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Claque do Sporting recusa assinar acordo e deixa forte recado a Varandas
10 Jul 2026 | 10:59
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22 Jun 2020 | 15:52 |
No início de 18/19 o Sporting fechava a 8.ª jornada a dois pontos da liderança, após vencer (3-0) o Boavista. Já tinha realizado quatro jogos fora de Alvalade (Moreirense, Benfica, Sp. Braga e Portimonense), nos quais apenas ganhara o primeiro. Empatara o segundo e perdera os outros dois. O destino de Peseiro estava traçado e foi sentenciado após a derrota frente ao Estoril, na Taça da Liga. Apesar do bom cenário na Liga, Sócios e adeptos não ‘casavam’ com o treinador. Veio Keizer e num ápice instalou-se o estado de euforia. Os mesmos dois pontos de diferença para o FC Porto mantinham-se ao fim de três jornadas, mas o holandês é que era. O futebol praticado agradava, os muitos golos marcados serviam de imagem de marca, até que… Pois é, aquilo que não tem sustentação mais tarde ou mais cedo acaba por ceder. Nos sete jogos seguintes para a Liga, apenas dois triunfos e uma queda para o quarto lugar após o 2-4 com o Benfica em Alvalade. Assim, de um momento para o outro, o líder já distava 11 pontos. No fim, o campeão ficou com 13 pontos de vantagem. As conquistas da Taça da Liga e da Taça de Portugal, ambas conseguidas no desempate por grandes penalidades, serviram para a SAD manter em funções alguém em quem já não acreditava. Com os resultados que se conhecem.
Silas entrou da mesma forma, com três vitórias, e os Sportinguistas já estavam a meio caminho do cume da ‘montanha russa’, onde se encontra a euforia. Uma vez mais, o choque frontal com a realidade iria dar-se a pouca distância, a que separa Lisboa de Tondela e Barcelos. Voltou a depressão. Até ao triunfo de há uns dias sobre o Tondela, uma volta depois. Rúben Amorim passou a ser rapidamente a última ‘Coca-Cola do deserto’ e apenas ganhou ao 18.º (2-0), ao 16.º (1-0) e ao 14.º (2-0), sempre em Alvalade, tendo pelo meio empatado em Guimarães, como o fez, de resto, o Moreirense na última jornada. Não são, portanto, os resultados que justificam todo este cenário montado em cima do novo treinador. Na minha opinião, é mais o discurso dele, no qual ouvimos coisas com sentido e, desta vez, sabemos que o técnico goza de um quadro favorável para fazer o que deve ser feito.
1 – O VALOR PAGO. Antes de Rúben Amorim, Jorge Jesus foi o único treinador que entrou em Alvalade sabendo que podia ser ele a ditar as regras. O valor do contrato era uma autêntica ‘apólice de seguro contra todos os riscos’. Ao contrário do que sucedeu, depois, com Peseiro, Keizer ou Silas, Amorim também garantiu essa mesma ‘apólice de seguro’ no momento em que o Sporting pagou (ou ainda vai pagar…) 10 milhões de euros. Não, um treinador com tamanho peso na coluna das despesas não é descartável, é mesmo a última solução. Por isso, aposto que Rúben não será ignorado, como Keizer, na hora de ir ao mercado. E pelo que já ouvimos da sua própria boca, está perfeitamente consciente daquilo que precisa para atacar o cume da ‘montanha russa’. Ele tentará levar Sócios e adeptos a fazerem ‘a’ voltinha e não ‘mais uma voltinha’. Disso não duvido.
2 – APOSTAS. Porquê? Porque para ele seria muito fácil ‘surfar’ a onda da formação e assentar o discurso nessa praia. Existe uma franja alargada de Sócios e adeptos que compra a ideia sem pestanejar. Título? Para quê? O treinador aposta nos jovens! Pois, como costuma dizer-se, quem nasce para lagartixa nunca chegará a jacaré… Mas Rúben, felizmente, tem fome de ganhar e não se vê num papel de permanente ‘babysitter’. No final do jogo com o Tondela foi muito claro e assertivo no discurso, o qual, traduzido, diz mais ou menos isto: este é um contexto muito favorável para observar o comportamento de vários jovens em acção. Porque o Sporting já não luta pelo título ou lugar de acesso à Champions e porque tem um calendário que só oferece alguma dificuldade de maior em dois dos últimos três jogos. Os miúdos que estão agora a revelar uma capacidade interessante nunca foram colocados perante o quadro de pressão permanente que é aquele que se vive na luta pelo título; não foram testados num quadro que obriga a três jogos por semana e a todo o desgaste emocional que isso provoca. É algo que não se treina. A resposta só se obtém através da experimentação. Para a poder fazer, Rúben sabe que tem de possuir opções válidas e imediatas caso as respostas dos mais jovens não estejam de acordo com as exigências. Mais: um jogador jovem só aprende a lidar com tais dificuldades quando a seu lado tem colegas que passaram pelo mesmo e lhe podem transmitir linhas de orientação. Neste particular, as palavras do treinador muitas vezes são inconsequentes. É entre os pares que se encontram respostas ao que se pergunta. Por isso, a mensagem foi passada pelo treinador: jovens sim, mas devidamente enquadrados por um plantel onde exista um alargado número de profissionais experientes. E nesta ideia eu acredito. Não na historieta de fazer campeã uma equipa de garotos.
3 – FOME DE VENCER. Foi muito ao de leve, mas Rúben Amorim disse duas outras coisas que defendo (até o fiz, no passado, junto de dirigentes e treinadores do clube). A primeira tem a ver com a extensão do grupo de trabalho. Quando se tem equipa B e sub-23 não faz qualquer sentido o grupo principal possuir mais de 22/23 jogadores. As primeiras e segundas opções não podem ser mais de vinte e duas. Isso cria a saudável fome de competição interna, que leva à fome de vencer. Que ganho com uma terceira opção para uma lateral da defesa? O terceiro elemento terá alguma motivação para trabalhar? Mas se na equipa B ou sub-23 o lateral titular souber que tem uma real possibilidade de ser chamado a treinar com os AA, isso não irá aumentar-lhe a vontade de trabalhar bem? Claro que vai. Da mesma forma que discordo daquela ideia patética de que na formação não interessa o resultado mas sim o crescimento do jogador. Ora ainda bem que Rúben falou nisso, referindo que os jogadores do Sporting, nas equipas de formação, já devem sentir essa pressão de ganhar títulos. Pode ser que dito por ele faça as pessoas aceitarem melhor… A partir dos sub-16 tem de começar a ser exigida fome de vencer aos miúdos quando estão em grandes equipas. Caso contrário eles crescem sem saber o que é a exigência e só tomarão conhecimento da mesma demasiado tarde. Em 1996 estive na Academia do Ajax. A equipa de Louis Van Gaal tinha ganho a Liga dos Campeões no ano anterior. Sabem o que vi no corredor de acesso aos balneários da equipa sub-18? Uma fotografia enorme desse mesmo grupo sub-18 com a Taça dos Campeões ganha pelos AA um ano antes. E o título da fotografia era: “Ajax Campeão Europeu 1997/98”. Ou seja, o clube dizia aos então sub-18 que esperava vê-los vencer aquela prova dentro de três anos. Passava-lhes uma mensagem de crença, exigência e ambição. Como deve ser na formação.
Proposta já motivou algumas reações negativas nas redes sociais, sobretudo pela diferença em relação aos principais rivais nacionais
17 Jul 2026 | 16:52 |
O Sporting apresentou a proposta de orçamento para a temporada 2026/27, documento que será levado a votação numa Assembleia Geral marcada para 25 de julho. Entre os vários pontos em análise pelos sócios surge a possibilidade de atualização dos valores das quotas mensais, uma medida que tem gerado discussão.
A principal alteração diz respeito à categoria A, destinada aos sócios adultos, que poderá passar dos atuais 13 euros para 14 euros por mês. Caso seja aprovada, esta quota ficará acima dos valores praticados por Benfica e Porto, sendo que também as restantes categorias de associados, como a B, C e D, poderão sofrer aumentos.
A proposta já motivou algumas reações negativas nas redes sociais, sobretudo pela diferença em relação aos principais rivais. A contestação surge numa altura em que o Sporting atingiu um novo máximo histórico de sócios pagantes, ultrapassando os 125 mil associados.
Segundo a Direção, liderada por Frederico Varandas (que viu a Justiça dar-lhe razão num processo contra o Porto), a revisão dos preços das quotas surge como resposta ao atual contexto económico, marcado pelo aumento generalizado dos custos e pela subida das taxas de juro. O Clube considera que estes ajustes são necessários para assegurar a continuidade e evolução das várias atividades e projetos em curso.
O documento apresentado contempla ainda a criação de uma nova categoria de associado, denominada “sócio base”. A modalidade terá menos direitos do que os sócios tradicionais, não permitindo votar, participar em AG's ou integrar processos eleitorais, mas possibilitando o acesso a benefícios como descontos, eventos e atividades promovidas pelo Clube.
Ambiente em torno dos leões aquece antes da nova temporada e um dossiê sensível está a provocar forte agitação no Clube de Alvalade
15 Jul 2026 | 12:24 |
O Sporting enfrenta um novo foco de tensão fora das quatro linhas. Quando parecia existir margem para aproximar a administração liderada por Frederico Varandas dos grupos organizados de adeptos, o cenário sofreu uma reviravolta e o entendimento ficou seriamente comprometido, deixando um dos projetos mais ambiciosos da SAD praticamente sem efeito.
A proposta apresentada pelo Clube para criar um novo protocolo com as claques encontrou forte resistência. Segundo as informações do jornal Record, Directivo Ultras XXI, Juventude Leonina e Torcida Verde deverão rejeitar o acordo proposto pela SAD, sendo que apenas a Brigada Ultras Sporting estará disponível para assinar o documento.
A intenção da administração passava por recuperar a histórica Curva Sul do Estádio José Alvalade, através da criação de uma Gamebox específica, do apoio financeiro às deslocações dos grupos organizados de adeptos e ainda da implementação de uma zona de safe standing, com lugares em pé protegidos.
Entre os principais motivos para a rejeição estão a obrigatoriedade da identificação através da zona ZCEAP (Cartão do Adepto) e a situação das sedes das claques. Enquanto a Brigada já recebeu ordem para abandonar o espaço que ocupava no estádio, as sedes da Juventude Leonina, Torcida Verde e Directivo continuam envolvidas em processos judiciais, sem que tenha sido encontrada uma solução considerada satisfatória pelos adeptos.
Assim, o objetivo de Frederico Varandas de reunir novamente os grupos organizados na Curva Sul fica, para já, longe de se concretizar. Salvo uma alteração inesperada nas negociações, apenas a Brigada deverá formalizar o protocolo com a administração leonina.
Equipamento mantém as tradicionais listas horizontais verdes e brancas, mas apresenta algumas novidades em relação à época passada
14 Jul 2026 | 09:50 |
O Sporting apresentou oficialmente a camisola principal para a temporada 2026/27, revelando um equipamento que presta homenagem aos 120 anos de história do Clube. O novo modelo já se encontra à venda nas plataformas oficiais, com um preço de 100 euros para o público em geral e de 90 euros para os Sócios.
Nas redes sociais, os adeptos verdes e branco aprovaram o novo kit, mas manifestaram-se quanto ao preço do mesmo: "Levem já a minha carteira de vez" e "Bom, lá se vai o subsídio de férias e de Natal" ou "É lindíssima, vou ter mesmo de comprar" são alguns dos exemplos.
A nova camisola mantém as tradicionais listas horizontais verdes e brancas, mas apresenta algumas novidades em relação à época passada. O verde surge num tom mais escuro, o equipamento estreia o novo símbolo do Sporting e inclui detalhes dourados que assinalam o 120.º aniversário. O conjunto fica completo com calções pretos e meias verdes e brancas às riscas.
O Sporting destacou o simbolismo do novo equipamento e a ligação às raízes do Clube: “Listas que carregam o peso de 120 anos de história. Listas que contam a história de quem somos. De quem as eternizou. De um caminho de vitórias e derrotas: A quem nada foi dado e tudo foi conquistado. As tuas listas. As listas que representam quem tu és. Que te representam. Um legado. Listas que não têm fim. A próxima começa agora”, escreveu o Clube na mensagem que acompanhou o lançamento.
O equipamento marca também uma nova fase na história dos leões, sendo o primeiro a exibir o recente símbolo apresentado pelos leões. A camisola será utilizada pela equipa de Rui Borges ao longo da temporada 2026/27 e assinala oficialmente o início das comemorações dos 120 anos.