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Depois das dúvidas, Presidente da MAG explica 'confusão' nas eleições do Sporting
15 Mar 2026 | 10:36
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20 Jul 2020 | 12:18 |
Já cansa ter de escrever tantos artigos a desmascarar a desenvergonhada propaganda que o Conselho Diretivo do Sporting faz a si próprio e aos seus ‘feitos’, mas a verdade é que enquanto este estilo não for travado pelo próprio CD, não resta outro caminho que o de denunciá-lo, por forma a tentar manter os sportinguistas melhor informados (os que nisso têm interesse, claro). A atividade do Sporting, a sua gestão corrente, os seus resultados financeiros e desportivos não têm de estar sempre a ser colocados num plano de comparação com o passado. Parecendo que não, é possível seguir em frente com ideias próprias, com números próprios, que terão o valor que cada Sócio lhes quiser atribuir. Tentar transformar derrotas em vitórias não serve a ninguém, a não ser aos que se querem enganar a si mesmos. Gostava que este CD não fosse uma espécie de Partido Comunista do desporto, sempre à procura de um ângulo para observar ‘vitórias’ em resultados negativos. Não há necessidade. Os Sócios não andam propriamente em campanhas a exigir que se faça tudo na base do mais e melhor. Até porque aceitam que por vezes isso não é possível. Parece-me que a única ‘exigência’ passa pelo pedido sistemático de transparência, verdade, por oposição à opacidade e propaganda. Quando se procura usar a ‘herança’ como desculpa, ou ângulo para observar daí uma possível ‘vitória’, convém estar preparado para lidar com essa mesma herança sob as suas múltiplas formas. Porque heranças há muitas. Querem ver?
1– HERANÇA DE SÓCIOS. Terminado o processo de renumeração, ficámos a saber que o Sporting Clube de Portugal tem ao dia de hoje um pouco mais de 106 mil Sócios ativos, e que os Sócios com quotas em dia não chegam aos 75 mil (já existe aqui, portanto, uma potencial perda de 30 mil Sócios ativos para a renumeração de 2025). Opção inteligente, na minha opinião, uma vez que os resultados não eram favoráveis: divulgar os números tal como eles são e estão. Nada mais. Mas o director do departamento de propaganda, André Bernardo, quis construir uma narrativa. E então qual foi o caminho escolhido? O da propaganda, para não variar, comparando números hoje já sem qualquer relevância, porque totalmente ultrapassados pelas circunstâncias, por forma a esconder o óbvio. Note-se: André Bernardo defendeu que a queda de 120 mil Sócios ativos para 106 mil não era assim tão significativa, e o que interessava sublinhar era o número atual de Sócios com quotas em dia, os quais subiram mais de 30% quando comparado com a renumeração de… 2015. Há aqui alguma mentira? Não. Contudo, esta comparação esconde o principal: que na verdade o número de Sócios pagantes caiu quase 10 mil em apenas dois anos, e que isso equivale a uma perda anual de um milhão de euros em quotas, verba essa que no exercício 19/20 é compensada pelo ‘regresso’ de 8 mil Sócios, os quais, juntos, fizeram entrar nos cofres leoninos uma verba idêntica ao liquidar quotas em atraso. Mas a perda de receita para os anos seguintes é garantida se não se inverter esta má relação entre Sócios e CD. E esta má relação assenta sobretudo neste estado permanente de contornar a verdade. O assunto da renumeração é muito fácil de abordar com transparência. Vamos então à real herança: Quando o CD liderado por Bruno de Carvalho entrou em funções (março de 2013), o Sporting contava com 47.166 Sócios pagantes. Na renumeração de 2015 esse número já estava em 54.711 e em junho de 2018, deixou o Clube com 78.917 Sócios com quotas em dia. Quando o CD liderado por Frederico Varandas entrou em funções (setembro de 2018), o Sporting contava com cerca de 84 mil Sócios pagantes (houve, como sempre, um aumento significativo da regularização de quotas nas semanas que antecederam as eleições). Hoje o número de Sócios com quotas em dia não chega aos 75 mil. Percebem agora o porquê da leitura ‘comunista’ que André Bernardo fez da renumeração? Destacou percentagens, quando interessa é perceber o numeral de quotas pagas. Para a gestão do orçamento do Clube, importa saber é quantos Sócios pagam quotas e não quantos estão registados. E os que pagam, infelizmente, já são bem menos do que eram há dois anos.
2– HERANÇA NO FUTEBOL. Frederico Varandas já reclamou para ele a melhor época do futebol dos últimos (muitos) anos, após vencer na mesma época Taça da Liga e Taça de Portugal. Pois talvez aqui também seja um bom momento para abordar a herança: em 2013, Bruno de Carvalho herdou uma equipa que valia o 7.º lugar a 36 pontos do campeão. Deixou uma equipa (2018) que valia o 3.º lugar a 10 pontos do campeão. Pelo meio conseguiu dois segundos lugares (a sete e dois pontos do 1º, respectivamente), mais dois terceiros (a nove e 12 pontos do campeão) e conquistou uma Taça de Portugal, uma Supertaça e uma Taça da Liga. Varandas herdou uma equipa, repete-se, que valia o 3.º lugar a 10 pontos do 1.º. A equipa, depois das rescisões, era tão ‘fraca’ que até ganhou Taça da Liga e Taça de Portugal. Na Liga, ficou em 3.º lugar, a 13 pontos do campeão. Agora, já com um plantel todo ele sonhado e construído atempadamente pela administração de Varandas, vai ter um 3.º ou 4.º lugar, e ficará na melhor das hipóteses a 14 pontos do campeão (se o Sporting ganhar os dois jogos que faltam e o FC Porto não pontuar mais até final). Duas épocas piores em termos de desempenho na Liga. E nem vale a pena dissecar coisas tristes como o facto de esta ser a época futebolística com mais derrotas na história centenária do Sporting.
3– HERANÇA NAS MODALIDADES. Em 2013, o CD liderado por Bruno de Carvalho herdou uma equipa de futsal campeã nacional e nas cinco épocas seguintes só perdeu o campeonato em 2014/15; herdou uma equipa de andebol em 3.º lugar e nos cinco anos seguintes tornou-a bicampeã, obteve mais dois segundos lugares e um terceiro; herdou uma equipa de hóquei em patins que valia o 12.º lugar e tornou-a campeã, depois de um 9.º, um 5.º e dois quartos lugares; fez regressar o voleibol ao Clube e foi campeão logo no primeiro ano. Varandas herdou estas equipas masculinas das modalidades de pavilhão na condições de campeões nacionais (feito único na história do Clube)… e não revalidou qualquer dos títulos. Mas o futsal e o hóquei em patins conseguiram os títulos de campeões europeus. E fez regressar o basquetebol. Este ano, devido à pandemia, nenhum campeonato de pavilhão será concluído.
Como comecei por escrever, heranças há muitas. Veremos quais o futuro Conselho Diretivo do Sporting Clube de Portugal irá receber. Em termos desportivos e ao nível do número de Sócios pagantes.
Presidente do Clube de Alvalade começou esta quarta-feira, 18 de março, o seu terceiro mandato à frente dos leões (2026-2030). Confira o discurso
18 Mar 2026 | 18:58 |
Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting (2026-2030) com um discurso marcado por balanço, ambição e mensagens fortes sobre o futuro do Clube, realizado no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Logo no arranque, o Presidente reeleito deixou um agradecimento especial a João Palma: "Agradecer ao Dr. João Palma toda a lealdade e coragem nestes dois mandatos. Não apenas eu, mas sobretudo o Sporting Clube de Portugal está-lhe grato para o resto da vida".
Frederico Varandas: "Algo tem de mudar nas eleições de 2030"
Varandas abordou também o processo eleitoral, apontando críticas ao sistema de voto por correspondência: "Temos de refletir quando temos 4 mil pessoas que votaram por correio, mas viram os seus votos inválidos pela complexidade e pelas exigências burocráticas do voto por correspondência. Algo tem de mudar nas eleições de 2030".
O líder leonino destacou a mensagem clara dos associados nas urnas e reforçou o caminho iniciado em 2018: "Os Sócios do Sporting falaram e disseram de sua justiça, de uma forma clara e inequívoca o que querem: querem que o Sporting continue a percorrer o caminho que demos início em setembro de 2018".
Frederico Varandas: "Hoje o Sporting vive das melhores fases da sua existência"
Numa análise ao momento atual, Frederico Varandas sublinhou o sucesso recente: "Hoje o Sporting, a par da época dos Cinco Violinos, vive das melhores fases da sua existência. Mais do que os inúmeros títulos conquistados nestes sete anos, o Sporting voltou a ter uma cultura e mentalidade de vitória".
"Desde 2018 o Sporting é o Clube em Portugal que mais venceu no futebol e nas modalidades. (…) Hoje os sócios do Sporting vivem do presente. Um presente de orgulho e glória. Os Sócios do Sporting são bicampeões nacionais e estamos nas oito melhores equipas da Europa", vincou.
O futuro também foi traçado com um objetivo claro: a modernização do estádio. "Neste terceiro mandato temos um grande objetivo pela frente: terminar uma obra que será emblemática e marcante na história do nosso Clube. Acabar a renovação do nosso estádio e integrar o Alvaláxia no nosso ecossistema, fazendo do Estádio José Alvalade um dos melhores e mais modernos da Europa".
Varandas deixou ainda uma promessa de princípios, mais do que de resultados: "Neste novo mandato, não prometemos nem venceremos sempre. (…) Há uma coisa que posso prometer aos Sócios do Sporting: é que na derrota ou na vitória atuaremos sempre com ética, integridade e dignidade".
Frederico Varandas: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras"
Num tom mais assertivo, o Presidente do Sporting avisou também que o Clube não ficará em silêncio perante ataques: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras, com calúnias e denunciaremos todas as práticas lamentáveis que hoje ainda existem no futebol português. Continuemos a caminhar, continuemos a crescer, continuemos a vencer. A missão continua. Com a mesma força, coragem e honra. Viva o Sporting!".
Clube anuncia começo de 'nova' era, após categórica vitória por parte do ainda Presidente leonino no ato eleitoral frente a Bruno Sá
16 Mar 2026 | 16:46 |
Eleito no sábado com 89,47 por cento dos votos dos sócios, contra os 6,28 por cento de Bruno Sá, Frederico Varandas garantiu o terceiro mandato como presidente do Sporting, preparando-se para liderar os destinos do emblema de Alvalade por mais quatro anos.
Desse mesmo modo, o Clube anunciou que a cerimónia da tomada de posse dos Órgãos Sociais eleitos para o quadriénio 2026-2030 está agendada para esta quarta-feira, dia 18 de março, às 18h00, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Frederico Varandas vai então liderar os destinos do Sporting durante 12 anos, de 2018 a 2030, só ficando atrás de João Rocha (que já ultrapassou como líder mais titulado), que presidiu os destinos do Clube de 1973 a 1986, ou seja, durante 13 anos.
De referir que o dia de sufrágio acabou por revelar uma forte mobilização dos Sportinguistas (Recorde AQUI). O ambiente foi marcado por grande entusiasmo entre os associados e o processo decorreu de forma tranquila. O resultado representa também a maior percentagem obtida por Frederico Varandas em eleições do Sporting.
Em 2018, quando foi eleito pela primeira vez após o turbulento período que se seguiu à crise que envolveu Bruno de Carvalho e à invasão à Academia Cristiano Ronaldo, venceu com 42,32% dos votos. Já em 2022 tinha reforçado a liderança ao alcançar 85,9%, superando então Nuno Sousa e Ricardo Oliveira.
Antigo ‘team manager’ do emblema verde e branco lembra que primeiros tempos de pilar dos leões não foram algo complicados
16 Mar 2026 | 16:34 |
Miguel Salema Garção, Sócio e antigo dirigente do Sporting, não se mostra surpreendido com a vitória categórica de Frederico Varandas no ato eleitoral de sábado. E nem a distância entre os dois candidatos - 89,47% contra 6,28 % - constitui uma surpresa para o gestor, que enalteceu o crescimento do atual dirigente máximo nos últimos anos
Miguel Salema Garção: "Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares"
"Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares. O incumbente tinha um capital adquirido nos dois anteriores mandatos em contraponto com o outro candidato, que, aliás, mostrou coragem e espírito de iniciativa ao ter ido a votos em circunstâncias bastante difíceis", considerou, em declarações ao jornal Record, antes de pormenorizar em que consistia o capital do Presidente reeleito.
"Refiro-me ao histórico de troféus conquistados nas várias modalidades, em que se destaca o futebol profissional e a notoriedade daí adjacente", ilustrou Salema Garção, avaliando, de seguida, a longevidade de Frederico Varandas no cargo.
Miguel Salema Garção: "É verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas"
"O início do primeiro mandato de Frederico Varandas foi conturbado. Não se imaginaria, nessa altura, que pudesse ter o caminho que veio a percorrer. Creio que há um ciclo antes da covid e outra pós-covid, ou, se preferirmos, antes de Amorim e depois de Amorim".
Ao concluir, o antigo dirigente evitou comparações com o presidente que hoje dá nome à 'casa das modalidades' do Clube: "O presidente João Rocha marcou a história e várias gerações do do Sporting. Os tempos eram outros. Basta, por exemplo, assinalar que, nesses tempos, não havia o contexto digital. Hoje, há. Com o mandato que agora se inicia, é verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas."