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Andebol
31 Mar 2026 | 15:38 |
O Porto recorreu à sua newsletter oficial, Dragões Diário, para destacar o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na promoção de jovens talentos, deixando uma mensagem que está a ser interpretada como uma indireta ao Sporting. A frase “muda de balneário e aprende a respirar” surge num contexto que muitos associam à recente polémica no andebol entre os dois clubes.
Porto: "Sobe de nível, muda de balneário e aprende a respirar"
No texto publicado, os dragões elogiam a forma como Francesco Farioli tem apostado na integração de jovens na equipa principal: “No Porto, o talento não fica à espera que o futuro chegue. Sobe de nível, muda de balneário e aprende a respirar num contexto em que a exigência não abranda”, pode ler-se.
A publicação surge poucos dias depois do encontro entre Porto e Sporting, disputado na Dragão Arena, que terminou com vitória leonina por 30-33, num jogo marcado por vários incidentes antes do apito inicial. A partida ficou envolta em polémica devido a queixas da equipa visitante relacionadas com um odor intenso no balneário.
O treinador do Sporting, Ricardo Costa, e o jogador Christian Moga sentiram-se indispostos antes do início do encontro e tiveram de receber assistência médica. Também uma delegada presente no local necessitou de apoio dos bombeiros, o que levou ao atraso do jogo em cerca de 15 minutos.
Apesar das dificuldades iniciais, o Sporting acabou por entrar em campo e garantir a vitória no Clássico, reforçando a liderança no Campeonato. Ainda assim, o episódio continua a gerar reações fora das quatro linhas, com a publicação do Porto a ser vista como mais um capítulo na troca de argumentos entre os dois rivais.
Adepto classificou de “deplorável” forma como certos comentadores têm apontado responsabilidades ao clube azul e branco, liderado por André Villas Boas
31 Mar 2026 | 14:09 |
Tiago Silva, comentador e adepto do Porto, reagiu à polémica do balneário no clássico de andebol com o Sporting e classificou de “deplorável” a forma como certos comentadores têm apontado responsabilidades ao clube azul e branco, denunciando aquilo que considera uma narrativa para denegrir a imagem dos dragões.
“É uma narrativa que está montada e criada e que já vem desde o episódio do Fábio Veríssimo para tentar colar o Porto da equipa que procura vencer à custa da batota de práticas antidesportivas e até criminosas. A mecânica é a mesma. Parte-se de um facto, inventam-se outros e começa-se a cavalgar a onda”, afirmou, na CMTV.
Tiago Silva: “Acho deplorável que não se tenha colocado a possibilidade de se ter tratado de um acidente"
O comentador sublinhou ainda a falta de imparcialidade de alguns cronistas: “Acho deplorável que não se tenha colocado a possibilidade de se ter tratado de um acidente. Aquilo que se fez foi cavalgar a onda e o que tá toda a gente, comentadores incluídos, alguns que deviam primar pela imparcialidade, mas são tão parciais quanto eu, que estão a proferir sentenças condenatórias ao Porto”.
Sobre a postura do clube, Tiago Silva elogiou o Porto: “O Porto colocou à disposição das autoridades competentes o balneário para que estes pudessem proceder às análises que entenderem e às vistorias que considerarem mais adequadas".
Tiago Silva concluiu que a narrativa contra o clube tem sido injusta e prejudicial: "Acho inacreditável é que se fale em ação deliberada quando estamos a falar de um odor intenso que desaparece ao fim de 15 minutos, que a ação deliberada é esta que se evapora ao fim de tão pouco tempo. Não consigo perceber”.
Clube de Alvalade dá novo passo após episódio controverso e prepara exposição formal junto das autoridades governamentais
31 Mar 2026 | 12:15 |
O Sporting já tem data agendada para uma reunião com o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto. A decisão surge após o episódio polémico ocorrido antes do clássico de andebol com o Porto, na qual o balneário dos leões tinha um cheiro intenso e que levou ao treinador Ricardo Costa e o jogador Cristhian Moga a serem hospitalizados. O clube pretende apresentar a sua versão dos acontecimentos.
O encontro vai acontecer esta quarta-feira, dia 1 de abril. A iniciativa parte da direção liderada por Frederico Varandas. Os responsáveis leoninos consideram que existiram situações graves que merecem esclarecimento. O objetivo passa por expor formalmente o caso junto do Governo.
Com esta reunião, o Sporting procura agora levar o tema às entidades competentes. O Clube espera que sejam analisadas as alegadas práticas antidesportivas. O desfecho poderá trazer novos desenvolvimentos nos próximos dias.
O emblema verde e branco pretende que "quem regula o desporto em Portugal assuma uma posição firme e implacável e puna, com toda a severidade, estes comportamentos indignos, que já ultrapassam os limites do admissível num Estado de direito".
Vale lembrar que o jornalista Octávio Ribeiro, num texto de opinião ao jornal Record, não esconde que possa existir uma dramatização por parte dos leões sobre este caso. "O folhetim dos maus cheiros no Dragão conheceu mais um capítulo. Das duas uma – ou o que o Sporting alega é um facto, e é crime para ser investigado pela polícia; ou pode ser um exagero ridículo. O Governo nada tem a ver com isto, num País onde existe uma saudável separação de poderes", escreveu.
Além do mais, aponta ainda críticas à decisão de manter jogo, apesar das circunstâncias, considerando que houve falta de bom senso
31 Mar 2026 | 09:27 |
O caso ocorrido no clássico de andebol entre Porto e Sporting continua a gerar fortes reações, com Bernardo Ribeiro a classificar a situação como um episódio grave para a modalidade, considerando que o desporto português ficou manchado por um conjunto de acontecimentos difíceis de ignorar.
Na sua análise, o diretor do jornal Record criticou a postura dos dragões: “O andebol viveu um caso grave. Por muito que se queira aligeirar a coisa. Vários factos lamentáveis. Um deles o Porto em momento algum tentar perceber o que se passou, afinal, com o cheiro no balneário. Foi sentido por Ricardo Costa, por Moga, pela delegada e por um jornalista do Record. Estão todos a mentir? Toda a gente fingiu, unida para prejudicar o Porto. O treinador leonino fez de propósito para não estar no banco por ter medo do rival? O jogador a mesma coisa? Este homem que treinou o Porto é alguém tão fingido e maquiavélico para inventar isto? E ainda assim serviu para treinar no Dragão?”, pode ler-se no diário desportivo.
Bernardo Ribeiro estranha também o facto de o clube portista não reconhecer sequer a existência de um odor fora do normal, levantando novas dúvidas sobre o desenrolar dos acontecimentos: “É estranho em momento algum o Porto admitir que havia um cheiro estranho no balneário. Aliás, se não havia porque foi dado outro à equipa do Sporting?”
Além do mais, aponta ainda críticas à decisão de manter o jogo, apesar das circunstâncias, considerando que houve falta de bom senso por parte dos responsáveis. “Mais factos curiosos, os delegados terem achado que bom era haver jogo à mesma. Ou seja, o Sporting em treinador e um jogador e a vida continua, como se não fosse nada”.
B. Ribeiro: "O governo tem pouco a ver com isto. Era mais a polícia"
Por fim, Bernardo Ribeiro afasta a necessidade de intervenção governamental e defende outro tipo de abordagem para o caso: “Confesso que acho que o governo tem pouco a ver com isto. Era mais a polícia. E não me venham com claques. Isto são dois clubes. De quem se espera muito mais do que isto. Ou é isto que nos espera?”