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Sporting despede-se de Jorge Palma ao som de “A gente vai continuar” (vídeo)
22 Set 2026 | 16:54
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02 Mar 2021 | 14:06 |
Um dia depois do Sporting ‘acertar contas’ na Liga com o FC Porto e ‘dizer’ ao então segundo classificado ‘apanha-me se puderes’, a SAD enviou à CMVM o Relatório e Contas relativo aos primeiros seis meses do exercício 2020/21. É caso para dizer que estamos perante contas e contas. As da Liga são ótimas e colocam o Sporting em contagem decrescente para o título, com 9 pontos de vantagem sobre o Sp. Braga e 10 sobre o FC Porto (o Benfica já nem interessa a que distância está). As da SAD, como seria de esperar, têm os indicadores no vermelho, desde logo porque o resultado operacional é negativo em quase 7 milhões ou porque o Capital Próprio está agora negativo em 17,4 milhões, quando no fecho das contas 19/20 apresentava ‘apenas’ -9,9 milhões.
As contas da Liga são mais fáceis de controlar porque dependem maioritariamente das capacidades da equipa em cada jogo, e só faltam 13 desafios. Já as da SAD estão ligadas a uma série de fatores aleatórios e incontroláveis, como sejam os ‘apetites’ do mercado no próximo verão, a posição (ranking) na qual o Sporting entrará na Liga dos Campeões (cada posição, de 1 a 32, vale 1,1 milhões) ou a possibilidade de ter ou não restrições ao número de espectadores no estádio, logo a partir de agosto. Portanto, é fácil perceber que melhorar os registos contabilísticos não depende apenas do querer.
Escrevi aqui no início da época que a SAD tinha, em relação às contas, dois caminhos: transferir um ou dois jogadores em janeiro para as manter no positivo; aceitar resultados negativos, não vender, e apostar tudo no lado desportivo. A decisão levou-nos para a segunda opção. Sinceramente, também seria a minha, porque, como já escrevi várias vezes, nesta atividade serão sempre os resultados desportivos a catapultar os financeiros, enquanto a aposta forte pelo lado financeiro, como os apologistas da venda da SAD a investidores externos preconizam, nada garante e pode resultar, sim, numa enorme dor de cabeça (veja-se o caso do Benfica 20/21 que, com o maior investimento de sempre, já assume, pela voz do seu presidente, como fundamental chegar ao 2º lugar, posição para a qual está com quatro pontos).
Posto isto, dizer que os resultados do primeiro semestre do exercício 20/21 estão em linha com aquilo que esperava, depois de a equipa ter sido eliminada na Liga Europa.
Ainda assim, e quem ler apenas os ‘highlights’ do ReC (destaques de abertura), sem de seguida, por preguiça ou iliteracia financeira, não avançar para a análise a cada uma das rúbricas, fica com a ideia de ter a SAD conseguido um semestre de grande performance a nível de contas. Só que nada disso sucedeu. E aqui faço o primeiro reparo ao que está escrito: discordo que os 6,9 milhões de resultado negativo se devam antes de mais à pandemia. É certo que a ausência de público no estádio pode representar de forma direta a perda de 7 milhões em bilhética mais 1,3 milhões na Loja Verde (compara com valores do 1º semestre 19/20, quando não existia a pandemia), só que também é verdade que em direitos de TV a SAD arrecadou neste semestre de 20/21 de forma extraordinária, devido à Covid-19, mais 4,235 milhões de euros, ao que se deve juntar a poupança em custos de organização de jogos na ordem dos 1,7 milhões. Logo, sem pandemia a SAD teoricamente arrecadaria mais 8,3 milhões, mas deixava ao mesmo tempo de receber 4,235 de TV e não pouparia 1,7 em custos de organização. O ‘preço’ da pandemia pode assim aceitar-se se assumido em torno dos 2,5 milhões, bem longe, portanto, de anular o prejuízo de 6,9 M registados neste exercício. O que justifica estes números é sem dúvida o fator Liga Europa, que há um ano, neste mesmo período, rendeu ao Sporting 8,591. Mesmo que fossem gastos, entre deslocações e estadias para esses jogos, cerca de 1,5 milhões (e não chegaria a tanto), a SAD ainda conseguiria obter resultados fora do vermelho.
Bem sei que este tipo de documento é sempre escrito, em qualquer empresa, de forma tendenciosa, tentando disfarçar/desculpar maus resultados e destacando virtudes que por vezes nem existem. É a parte da propaganda, aquela à qual sou mais alérgico, porque prefiro uma verdade, mesmo que doa, a uma mentira que no futuro tenha consequências mais graves.
Não havia necessidade, por exemplo, de ‘desculpar’ neste ReC a eliminação da fase de grupos da Liga Europa com o Covid-19. Porque as coisas não se relacionam dessa forma direta. Claro que o atual 1º lugar da equipa leva um bom número de Sócios a ignorar a realidade e aceitar o ‘quadro virtual’ descrito no documento. Mas haja memória: o primeiro jogo da época ocorreu no dia 24 de setembro, já depois de 9 dos nossos jogadores terem testado positivo à Covid-19. Nessa noite, a vitória frente ao Aberdeen foi obtida com o seguinte onze: Adán; Neto, Coates e Feddal; Porro, Matheus Nunes, Wendel e Nuno Mendes; Tiago Tomás, Jovane e Vietto. Três dias depois, o mesmo onze venceu em Paços de Ferreira, por 2-0. E quatro dias depois, já com Nuno Santos no lugar de Jovane, perdeu 1-4 com o Lask. E três dias depois, já com Pedro Gonçalves no lugar de Wendel (entretanto transferido para o Zenit), venceu 2-0 em Portimão. As alterações ocorridas daí em diante prenderam-se com a chegada de João Mário por empréstimo (5 de outubro) e com a inclusão de Palhinha, por troca com Matheus Nunes. Frente ao Lask foi uma noite má, desinspirada, tal como ocorreu meses depois no Funchal, em jogo da Taça de Portugal frente ao Marítimo. Não vale a pena procurar desculpas onde elas não existem. Uma noite má custou uns bons milhões; outra noite má custou a possibilidade de discutir a Taça de Portugal. Simples, sem desculpas.
Outro dado em que não posso concordar com os ‘highlights’ deste ReC é aquele onde, com recurso a gráfico, tenta demonstrar que o Capital Negativo de 17,4 M nem é mau porque no final de 18/19 esta rúbrica cifrava-se nos 23,6 M. Em rigor, isso é verdade, mas omite que os capitais próprios negativos há um ano (final de 19/20) eram de apenas 9,9M. Logo, a situação não melhorou, deteriorou-se em 7,5 milhões.
Muitas vezes, as análises financeiras não passam de análises políticas. São feitas de acordo com os interesses do momento. Creio que todos se lembrarão do drama público feito por Artur Torres Pereira, na primeira intervenção como presidente da Comissão de Gestão, ao anunciar que a SAD estava em “falência técnica, com capitais próprios negativos em 9 milhões” (‘por acaso’ eram 13,3M). Naquele momento interessava, sobretudo, ‘derreter’ a gestão da administração anterior, nem que para isso se utilizassem argumentos ridículos, como este atrás referido. Então agora, com capitais próprios negativos nos 17,4M não há qualquer drama? Claro que não. Como não havia em 2018. Porquê? Porque falamos de uma SAD com facilidade de a qualquer momento transferir um ativo capaz de anular esse ‘capital próprio negativo’.
Como todos ainda devem lembrar-se que para Luís Marques, também ele da Comissão de Gestão, em 2018 “a situação era calamitosa”, porque o Sporting devia 40 milhões a fornecedores, sobretudo agentes e clubes (até foi manchete do Correio da Manhã). E por outro lado existia um déficit na ordem dos 20 milhões entre receitas e despesas correntes. Ora, hoje, só a dívida corrente (para pagar no prazo de um ano) a fornecedores ultrapassa os 60 milhões (mais 50% do que em 2018). Ora hoje, o déficit entre receitas e despesas correntes está nos 13,5 milhões (em seis meses). Sobre isso, Luís Marques... nada. Sublinha, isso sim, que a entrada na Liga dos Campeões dará a “estabilidade necessária”. Não, Luís Marques, a entrada na Champions dá para, provavelmente, anular o prejuízo corrente do exercício 20/21. Mas se nada for feito em 21/22 o problema voltará a surgir. E repito: há aqui algum drama? Nenhum. Porque o mundo do futebol é demasiado interdependente. Todos precisam de todos e por isso negociar o adiamento do pagamento de determinada dívida é apenas ‘mais um dia no escritório’. Existem autênticas contas correntes entre clubes e entre clubes e agentes, umas vezes a dívida é maior, noutras é menor. Mas é assim que se faz nesta atividade.
Outro exemplo das análises políticas surgirem ao sabor dos interesses: atualmente, o Benfica é o alvo preferido de jornais e TV’s (tão agradável...), tudo servindo para tentar amplificar a crise (tal como sucedeu com o Sporting em 2018). Na segunda-feira, o Correio da Manhã (para não variar) escrevia que o Benfica não estava a respeitar uma das indicações da UEFA relativamente ao fair-play financeiro, porque os custos com pessoal ultrapassavam os 70% das receitas correntes, percentagem tida como limite, e cifravam-se nos 92%. Sabem qual o rácio do Sporting neste mesmo parâmetro, segundo o ReC dos primeiros seis meses desta época? É de 90%. Tanto numa SAD como noutra, é natural que isto esteja a acontecer. Porque uma contava com as verbas da Champions e a outra contava com o dinheiro da Liga Europa. Ao falharem nesses objetivos, e já com os contratos assinados com jogadores e treinadores, seria natural tal derrapagem. A qual pode ser, de um ano para o outro, facilmente corrigida.
Em conclusão: a saúde económica e financeira do Sporting está, neste momento e de forma factual, pior do que no final do exercício 2017/18 (mais 9 milhões de passivo; capitais próprios negativos em mais 4 milhões). Mas é um cenário reversível a médio prazo, logo não existem aqui razões para levar qualquer sportinguista a perder o sono. Portanto, se agora é assim, em 2018 também assim o era. Por isso, todos os que fizeram ‘política’ com a manipulação do significado dos números e que hoje, já de forma responsável, nada criticam, deviam corar de vergonha pelo papel a que se prestaram há três anos. E aqui inclui-se também Francisco Zenha, atual administrador da SAD que, por exemplo, muito se queixou da herança recebida e por este Relatório e Contas fica a saber-se que, no mínimo, deixará de herança à futura administração (que até pode ser a mesma) 180 milhões de euros em dívidas: passivo não corrente (a pagar depois de dezembro de 2021) nos 142M; transferência de Paulinho com 12 milhões a pagar em datas posteriores a 2021; empréstimo obrigacionista de novembro será pago com recurso a outro, no mínimo de igual valor (26M).
Ex candidato à presidência também chama a atenção para a questão da lotação do Estádio José Alvalade e para a crescente aposta nas áreas premium
23 Set 2026 | 16:51 |
O Relatório & Contas da Sporting SAD relativo à temporada 2025/26 continua a gerar reações e Bruno Sá deixou um alerta sobre o modelo financeiro apresentado pelo Clube de Alvalade. Apesar dos resultados positivos alcançados no último exercício, o ex candidato à presidência considera que existem encargos futuros que merecem atenção.
Entre os pontos destacados está um empréstimo cujo pagamento só terá início em 2029, coincidindo com o último ano do atual mandato. O empresário aponta este calendário como um dos aspetos que mais o preocupa nas contas apresentadas pela administração, liderada por Frederico Varandas, que viu o seu vencimento ser aumentado.
Bruno Sá chama também a atenção para a questão da lotação do Estádio José Alvalade e para a crescente aposta nas áreas premium, referindo que existem mais de 15,8 mil sócios à espera de lugar, enquanto a oferta destinada ao segmento premium continua a aumentar.
Outro dos alertas deixados prende-se com a dependência das receitas provenientes das transferências de jogadores. Na sua leitura das contas, o modelo atual obriga o Sporting a realizar mais de 100 milhões de euros em vendas de futebolistas todos os anos para garantir a sustentabilidade financeira.
B. Sá: “Hoje há lucro. Em 2029 chega a fatura"
“Hoje há lucro. Em 2029 chega a fatura. Li o Relatório e Contas da SAD 2025/26 e as contas revelam um modelo que me preocupa. Temos um empréstimo que só começa a ser pago por volta de 2029, no último ano deste mandato. Temos mais de 15,8 mil sócios à espera de lugar, enquanto a oferta premium não para de crescer. E temos um modelo que obriga a vender mais de 100M€ em jogadores todos os anos. Nos slides deixo três propostas para um Sporting que ganha sem hipotecar o futuro”, escreveu Bruno Sá.
Outro dado que merece destaque no Relatório & Contas apresentado prende-se com os prémios de desempenho e de performance desportiva
23 Set 2026 | 12:53 |
Os gastos com o pessoal da Sporting SAD ultrapassaram, pela primeira vez, a barreira dos 100 milhões de euros numa temporada. De acordo com o Relatório & Contas referente ao exercício de 2025/26, a rubrica atingiu os 101,9 milhões de euros, mais 14,2 milhões do que na época anterior, o que representa um crescimento de 16%.
A maior fatia deste aumento está relacionada com as remunerações, que chegaram aos 77,806 milhões de euros, mais 13,509 milhões face aos 64,297 milhões registados em 2024/25. No documento, a SAD explica que esta subida resulta de várias renovações contratuais de jogadores e equipas técnicas, mas também do investimento no reforço e na capacitação da estrutura interna, de forma a responder aos desafios presentes e futuros.
Outro dado que merece destaque prende-se com os prémios de desempenho e de performance desportiva. Apesar de o Sporting não ter conquistado qualquer título em 2025/26, a SAD gastou mais de 1 milhão de euros nesta componente do que na temporada anterior, que terminou com a conquista do campeonato e da Taça de Portugal. A diferença está relacionada, em grande medida, com a histórica prestação dos leões na Liga dos Campeões, competição que proporcionou receitas recorde de 80,307 milhões de euros, cerca de 31 milhões acima do valor alcançado em 2024/25.
A evolução dos gastos com o pessoal mostra uma tendência de crescimento nos últimos exercícios. Em 2024/25, o valor tinha ficado nos 87,7 milhões de euros, depois dos 90,3 milhões registados em 2023/24. Antes disso, a SAD tinha gasto 76,457 milhões em 2022/23 e 67,087 milhões em 2021/22. A subida agora registada coloca, pela primeira vez, esta rubrica acima dos 100 milhões de euros.
O aumento dos custos surge, ainda assim, num exercício em que a Sporting SAD apresentou um resultado líquido positivo de 34,7 milhões de euros. As contas de 2025/26 revelam também um novo máximo nos rendimentos operacionais sem transações de jogadores, que chegaram aos 187,7 milhões de euros, refletindo o crescimento das receitas provenientes da atividade do clube, com particular peso da participação na Liga dos Campeões. Também o salário de Frederico Varandas foi aumentado.
Revelado o Relatório e Contas da SAD da temporada 2025/26, é possível analisar crescimento substancial do vencimento do dirigente máximo
23 Set 2026 | 09:51 |
Através de uma mensagem publicada no Relatório & Contas da SAD, o Presidente Frederico Varandas qualificou a temporada 2025/26 como “um período de crescimento, afirmação e de passos estruturais” para aquilo que deseja consolidar no futuro na estrutura do Sporting.
Com destaque para o plano estratégico Future is Coming 24-34, o mesmo sublinhou que “ao longo da época alcançámos marcos decisivos e realizámos investimentos estratégicos que permitiram consolidar o nosso projeto e reforçar a capacidade de antecipar e capitalizar as oportunidades que sabemos ter pela frente”.
A nível desportivo, Varandas - que vindo a ser pressionado neste início de época - acredita que o Sporting conseguiu afirmar a sua “presença no panorama nacional”. Com os resultados alcançados pelos verdes e brancos, o presidente acredita que “demonstrámos, competição após competição, a ambição, a consistência e a qualidade que definem o Sporting.”
“Reforçámos a nossa aposta na formação e a nossa estratégia de valorização de atletas. Acima de tudo, lutámos sempre unidos, até ao final, pela conquista de títulos, e mantivemo-nos fiéis ao ADN que nos distingue”, destacando, em retrospetiva, a luta pelo tricampeonato.
Neste documento, a SAD esclarece que Frederico Varandas teve uma remuneração total de 776.500 euros (300 mil fixos, mais 476,5 mil variáveis), resultando num aumento substancial relativamente aos 390 mil (dos quais 90 mil variáveis) registados em 2024/25, ainda que a Comissão de Acionistas tenha depois proposto um aumento do valor em função do rendimento desportivo e financeiro para os 386.500 euros.
Sporting despede-se de Jorge Palma ao som de “A gente vai continuar” (vídeo)
22 Set 2026 | 16:54
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