Futebol
Cotação de craque do Sporting dispara quase 600% no Transfermarkt, mas há um titular em queda livre
29 Set 2026 | 15:12
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01 Mai 2025 | 23:27 |
João Muniz, prodígio da Academia do Sporting, tem estado a trabalhar com a equipa B, depois de um empréstimo ruinoso no Rio Ave até ao último mercado de janeiro. O defesa central de 19 anos ainda sonha com a estreia na equipa A e 'pede' minutos a Rui Borges.
Na época passada, Muniz era presença constante nos treinos da equipa principal do Sporting, então liderada por Rúben Amorim. Tudo indicava que, também ele, iria celebrar oficialmente o título com os seus colegas. Contudo, enquanto jogadores como os guarda-redes Diogo Pinto e Francisco Silva ou o médio Miguel Menino foram lançados em jogos após a conquista do campeonato, João viu a porta da consagração fechar-se. Trabalhou ao nível mais alto, mas não teve direito à medalha.
A frustração foi inevitável, mas não paralisante - pelo contrário. Muniz apresentou-se de novo na pré-temporada com vontade de mostrar serviço. Disputou jogos de preparação e, em paralelo com a administração da SAD, Amorim decidiu que o melhor para a evolução do jogador seria um empréstimo ao Rio Ave, então treinado por Luís Freire. O acordo previa uma opção de compra de 12 milhões de euros.
No entanto, as coisas não correram como esperado. Problemas físicos e dificuldades de adaptação impediram-no de se impor em Vila do Conde. Sem qualquer minuto de competição oficial, o fim do empréstimo foi antecipado, interrompendo prematuramente o plano desenhado para o seu crescimento.
De regresso a casa, Muniz retomou a sua caminhada na equipa B do Sporting. Com contrato válido até 2028 e uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros, o jovem central rapidamente agarrou um lugar de titular numa formação que ambiciona a promoção ao segundo escalão. Soma já 10 jogos na Liga 3, destacando-se não apenas pela fiabilidade defensiva, mas também pela sua versatilidade: atua com naturalidade nas três posições do eixo defensivo.
Rui Borges, treinador dos leões, aprecia essa capacidade de adaptação e continua a acreditar no potencial de Muniz. A Federação Portuguesa de Futebol também já tomou nota do seu potencial: além da polivalência, os relatórios internos elogiam a sua qualidade técnica e inteligência tática.
Reveja, aqui, um golo de João Muniz pelo Sporting:
Continuidade do técnico dos verdes e brancos foi novamente tema de conversa, assim como a possibilidade do seu sucessor ser Sérgio Conceição
29 Set 2026 | 17:33 |
Vítor Almeida Gonçalves, diretor executivo do Record, entende que Varandas nunca iria contratar Sérgio Conceição devido ao passado entre ambos. Na Liga NOW, José Nunes segue a mesma visão e, mesmo com a má sequência de resultados de Rui Borges - que tem tido problemas no setor defensivo -, não acredita que o ex-treinador dos dragões seja uma opção.
Vítor Almeida Gonçalves: "Vejo com muita dificuldade que Sérgio Conceição possa um dia ser elegível"
“Não me parece. Percebendo-se como é Frederico Varandas, vejo com muita dificuldade que Sérgio Conceição possa um dia ser elegível para treinador do Sporting. Acho mesmo que Sérgio Conceição já deve ter pensado várias vezes em posições que tomou e que não deveria ter tomado e que de alguma forma está a sofrer as consequências dessas posições que tomo”, começou por dizer.
“Não tem nada a ver com a sua qualidade como treinador, mas ele tem as portas fechadas com Frederico Varandas. Não está relacionado com a qualidade técnica, mas sim com algum posicionamento de Sérgio Conceição. Na verdade, eu acho que com Frederico Varandas, não vejo mesmo como é que Sérgio Conceição poderia entrar no Sporting”, concluiu José Nunes.
Mário Figueiredo esclarece que Sérgio Conceição é um nome que surge através dos adeptos: “O nome de Conceição só entra nesta equação por uma razão muito simples: os adeptos pediram. Os adeptos do Sporting é que estão a pedir Sérgio Conceição. Sérgio Conceição encaixa no Sporting apenas pelo desejo dos adeptos de terem um treinador mais interventivo".
Mário Figueiredo: "Qual é o limite para despedir o treinador?"
Relativamente a Rui Borges, Mário Figueiredo acredita que Varandas deveria de esclarecer o futuro do técnico dos leões: “Eu gostava que varandas respondesse a esta pergunta: Qual é o limite para despedir o treinador? Só quando tiver a nove, a doze, a quinze, a vinte? Qual é o limite que ele tem para achar que tem de trocar de treinador? Não tem limite, o treinador fica independentemente do resultado. Também é uma coisa que ele pode dizer".
Equipa orientada por Rui Borges tem passado por alguns problemas disciplinares neste arranque de temporada e números não enganam
29 Set 2026 | 16:54 |
O Sporting tem revelado alguns problemas disciplinares neste arranque de temporada. Ao fim de sete jornadas da Liga, os leões contabilizam 19 cartões e são a segunda equipa mais castigada da competição, com particular destaque para as sanções decorrentes de protestos e desentendimentos.
No total, a formação orientada por Rui Borges recebeu 18 amarelos e um vermelho. Apenas o Académico de Viseu apresenta um registo superior, com 20 cartões, enquanto Moreirense e Arouca estão empatados com o Sporting, também com 19.
O dado que mais chama a atenção está, porém, nos chamados cartões ‘escusados’. Seis das admoestações dos verdes e brancos resultaram de protestos ou desentendimentos, o número mais elevado entre todos os clubes da Liga. Académico de Viseu, Vitória de Guimarães e Alverca aparecem de seguida, com quatro.
Gonçalo Inácio é o jogador do Sporting que mais vezes foi castigado por protestar, tendo recebido dois amarelos nestas circunstâncias. Maxi Araújo e Iván Fresneda também foram admoestados por protestos, enquanto Jesse Derry e Luis Suárez viram cartão na sequência de desentendimentos.
O número global representa também um crescimento em comparação com o início das últimas temporadas. Os leões tinham 13 cartões ao fim de sete jornadas em 2025/26 e apenas cinco em 2024/25. Em 2023/24 eram 21 e, em 2022/23, chegaram aos 23 no mesmo período.
Apesar dos números, a posição pública do Sporting em relação à arbitragem mantém-se inalterada. “Elogio muito o meu treinador, peço-lhe para não falar de arbitragem e ele não fala. Entendemos que este é o caminho para onde o futebol português deve ir. É fácil? Não. É justo? Não”, afirmou recentemente Frederico Varandas.
A disciplina terá já consequências na deslocação a Braga, marcada para 9 de outubro. Zeno Debast vai cumprir um jogo de suspensão depois da expulsão frente ao Arouca, enquanto Luis Suárez chega à Pedreira com quatro amarelos e fica a apenas um cartão de cumprir castigo.
O Sporting comete, em média, 11,9 faltas por encontro e recebe 2,4 cartões. Rui Borges terá, assim, mais um dado para trabalhar num momento em que os leões procuram regressar às vitórias depois do empate a duas bolas diante do Arouca.
Antigo jogador dos verdes e brancos optou por comentar aquela que considera ser uma das lacunas do plantel leonino nesta temporada
29 Set 2026 | 15:46 |
André Cruz, antigo defesa-central do Sporting e um dos grandes especialistas de livres diretos que passaram por Alvalade, analisou uma lacuna que Rui Borges procura corrigir esta temporada. O brasileiro acredita que a escassez de golos neste tipo de lance tem uma explicação muito simples: falta de treino específico.
André Cruz: "É porque não treinam diariamente"
Em declarações ao jornal A Bola, o antigo internacional brasileiro não teve dúvidas quando questionado sobre a diminuição dos golos de livre. “É porque não treinam diariamente. Esse é um trabalho que precisa de ser feito desde que se é garoto”, afirmou.
Rui Borges tem procurado precisamente alterar esse cenário no Sporting e definiu uma nova hierarquia de potenciais executantes, na qual surgem Rodrigo Zalazar, Nestory Irankunda, Geny Catamo, Flávio Gonçalves e Zeno Debast. O uruguaio é, até ao momento, o único a ter marcado de livre pelos leões esta temporada, diante do Galatasaray, na Liga dos Campeões.
André Cruz sabe bem o impacto que um especialista pode ter. O antigo central chegou ao Sporting durante a época 1999/2000 e teve papel decisivo na conquista do campeonato que terminou um jejum de 18 anos. Um dos momentos mais recordados aconteceu diante do Porto, quando bateu Vítor Baía de livre numa vitória por 2-0 que colocou os verdes e brancos isolados na liderança. “Foi espetacular, modéstia à parte [risos]”, recordou.
O brasileiro voltou a ser decisivo na derradeira jornada dessa temporada, na goleada por 4-0 frente ao Salgueiros, ao marcar o primeiro e o último golos do Sporting, ambos de livre direto. “Ter no plantel um especialista na cobrança de livres faz a diferença. Ter jogadores com essa qualidade ajuda muito, desde 2000 que faz a diferença [risos]. É preciso fazer um trabalho diário tanto na cobrança de livres como de pontapé de canto”, reforçou.
Além das bolas paradas, André Cruz mostrou acompanhar também outro dos problemas que têm afetado a equipa de Rui Borges: os golos sofridos em fases tardias dos encontros. O antigo defesa considera que a explicação deve ser procurada sobretudo no comportamento coletivo.
“Normalmente, isso é um problema da equipa quando se defende, a não ser que haja algum erro individual”, analisou André Cruz, que confessou ainda sentir saudades de Portugal e continuar atento, sempre que possível, aos jogos do Sporting.
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29 Set 2026 | 11:47
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