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Varandas dá estouro em Montenegro; Líder do Sporting mete primeiro-ministro no bolso e arrasa Porto
10 Out 2026 | 09:47
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10 Ago 2020 | 20:08 |
A nova época futebolística para o Sporting começa dentro de uma semana. Mas que interessa isso quando os Estatutos do Clube são garantidamente o obstáculo que nos impede de entrar na estrada que levaria ao sucesso? ‘Sem conseguir rebentar este enorme calhau que nos impossibilita atravessar a ponte não chegaremos à outra margem’, diz um grupo de sábios. Desculpem a franqueza, mas este é o ridículo a que chegou o Sporting, com muitos Sócios incapazes de ver que o calhau ocupa uns metros da via, mas não impossibilita, de todo, que a mesma seja percorrida.
Quando se ouve o Conselho Diretivo colocar o i-voting como medida prioritária, invocando necessitar de uma alteração estatutária, logo surge um ‘grupo de trabalho’ autónomo a solicitar a discussão e inclusão da obrigatoriedade de uma segunda volta nas eleições quando um candidato não atinja os 50 por cento de aprovação. E em passo acelerado aparece um segundo ‘grupo de trabalho’ a propor alteração bem mais abrangente nos Estatutos. Num ápice aqui estamos todos a olhar para o calhau, cada qual com uma solução para o destruir… quando o mesmo não impede que prossigamos caminho.
É bom termos consciência que os atuais Estatutos, bem como o Regulamento das Assembleias Gerais, já prevêem a possibilidade de em qualquer AG se proceder ao voto electrónico presencial, quer nas instalações do Clube em Lisboa, quer nos Núcleos que sejam escolhidos para o efeito. Sublinhe-se que a garantia de tornar real esse desejo antigo de muitos Sócios foi dada pelo candidato Frederico Varandas no Programa de Ação, um documento oficial e de entrega indispensável à formalização de uma Lista. Passados quase dois anos sobre as últimas eleições, Varandas e Rogério Alves não deram um passo no sentido de levar à prática essa ‘garantia’ inserida no Plano de Ação. E entretanto já se realizaram três Assembleias Gerais.
Se a preocupação dos atuais Órgãos Sociais do SCP for mesmo a de fazer aumentar de forma significativa o peso da decisão dos Sócios na vida do Clube, basta aproveitar a oferta que o ex-candidato Fernando Tavares Pereira fez aqui, no “Leonino”, e solicitar-lhe os ’30 a 40’ sistemas de terminais electrónicos que ele disse estar pronto a doar ao Clube e escolher os Núcleos onde instalá-los, reservando quatro, obviamente, para os Núcleos da Madeira e Açores. Dessa forma, com tantos terminais disponíveis, será possível dar aos Sócios de fora da Área Metropolitana de Lisboa (aqueles que não têm direito a votar por correspondência) as mesmas condições de participação em AG’s. Neste caso, o calhau não é obstáculo intransponível.
Em relação ao primeiro grupo de Sócios que solicitou uma alteração nos Estatutos para garantir que um candidato só possa ser eleito com mais de 50 por cento dos votos, nem que para isso seja necessário recorrer a uma segunda volta, dizer isto: desde que as eleições são disputadas pelos candidatos que assim o entendam e reúnam condições estatutárias (e não por indicação do Conselho Geral/Leonino, como se verificou até 1981), apenas em duas ocasiões o eleito obteve menos de metade dos votos – 2011, Godinho Lopes; - 2018, Frederico Varandas. Se ambos experimentaram ou experimentam maiores dificuldades de aceitação por parte da maioria dos Sócios, em primeiro lugar isso deve-se a uma situação que nem uma segunda volta resolve: obtiveram mais votos, mas tiveram menos votantes a escolhê-los. Em 2011, Godinho Lopes foi votado por 4.511 Sócios, enquanto 6.047 Sócios escolheram Bruno de Carvalho. Em 2018, Frederico Varandas foi o preferido de 8.717 Sócios, enquanto 9.735 votaram em João Benedito. Ora, a existência de uma segunda volta não impede a repetição de situação semelhante. A única forma de garantir que o candidato com mais votos seja de facto o escolhido pela maioria qualificada de Sócios passa pela alteração do sistema de atribuição desses mesmos votos. E como isso não está sequer em cima da mesa, uma vez mais é estar a olhar para o calhau e pensar que o mesmo nos impede de seguir viagem. Não impede, como nunca impediu. Por outro lado, atribuir a contestação a Godinho Lopes e Frederico Varandas ao facto de ambos terem obtido resultados eleitorais inferiores a 50 por cento é ignorar todos os erros de gestão financeira e desportiva que um fez e o outro continua a fazer.
Por fim, vou deter-me nas várias alterações estatutárias propostas por um grupo de Sócios de onde se destacam Miguel Poiares Maduro e Rodrigo Roquette.
Mas antes tenho que sublinhar a demagogia utilizada por Poiares Maduro ao ‘vender’ a ideia que estes novos estatutos colocariam o Sporting com um modelo de gestão idêntico ao do Bayern Munique, usando essa frase como cenoura, ou como garantia de sucesso desportivo, se preferirem. Para o caso de o ex-ministro não saber: o atual modelo organizacional do Bayern Munique começou em 2002, com a constituição da Bayern Munique AG, empresa detida numa primeira fase a 100 por cento pelo clube. Entre 2002 e 2014 três empresas (Adidas, Audi e Allianz) adquiriram, cada qual, 8,33% das ações do clube, por um total de 277 milhões de euros, passando o Bayern a deter 75% das ações. Foi então constituído o Conselho Geral com a presença destes quatro acionistas. Isto para dizer o quê? Que o Bayern Munique já era o clube de maior sucesso desportivo na Alemanha antes de avançar em 2002 para este modelo. Já tinha como presidente um ex-jogador, Franz Beckenbauer (desde 1994) e conquistara 17 dos 30 títulos de campeão; 10 das 20 Taças da Alemanha e 4 das 5 Ligas dos Campeões. Ou seja, o Bayern não se tornou numa sociedade com sucesso desportivo a partir de 2002 porque essa hegemonia começou na década de 1970.
Vamos então às alterações propriamente ditas. Imaginem que têm um problema na canalização da vossa casa e chamam um especialista para encontrar a solução que faça a água voltar a sair pelas torneiras. Ele chega, analisa o problema e diz: você tem é que instalar um sistema de placas fotovoltaicas no telhado porque isso vai permitir-lhe poupar dinheiro a longo prazo. Ok, mas isso não me resolve o problema da falta de água! Quando Poiares Maduro defende que os Estatutos devem impor uma limitação de três mandatos a qualquer Presidente está a fazer o papel do especialista acima referido. O Sporting, depois de João Rocha, teve algum Presidente a completar dois mandatos (8 anos)? Não! Será necessário fazer um desenho para Maduro perceber que o sucesso desportivo de FC Porto se deve às várias décadas do mandato de Pinto da Costa? Ou que o regresso do Benfica conquistador se deve aos mais de 15 anos com o mesmo líder? Ou que só a longevidade de António Salvador à frente do Sp. Braga permitiu o crescimento sustentado e gradual da competitividade futebolística da equipa? Dito de outra forma: não entenderá o ex-ministro que é precisamente a mudança sistemática na liderança um dos factores decisivos para o Sporting não encontrar o rumo dos títulos?
Os Estatutos são um conjunto de regras que indicam o que pode e como deve ser feito. Então, quando verificamos lacunas no documento, decorrentes de ocorrências anteriores, antes de mais devemos garantir a solidez das regras para evitar novos casos no futuro. Recentemente, o Presidente da MAG recusou uma AG de destituição por entender não existir justa causa para tal. E ‘quem’ disse a Rogério Alves que ele pode ser juiz em causa própria? A forma pouco clara como está redigido o ponto 2 do artigo 40 – “A revogação do mandato dos membros do Conselho Diretivo e do Conselho Fiscal e Disciplinar depende de justa causa e é deliberada em Assembleia Geral comum”. Ora, a quem cabe o julgamento da existência ou não de justa causa? Poiares Maduro e o seu grupo de reflexão preocupou-se com isso? Nada.
“A revogação do mandato dos membros do Conselho Diretivo, do Conselho Fiscal e Disciplinar, bem como da Mesa da Assembleia Geral, depende da existência de uma justa causa. Cabe aos Sócios reunidos em Assembleia Geral comum votar sobre a existência de justa causa, bem como sobre a revogação do(s) mandato(s). A Assembleia Geral comum só é convocada e realizada estando de acordo com o estabelecido no artigo x”.
Com uma redacção assim, o SCP não volta a correr o risco de um PMAG decidir num sentido e o seu sucessor seguir um caminho totalmente oposto. Mas se o número 2 do artigo 40 continuar como está, a leitura será sempre a que melhor acomodar os interesses do PMAG. E sim, a própria Mesa da AG deve estar também ela sujeita a poder ser destituída, mais ainda quando muitos defendem (eu estou nesse grupo) que os três Órgãos Sociais devem ser eleitos em separado. Se assim fosse, face aos atropelos sistemáticos de Rogério Alves ao Regulamento das AG’s, existiam hoje de forma clara e objetiva razões mais que suficientes para a sua destituição por justa causa. Mas se for o próprio PMAG a decidir se existe ou não justa causa para ele mesmo ser destituído…
Outro exemplo – o artigo 39 diz: “A renúncia é apresentada ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, salvo se for este o renunciante, caso em que é apresentada ao Presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar, sendo, em qualquer dos casos, dado conhecimento ao Presidente do Conselho Diretivo”.
Jaime Marta Soares, ex-PMAG, em 2018 não podia apresentar a sua renúncia ao Presidente do CFeD porque este também se tinha demitido, mas deu conhecimento da renúncia ao Presidente do Conselho Diretivo através de declaração pública no ‘Jornal da Tarde’ da SIC. No dia seguinte mostrou toda a sua falta de carácter ao desmentir o que ele próprio dissera e voltou atrás com a renúncia. Mas se o artigo 39 tivesse outra redação, no futuro (‘a renúncia de qualquer elemento de um Órgão Social é apresentada por carta registada, com aviso de receção, dirigida ao Diretor Jurídico do Clube. A carta tem de conter cópias a serem entregues pelo Diretor Jurídico aos Presidentes em exercício dos três Órgãos Sociais’) casos como o de Marta Soares não se repetiriam e com isso evitava-se uma crise idêntica à de 2018.
Números revelam diferenças significativas entre as quatro principais sociedades desportivas, com leões a destacar-se pelo montante pago ao Presidente
25 Out 2026 | 17:32 |
Frederico Varandas recebeu 776.500 euros brutos na época 2025/26, entre remuneração fixa e variável, superando o valor atribuído a toda a administração do Porto. Os números revelam diferenças significativas entre as quatro principais sociedades desportivas, com o Sporting a destacar-se pelo montante pago ao Presidente.
O dirigente máximo leonino recebeu 300 mil euros de remuneração fixa e 476 500 euros de componente variável. Face a 2021/22, o valor representa um aumento de 252,2%, equivalente a mais 556 mil euros. Só no último exercício, a remuneração de Varandas cresceu 99,1%, ficando perto do total pago a todos os administradores da Benfica SAD.
No Benfica, o conjunto da administração recebeu 790.975 euros, apenas mais 14.475 euros do que Varandas auferiu individualmente. Rui Costa prescinde de remuneração da sociedade, tal como André Villas Boas no Porto. No Dragão, os encargos com a administração diminuíram 74,9% face a 2022, quando Pinto da Costa liderava o clube. Em 2022/23, o antigo presidente recebeu 1,152 milhões de euros, incluindo 480 mil euros em gratificações.
Já em Braga, a administração recebeu 1.625.697 euros, um aumento de 140,9% face ao exercício anterior. A Comissão Executiva concentrou 1 594 347 euros, contra 596 936 euros no ano precedente. No entanto, o relatório não discrimina os montantes recebidos por cada administrador nem distingue as componentes fixas e variáveis, pelo que não é possível apurar quanto recebeu individualmente António Salvador.
A comparação evidencia diferenças na transparência dos relatórios e nos modelos de remuneração das administrações. O Sporting apresenta informação individualizada sobre salários e prémios, enquanto Benfica e Porto incluem incentivos ligados ao desempenho desportivo e financeiro sem o mesmo nível de detalhe. No caso do Braga, a ausência de discriminação individual impede uma comparação direta entre o vencimento de Salvador e o dos restantes presidentes.
Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade
11 Out 2026 | 22:35 |
Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.
Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.
O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.
O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.
Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou.
Presidente marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão
11 Out 2026 | 10:43 |
Frederico Varandas marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão. O Presidente do Sporting recordou que, logo após ser eleito em 2018, admitiu aos elementos da sua direção que o mandato poderia durar apenas seis meses, caso fosse necessário tomar decisões difíceis.
F. Varandas: "Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos"
"A primeira vez que reunimos depois de eleitos em 2018, todos os meus colegas de Conselho Directivo estavam muito felizes, orgulhosos, mas estraguei aquele ambiente de festa logo aos três minutos. Disse-lhes: Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos, porque vamos fazer o que tem de ser feito", contou.
O dirigente, que participou num painel sobre liderança antes da intervenção do antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, recorreu também à experiência militar para explicar a importância de conhecer os próprios limites e decidir sob pressão. Varandas recordou a missão no Afeganistão e a forma como essas vivências influenciaram a sua maneira de liderar: "Mais do que os resultados, as pessoas seguem valores. O que tiro da minha formação militar (ainda sou capitão do exército com muito orgulho) e da experiência da missão no Afeganistão, com os comandos, é a capacidade de conhecer os meus limites. Somos testados em condições altamente desfavoráveis, tendo de continuar a trabalhar, a decidir sob pressão, muitas vezes nesse limite", afirmou.
Além do mais, relatou ainda um episódio vivido durante uma missão em Kandahar, quando um oficial demonstrou nervosismo antes de uma patrulha numa zona dominada pelos talibãs. "Aprendi que nós, líderes, temos de tomar decisões difíceis. Quando premimos o gatilho, temos medo? Temos. Mas temos, sobretudo, de não transmitir esse medo aos nossos colaboradores, aos nossos soldados", sublinhou.
Varandas - que recentemente deu um estouro em Luís Montenegro - abordou também a sua perspetiva sobre as características necessárias para liderar, afastando a ideia de que a vontade, por si só, permite alcançar qualquer objetivo: "A liderança penso-a exatamente da mesma maneira: temos de ter características inatas para ser um líder com competências e resultados. Todos melhoramos, sim, com treino, mas um verdadeiro líder, que aguenta momentos difíceis... isso nasce connosco".
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10 Out 2026 | 09:47
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09 Out 2026 | 16:05
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09 Out 2026 | 13:31