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‘A’ VOLTINHA OU SÓ MAIS UMA?

As viagens na ‘montanha russa’ são o passatempo preferido dos sportinguistas, uma forma de passar vertiginosamente da depressão à euforia

Leonino - Onde o Sporting é notícia
Leonino - Onde o Sporting é notícia

22 Jun 2020 | 14:52 |

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No início de 18/19 o Sporting fechava a 8.ª jornada a dois pontos da liderança, após vencer (3-0) o Boavista. Já tinha realizado quatro jogos fora de Alvalade (Moreirense, Benfica, Sp. Braga e Portimonense), nos quais apenas ganhara o primeiro. Empatara o segundo e perdera os outros dois. O destino de Peseiro estava traçado e foi sentenciado após a derrota frente ao Estoril, na Taça da Liga. Apesar do bom cenário na Liga, Sócios e adeptos não ‘casavam’ com o treinador. Veio Keizer e num ápice instalou-se o estado de euforia. Os mesmos dois pontos de diferença para o FC Porto mantinham-se ao fim de três jornadas, mas o holandês é que era. O futebol praticado agradava, os muitos golos marcados serviam de imagem de marca, até que… Pois é, aquilo que não tem sustentação mais tarde ou mais cedo acaba por ceder. Nos sete jogos seguintes para a Liga, apenas dois triunfos e uma queda para o quarto lugar após o 2-4 com o Benfica em Alvalade. Assim, de um momento para o outro, o líder já distava 11 pontos. No fim, o campeão ficou com 13 pontos de vantagem. As conquistas da Taça da Liga e da Taça de Portugal, ambas conseguidas no desempate por grandes penalidades, serviram para a SAD manter em funções alguém em quem já não acreditava. Com os resultados que se conhecem.


Silas entrou da mesma forma, com três vitórias, e os Sportinguistas já estavam a meio caminho do cume da ‘montanha russa’, onde se encontra a euforia. Uma vez mais, o choque frontal com a realidade iria dar-se a pouca distância, a que separa Lisboa de Tondela e Barcelos. Voltou a depressão. Até ao triunfo de há uns dias sobre o Tondela, uma volta depois. Rúben Amorim passou a ser rapidamente a última ‘Coca-Cola do deserto’ e apenas ganhou ao 18.º (2-0), ao 16.º (1-0) e ao 14.º (2-0), sempre em Alvalade, tendo pelo meio empatado em Guimarães, como o fez, de resto, o Moreirense na última jornada. Não são, portanto, os resultados que justificam todo este cenário montado em cima do novo treinador. Na minha opinião, é mais o discurso dele, no qual ouvimos coisas com sentido e, desta vez, sabemos que o técnico goza de um quadro favorável para fazer o que deve ser feito.


1 – O VALOR PAGO. Antes de Rúben Amorim, Jorge Jesus foi o único treinador que entrou em Alvalade sabendo que podia ser ele a ditar as regras. O valor do contrato era uma autêntica ‘apólice de seguro contra todos os riscos’. Ao contrário do que sucedeu, depois, com Peseiro, Keizer ou Silas, Amorim também garantiu essa mesma ‘apólice de seguro’ no momento em que o Sporting pagou (ou ainda vai pagar…) 10 milhões de euros. Não, um treinador com tamanho peso na coluna das despesas não é descartável, é mesmo a última solução. Por isso, aposto que Rúben não será ignorado, como Keizer, na hora de ir ao mercado. E pelo que já ouvimos da sua própria boca, está perfeitamente consciente daquilo que precisa para atacar o cume da ‘montanha russa’. Ele tentará levar Sócios e adeptos a fazerem ‘a’ voltinha e não ‘mais uma voltinha’. Disso não duvido.


2 – APOSTAS. Porquê? Porque para ele seria muito fácil ‘surfar’ a onda da formação e assentar o discurso nessa praia. Existe uma franja alargada de Sócios e adeptos que compra a ideia sem pestanejar. Título? Para quê? O treinador aposta nos jovens! Pois, como costuma dizer-se, quem nasce para lagartixa nunca chegará a jacaré… Mas Rúben, felizmente, tem fome de ganhar e não se vê num papel de permanente ‘babysitter’. No final do jogo com o Tondela foi muito claro e assertivo no discurso, o qual, traduzido, diz mais ou menos isto: este é um contexto muito favorável para observar o comportamento de vários jovens em acção. Porque o Sporting já não luta pelo título ou lugar de acesso à Champions e porque tem um calendário que só oferece alguma dificuldade de maior em dois dos últimos três jogos. Os miúdos que estão agora a revelar uma capacidade interessante nunca foram colocados perante o quadro de pressão permanente que é aquele que se vive na luta pelo título; não foram testados num quadro que obriga a três jogos por semana e a todo o desgaste emocional que isso provoca. É algo que não se treina. A resposta só se obtém através da experimentação. Para a poder fazer, Rúben sabe que tem de possuir opções válidas e imediatas caso as respostas dos mais jovens não estejam de acordo com as exigências. Mais: um jogador jovem só aprende a lidar com tais dificuldades quando a seu lado tem colegas que passaram pelo mesmo e lhe podem transmitir linhas de orientação. Neste particular, as palavras do treinador muitas vezes são inconsequentes. É entre os pares que se encontram respostas ao que se pergunta. Por isso, a mensagem foi passada pelo treinador: jovens sim, mas devidamente enquadrados por um plantel onde exista um alargado número de profissionais experientes. E nesta ideia eu acredito. Não na historieta de fazer campeã uma equipa de garotos.

3 – FOME DE VENCER. Foi muito ao de leve, mas Rúben Amorim disse duas outras coisas que defendo (até o fiz, no passado, junto de dirigentes e treinadores do clube). A primeira tem a ver com a extensão do grupo de trabalho. Quando se tem equipa B e sub-23 não faz qualquer sentido o grupo principal possuir mais de 22/23 jogadores. As primeiras e segundas opções não podem ser mais de vinte e duas. Isso cria a saudável fome de competição interna, que leva à fome de vencer. Que ganho com uma terceira opção para uma lateral da defesa? O terceiro elemento terá alguma motivação para trabalhar? Mas se na equipa B ou sub-23 o lateral titular souber que tem uma real possibilidade de ser chamado a treinar com os AA, isso não irá aumentar-lhe a vontade de trabalhar bem? Claro que vai. Da mesma forma que discordo daquela ideia patética de que na formação não interessa o resultado mas sim o crescimento do jogador. Ora ainda bem que Rúben falou nisso, referindo que os jogadores do Sporting, nas equipas de formação, já devem sentir essa pressão de ganhar títulos. Pode ser que dito por ele faça as pessoas aceitarem melhor… A partir dos sub-16 tem de começar a ser exigida fome de vencer aos miúdos quando estão em grandes equipas. Caso contrário eles crescem sem saber o que é a exigência e só tomarão conhecimento da mesma demasiado tarde. Em 1996 estive na Academia do Ajax. A equipa de Louis Van Gaal tinha ganho a Liga dos Campeões no ano anterior. Sabem o que vi no corredor de acesso aos balneários da equipa sub-18? Uma fotografia enorme desse mesmo grupo sub-18 com a Taça dos Campeões ganha pelos AA um ano antes. E o título da fotografia era: “Ajax Campeão Europeu 1997/98”. Ou seja, o clube dizia aos então sub-18 que esperava vê-los vencer aquela prova dentro de três anos. Passava-lhes uma mensagem de crença, exigência e ambição. Como deve ser na formação.



Clube

Varandas toma posse no Sporting e avisa: "Neste país, quem é atacado com mentiras e se silencia..."

Presidente do Clube de Alvalade começou esta quarta-feira, 18 de março, o seu terceiro mandato à frente dos leões (2026-2030). Confira o discurso

Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting
Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting

18 Mar 2026 | 18:58 |

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Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting (2026-2030) com um discurso marcado por balanço, ambição e mensagens fortes sobre o futuro do Clube, realizado no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.


Logo no arranque, o Presidente reeleito deixou um agradecimento especial a João Palma: "Agradecer ao Dr. João Palma toda a lealdade e coragem nestes dois mandatos. Não apenas eu, mas sobretudo o Sporting Clube de Portugal está-lhe grato para o resto da vida".


Frederico Varandas: "Algo tem de mudar nas eleições de 2030"


Varandas abordou também o processo eleitoral, apontando críticas ao sistema de voto por correspondência: "Temos de refletir quando temos 4 mil pessoas que votaram por correio, mas viram os seus votos inválidos pela complexidade e pelas exigências burocráticas do voto por correspondência. Algo tem de mudar nas eleições de 2030".

O líder leonino destacou a mensagem clara dos associados nas urnas e reforçou o caminho iniciado em 2018: "Os Sócios do Sporting falaram e disseram de sua justiça, de uma forma clara e inequívoca o que querem: querem que o Sporting continue a percorrer o caminho que demos início em setembro de 2018".


Frederico Varandas: "Hoje o Sporting vive das melhores fases da sua existência"

Numa análise ao momento atual, Frederico Varandas sublinhou o sucesso recente: "Hoje o Sporting, a par da época dos Cinco Violinos, vive das melhores fases da sua existência. Mais do que os inúmeros títulos conquistados nestes sete anos, o Sporting voltou a ter uma cultura e mentalidade de vitória".

"Desde 2018 o Sporting é o Clube em Portugal que mais venceu no futebol e nas modalidades. (…) Hoje os sócios do Sporting vivem do presente. Um presente de orgulho e glória. Os Sócios do Sporting são bicampeões nacionais e estamos nas oito melhores equipas da Europa", vincou.

O futuro também foi traçado com um objetivo claro: a modernização do estádio. "Neste terceiro mandato temos um grande objetivo pela frente: terminar uma obra que será emblemática e marcante na história do nosso Clube. Acabar a renovação do nosso estádio e integrar o Alvaláxia no nosso ecossistema, fazendo do Estádio José Alvalade um dos melhores e mais modernos da Europa".

Varandas deixou ainda uma promessa de princípios, mais do que de resultados: "Neste novo mandato, não prometemos nem venceremos sempre. (…) Há uma coisa que posso prometer aos Sócios do Sporting: é que na derrota ou na vitória atuaremos sempre com ética, integridade e dignidade".

Frederico Varandas: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras"

Num tom mais assertivo, o Presidente do Sporting avisou também que o Clube não ficará em silêncio perante ataques: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras, com calúnias e denunciaremos todas as práticas lamentáveis que hoje ainda existem no futebol português. Continuemos a caminhar, continuemos a crescer, continuemos a vencer. A missão continua. Com a mesma força, coragem e honra. Viva o Sporting!".


Clube

Já há data para tomada de posse de Varandas após reeleição no Sporting

Clube anuncia começo de 'nova' era, após categórica vitória por parte do ainda Presidente leonino no ato eleitoral frente a Bruno Sá

Sporting anunciou que, após a reeleição de Frederico Varandas, a tomada de posse dos novos órgãos sociais será feita no dia 18 de março
Sporting anunciou que, após a reeleição de Frederico Varandas, a tomada de posse dos novos órgãos sociais será feita no dia 18 de março

16 Mar 2026 | 16:46 |

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Eleito no sábado com 89,47 por cento dos votos dos sócios, contra os 6,28 por cento de Bruno Sá, Frederico Varandas garantiu o terceiro mandato como presidente do Sporting, preparando-se para liderar os destinos do emblema de Alvalade por mais quatro anos.


Desse mesmo modo, o Clube anunciou que a cerimónia da tomada de posse dos Órgãos Sociais eleitos para o quadriénio 2026-2030 está agendada para esta quarta-feira, dia 18 de março, às 18h00, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.


Frederico Varandas vai então liderar os destinos do Sporting durante 12 anos, de 2018 a 2030, só ficando atrás de João Rocha (que já ultrapassou como líder mais titulado), que presidiu os destinos do Clube de 1973 a 1986, ou seja, durante 13 anos.


De referir que o dia de sufrágio acabou por revelar uma forte mobilização dos Sportinguistas (Recorde AQUI). O ambiente foi marcado por grande entusiasmo entre os associados e o processo decorreu de forma tranquila. O resultado representa também a maior percentagem obtida por Frederico Varandas em eleições do Sporting.

Em 2018, quando foi eleito pela primeira vez após o turbulento período que se seguiu à crise que envolveu Bruno de Carvalho e à invasão à Academia Cristiano Ronaldo, venceu com 42,32% dos votos. Já em 2022 tinha reforçado a liderança ao alcançar 85,9%, superando então Nuno Sousa e Ricardo Oliveira.



Clube

Salema Garção elogia crescimento de figura chave do Sporting: "Início foi conturbado"

Antigo ‘team manager’ do emblema verde e branco lembra que primeiros tempos de pilar dos leões não foram algo complicados

Miguel Salema Garção, antigo ‘team manager’ do Sporting, reagiu à reeleição de Frederico Varandas defendendo que não se mostra surpreendido
Miguel Salema Garção, antigo ‘team manager’ do Sporting, reagiu à reeleição de Frederico Varandas defendendo que não se mostra surpreendido

16 Mar 2026 | 16:34 |

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Miguel Salema Garção, Sócio e antigo dirigente do Sporting, não se mostra surpreendido com a vitória categórica de Frederico Varandas no ato eleitoral de sábado. E nem a distância entre os dois candidatos - 89,47% contra 6,28 % - constitui uma surpresa para o gestor, que enalteceu o crescimento do atual dirigente máximo nos últimos anos


Miguel Salema Garção: "Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares"


"Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares. O incumbente tinha um capital adquirido nos dois anteriores mandatos em contraponto com o outro candidato, que, aliás, mostrou coragem e espírito de iniciativa ao ter ido a votos em circunstâncias bastante difíceis", considerou, em declarações ao jornal Record, antes de pormenorizar em que consistia o capital do Presidente reeleito.


"Refiro-me ao histórico de troféus conquistados nas várias modalidades, em que se destaca o futebol profissional e a notoriedade daí adjacente", ilustrou Salema Garção, avaliando, de seguida, a longevidade de Frederico Varandas no cargo.

Miguel Salema Garção: "É verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas"


"O início do primeiro mandato de Frederico Varandas foi conturbado. Não se imaginaria, nessa altura, que pudesse ter o caminho que veio a percorrer. Creio que há um ciclo antes da covid e outra pós-covid, ou, se preferirmos, antes de Amorim e depois de Amorim". 

Ao concluir, o antigo dirigente evitou comparações com o presidente que hoje dá nome à 'casa das modalidades' do Clube: "O presidente João Rocha marcou a história e várias gerações do do Sporting. Os tempos eram outros. Basta, por exemplo, assinalar que, nesses tempos, não havia o contexto digital. Hoje, há. Com o mandato que agora se inicia, é verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas."


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