Clube
Varandas dá estouro em Montenegro; Líder do Sporting mete primeiro-ministro no bolso e arrasa Porto
10 Out 2026 | 09:47
Receba, em primeira mão, as principais notícias do Leonino no seu WhatsApp!
Clube
22 Jun 2020 | 15:52 | Por Redação
No início de 18/19 o Sporting fechava a 8.ª jornada a dois pontos da liderança, após vencer (3-0) o Boavista. Já tinha realizado quatro jogos fora de Alvalade (Moreirense, Benfica, Sp. Braga e Portimonense), nos quais apenas ganhara o primeiro. Empatara o segundo e perdera os outros dois. O destino de Peseiro estava traçado e foi sentenciado após a derrota frente ao Estoril, na Taça da Liga. Apesar do bom cenário na Liga, Sócios e adeptos não ‘casavam’ com o treinador. Veio Keizer e num ápice instalou-se o estado de euforia. Os mesmos dois pontos de diferença para o FC Porto mantinham-se ao fim de três jornadas, mas o holandês é que era. O futebol praticado agradava, os muitos golos marcados serviam de imagem de marca, até que… Pois é, aquilo que não tem sustentação mais tarde ou mais cedo acaba por ceder. Nos sete jogos seguintes para a Liga, apenas dois triunfos e uma queda para o quarto lugar após o 2-4 com o Benfica em Alvalade. Assim, de um momento para o outro, o líder já distava 11 pontos. No fim, o campeão ficou com 13 pontos de vantagem. As conquistas da Taça da Liga e da Taça de Portugal, ambas conseguidas no desempate por grandes penalidades, serviram para a SAD manter em funções alguém em quem já não acreditava. Com os resultados que se conhecem.
Silas entrou da mesma forma, com três vitórias, e os Sportinguistas já estavam a meio caminho do cume da ‘montanha russa’, onde se encontra a euforia. Uma vez mais, o choque frontal com a realidade iria dar-se a pouca distância, a que separa Lisboa de Tondela e Barcelos. Voltou a depressão. Até ao triunfo de há uns dias sobre o Tondela, uma volta depois. Rúben Amorim passou a ser rapidamente a última ‘Coca-Cola do deserto’ e apenas ganhou ao 18.º (2-0), ao 16.º (1-0) e ao 14.º (2-0), sempre em Alvalade, tendo pelo meio empatado em Guimarães, como o fez, de resto, o Moreirense na última jornada. Não são, portanto, os resultados que justificam todo este cenário montado em cima do novo treinador. Na minha opinião, é mais o discurso dele, no qual ouvimos coisas com sentido e, desta vez, sabemos que o técnico goza de um quadro favorável para fazer o que deve ser feito.
1 – O VALOR PAGO. Antes de Rúben Amorim, Jorge Jesus foi o único treinador que entrou em Alvalade sabendo que podia ser ele a ditar as regras. O valor do contrato era uma autêntica ‘apólice de seguro contra todos os riscos’. Ao contrário do que sucedeu, depois, com Peseiro, Keizer ou Silas, Amorim também garantiu essa mesma ‘apólice de seguro’ no momento em que o Sporting pagou (ou ainda vai pagar…) 10 milhões de euros. Não, um treinador com tamanho peso na coluna das despesas não é descartável, é mesmo a última solução. Por isso, aposto que Rúben não será ignorado, como Keizer, na hora de ir ao mercado. E pelo que já ouvimos da sua própria boca, está perfeitamente consciente daquilo que precisa para atacar o cume da ‘montanha russa’. Ele tentará levar Sócios e adeptos a fazerem ‘a’ voltinha e não ‘mais uma voltinha’. Disso não duvido.
2 – APOSTAS. Porquê? Porque para ele seria muito fácil ‘surfar’ a onda da formação e assentar o discurso nessa praia. Existe uma franja alargada de Sócios e adeptos que compra a ideia sem pestanejar. Título? Para quê? O treinador aposta nos jovens! Pois, como costuma dizer-se, quem nasce para lagartixa nunca chegará a jacaré… Mas Rúben, felizmente, tem fome de ganhar e não se vê num papel de permanente ‘babysitter’. No final do jogo com o Tondela foi muito claro e assertivo no discurso, o qual, traduzido, diz mais ou menos isto: este é um contexto muito favorável para observar o comportamento de vários jovens em acção. Porque o Sporting já não luta pelo título ou lugar de acesso à Champions e porque tem um calendário que só oferece alguma dificuldade de maior em dois dos últimos três jogos. Os miúdos que estão agora a revelar uma capacidade interessante nunca foram colocados perante o quadro de pressão permanente que é aquele que se vive na luta pelo título; não foram testados num quadro que obriga a três jogos por semana e a todo o desgaste emocional que isso provoca. É algo que não se treina. A resposta só se obtém através da experimentação. Para a poder fazer, Rúben sabe que tem de possuir opções válidas e imediatas caso as respostas dos mais jovens não estejam de acordo com as exigências. Mais: um jogador jovem só aprende a lidar com tais dificuldades quando a seu lado tem colegas que passaram pelo mesmo e lhe podem transmitir linhas de orientação. Neste particular, as palavras do treinador muitas vezes são inconsequentes. É entre os pares que se encontram respostas ao que se pergunta. Por isso, a mensagem foi passada pelo treinador: jovens sim, mas devidamente enquadrados por um plantel onde exista um alargado número de profissionais experientes. E nesta ideia eu acredito. Não na historieta de fazer campeã uma equipa de garotos.
3 – FOME DE VENCER. Foi muito ao de leve, mas Rúben Amorim disse duas outras coisas que defendo (até o fiz, no passado, junto de dirigentes e treinadores do clube). A primeira tem a ver com a extensão do grupo de trabalho. Quando se tem equipa B e sub-23 não faz qualquer sentido o grupo principal possuir mais de 22/23 jogadores. As primeiras e segundas opções não podem ser mais de vinte e duas. Isso cria a saudável fome de competição interna, que leva à fome de vencer. Que ganho com uma terceira opção para uma lateral da defesa? O terceiro elemento terá alguma motivação para trabalhar? Mas se na equipa B ou sub-23 o lateral titular souber que tem uma real possibilidade de ser chamado a treinar com os AA, isso não irá aumentar-lhe a vontade de trabalhar bem? Claro que vai. Da mesma forma que discordo daquela ideia patética de que na formação não interessa o resultado mas sim o crescimento do jogador. Ora ainda bem que Rúben falou nisso, referindo que os jogadores do Sporting, nas equipas de formação, já devem sentir essa pressão de ganhar títulos. Pode ser que dito por ele faça as pessoas aceitarem melhor… A partir dos sub-16 tem de começar a ser exigida fome de vencer aos miúdos quando estão em grandes equipas. Caso contrário eles crescem sem saber o que é a exigência e só tomarão conhecimento da mesma demasiado tarde. Em 1996 estive na Academia do Ajax. A equipa de Louis Van Gaal tinha ganho a Liga dos Campeões no ano anterior. Sabem o que vi no corredor de acesso aos balneários da equipa sub-18? Uma fotografia enorme desse mesmo grupo sub-18 com a Taça dos Campeões ganha pelos AA um ano antes. E o título da fotografia era: “Ajax Campeão Europeu 1997/98”. Ou seja, o clube dizia aos então sub-18 que esperava vê-los vencer aquela prova dentro de três anos. Passava-lhes uma mensagem de crença, exigência e ambição. Como deve ser na formação.
Números revelam diferenças significativas entre as quatro principais sociedades desportivas, com leões a destacar-se pelo montante pago ao Presidente
25 Out 2026 | 17:32 | Por Redação
Frederico Varandas recebeu 776.500 euros brutos na época 2025/26, entre remuneração fixa e variável, superando o valor atribuído a toda a administração do Porto. Os números revelam diferenças significativas entre as quatro principais sociedades desportivas, com o Sporting a destacar-se pelo montante pago ao Presidente.
O dirigente máximo leonino recebeu 300 mil euros de remuneração fixa e 476 500 euros de componente variável. Face a 2021/22, o valor representa um aumento de 252,2%, equivalente a mais 556 mil euros. Só no último exercício, a remuneração de Varandas cresceu 99,1%, ficando perto do total pago a todos os administradores da Benfica SAD.
No Benfica, o conjunto da administração recebeu 790.975 euros, apenas mais 14.475 euros do que Varandas auferiu individualmente. Rui Costa prescinde de remuneração da sociedade, tal como André Villas Boas no Porto. No Dragão, os encargos com a administração diminuíram 74,9% face a 2022, quando Pinto da Costa liderava o clube. Em 2022/23, o antigo presidente recebeu 1,152 milhões de euros, incluindo 480 mil euros em gratificações.
Já em Braga, a administração recebeu 1.625.697 euros, um aumento de 140,9% face ao exercício anterior. A Comissão Executiva concentrou 1 594 347 euros, contra 596 936 euros no ano precedente. No entanto, o relatório não discrimina os montantes recebidos por cada administrador nem distingue as componentes fixas e variáveis, pelo que não é possível apurar quanto recebeu individualmente António Salvador.
A comparação evidencia diferenças na transparência dos relatórios e nos modelos de remuneração das administrações. O Sporting apresenta informação individualizada sobre salários e prémios, enquanto Benfica e Porto incluem incentivos ligados ao desempenho desportivo e financeiro sem o mesmo nível de detalhe. No caso do Braga, a ausência de discriminação individual impede uma comparação direta entre o vencimento de Salvador e o dos restantes presidentes.
Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade
11 Out 2026 | 22:35 | Por Redação
Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.
Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.
O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.
O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.
Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou.
Presidente marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão
11 Out 2026 | 10:43 | Por Redação
Frederico Varandas marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão. O Presidente do Sporting recordou que, logo após ser eleito em 2018, admitiu aos elementos da sua direção que o mandato poderia durar apenas seis meses, caso fosse necessário tomar decisões difíceis.
F. Varandas: "Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos"
"A primeira vez que reunimos depois de eleitos em 2018, todos os meus colegas de Conselho Directivo estavam muito felizes, orgulhosos, mas estraguei aquele ambiente de festa logo aos três minutos. Disse-lhes: Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos, porque vamos fazer o que tem de ser feito", contou.
O dirigente, que participou num painel sobre liderança antes da intervenção do antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, recorreu também à experiência militar para explicar a importância de conhecer os próprios limites e decidir sob pressão. Varandas recordou a missão no Afeganistão e a forma como essas vivências influenciaram a sua maneira de liderar: "Mais do que os resultados, as pessoas seguem valores. O que tiro da minha formação militar (ainda sou capitão do exército com muito orgulho) e da experiência da missão no Afeganistão, com os comandos, é a capacidade de conhecer os meus limites. Somos testados em condições altamente desfavoráveis, tendo de continuar a trabalhar, a decidir sob pressão, muitas vezes nesse limite", afirmou.
Além do mais, relatou ainda um episódio vivido durante uma missão em Kandahar, quando um oficial demonstrou nervosismo antes de uma patrulha numa zona dominada pelos talibãs. "Aprendi que nós, líderes, temos de tomar decisões difíceis. Quando premimos o gatilho, temos medo? Temos. Mas temos, sobretudo, de não transmitir esse medo aos nossos colaboradores, aos nossos soldados", sublinhou.
Varandas - que recentemente deu um estouro em Luís Montenegro - abordou também a sua perspetiva sobre as características necessárias para liderar, afastando a ideia de que a vontade, por si só, permite alcançar qualquer objetivo: "A liderança penso-a exatamente da mesma maneira: temos de ter características inatas para ser um líder com competências e resultados. Todos melhoramos, sim, com treino, mas um verdadeiro líder, que aguenta momentos difíceis... isso nasce connosco".
Varandas dá estouro em Montenegro; Líder do Sporting mete primeiro-ministro no bolso e arrasa Porto
10 Out 2026 | 09:47
Villas-Boas admite semelhanças entre Porto e Sporting e afirma 'confronto' com Varandas
09 Out 2026 | 16:05
João Maria Jonet explode contra bicadas de Luís Montenegro sobre o Sporting: "Cobarde"
09 Out 2026 | 13:31