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Após queixa do Porto em relação a Varandas, Presidente do Sporting é absolvido pela FPF
13 Fev 2026 | 11:28
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20 Jul 2020 | 12:18 |
Já cansa ter de escrever tantos artigos a desmascarar a desenvergonhada propaganda que o Conselho Diretivo do Sporting faz a si próprio e aos seus ‘feitos’, mas a verdade é que enquanto este estilo não for travado pelo próprio CD, não resta outro caminho que o de denunciá-lo, por forma a tentar manter os sportinguistas melhor informados (os que nisso têm interesse, claro). A atividade do Sporting, a sua gestão corrente, os seus resultados financeiros e desportivos não têm de estar sempre a ser colocados num plano de comparação com o passado. Parecendo que não, é possível seguir em frente com ideias próprias, com números próprios, que terão o valor que cada Sócio lhes quiser atribuir. Tentar transformar derrotas em vitórias não serve a ninguém, a não ser aos que se querem enganar a si mesmos. Gostava que este CD não fosse uma espécie de Partido Comunista do desporto, sempre à procura de um ângulo para observar ‘vitórias’ em resultados negativos. Não há necessidade. Os Sócios não andam propriamente em campanhas a exigir que se faça tudo na base do mais e melhor. Até porque aceitam que por vezes isso não é possível. Parece-me que a única ‘exigência’ passa pelo pedido sistemático de transparência, verdade, por oposição à opacidade e propaganda. Quando se procura usar a ‘herança’ como desculpa, ou ângulo para observar daí uma possível ‘vitória’, convém estar preparado para lidar com essa mesma herança sob as suas múltiplas formas. Porque heranças há muitas. Querem ver?
1– HERANÇA DE SÓCIOS. Terminado o processo de renumeração, ficámos a saber que o Sporting Clube de Portugal tem ao dia de hoje um pouco mais de 106 mil Sócios ativos, e que os Sócios com quotas em dia não chegam aos 75 mil (já existe aqui, portanto, uma potencial perda de 30 mil Sócios ativos para a renumeração de 2025). Opção inteligente, na minha opinião, uma vez que os resultados não eram favoráveis: divulgar os números tal como eles são e estão. Nada mais. Mas o director do departamento de propaganda, André Bernardo, quis construir uma narrativa. E então qual foi o caminho escolhido? O da propaganda, para não variar, comparando números hoje já sem qualquer relevância, porque totalmente ultrapassados pelas circunstâncias, por forma a esconder o óbvio. Note-se: André Bernardo defendeu que a queda de 120 mil Sócios ativos para 106 mil não era assim tão significativa, e o que interessava sublinhar era o número atual de Sócios com quotas em dia, os quais subiram mais de 30% quando comparado com a renumeração de… 2015. Há aqui alguma mentira? Não. Contudo, esta comparação esconde o principal: que na verdade o número de Sócios pagantes caiu quase 10 mil em apenas dois anos, e que isso equivale a uma perda anual de um milhão de euros em quotas, verba essa que no exercício 19/20 é compensada pelo ‘regresso’ de 8 mil Sócios, os quais, juntos, fizeram entrar nos cofres leoninos uma verba idêntica ao liquidar quotas em atraso. Mas a perda de receita para os anos seguintes é garantida se não se inverter esta má relação entre Sócios e CD. E esta má relação assenta sobretudo neste estado permanente de contornar a verdade. O assunto da renumeração é muito fácil de abordar com transparência. Vamos então à real herança: Quando o CD liderado por Bruno de Carvalho entrou em funções (março de 2013), o Sporting contava com 47.166 Sócios pagantes. Na renumeração de 2015 esse número já estava em 54.711 e em junho de 2018, deixou o Clube com 78.917 Sócios com quotas em dia. Quando o CD liderado por Frederico Varandas entrou em funções (setembro de 2018), o Sporting contava com cerca de 84 mil Sócios pagantes (houve, como sempre, um aumento significativo da regularização de quotas nas semanas que antecederam as eleições). Hoje o número de Sócios com quotas em dia não chega aos 75 mil. Percebem agora o porquê da leitura ‘comunista’ que André Bernardo fez da renumeração? Destacou percentagens, quando interessa é perceber o numeral de quotas pagas. Para a gestão do orçamento do Clube, importa saber é quantos Sócios pagam quotas e não quantos estão registados. E os que pagam, infelizmente, já são bem menos do que eram há dois anos.
2– HERANÇA NO FUTEBOL. Frederico Varandas já reclamou para ele a melhor época do futebol dos últimos (muitos) anos, após vencer na mesma época Taça da Liga e Taça de Portugal. Pois talvez aqui também seja um bom momento para abordar a herança: em 2013, Bruno de Carvalho herdou uma equipa que valia o 7.º lugar a 36 pontos do campeão. Deixou uma equipa (2018) que valia o 3.º lugar a 10 pontos do campeão. Pelo meio conseguiu dois segundos lugares (a sete e dois pontos do 1º, respectivamente), mais dois terceiros (a nove e 12 pontos do campeão) e conquistou uma Taça de Portugal, uma Supertaça e uma Taça da Liga. Varandas herdou uma equipa, repete-se, que valia o 3.º lugar a 10 pontos do 1.º. A equipa, depois das rescisões, era tão ‘fraca’ que até ganhou Taça da Liga e Taça de Portugal. Na Liga, ficou em 3.º lugar, a 13 pontos do campeão. Agora, já com um plantel todo ele sonhado e construído atempadamente pela administração de Varandas, vai ter um 3.º ou 4.º lugar, e ficará na melhor das hipóteses a 14 pontos do campeão (se o Sporting ganhar os dois jogos que faltam e o FC Porto não pontuar mais até final). Duas épocas piores em termos de desempenho na Liga. E nem vale a pena dissecar coisas tristes como o facto de esta ser a época futebolística com mais derrotas na história centenária do Sporting.
3– HERANÇA NAS MODALIDADES. Em 2013, o CD liderado por Bruno de Carvalho herdou uma equipa de futsal campeã nacional e nas cinco épocas seguintes só perdeu o campeonato em 2014/15; herdou uma equipa de andebol em 3.º lugar e nos cinco anos seguintes tornou-a bicampeã, obteve mais dois segundos lugares e um terceiro; herdou uma equipa de hóquei em patins que valia o 12.º lugar e tornou-a campeã, depois de um 9.º, um 5.º e dois quartos lugares; fez regressar o voleibol ao Clube e foi campeão logo no primeiro ano. Varandas herdou estas equipas masculinas das modalidades de pavilhão na condições de campeões nacionais (feito único na história do Clube)… e não revalidou qualquer dos títulos. Mas o futsal e o hóquei em patins conseguiram os títulos de campeões europeus. E fez regressar o basquetebol. Este ano, devido à pandemia, nenhum campeonato de pavilhão será concluído.
Como comecei por escrever, heranças há muitas. Veremos quais o futuro Conselho Diretivo do Sporting Clube de Portugal irá receber. Em termos desportivos e ao nível do número de Sócios pagantes.
Eleições do emblema verde e branco terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março
16 Fev 2026 | 14:28 |
A candidatura de Bruno Sorreluz, mais conhecido por Bruno ‘Sá’, foi oficialmente validada, cumprindo todos os pressupostos exigidos pelos estatutos do Sporting. O empresário, de 45 anos, entregou a lista no dia 12 de fevereiro e vai agora concorrer contra Frederico Varandas.
A novidade foi anunciada pelo próprio Bruno Sá, proprietário do restaurante ‘Cantinho do Sá’, localizado nas imediações do Estádio José Alvalade. O candidato recorreu às redes sociais para partilhar a notícia e agradecer tanto aos apoiantes como àqueles que duvidaram da capacidade da sua equipa em reunir os requisitos necessários.
B. Sorreluz: “É oficial! Vamos a votos"
“É oficial! Vamos a votos. Obrigado a todos os que acreditaram e tornaram possível esta missão, mas um agradecimento também a quem não acreditou e colocou em causa a capacidade da fantástica equipa que me acompanha”.
O empresário - que criticou recentemente Frederico Varandas - sublinhou ainda a preparação da sua equipa para enfrentar a campanha eleitoral: “Conseguir, em tão pouco tempo, os requisitos legais para formalizar a candidatura, mostra que estamos preparados para tudo. Vamos à campanha”, escreveu.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Candidato às próximas eleições do Clube de Alvalade deixou uma mensagem nas redes sociais após a formalização da sua intenção
13 Fev 2026 | 14:36 |
Bruno Sá entregou esta quinta-feira as assinaturas para a oficialização da sua candidatura à presidência do Sporting. E se inicialmente evitou revelar os nomes que integram a sua lista acabou por deixar críticas pelo facto de estes terem sido tornados públicos. Numa mensagem nas redes sociais da sua candidatura intitulada "há momentos na vida em que o silêncio deixa de ser opção", o candidato não se deixou ficar.
"Minutos depois [de falar aos jornalistas], os nomes que integram as listas da minha candidatura já circulavam em grupos de WhatsApp e, de seguida, na Imprensa, quando estavam apenas na posse de quem os recebeu oficial e confidencialmente", frisou, garantindo: "Já manifestei, por telefone, o meu profundo desagrado ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. João Palma."
"Como pode um candidato sentir confiança?"
"Como pode um candidato sentir confiança num processo em que informação sensível é exposta desta forma? Que garantias existem? Situações destas podem configurar uma violação grave dos deveres institucionais de reserva, confidencialidade e proteção de dados pessoais", escreve.
"A verdade é que este episódio não surge isolado. Tenho aguentado, em nome da elevação e do respeito pelo Sporting, um conjunto de situações que preferi não expor publicamente. Mas o que aconteceu hoje ultrapassa todos os limites", lançou, considerando que o episódio, que "ultrapassa todos os limites, não surge isolado", atirando: "Qual é o receio de eu ir a votos?", questionou Bruno Sá.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Confira a publicação:
Antigo administrador da SAD leonina, entre 2016 e 2022, anuncia razões de não ser adversário de Frederico Varandas no ato eleitoral do Clube
13 Fev 2026 | 13:10 |
O prazo para a entrega de candidaturas no Sporting esgotou-se esta quinta-feira e o Clube vai a votos no próximo dia 14 de março para escolher entre os projetos de Frederico Varandas e Bruno Sá - que explicou recentemente a intenção da sua candidatura. Após ponderação, Nuno Correia da Silva decidiu não entrar na corrida eleitoral em 2026 mas admite que gostava de ver uma estrutura “mais participado pelos Sócios".
"O Sporting tem imensos sócios e adeptos que não estão a ser aproveitados"
“O propósito da candidatura seria de mobilizar os adeptos para a adesão a um modelo de gestão mais participado pelos Sócios. Considero o atual modelo muito centralizado e distante. O Sporting tem um imenso capital humano, os seus Sócios e adeptos, que não estão a ser aproveitados", revelou, em declarações ao jornal Record.
"Das consultas que fiz, a maioria das pessoas reveem-se neste propósito, mas entendem que não é o timing certo para avançar. Respeito, não é a minha opinião, mas só faria sentido avançar em equipa. Pessoalmente, há razões de saúde que aconselham a não avançar”, declarou.
"O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade"
Administrador da SAD entre 2016 e 2022, não exclui a possibilidade de avançar noutro momento: “O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade”, observou, esperançado em ver, no próximo mandato presidencial até 2030, “um Sporting que vende [jogadores] por ajustamentos de plantel e não por razões de tesouraria".
Ao concluir, Nuno Correia da Silva apontou o fundamental: "O importante é gerar receitas alternativas que possam sustentar a manutenção dos melhores no seu melhor período. Isso é possível com a internacionalização da marca e com o recurso a múltiplas fontes de receitas. Os maiores clubes europeus têm como maior fonte de receita, mais de 50%, as receitas comerciais, decorrentes da sua internacionalização, esse deve ser o caminho".