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Futebol
16 Out 2024 | 12:22 |
Desde o passado sábado, dia 12 de outubro, que o universo do Sporting teve conhecimento duma reviravolta na estrutura leonina que fez emergir as mais variadas reações, o motivo: saída de Hugo Viana, atual diretor desportivo, para o Manchester City. Por isso mesmo, André Pinotes Batista dedicou a sua última crónica no jornal Record à ‘harmoniosa’ dança que os leões continuaram a fazer depois desta mudança.
“Se no Sporting de hoje não faltam motivos de celebração, estabilidade e rumo, tal novidade não é com toda a certeza obra do acaso. Numa orquestra afinada o mérito é tão difícil quanto inútil de atomizar. De Frederico Varandas, passando por Hugo Viana e Rúben Amorim, os tratadores de relva todos fazem a sinfonia”, começou por escrever.
“Neste contexto, a saída de Hugo Viana constitui uma notícia ordinária e natural. Contas feitas, sob a sua égide, os Leões encaixaram 451 milhões em vendas. Ademais, para lá dos lucros colossais, as contratações cirúrgicas que colmataram estas saídas permitiram incrementar a competitividade e o valor de mercado do elenco. Viktor Gyokeres, Morten Hjulmand, Pedro Goncalves, Francisco Trincão, e Ousmane Diomande sustentam cabalmente esta análise”, acrescentou.
“Viana rumará a Manchester, onde substituirá Txiki Begiristain, mas o seu instrumento será tomado pelas mãos de Bernardo Palmeiro e Flávio Costa, sendo provável que a melodia verde e branca prossiga harmoniosamente. Quando, em 2004, José Mourinho rumou a Londres, o Porto não só não definhou, quanto se reinventou e logrou. Anunciaram e garantiram que o mundo azul e branco iria acabar, mas esse tal mundo não se acabou”, explicou.
“Perder um bom director-desportivo não é desprezível, mas certamente não será definidor. Ninguém se considera escravo de ser feliz, mas o sucesso apresenta a sua fatura. De todas as formas de pagar, sorrir talvez seja mesmo a menos aflitiva”, rematou, restituindo esperança nos adeptos verdes e brancos.
Treinador das águias aqueceu o ambiente antes do dérbi eterno com uma declaração sobre a ausência de títulos leoninos, numa troca de picardias
23 Out 2026 | 17:09 |
Micael Sequeira fez a antevisão ao dérbi entre Benfica e Sporting, da quinta jornada da Liga BPI, numa conferência de imprensa marcada pelas declarações recentes de Ivan Baptista sobre a ausência de títulos das leoas. O treinador encarnado tinha afirmado que a pressão existiria se a sua equipa estivesse há oito anos sem conquistar o campeonato nacional, numa referência indireta ao rival.
M. Sequeira: "Não tinha ouvido"
"Muito honestamente, não tinha ouvido. Disseram-me agora antes de entrar na sala de imprensa. Mas não tenho comentário. É uma afirmação do treinador. Se fosse outro treinador qualquer, também não tinha que comentar", respondeu.
Relativamente à possibilidade de conquistar três pontos importantes na luta pela liderança, o técnico lembrou que o campeonato ainda está numa fase inicial. "Não dá para negar que, conquistando três pontos, será uma excelente vitória. Mas a obrigação de ganhar o próximo jogo, com o Valadares, é exatamente a mesma. É um jogo especial, acarreta sempre muita motivação e, na eventualidade de termos um resultado positivo, naturalmente acrescenta muito esse lado da confiança e da motivação. Mas, relativamente à classificação e ao primeiro lugar, não quer dizer absolutamente nada, porque é apenas a quinta jornada", explicou.
M. Sequeira: "Querer ser mais agressivo que o adversário"
Para Micael Sequeira, a atitude e a união do grupo poderão ser decisivas num confronto desta dimensão. "Muito mais do que tático e técnico, é, claramente, o espírito de grupo: é o querer ganhar, é o querer correr mais que o adversário, é querer ser mais agressivo que o adversário, é ter a coragem suficiente de chegar lá e se impor dessa forma. Foi isso que eu pedi às jogadoras", sublinhou.
Apesar do histórico recente favorável ao Benfica, que não perde frente às leoas desde a Supertaça de 2024, o técnico leonino garante que a equipa está preparada para lutar pelo triunfo. "Acredito que as jogadoras vão apresentar uma boa postura, determinadas em querer ganhar, tal como fizemos na última jornada. Preparámos o jogo para vencer e vamos à procura desse objetivo", afirmou. O dérbi disputa-se este sábado, às 15h30, no Estádio da Luz, com as duas equipas separadas por apenas um ponto, embora o Benfica tenha menos um jogo.
Defesa com passagem marcante no Clube de Alvalade comentou o momento delicado da equipa liderada pelo técnico mirandelense
23 Out 2026 | 16:45 |
Depois de ter sofrido a primeira derrota na fase de liga da Liga dos Campeões (na receção ao LASK Linz, por 3-2), o Sporting centra todas as atenções na Primeira Liga, onde tem encontro marcado com o Académico de Viseu, para as 20h30 de domingo. Fernando Nélson avisa que a margem de erro é nula na corrida pela conquista do título de campeão nacional.
Nélson: "O Sporting está proibido de perder pontos"
"Neste momento, o Sporting está proibido de perder pontos, porque a distância já é considerável. Para um campeonato nacional, nós podemos dizer que é exequível. A questão é que são seis pontos e é preciso que o Porto perca dois jogos para que o Sporting o alcance", afirmou, em entrevista ao programa Bola Branca, emitido pela Rádio Renascença.
O ex internacional português que alinhou de leão ao peito, entre 1991 e 1996 (período durante o qual participou em 153 jogos), avisou que, mais do que o aspeto pontual, o treinador do emblema verde e branco tem, ainda, de preocupar-se com as dinâmicas que está a procurar impor. "Todas as equipas que jogaram contra o Sporting, pelo menos, na Liga dos Campeões, fizeram pressão muito alta, e o Sporting nunca se conseguiu dar muito bem com essa pressão alta, teve sempre muitas dificuldades em sair a jogar. Não acho que seja um problema específico do setor defensivo, acho que é mais um problema da equipa, no seu todo", concluiu.
O Sporting chega a esta ronda do campeonato nacional, com 18 pontos, como resultado de cinco triunfos (sobre Vitória de Guimarães, por 3-2, Alverca, por 3-1, Rio Ave, por 4-0, Nacional, por 2-0, e Sporting de Braga, por 3-1) e três empates (contra Famalicão, a uma bola, e contra Estrela da Amadora e Arouca, a duas).
O emblema verde e branco volta a entrar em campo no próximo domingo, dia 25 de outubro, frente ao Académico de Viseu. O encontro, a contar para a 9.ª jornada da Liga portuguesa, diante da turma orientada por Bruno Pinheiro, jogar-se-á às 20h30, em Alvalade.
Derrota frente ao campeão austríaco não caiu nada bem no balneário leonino e uma das caras novas de Alvalade decidiu quebrar o silêncio
23 Out 2026 | 15:50 |
Issa Doumbia não escondeu a frustração depois da derrota do Sporting frente ao LASK Linz, mas fez questão de transmitir uma mensagem de confiança no futuro dos leões. O médio, contratado esta temporada ao Veneza, recorreu às redes sociais para reagir ao desaire e recordar aquilo que considera ser essencial para ultrapassar um momento difícil.
I. Doumbia: "Ser Sporting significa levantar"
"Uma derrota como esta dói. Não podemos esconder. Mas ser Sporting também significa saber sofrer, levantar e lutar quando tudo parece estar a correr mal", escreveu o jogador italiano, numa publicação em que reconheceu a desilusão pelo resultado.
Doumbia foi mais longe e garantiu que o desaire não altera a identidade nem a ambição do grupo. "Perdemos uma batalha, mas não perdemos a nossa identidade, o nosso orgulho e a nossa vontade de lutar. Agora, mais do que nunca, devemos permanecer unidos, olhar uns nos olhos dos outros e recomeçar juntos, como uma verdadeira equipa. Porque o Sporting não desiste, o Sporting levanta-se!", acrescentou.
N. Irankunda: "É culpa só nossa"
Também Nestory Irankunda fez questão de se pronunciar sobre o resultado negativo, assumindo a responsabilidade da equipa e destacando o apoio dos adeptos. "Às vezes, o resultado não é aquele pelo qual lutamos. Às vezes o placard não é o que queremos. E isto é culpa nossa, só nossa, porque não há mais ninguém para culpar", pode ler-se, na sua rede social.
O extremo australiano deixou ainda uma palavra de reconhecimento aos sportinguistas que apoiaram a equipa, apesar da derrota. "Os nossos adeptos foram, mais uma vez, incríveis no seu apoio constante. Eles merecem melhor do que isto, muito melhor, e cabe-nos a nós entregar", sublinhou