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Futebol
08 Abr 2026 | 09:08 |
Após a derrota do Sporting frente ao Arsenal (1-0), Rui Borges esteve presente no Auditório Artur Agostinho, onde analisou a derrota. O técnico vincou que a equipa leonina deve estar de cabeça erguida e pediu apoio em Londres para discutir a eliminatória da Liga dos Campeões.
Fim da série de 17 vitórias e Raya melhor em campo
"As 17 vitórias, já respondi, é mais pela equipa, pelos jogadores, merecem esse reconhecimento, merecem esse mérito, porque é um grupo fantástico, é um grupo que merece ir marcando a história do Sporting de todas as maneiras. Um dia esse número será batido de alguma forma, com toda a certeza. Por isso, deixa-nos felizes, é sinal de que o trabalho é bem feito, é sinal que Alvalade, cada vez mais, é uma fortaleza, e que assim continua. Em relação ao jogo, foi um jogo equilibrado. O Raya ter sido o melhor em campo dita muito isso, até porque o Arsenal, tirando na primeira parte o lance em que a bola foi à barra, tem depois um remate aqui antes do golo, à figura do Rui. Nós temos três oportunidades claras de golo, onde o Arsenal faz três boas defesas. E dita bem o equilíbrio, porque o jogo foi equilibrado, em 54 ou 56 por cento de posse. Mostra bem aquilo que foi o equilíbrio. Acaba por ser frustrante porque não merecíamos sair com a derrota, por tudo que fomos capazes de fazer ao longo do jogo, mas o futebol é isto. Já ganhámos aos 91, hoje perdemos, é levantar a cabeça e acreditar que se há grandes desafios é para esta equipa e em Londres vamos tentar algo inédito, é mais um grande desafio, onde acredito que estaremos à altura e onde daremos uma boa resposta"
Jogo equilibrado e abraço a Viktor Gyokeres
"Perguntei-lhe pela família e se estava bem. Disse-lhe que estava feliz por ele, acho que é alguém que merece o reconhecimento de todos os sportinguistas, e de nós também, ajudou-me imenso a ser campeão nacional, é um jogador que marcará a história, marcou a história do campeonato português e do Sporting em si, é um lugar onde será sempre muito bem-vindo. Esperança intacta... Sim, claramente. Sabemos da dificuldade, sabemos que é uma grande equipa, vai jogar em casa, mas, como já disse, se há grandes desafios é para a nossa equipa. E eles gostam desses grandes desafios, por isso, acredito muito que daremos uma boa resposta em Londres e temos muita esperança de manter a eliminatória aberta até o final"
Duas substituições, Quenda e Hjulmand em Londres
"Fiz duas substituições porque achei que não tinha necessidade de fazer mais. Apenas e só isso, porque o jogador dentro daquilo que eram as características que tínhamos para acrescentar dentro do campo, não achava ou não achei que fossem as características que eram necessárias para o momento em si. Tínhamos médios, defesas, tínhamos o Faye, é certo, mas não quem desse alguma velocidade, só o Faye, lançámos o Nel para refrescar. Mas, acredito que íamos perder muito naquilo que era o confronto físico, porque o Arsenal estava muito homem a homem quando acionava a pressão, então tentei não mexer nesse aspecto. O Morita fez um grande jogo, estava a dar-nos essa tranquilidade com bola, não fazia sentido tirar o Morita e meter o Zeno [Debast]. São diferentes em termos de características também, íamos, se calhar, perder mais clareza naquilo que era com bola e precisávamos dela. O Dani [Daniel Bragança] também já foi nessa perspectiva. Dentro daquilo que eram as soluções que tínhamos, achei que eram só as duas substituições que faziam sentido"
Duro calendário
"Vocês já me conhecem, não gosto de pensar muito à frente. Eu percebo isso e é natural que façam essa pergunta, porque claramente os desafios que temos pela frente são de grau de exigência grande e seguidos. Mas, o meu problema agora chama-se Estrela da Amadora. Não adianta estar a pensar no Arsenal ou no Benfica ou no FC Porto, tenho de ir à amadora, um campo difícil. Esse é o meu problema atual e não gosto de pensar à frente. Temos tantos dias até ao Arsenal, tantos dias até ao Benfica, tantos dias até o FC Porto, muda-se tanta coisa da noite para o dia. Lesões, doenças, já aconteceu... Há muitas variáveis, por isso, gosto de pensar no momento em si, no presente, e o presente é o Estrela"
Crença nas aspirações do Sporting e mote para a segunda mão
"Não há palavras para descreverem o que foi o sentimento de energia e apoio que nos deram de início ao fim. Nesta parte final, já depois do final do jogo, sentir o estádio e todos a dar o apoio e carinho aos jogadores é importante para eles, é o reconhecimento de que fizeram as coisas bem feitas, perdemos com uma pequena desconcentração, faz parte, contra uma grande equipa, mas batemo-nos om os melhores da Europa. É isso que dizemos e queremos, batermo-nos com os melhores e isso fizemos muito bem feito. Num pequeno momento de desconcentração, como disse, já nos aconteceu ao contrário, ganhámos nós aos 91, faz parte, é saber lidar e levantar a cabeça, mas demonstra bem aquilo que foi o equilíbrio da eliminatória e o reconhecimento. Os jogadores tiveram atitude, tiveram coragem, tiveram qualidade e esta equipa está para grandes desafios, tal como aos adeptos, acreditamos muito que em Londres vamos dar uma boa resposta"
Sporting de Rui Borges pode fazer o mesmo que o Sporting de e Ruben Amorim?
"O Sporting pode fazer o que é o sporting, não é um treinador, é o Sporting, é um clube que acredita e não é mais ninguém. O Sporting do Rui Borges também já fez coisas que ninguém fez, é tão simples quanto isso, mas não é aquilo que o Rui Borges faz que está em causa. É o Sporting que me importa, a equipa já demonstrou ter capacidade para um desafio desta exigência. Acima de tudo respeitamos quem está do outro lado, percebemos a exigência, temos de ser uma equipa muito equilibrada, dentro da atitude e dentro da qualidade, para conseguir levar de vencido um grande Arsenal"
Bolas paradas
"Acredito que em alguns momentos há faltas claras, mas também é um bocado ingrato, nós treinadores estarmos a dizer para marcar ou para não marcar, às vezes dizemos que os árbitros apitam demais, que podiam deixar jogar mais, é um momento muito específico. Nas bolas paradas o Arsenal é uma equipa que tem um poder atlético muito grande, a média de altura é boa, alta, e nos duelos é difícil, mas, disse ontem, acho que eram duas boas equipas em termos de bolas paradas. Estamos no top-10, o Sporting em quarto em cantos. em Portugal estão o Gil e o Estoril e a melhor equipa nas bolas paradas em Portugal é o Sporting e na Europa estamos atrás de Arsenal, Dortmund e Inter, isso diz também muito daquilo que é a nossa qualidade nesse momento do jogo".
Depois de participar numa missa no Santuário de Fátima, jogador recebeu uma chamada do empresário a comunicar que já tinha obtido a naturalização
09 Jun 2026 | 15:21 |
Diego Callai revelou que já concluiu o processo de obtenção da nacionalidade portuguesa, um momento que descreve como muito especial na sua vida pessoal e profissional. O guarda-redes do Sporting B, nascido em Caxias do Sul, no Brasil, destacou a forte ligação que criou com Portugal ao longo dos anos, lembrando que vive no país desde muito jovem e que sempre se sentiu bem acolhido.
D. Callai: "Para mim, acima de tudo, é um orgulho ser português"
"Para mim, acima de tudo, é um orgulho ser português. Já estou há muitos anos a viver neste país maravilhoso, com pessoas maravilhosas também, que sempre me acolheram bem", afirmou ao jornal 'A Bola'. Aproveitando um período de férias na Grécia, o guardião leonino recordou também o seu percurso até chegar a este momento.
"Houve uma altura em que todas as semanas entrava no meu processo para ver como é que estava", contou, explicando que a fase final foi a que mais demorou e aumentou a ansiedade de ver todo o processo finalmente concluído.
A notícia da aprovação surgiu num contexto particularmente marcante. Depois de participar numa missa no Santuário de Fátima ao lado da namorada, recebeu uma chamada do empresário a comunicar que já tinha obtido a nacionalidade portuguesa: "Lembro-me que até chegaram a correr-me algumas lágrimas, tanta a emoção".
O guarda-redes - que é cobiçado pelo Alverca - garantiu que a sua preferência sempre passou pela Seleção Nacional e assumiu que vê uma eventual chamada aos sub-21: "Claramente na minha cabeça sempre esteve Portugal. Sinto-me mais português do que qualquer outra coisa", afirmou.
Extremo inglês do Burnley pondera jogar por outro país, já que não tem oportunidades ao serviço do conjunto da Inglaterra
09 Jun 2026 | 15:09 |
Marcus Edwards, antigo jogador do Sporting que em 2024/2025 rumou ao Burnley, e que tem longo passado nas seleções jovens inglesas (49.º internacionalizações), poderá mudar de seleção. Uma decisão que tem origem nas suas raízes familiares.
A seleção em causa é o Chipre. Esta escolha surge pelo facto de a mãe do extremo inglês ser cipriota. Marcus Edwards já recebeu o convite, uma possibilidade que se encontra a ponderar e à qual pretende dar resposta no final deste verão.
O extremo poderá também mudar de ares em relação a clubes, pois tem em mãos uma proposta para rumar ao campeonato turco, nomeadamente o Trabzonspor, que, segundo a imprensa inglesa já terá apresentado uma proposta de 7 milhões de euros para resgatar o atacante.
Vale lembrar que o atleta britânico foi vendido ao Burnley, no mercado de inverno de 2024/2025, por quase 10 milhões de euros, sendo que o Sporting recebeu apenas 6,5 milhões porque o Tottenham (seu clube de formação) detinha 35% do seu passe.
Na época 2025/2026, com a camisola do Burnley, Marcus Edwards - avaliado em 6 milhões de euros - realizou 26 jogos: 23 na Premier League, dois na Taça da Liga inglesa e um na Taça da Inglaterra. Em 1.257 minutos dentro de campo, o extremo marcou um golo e fez quatro assistências.
Interesse dos leões é conhecido e terá inclusivamente existido uma abordagem inicial, com valores na ordem dos 15 milhões de euros
09 Jun 2026 | 13:57 |
O Sporting continua com o objetivo de reforçar o meio-campo, numa fase em que o Clube ainda mantém como prioridade o eventual regresso de João Palhinha a Alvalade. Ainda assim, os leões têm alternativas bem identificadas e uma delas passa por Sergi Altimira, médio do Bétis.
Segundo a imprensa espanhola, o emblema sediado em Sevilha precisa de realizar uma venda até ao final do presente mês de junho, de forma a equilibrar as contas do próximo exercício financeiro, o que coloca pressão adicional sobre a gestão do plantel.
O interesse no jogador já é conhecido e terá inclusivamente existido uma abordagem inicial, com valores na ordem dos 15 milhões de euros, mais 3 milhões em objetivos variáveis. No entanto, o processo não teve desenvolvimentos recentes, estando neste momento numa fase de espera.
O clube andaluz aponta inicialmente para valores entre os 20 e os 25 milhões de euros pela transferência, números acima daquilo que o Sporting estaria disposto a pagar. Ainda assim, a necessidade de encaixe imediato pode levar o Bétis a rever as suas exigências.
Esta temporada, Sergi Altimira - avaliado em 20 milhões de euros - disputou 40 encontros pelo Real Betis: 24 na La Liga, 11 na Liga Europa e cinco na Copa Del Rey. No total, o médio espanhol esteve em campo 2.172 minutos, somando dois golos e três assistências.