é a lógica ou a prudência. É errado ignorar que foi após o colapso financeiro de 2008 (prolongado até, pelo menos, 2015, consoante os países) que o futebol inflacionou de forma brutal o valor das transferências de jogadores. Quando se esperava contenção… deu-se expansão. E isso tem uma explicação: os setores do entretenimento (o desporto insere-se nesta indústria) experienciam um ‘boom’ durante e após as crises económicas e/ou financeiras. Por alguma razão (que os ‘especialistas’ podem tentar explicar) isso acontece. Talvez, digo eu, porque sentimos a necessidade de ‘esquecer’ a dura realidade e procuramos conforto nos setores de entretenimento, principalmente no futebol, área que nos consegue despertar paixões tão grandes, ao ponto de encontrarmos forma de, na nossa dificuldade financeira, não deixarmos de pagar para termos hora e meia de fortes emoções. Tenho, por isso, a convicção que na próxima janela de transferências vários jogadores (não os que jogam em Portugal) serão negociados acima dos 50/60 milhões de euros. Em menor número, é certo. Mas em 2021 a normalidade estará de volta. Essa normalidade que muitos hoje percecionam como loucura. Veremos se esta minha ideia ‘envelhece’ bem ou mal.
2 – ACORDO DE CORTE SALARIAL NO SPORTING. A administração da SAD do Sporting colocou de parte a ideia de partir para um pedido de lay-off em relação aos seus jogadores profissionais. Boa decisão. Chegou a um acordo com o grupo profissional que pode ter três cenários: poupa 40 por cento dos salários entre abril e junho (se a Liga não recomeçar e a equipa não entrar na fase de grupos da Champions 21/22); poupa 20 por cento dos salários entre abril e junho (se uma das duas variáveis acima explicadas não se verificar, deferindo, com isso, o pagamento de 20 por cento através da diluição mensal de 10 por cento até dezembro, e outros 10 por cento entre janeiro e junho de 2021); nada poupa, mas dilui 20 por cento dos salários de abril a junho em 12 prestações até junho de 2021 e paga os restantes 20 por cento com parte do prémio da Champions (se nenhuma das duas variáveis se verificar). Entendo tratar-se de uma negociação que configura uma situação de ‘win win’ imediato. No entanto, os jornais poderiam/deveriam, lá está, contextualizar este negócio. Promovê-lo como algo de excelência através do percentual é redutor e enganador. As notícias deveriam incluir os valores aproximados que estão em jogo e não li isso em nenhum jornal. Ora, se a Liga não recomeçar e o Sporting não jogar a fase de grupos da Champions 21/22, a poupança estará entre os cinco e os seis milhões de euros, ou seja, perto de 8 por cento do orçamento da época, o que é muito bom. Contudo, se a Liga recomeçar, e aposto dobrado contra singelo em como as 10 jornadas em falta vão ser jogadas, isso significará que o próximo orçamento da SAD (no qual se pretendia baixar a folha salarial em cerca de 10 milhões) terá que acondicionar 2,5 a 3 milhões de euros para a liquidação destas verbas agora deferidas. E talvez esta decisão coloque em causa a ambiciosa meta de tamanho emagrecimento da folha salarial. Mas gerir é tomar decisões e, neste caso, o principal foi conseguir encerrar as negociações de forma consensual. E ainda bem que o processo foi célere.
3 – O ENFERMEIRO LUÍS. Outro exemplo da anormalidade do normal, ou como o óbvio foi visto como extraordinário, neste estranhos dias que vivemos. Boris Johnson, primeiro Ministro do Reino Unido, agradeceu de forma pública a todo o staff médico que tratou dele num hospital de Londres, onde esteve internado devido à doença Covid-19. No discurso nomeou todos aqueles que dele cuidaram, com um sublinhado especial a uma enfermeira neo-zelandesa e a um enfermeiro português, ‘o Luís’. O nosso Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pelo que ouvi na SIC, telefonou logo ao enfermeiro Luís. Não descansará enquanto não tiver uma selfie com o Luís de Aveiro. Não sei mesmo se não o terá colocado já numa lista de comendas para o 10 de junho. Tudo porque o Luís foi um dos milhares de enfermeiros portugueses que emigraram para Inglaterra entre 2012 e 2015 (ele foi para lá em 2014), tal como uma amiga minha. O Luís, como outros, emigrou porque cá não lhe deram emprego ou não valorizaram a profissão dele, pagando-se salários miseráveis a enfermeiros como ele. Não sei se ele estava no local certo à hora certa (ou o contrário), mas sei que fez, e bem, aquilo que é suposto fazer, ou seja, o óbvio: tratar de um paciente. Mas para o Presidente mais populista da história do Portugal democrático, até parece que o Luís fez algo de extraordinário em vez do normal do seu dia a dia de trabalho. Depois de se saber do patético telefonema, surgiu uma nota da Presidência a agradecer, não só ao Luís, mas também a todos os enfermeiros que travam esta mesma luta em Portugal. Enfim, lá caiu a ficha do bom senso a alguém no Palácio de Belém.
Prioridade do emblema verde e branco passa por resolver dossier do jogador de 24 anos de idade antes do encerramento do mercado de transferências
23 Ago 2026 | 03:00 |
O Servette, clube orientado por Jocelyn Gourvennec, juntou-se à lista de interessados em Koba Koindredi, sabe o Leonino. O interesse do emblema suíço surge numa altura em que os leões procuram encontrar uma solução para o jogador, que não entra nos planos de Rui Borges.
Ainda assim, o Grasshoppers continua na frente da corrida pelo futebolista de 24 anos. O clube de Zurique já estabeleceu contactos com a SAD leonina tendo em vista um empréstimo e mantém-se, neste momento, como o destino mais provável.
O futebolista regressou ao Sporting depois de ter passado a última temporada cedido ao Basileia, onde somou 28 jogos na liga suíça. O médio tem contrato com os leões até 2028, mas, sem espaço na equipa principal, tem trabalhado à parte enquanto aguarda pela definição do futuro.
A prioridade do emblema verde e branco passa por resolver o dossier do jogador de 24 anos antes do encerramento do mercadoç O Pafos foi recentemente apontado como possível destino, mas, tal como o nosso Jornal adiantou, Sá Pinto não tem interesse no atleta.
Contratado ao Estoril em janeiro de 2024 por 4,25 milhões de euros, Koba Koindredi realizou apenas oito partidas pela equipa principal do Sporting. Sem espaço para 2026/27, o francês procura agora um novo clube para prosseguir a carreira.
Leões controlaram grande parte da partida e construíram uma vantagem que lhes permite subir, ainda que provisoriamente, ao primeiro lugar da tabela
22 Ago 2026 | 22:32 |
O Sporting derrotou o Alverca por 3-1, em Alvalade, na terceira jornada da Liga. Depois de dois encontros de maior grau de dificuldade, os leões controlaram grande parte da partida e construíram uma vantagem que lhes permite subir, ainda que provisoriamente, ao primeiro lugar da tabela classificativa.
A equipa de Rui Borges entrou praticamente a ganhar, com Maxi Araújo a inaugurar o marcador logo aos 2 minutos, num remate colocado à entrada da área. O Alverca reagiu com uma pressão alta e dificultou a construção leonina, mas não conseguiu criar grandes ocasiões.
O segundo golo surgiu aos 55 minutos, num lance em que Geny Catamo tentou cruzar para a área e acabou por contar com a colaboração de Matheus Mendes, que desviou a bola para a própria baliza. Pouco depois, chegou o momento mais aguardado da noite: Luis Suárez voltou aos golos. O avançado colombiano recebeu espaço, ultrapassou Matheus Mendes e, perante a baliza deserta, apontou o terceiro dos leões.
O Sporting geriu a vantagem até ao apito final, apesar de o Alverca ainda ter reduzido a diferença com o golo de Figueiredo (89'). A vitória permite aos verdes e brancos chegar aos sete pontos e ocupar, à condição, a liderança do campeonato.
O emblema leonino volta a entrar em campo na próxima sexta-feira, dia 28 de agosto, frente ao Rio Ave. O encontro, a contar para a quarta jornada da Liga Portugal Betclic, diante da turma orientada por Sotiris Sylaidopoulos, jogar-se-á às 20h15, em Vila do Conde.
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Futebolista não foi chamado para a deslocação ao terreno do Charleroi, depois de também ter falhado o encontro da jornada anterior
22 Ago 2026 | 17:32 |
Moncef Zekri voltou a ficar de fora das opções do Mechelen e o cenário reforça a possibilidade de uma transferência para o Sporting. O lateral-esquerdo de 17 anos não foi convocado para a deslocação ao Charleroi, depois de também ter falhado o encontro da jornada anterior frente ao Standard Liège.
Apesar de ser uma presença habitual no onze da equipa belga, o internacional sub-17 por Marrocos tem sido afastado das fichas de jogo precisamente numa altura em que decorrem negociações com Bernardo Palmeiro. A ausência surge, por isso, como mais um sinal de que a saída do jovem estará próxima.
Sporting e Zekri já terão alcançado um princípio de acordo para um contrato, enquanto o negócio com o Mechelen está avaliado em cerca de 3,5 milhões de euros fixos, aos quais poderão juntar-se valores adicionais mediante o cumprimento de objetivos.
Ainda assim, os leões querem garantir que não existem problemas físicos antes de avançar definitivamente para a contratação. Zekri perdeu 17 jogos na última temporada devido a lesões, razão pela qual a estrutura leonina solicitou a realização antecipada de uma bateria de exames médicos para avaliar a condição física do lateral.
Rui Borges, por sua vez, continua sem confirmar o nome do marroquino. Questionado sobre o interesse, o treinador limitou-se a explicar que o Sporting procura um defesa-esquerdo e que está a avaliar diferentes perfis no mercado, entre jogadores jovens e mais experientes, antes de tomar uma decisão final.