Futebol
Cansaço, Suárez e ganhar como objetivo: Tudo o que disse Rui Borges antes do Porto - Sporting
08 Fev 2026 | 13:43
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Futebol
30 Nov 2024 | 17:37 |
Luís Mateus, jornalista e editor-executivo do jornal 'A Bola', assinou o seu espaço de opinião com uma coluna sobre João Pereira, e sobre os primeiros tempos do técnico no Sporting, numa movimentação que se precipitou devido à saída precoce de Ruben Amorim para o Manchester United.
"Deverá haver poucas profissões piores do que a de treinador. (...) Um técnico tem muitos privilégios quando comparado com os comuns mortais, todavia, sobretudo no futebol, não há quem esteja tão exposto. Depois, há algo do foro psicológico que provavelmente não se encontra noutro ecossistema: tanto jogadores como treinadores acreditam sempre que podem ser o "tal", haja ou não sustentação lógica ou racional para tão elevado nível de autoconfiança", começou por dizer.
"É válido para Ruben Amorim, para João Pereira e para qualquer outro treinador, de qualquer equipa e divisão. Entre estes, depois há aqueles que já têm todas as valências – que não se medem em níveis do curso –, outros que ainda as estão a adquirir e quem lá dificilmente chegará".
Luís Mateus adicionou, de seguida: "O que João Pereira não tinha era qualquer escapatória. Estava obrigado a aceitar o desafio devido ao tal comboio que não passa sempre, mas dificilmente irá ganhar com esse passo, pelo menos no imediato. Porque, se correr bem, terá aproveitado, aos olhos da maioria, o trabalho do antecessor. E se não conseguir ser campeão depois de Amorim ter empurrado os leões até à velocidade de cruzeiro, não restará outra explicação para a opinião pública a não ser a de não ter tido unhas para o Ferrari".
"O 5-1 diante do Arsenal é um banho de realidade, talvez humildade, e até pode ter o rótulo da responsabilidade do técnico. Só que junto da maioria dos adeptos é mais do que isso, não há dúvidas. (...) Depois, onde o antecessor goleava, na comunicação, João Pereira não parece capaz de inspirar as hostes.(...) Lembro-me dos que diziam que era só não estragar, porque sabemos que é precisamente agora que Amorim faz mais falta. A João Pereira resta-lhe aceitar o fardo e provar que é o homem certo. Que da própria vez que um rival aparecer arranhado a culpa poderá ser sua. A herança, essa, é terrível. Nada de novo", rematou o jornalista.
Jogador termina ligação contratual brevemente e Direção leonina não pretende renovar vínculo com atleta nesta fase, fechando-se a porta
09 Fev 2026 | 06:00 |
O Sporting já definiu o futuro de Lucas Dias. Segundo apurou o nosso Jornal, em Exclusivo Leonino, o médio ofensivo não entra nos planos da estrutura liderada por Frederico Varandas para a próxima temporada. O atleta está a cumprir os últimos meses de contrato em Alvalade, preparando-se para encerrar definitivamente a ligação ao Clube.
A situação desportiva do luso-canadiano é delicada, visto que ainda não somou qualquer minuto na presente época devido a uma lesão no joelho. O tempo de ausência é, para já, desconhecido, mas faz com que espaço no projeto verde e branco continue a diminuir, confirmando que a continuidade está totalmente descartada. A Direção entende que o ciclo do jogador de 23 anos chegou ao fim.
Apesar do problema sofrido, o jovem acabou por permanecer vinculado ao plantel da equipa B, embora que não existam planos para que seja aposta. Esta indefinição arrasta-se há algum tempo, deixando o criativo numa posição fragilizada dentro da hierarquia do Sporting.
O percurso recente tem sido marcado por cedências temporárias pouco produtivas. Em 2024, o futebolista rodou no Cavalry, do Canadá, e posteriormente representou o 1.º de Dezembro. Em todo o caso, nenhuma destas experiências serviu para convencer os responsáveis leoninos ou garantir a afirmação desejada num patamar competitivo superior, ditando agora a saída inevitável no final de contrato, a 30 de junho de 2026.
Na temporada transata, Lucas Dias - avaliado em 135 mil euros - realizou um total de seis partidas oficiais ao serviço do 1.º de Dezembro. Nos escassos 126 minutos que esteve em campo, entre Liga 3 e Taça de Portugal, o médio apontou apenas um golo e não chegou a fazer qualquer assistência.
Treinador dos dragões também realizou a antevisão à partida diante dos verdes e brancos, que se disputa esta segunda-feira, 9 de fevereiro
08 Fev 2026 | 17:00 |
Francesco Farioli realizou, este domingo, 8 de fevereiro, a antevisão ao Porto - Sporting, Clássico que se disputa na próxima segunda-feira, no Estádio Dragão. Entre vários temas, o treinador do emblema nortenho foi questionado sobre as palavras de André Villas-Boas, nas quais o presidente acabou por dar 'favoritismo' aos leões. No entanto, o técnico acha que não foi bem assim.
"Sporting vem de dois campeonatos, com experiência e dinheiro da Liga dos Campeões"
"Acho que as palavras soam de uma maneira se leres, se ouvires acho que o contexto é um bocadinho mais articulado. Nas palavras do presidente, no início ele fala da realidade dos dois clubes, o Sporting vem de dois campeonatos, com experiência e dinheiro da Liga dos Campeões, e nós um clube que se está a reconstruir, a trabalhar duro para levá-lo onde pertence e é onde estamos", começou por dizer Farioli, prosseguindo.
"Estamos todos alinhados"
"Neste caso, mais do que falar do momento, é do período em que estamos. A 15 de julho, quando começamos a temporada, todos pagávamos e assinávamos para estar onde estamos agora, numa boa posição para conquistar a liga, nos oitavos de final da Liga Europa e na corrida pela Taça de Portugal. Estamos onde queríamos, sonhámos e merecemos estar. Os jogos que ganhámos fizemo-lo com o esforço de todos. Expresso o meu agradecimento ao clube pelo trabalho que fizeram nos dois mercados para fazer a equipa sólida, compacta equilibrada em todas as posições. Temos todas as ferramentas para competir nas três competições. Estamos todos alinhados e na mesma página sobre onde e como queremos ir, e especialmente quem queremos ser nos próximos três meses", atirou ainda o técnico do Porto.
Ao cabo de 20 partidas disputadas, os comandados de Rui Borges têm agora 51 pontos e continuam no segundo lugar da tabela classificativa da Liga Portugal Betclic. O Porto soma 55 está no primeiro posto. Já o Benfica é terceiro com 46.
O emblema verde e branco volta a entrar em campo na próxima segunda-feira, dia 9 de fevereiro, também frente ao Porto. O encontro, a contar para a 21.ª jornada da Liga Portugal Betclic, diante da turma liderada por Francesco Farioli, jogar-se-á no Estádio do Dragão, às 20h45.
Internacional português encontra-se ao serviço do Manchester City, por quem já conquistou vários títulos, mas guarda os leões num lugar especial
08 Fev 2026 | 15:41 |
A cumprir a terceira época ao serviço do Manchester City e a quarta na Premier League, Matheus Nunes foi convidado a identificar o momento mais marcante da carreira até ao momento, aos 27 anos, e apontou sem hesitações para a passagem pelo Sporting.
O internacional português destacou a conquista do Campeonato Nacional pelos leões, na temporada 2020/21, como o ponto mais alto do seu percurso, acima de outros troféus conquistados em Portugal e também em Inglaterra, onde soma três títulos pelos citizens, incluindo a Premier League em 2023/24 e a Taça Intercontinental em 2024, além da estreia pela Seleção Nacional.
"Acho que diria quando fui campeão pelo Sporting"
"Podia escolher vários momentos, mas eu acho que diria quando fui campeão pelo Sporting", afirmou Matheus Nunes, em entrevista à DAZN, explicando o impacto emocional desse episódio, vivido num contexto ainda marcado pela pandemia. "Quando acabou o jogo, quando o árbitro apitou, eu lembro-me que aquilo ainda estava meio com Covid. Os adeptos ainda não estavam no estádio e eles deixaram dois ou três familiares para poderem estar nos camarotes. Tinham de estar em camarotes individuais, porque não havia contacto com as outras familiares".
O médio recordou ainda a reação após o apito final e o significado familiar desse momento: "E quando acabou o jogo, eu ainda, imagina fui ao chão, não me apercebi muito bem que nós tínhamos sido campeões, e depois olhei para cima, para o camarote. A minha mãe estava lá em cima e aí depois veio tudo abaixo", descreveu.
"Se não foi o momento mais bonito, um dos mais bonitos"
Matheus Nunes explicou que esse instante despertou memórias do seu percurso pessoal e dos sacrifícios feitos ao longo dos anos: "Começaram a vir todos os pensamentos da minha infância. As coisas todas que nós passámos, que ela abdicou para podermos estar a viver aquele momento. Por isso, acho que foi um momento que eu gostei de viver, porque foi, se não o mais bonito, um dos mais bonitos".
Confira o excerto da entrevista: