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Após queixa do Porto em relação a Varandas, Presidente do Sporting é absolvido pela FPF
13 Fev 2026 | 11:28
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16 Mar 2020 | 12:40 |
Estes estranhos dias que vivemos de incerteza quanto ao futuro não foram suficientes para travar os ódios pessoais que o Sporting gerou entre muitos dos seus a partir de maio de 2018. De tal forma que nem o facto do Ministério Público pedir a absolvição do cidadão Bruno de Carvalho dos quase 100 crimes de que o tentou acusar chegou para deixarem o homem em paz. Continuar a denegrir a imagem dele parece ser a principal motivação de alguns. Entre esses ‘alguns’ encontra-se, por exemplo, Eduarda Proença de Carvalho, ex-vice presidente da MAG, que em entrevista concedida ao Record consegue dizer que o Sporting “podia ter acabado em 2018”, atirando com essa ‘responsabilidade’ para cima do então Presidente.
1 – O que realmente sucedeu em maio de 2018 (germinou em fevereiro, concretizou-se no mês de junho e prolonga-se até à atualidade) um dia acabará por ser tornado público, de forma detalhada. E nessa história Eduarda Proença de Carvalho é protagonista, juntamente com vários dos seus ‘amigos’ e ‘inimigos’, em mais que um momento. Tal como nesta entrevista, também no período temporal que refiro (os seus ‘amigos’ e ‘alguns’ dos seus ‘inimigos’) leu mal os acontecimentos e suas consequências, tentando moldá-los à sua vontade sem se importar minimamente com os custos que tais acções teriam para o Sporting Clube de Portugal. Se conclui que o “Sporting podia ter acabado” por causa das rescisões de nove jogadores, isso significa que não entende, nem nunca entenderá, a dinâmica e capacidade de regeneração de um clube com tamanha grandeza. O Sporting sobreviveu a 2012. Só isso deveria ter-lhe servido de bitola. A equipa de futebol profissional podia, é verdade, ter ficado muito mais fragilizada, mas para isso seria necessário que outros jogadores ‘aliciados’ por ‘sportinguistas’ irresponsáveis optassem também pela via da rescisão. Não, Eduarda, não estou a atirar para o ar. Estou apenas a dar conta daquilo que me foi garantido por um jogador ‘aliciado’, sentado à minha frente, no gabinete que eu ocupava nas instalações da SAD, numa tarde de agosto de 2018.
2 – O Sporting podia ter acabado em 2018? Não Eduarda Proença de Carvalho. O Relatório e Contas de 2017/18 demonstra o contrário, com um total de 28 milhões de euros abatidos ao passivo corrente e não corrente, parcelas que passaram a totalizar 282 milhões, contra os atuais 304 milhões. Mais que o passado, o que a devia preocupar é o futuro, porque o Sporting arrisca tornar-se irrelevante em termos desportivos dentro de três/quatro anos se a notícia de sábado do Correio da Manhã (“SAD quer antecipar totalidade do contrato da NOS”) vier a confirmar-se antes do final do mandato do atual Conselho Diretivo.
3 – Bem sei que o administrador Salgado Zenha desmentiu a notícia, mas fê-lo apenas em relação ao timing. E porque faço esta leitura? Isto: “É sabido e público que existe mais verba a antecipar do contrato da NOS”, escreve Miguel Braga, responsável pela comunicação do Sporting, num artigo de opinião publicado no site do Clube, em resposta à notícia sobre a intenção desta Administração em antecipar o total do ‘bolo’. Não sei se Miguel Braga tem ação na gestão da SAD ou se apenas deu eco, involuntário, de alguma estratégia financeira que chegou ao conhecimento dele. Porque em rigor não existe “mais verba a antecipar” do contrato em causa. O que existe é um conjunto de oito parcelas a receber, na ordem dos 25 milhões/ano, até 2027/28. Esta administração deve, a bem do futuro da SAD, limitar-se a receber estas quantias, ano a ano, até final do mandato. Se fizer diferente, de forma parcial ou total, colocará em xeque quem estiver à frente da SAD nos últimos cinco anos da vigência do acordo. Sem receitas garantidas, ou muito diminuídas, é impossível elaborar um orçamento minimamente ambicioso. E esta é a única receita garantida da SAD até 27/28. Todas as outras são variáveis e condicionadas à vontade do mercado e dos Sócios e adeptos.
Eleições do emblema verde e branco terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março
16 Fev 2026 | 14:28 |
A candidatura de Bruno Sorreluz, mais conhecido por Bruno ‘Sá’, foi oficialmente validada, cumprindo todos os pressupostos exigidos pelos estatutos do Sporting. O empresário, de 45 anos, entregou a lista no dia 12 de fevereiro e vai agora concorrer contra Frederico Varandas.
A novidade foi anunciada pelo próprio Bruno Sá, proprietário do restaurante ‘Cantinho do Sá’, localizado nas imediações do Estádio José Alvalade. O candidato recorreu às redes sociais para partilhar a notícia e agradecer tanto aos apoiantes como àqueles que duvidaram da capacidade da sua equipa em reunir os requisitos necessários.
B. Sorreluz: “É oficial! Vamos a votos"
“É oficial! Vamos a votos. Obrigado a todos os que acreditaram e tornaram possível esta missão, mas um agradecimento também a quem não acreditou e colocou em causa a capacidade da fantástica equipa que me acompanha”.
O empresário - que criticou recentemente Frederico Varandas - sublinhou ainda a preparação da sua equipa para enfrentar a campanha eleitoral: “Conseguir, em tão pouco tempo, os requisitos legais para formalizar a candidatura, mostra que estamos preparados para tudo. Vamos à campanha”, escreveu.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Candidato às próximas eleições do Clube de Alvalade deixou uma mensagem nas redes sociais após a formalização da sua intenção
13 Fev 2026 | 14:36 |
Bruno Sá entregou esta quinta-feira as assinaturas para a oficialização da sua candidatura à presidência do Sporting. E se inicialmente evitou revelar os nomes que integram a sua lista acabou por deixar críticas pelo facto de estes terem sido tornados públicos. Numa mensagem nas redes sociais da sua candidatura intitulada "há momentos na vida em que o silêncio deixa de ser opção", o candidato não se deixou ficar.
"Minutos depois [de falar aos jornalistas], os nomes que integram as listas da minha candidatura já circulavam em grupos de WhatsApp e, de seguida, na Imprensa, quando estavam apenas na posse de quem os recebeu oficial e confidencialmente", frisou, garantindo: "Já manifestei, por telefone, o meu profundo desagrado ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. João Palma."
"Como pode um candidato sentir confiança?"
"Como pode um candidato sentir confiança num processo em que informação sensível é exposta desta forma? Que garantias existem? Situações destas podem configurar uma violação grave dos deveres institucionais de reserva, confidencialidade e proteção de dados pessoais", escreve.
"A verdade é que este episódio não surge isolado. Tenho aguentado, em nome da elevação e do respeito pelo Sporting, um conjunto de situações que preferi não expor publicamente. Mas o que aconteceu hoje ultrapassa todos os limites", lançou, considerando que o episódio, que "ultrapassa todos os limites, não surge isolado", atirando: "Qual é o receio de eu ir a votos?", questionou Bruno Sá.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Confira a publicação:
Antigo administrador da SAD leonina, entre 2016 e 2022, anuncia razões de não ser adversário de Frederico Varandas no ato eleitoral do Clube
13 Fev 2026 | 13:10 |
O prazo para a entrega de candidaturas no Sporting esgotou-se esta quinta-feira e o Clube vai a votos no próximo dia 14 de março para escolher entre os projetos de Frederico Varandas e Bruno Sá - que explicou recentemente a intenção da sua candidatura. Após ponderação, Nuno Correia da Silva decidiu não entrar na corrida eleitoral em 2026 mas admite que gostava de ver uma estrutura “mais participado pelos Sócios".
"O Sporting tem imensos sócios e adeptos que não estão a ser aproveitados"
“O propósito da candidatura seria de mobilizar os adeptos para a adesão a um modelo de gestão mais participado pelos Sócios. Considero o atual modelo muito centralizado e distante. O Sporting tem um imenso capital humano, os seus Sócios e adeptos, que não estão a ser aproveitados", revelou, em declarações ao jornal Record.
"Das consultas que fiz, a maioria das pessoas reveem-se neste propósito, mas entendem que não é o timing certo para avançar. Respeito, não é a minha opinião, mas só faria sentido avançar em equipa. Pessoalmente, há razões de saúde que aconselham a não avançar”, declarou.
"O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade"
Administrador da SAD entre 2016 e 2022, não exclui a possibilidade de avançar noutro momento: “O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade”, observou, esperançado em ver, no próximo mandato presidencial até 2030, “um Sporting que vende [jogadores] por ajustamentos de plantel e não por razões de tesouraria".
Ao concluir, Nuno Correia da Silva apontou o fundamental: "O importante é gerar receitas alternativas que possam sustentar a manutenção dos melhores no seu melhor período. Isso é possível com a internacionalização da marca e com o recurso a múltiplas fontes de receitas. Os maiores clubes europeus têm como maior fonte de receita, mais de 50%, as receitas comerciais, decorrentes da sua internacionalização, esse deve ser o caminho".