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Depois das dúvidas, Presidente da MAG explica 'confusão' nas eleições do Sporting
15 Mar 2026 | 10:36
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16 Mar 2023 | 15:46 |
Depois dos números apresentados pela Direção do Sporting terem sido analisados pelo Leonino (Saiba mais AQUI) relativamente à média de assistências em Alvalade, agora foi a vez do nosso Jornal analisar a relação entre as receitas de bilhética dos leões nas últimas temporadas e as fracas afluências ao reduto verde e branco.
Observámos os dados disponíveis no Relatório & Contas do Clube desde a temporada 2015/16 até à presente época e as conclusões não podiam ser mais surpreendentes.
Os valores apresentados pelos leões ao nível de bilhética contrastam com o número de adeptos a assistir aos jogos no reduto leonino. Na temporada 21/22, por exemplo, apesar de ter sido a terceira, em média, com menos público das últimas sete épocas em análise (excluindo 2020/21, devido à pandemia), os verdes e brancos tiveram a segunda melhor receita de bilhética dos últimos anos. Quer isto dizer que, com menos adeptos em Alvalade, o Sporting consegue igualar as temporadas com mais Sportinguistas nas bancadas.
Além do mais, o preço médio por adepto é o mais alto dos últimos anos e quase o dobro do que era praticado na época 2015/16. Mas vamos às contas:
2015/16 (Sem Champions)
Bilhética: 14.198M€
Bilhética Gamebox: 4.535M€
Média de assistência: 36.907
Total de assistência: 885.788
Média de receita por adepto: 16€
Temporada sem Champions. Leões faturaram apenas 14.198 milhões de euros em bilhética e 4.535 milhões em Gameboxes.
Tiveram uma média de 36.907 espetadores e um total de assistência de 885.788 Sportinguistas nas bancadas de Alvalade.
2016/17 (Com Champions)
Bilhética: 16.017M€ (+12,8%)
Bilhética Gamebox: 5.628M€ (+24,1%)
Média de assistência: 39.696
Total de assistência: 913.015
Média de receita por adepto: 17,5€
Ano mais positivo relativamente ao anterior. Em época de Champions, a bilhética aumentou 12,8%, bem como o preço das Gamebox (24,1%).
A média de assistências em Alvalade subiu dos 36.907 para 38.696 e o total de assistências também sofreu uma alteração positiva: de 885.788 para os 913.015.
A média de preço por adepto também aumentou ligeiramente dos 16€ para 17,5€.
2017/18 (Com Champions)
Bilhética: 17.654M€ (+10,2%)
Bilhética Gamebox: 6.067M€ (+7,8%)
Média de assistência: 40.275 mil
Total de assistência: 1.087.445M
Média de receita por adepto: 16,2€
Temporada novamente com Liga dos Campeões e ainda melhor resultado do que a anterior. Bilhética sofre um crescimento de 10,2%, bem como a bilhética de Gamebox (7,8%).
A média de assistências também sobe de 39.696 para os 40.275 (o melhor dos últimos anos), com as assistências em Alvalade a ultrapassarem o milhão de espetadores (1.087.445).
A média de preço por adepto baixou dos 17,5€ para os 16,2€.
2018/19 (Sem Champions)
Bilhética: 14.895M (-15,6%)
Bilhética Gamebox: 5.416M€ (-10,73%)
Média de assistência: 31.831
Total de assistência: 795.775
Média de receita por adepto: 18,7€
Temporada realizada sem prova milionária e os números ressentiram-se. Total de bilhética desceu 15,6% face a 2017/18, bem como a Gamebox (-10,73%).
A média de assistências caiu consideravelmente dos 40.275 para os 31.831. O total de adeptos em Alvalade sofreu uma queda abrupta de 1.087.445M para os 795.775 espectadores.
No entanto, a média de receita por adepto subiu de 16,2€ para os 18,7€.
2019/20 (Sem Champions) – COVID-19 a partir de março
Bilhética: 12.511M (-16%)
Bilhética Gamebox: 4.414M€ (-8,5%)
Média de assistência: 28.934
Total de assistência: 491.878
Média de preço por adepto: 25,4€
Os dados da época 19/20 são condicionados devido à pandemia de COVID-19, que impediu os recintos desportivos de ter adeptos durante parte da temporada. Por exemplo, os últimos cinco jogos do Sporting em casa foram disputados sem público.
Com a crise pandémica e sem Liga dos Campeões, como é natural, os números sofreram uma queda. Bilhética caiu 16% e Gamebox 8,5%.
A média de assistências também apresentou os números mais baixos dos últimos anos, caindo de 31.831 para 28.934 espectadores. O total de assistências, como não podia deixar de ser, sofreu uma autêntica ‘razia’, caindo dos 795.775 para 491.878 adeptos.
Assim, a média de receita por adepto subiu consideravelmente dos 18,7€ para os 25,4€.
2020/21 – COVID-19
Época disputada sem público nos estádios
2021/22 (Com Champions) e lotação completa a partir de outubro
Bilhética: 17.175M€
Bilhética Gamebox: 3.861M€ (-12,52%)
Média de assistência: 29.847
Total de assistência: 567.100
Média de receita por adepto: 30,3€
De novo, temporada mais uma vez condicionada pela pandemia. Só a partir de meados de outubro é que houve fim das restrições a estádios de futebol. Jogos contra Porto ou Ajax, por exemplo, não tiveram ‘casa cheia’. No entanto, em ano de Liga dos Campeões, foi a mais profícua do reinado de Frederico Varandas.
A bilhética foi a mais alta de todas as temporadas com o atual Presidente verde e branco ao leme dos destinos do Clube com 17,175 milhões faturados. Curiosamente, a bilhética com Gamebox desceu 12,5%.
A média de espectadores em Alvalade subiu de forma ténue de 28.934 para 29.847, bem como o total de assistências de 491.878 para 567.100 Sportinguistas.
No entanto, a média de receita por adepto rondou os 30,3€, quase o dobro de, por exemplo, 2015/16 (16€).
Primeiro semestre 2022/23 (Com Champions)
Bilhética: 9.163M€ (a caminho da melhor época)
Bilhética Gamebox: 3.157M€
Média de assistência: 29.543
Total de assistência: 561.317
Época ainda em andamento. Relativamente ao primeiro semestre de 22/23, os valores são bastante positivos. Embora o segundo semestre vá fazer baixar algumas variáveis - uma vez que os leões foram eliminados da Liga dos Campeões - mas, segundo o Relatório & Contas, os indicadores de bilhética mostram um aumento de 12,3% comparativamente com o período homólogo - 8.157)
Ranking bilhética:
1.º lugar: 2017/18: 17.654 milhões (Com Champions)
2.º lugar: 2021/22: 17.175 milhões (Com Champions e restrições até outubro)
3.º lugar: 2016/17: 16.017 milhões (Com Champions)
4.º lugar: 2018/19: 14.895 milhões (Sem Champions)
5.ª lugar: 2015/16: 14.198 milhões (Sem Champions)
6.º lugar: 2019/20: 12.511 milhões (Sem Champions e Covid-19 a partir de março)
Variação de receita por adepto:
1.º lugar: 2021/22: 30,3€ (Com Champions e restrições até outubro)
2.º lugar: 2019/20: 25,4€ (Sem Champions e Covid-19 a partir de março)
3.º lugar: 2018/19: 18,7€ (Sem Champions)
4.º lugar: 2016/17: 17,5€ (Com Champions)
5.ª lugar: 2017/18: 16,2€ (Com Champions)
6.º lugar: 2015/16: 16€ (Sem Champions)
Segundo os dados apresentados, podemos perceber que o decréscimo de adeptos em Alvalade não acompanhou proporcionalmente a queda de receita. A melhor época de Frederico Varandas (21/22), em que os leões faturaram 17.175 milhões de bilhética e tiveram pouco mais de meio milhão de adeptos (567.100) em Alvalade só é superada pela temporada 2017/18, em que houve mais de um milhão de espetadores no reino do Leão (1.087.445M).
Apesar das fracas assistências, ou seja, menos adeptos, os leões continuam a faturar e os anos em que o Sporting participa na Liga dos Campeões são sempre mais ‘rentáveis’. Tirando as épocas 19/20 e 20/21 - por razões sanitárias - a verdade é que, com menos espetadores, verdes e brancos têm conseguido fazer mais. Há menos gente em Alvalade, mas os pratos da balança mantêm-se equilibrados.
Os indicadores apresentados neste primeiro semestre de 22/23 mostram valores interessantes, podendo mesmo ser um dos mais altos em termos de bilhética nos últimos anos para o Clube de Alvalade.
Outro dado que salta mais à vista é o da receita média por adepto. Os valores têm sofrido um crescimento brutal época após época. Desde 18/19 que o número dispara em flecha, chegando, na temporada transata, ao valor de 30,3€ por Sportinguista. Há pouco mais de sete anos, o número não ultrapassava os 16€. Ou seja, como o preço dos bilhetes não foi duplicou na realidade, o que aconteceu foi menos preços vendidos a desconto e menos ofertas de bilhetes.
Presidente do Clube de Alvalade começou esta quarta-feira, 18 de março, o seu terceiro mandato à frente dos leões (2026-2030). Confira o discurso
18 Mar 2026 | 18:58 |
Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting (2026-2030) com um discurso marcado por balanço, ambição e mensagens fortes sobre o futuro do Clube, realizado no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Logo no arranque, o Presidente reeleito deixou um agradecimento especial a João Palma: "Agradecer ao Dr. João Palma toda a lealdade e coragem nestes dois mandatos. Não apenas eu, mas sobretudo o Sporting Clube de Portugal está-lhe grato para o resto da vida".
Frederico Varandas: "Algo tem de mudar nas eleições de 2030"
Varandas abordou também o processo eleitoral, apontando críticas ao sistema de voto por correspondência: "Temos de refletir quando temos 4 mil pessoas que votaram por correio, mas viram os seus votos inválidos pela complexidade e pelas exigências burocráticas do voto por correspondência. Algo tem de mudar nas eleições de 2030".
O líder leonino destacou a mensagem clara dos associados nas urnas e reforçou o caminho iniciado em 2018: "Os Sócios do Sporting falaram e disseram de sua justiça, de uma forma clara e inequívoca o que querem: querem que o Sporting continue a percorrer o caminho que demos início em setembro de 2018".
Frederico Varandas: "Hoje o Sporting vive das melhores fases da sua existência"
Numa análise ao momento atual, Frederico Varandas sublinhou o sucesso recente: "Hoje o Sporting, a par da época dos Cinco Violinos, vive das melhores fases da sua existência. Mais do que os inúmeros títulos conquistados nestes sete anos, o Sporting voltou a ter uma cultura e mentalidade de vitória".
"Desde 2018 o Sporting é o Clube em Portugal que mais venceu no futebol e nas modalidades. (…) Hoje os sócios do Sporting vivem do presente. Um presente de orgulho e glória. Os Sócios do Sporting são bicampeões nacionais e estamos nas oito melhores equipas da Europa", vincou.
O futuro também foi traçado com um objetivo claro: a modernização do estádio. "Neste terceiro mandato temos um grande objetivo pela frente: terminar uma obra que será emblemática e marcante na história do nosso Clube. Acabar a renovação do nosso estádio e integrar o Alvaláxia no nosso ecossistema, fazendo do Estádio José Alvalade um dos melhores e mais modernos da Europa".
Varandas deixou ainda uma promessa de princípios, mais do que de resultados: "Neste novo mandato, não prometemos nem venceremos sempre. (…) Há uma coisa que posso prometer aos Sócios do Sporting: é que na derrota ou na vitória atuaremos sempre com ética, integridade e dignidade".
Frederico Varandas: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras"
Num tom mais assertivo, o Presidente do Sporting avisou também que o Clube não ficará em silêncio perante ataques: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras, com calúnias e denunciaremos todas as práticas lamentáveis que hoje ainda existem no futebol português. Continuemos a caminhar, continuemos a crescer, continuemos a vencer. A missão continua. Com a mesma força, coragem e honra. Viva o Sporting!".
Clube anuncia começo de 'nova' era, após categórica vitória por parte do ainda Presidente leonino no ato eleitoral frente a Bruno Sá
16 Mar 2026 | 16:46 |
Eleito no sábado com 89,47 por cento dos votos dos sócios, contra os 6,28 por cento de Bruno Sá, Frederico Varandas garantiu o terceiro mandato como presidente do Sporting, preparando-se para liderar os destinos do emblema de Alvalade por mais quatro anos.
Desse mesmo modo, o Clube anunciou que a cerimónia da tomada de posse dos Órgãos Sociais eleitos para o quadriénio 2026-2030 está agendada para esta quarta-feira, dia 18 de março, às 18h00, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Frederico Varandas vai então liderar os destinos do Sporting durante 12 anos, de 2018 a 2030, só ficando atrás de João Rocha (que já ultrapassou como líder mais titulado), que presidiu os destinos do Clube de 1973 a 1986, ou seja, durante 13 anos.
De referir que o dia de sufrágio acabou por revelar uma forte mobilização dos Sportinguistas (Recorde AQUI). O ambiente foi marcado por grande entusiasmo entre os associados e o processo decorreu de forma tranquila. O resultado representa também a maior percentagem obtida por Frederico Varandas em eleições do Sporting.
Em 2018, quando foi eleito pela primeira vez após o turbulento período que se seguiu à crise que envolveu Bruno de Carvalho e à invasão à Academia Cristiano Ronaldo, venceu com 42,32% dos votos. Já em 2022 tinha reforçado a liderança ao alcançar 85,9%, superando então Nuno Sousa e Ricardo Oliveira.
Antigo ‘team manager’ do emblema verde e branco lembra que primeiros tempos de pilar dos leões não foram algo complicados
16 Mar 2026 | 16:34 |
Miguel Salema Garção, Sócio e antigo dirigente do Sporting, não se mostra surpreendido com a vitória categórica de Frederico Varandas no ato eleitoral de sábado. E nem a distância entre os dois candidatos - 89,47% contra 6,28 % - constitui uma surpresa para o gestor, que enalteceu o crescimento do atual dirigente máximo nos últimos anos
Miguel Salema Garção: "Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares"
"Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares. O incumbente tinha um capital adquirido nos dois anteriores mandatos em contraponto com o outro candidato, que, aliás, mostrou coragem e espírito de iniciativa ao ter ido a votos em circunstâncias bastante difíceis", considerou, em declarações ao jornal Record, antes de pormenorizar em que consistia o capital do Presidente reeleito.
"Refiro-me ao histórico de troféus conquistados nas várias modalidades, em que se destaca o futebol profissional e a notoriedade daí adjacente", ilustrou Salema Garção, avaliando, de seguida, a longevidade de Frederico Varandas no cargo.
Miguel Salema Garção: "É verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas"
"O início do primeiro mandato de Frederico Varandas foi conturbado. Não se imaginaria, nessa altura, que pudesse ter o caminho que veio a percorrer. Creio que há um ciclo antes da covid e outra pós-covid, ou, se preferirmos, antes de Amorim e depois de Amorim".
Ao concluir, o antigo dirigente evitou comparações com o presidente que hoje dá nome à 'casa das modalidades' do Clube: "O presidente João Rocha marcou a história e várias gerações do do Sporting. Os tempos eram outros. Basta, por exemplo, assinalar que, nesses tempos, não havia o contexto digital. Hoje, há. Com o mandato que agora se inicia, é verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas."