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De volta a Inglaterra? Ruben Amorim apontado ao 13.º classificado da Premier League
23 Abr 2026 | 11:47
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09 Out 2025 | 18:31 |
Frederico Varandas falou do investimento de 200 milhões de euros que o Sporting está a fazer nas suas infraestruturas, e deixou a porta aberta para atacar o mercado de inverno. O Presidente verde e branco esteve no Football Summit, onde concedeu uma entrevista e mencionou os temas mais importantes da atualidade, e do futuro, do Clube de Alvalade. Leia, em baixo, a entrevista na íntegra.
Há quarenta anos que não cumpria segundo mandato um presidente do Sporting? Pondera recandidatura?
"De facto, há 40 anos que não aconteciam muitas coisas no Sporting que acontecem hoje, se calhar a mais importante foi a estabilidade. Há cerca de um ano apresentámos plano estratégico a dez anos, achamos que deve ser esse o caminho a percorrer com ou sem Frederico Varandas."
Entra na história com tanta obra?
"O que entra são os títulos e obras feitas. Em 2018 aceitei o desafio, com tantas missões como militar. É uma missão. O meu pacto é com o clube, só com o clube. A missão era devolver o Sporting ao seu lugar devido. Que era este. Ficar na história... tenho uma visão muito cética. A melhor versão do Sporting era a dos Cinco Violinos e poucos sabem o nome do presidente. Ganho os títulos e depois Varandas será apenas um nome. Estamos a conseguir títulos e obras, mas é pouco relevante o nome. Não há nada que o tempo não leve. Não interessa quem é o nome."
Timing de 2006 das obras do estádio para cumprir?
"Temos um game changer para o Sporting em curso, uma grande obra. A primeira fase é o estádio, ainda não está concluída. Começou com as cadeiras, o segundo e terceiro andar, o encerramento do fosso. Falta ainda, e vai decorrer durante este ano. Durante o ano vamos ter videoscreens e sistema de som e luzes que não há em Portugal. E até 2029 o Alvaláxia. O jogo de luzes esperamos já ter no final da época. Depois há uma obra muito pesada e diferenciadora em Portugal, a recuperação do Alvaláxia. Foi vendido por dificuldades financeiras, infelizmente. Vai permitir ter o melhor museu desportivo em Portugal, zonas de sportsbar com interação para o estádio, vamos ter lojas, Loja Verde da dimensão que precisamos. A experiência de ir ao futebol vai ser diferente, vamos ter a melhor experiência de oferta em Portugal. Para termos noção, já investimos cerca de 50 milhões de euros e vão ser mais 150 milhões de euros. Haverá um antes e depois para o Sporting."
É comparado a Bilbau devido à revitalização do Guggenheim. Acredita que vaio revolucionar a zona?
"André Bernardo vai apresentar o plano estratégico para a cidade desportiva do Sporting, para Alvalade. Temos vantagem na localização do Estádio, está no eixo central de Lisboa. Lisboa é cidade em explosão, segura, é cidade da moda, e a localização é decisiva. O metro quadrado está a disparar, está a ser construído centro de residências. O projeto será grande mais-valia para Lisboa."
Posição do Sporting sobre direitos televisivos?
"Analisamos o que se passa em Portugal e na Europa. Neste momento os direitos televisivos estão a sofrer. Aconteceu em frança,. Suíça, Bélgica. Não vai ser um processo fácil para quem estiver na Liga. Os direitos valorizam muito, mas os das grandes competições. As ligas domésticas perdem interesse a nível europeu. O Sporting tem de encarar com responsabilidade, é estar no processo, na construção, e apoiar a Liga no processo."
Quando entendeu que era necessária a modernização das instalações?
"Entrei no Sporting há muitos anos. Antes de ser diretor clínico já não gostava do estádio. Assumi em 2011, nunca tive o sonho e ambição ser presidente, por isso nunca me passou pela cabeça fazer obras, a não ser nos meus gabinetes médicos. Depois, quando assumi a presidência, tivemos de tomar responsabilidades. Primeiro estava em nível de sobrevivência, depois foi ser competitivos e conseguimos ser número um. Agora é olhar para o futuro e melhorar a experiência dos sócios."
O picth road é um sucesso?
"Na altura fomos muito criticados. Se tivéssemos o dobro da oferta estaria esgotado. Esgotou tudo. Até disseram 'estás a ver, podia ser mais alto o valor'. Mas está o valor ajustado. O objetivo é sempre dar e melhorar a experiência do sócio, mas primeiro está a sobrevivência do clube. O meu pacto é com o clube."
Sobre as modalidades:
"Tivemos de reduzir custos, mas tornámo-nos mais eficientes. Tomámos o exemplo do futsal, que era ganhador, e tornámo-lo ainda mais ganhador. O futsal ganhou agora quatro títulos em quatro anos. Criámos a melhor equipa de andebol da história do futebol português. O hóquei, apanhámos equipa cara, mas ganhadora. Estas modalidades têm de viver como o futebol. Não posso exigir ter jovens da formação no futebol e nas outras não. E a verdade é que temos honrado a história do clube."
A equipa B:
"O objetivo é só um: colocar jogadores na equipa B. Quando entrámos a equipa B não existia, tinha sido extinta. Recuperámos a equipa B, tivemos de utilizar sete ou oito jogadores no ano passado para sermos campeões. Percebo o sócio que quer ser campeão nos sub-17, sub-19, na B. Mas não é a prioridade e eu assumo."
Há mais talentos na calha?
"Há."
Sporting perdeu o melhor marcador, o treinador... Como encontrar o equilíbrio?
"A saída do nosso treinador deixou excelentes recordações para sempre, do diretor desportivo Hugo Viana igualmente. E ter continuado a ganhar demonstrou o quanto a estrutura do clube cresceu. Sabem que não é fácil perder treinador em novembro e diretor desportivo em janeiro e ser campeão. É preciso ter bagagem e arcaboiço, e o sporting tem. Antes, á primeira rajada de vento ruía, agora aguenta até tempestades. É bom perceberem quanto hoje o Sporting é resiliente. Perdemos um dos jogadores mais marcantes, que deixou memórias maravilhosas, e depois vem o dia seguinte. Fizemos contratações cirúrgicas e mostrámos que temos potencial para continuar a vencer."
Sai satisfeito da janela de mercado?
"Entrei como a equipa mais valiosa da Liga e saí como a equipa mais valiosa da Liga. Ou vencemos, ou vamos até às decisões finais. Isso é seguro. É verdade que saiu um grande jogador, mas aquele balneário é um orgulho. Eles sabem que não foi um jogador que ganhou o campeonato."
Rui Borges pediu reforços?
"Estamos em outubro. Temos o plantel mais valiosos, mais competitivo e com mais soluções da I Liga. O nosso treinador está contente, nós estamos contentes. Não faz sentido falar do mercado de janeiro. Pode acontecer atuar para antecipar alguma situação, isso pode acontecer."
1949 o último tricampeonato. Espera liderar a equipa do tri?
"Há um ano disse que acreditava muito que ia ser bicampeão. Estamos na oitava jornada e ocupamos apenas o segundo lugar. E ocupámo-lo exclusivamente por culpa nossa, só nossa. Os nossos jogadores sabem e o treinador sabe. Acreditam que são o melhor grupo da Liga e sabem que têm de o demonstrar em campo. Eu acredito muito nos nossos jogadores, no nosso treinador. Estaria a mentir se dissesse que não acreditava."
A proximidade à equipa:
"Em dia de jogo não falo, quer ganhe 5-0 ou perca 5-0... Só vejo jogos. É um dia de emoções, não é bom dia para falar. Durante o dia a dia, sim, estamos muito próximos."
Onde fica a medicina?
"Sou médico e militar para o resto da vida. Exercia medicina desportiva especializada em alto rendimento, é ótimo background na questão da performance, das cargas da equipa. Uma boa valia a ter. A família? Sempre presentes. Nunca consigo cumprir tudo, pelo cargo que ocupo. É muito absorvente, há sempre coisas a resolver, pedidos, solicitações. Para o Sporting estar bem, o presidente tem de estar bem. Não deixo de ser marido, de ser pai. Disso não vou abdicar."
Confira, aqui, as palavras de Frederico Varandas no final de setembro:
Clássico da segunda mão da meia-final da Taça de Portugal foi o principal tema da entrevista com o antigo jogador do Clube de Alvalade
24 Abr 2026 | 03:00 |
Carlos Saleiro considera que o Sporting foi mais lesado pela arbitragem no Clássico do que o Porto, que se queixou no final da partida. Em entrevista em Exclusivo para o nosso Jornal, o antigo ponta de lança do Clube de Alvalade falou sobre o encontro das meias-finais da Taça de Portugal, comentou as aspirações na Prova Rainha e abordou a reta final do Campeonato Nacional.
Carlos Saleiro: "Foi um jogo bem conseguido"
"Abordagem contra o Porto? Acho que foi boa. A primeira parte foi, no meu entender, muito boa. O Sporting controlou praticamente. Naturalmente, na segunda parte, o Porto, estando em desvantagem, teria que vir para cima do Sporting e foi isso que aconteceu. De certa forma, também notou-se ainda mais o cansaço dos jogadores do Sporting, e com as várias saídas o Sporting foi baixando um pouco as linhas. E acabou, digamos, não foi em sufoco, mas ali com uma bola que poderia ter dado o prolongamento. Mas acho que foi um jogo bem conseguido. Depois de uma derrota que custou muito, acho que o Sporting reagiu bem e vai lutar por mais um título", começou por dizer ao nosso Jornal.
Sobre a arbitragem, o antigo jogador dos leões considera que a atuação de João Pinheiro correu bem, mas que o Sporting foi prejudicado em lances que podiam ter levado o jogo a outro rumo. "Se olharmos para aquilo que foi os casos, acabaram por ser bem decididos. Mas se a equipa que tem mais razões de queixa é o Sporting. Recordo-me do William Gomes que fez muitas faltas e não houve amarelos. Houve um pisão do Gabri Veiga no Hjulmand, que também poderia ter sido expulso. Por isso, olhando para aquilo que foi o jogo, eu diria que foi uma boa arbitragem, mas dentro daquilo que é beneficiar uma equipa ou outra, obviamente que o Sporting não foi beneficiado nesses pormenores que poderiam ter decidido o jogo de outra forma", vincou.
Carlos Saleiro: "O Sporting está com uma mão na taça"
Num possível confronto com o Fafe ou Torreense na final do Jamor, o ex-internacional sub-23 por Portugal não tem dúvidas que o Sporting é o grande favorito. "O Sporting pela sua história tem que partir como candidato. Eu penso, sinceramente, que o Sporting está com uma mão na taça. Agora, as coisas são jogadas dentro do campo e o Sporting vai ter que mostrar que é muito superior a equipas de escalão inferior. Eu recordo que há uns anos atrás o Aves ganhou ao Sporting na final da taça. Por isso, todo o cuidado é pouco. Agora, obviamente, olhando para aquilo que é a força de uma equipa e da outra, o Sporting tem 99% de hipótese de ganhar a Taça de Portugal" , analisou.
Acerca da quantidade de jogadores lesionados, Carlos Saleiro recusa a ideia que possa existir um problema no departamento médico do Clube. "Penso que não haja problema. Temos que olhar para aquilo que é a época do Sporting. É uma época de grande desgaste, o Trincão tem 54 jogos, é um absurdo. Isso faz, muitas das vezes, que os jogadores também se ressintam e que haja alguns problemas, até mesmo a nível muscular, entorses, pancadas... não temos controlo. Agora, muscular, obviamente que pode haver um cuidado extra, mas é sempre imprevisível quando uma equipa chega a esta fase final da temporada a disputar as competições todas" , refletiu.
Carlos Saleiro: "Foco total no campeonato"
No final, Carlos Saleiro mostrou confiança de que a equipa de Rui Borges vai terminar no segundo lugar da Liga. "Penso que sim. Sporting agora, até ao final da temporada, tem de focar-se totalmente só no campeonato, e com o objetivo de ficar em segundo lugar, e ter o direito de ir à Champions League", concluiu.
Empate entre leões e dragões continua a dar que falar e há declarações de um antigo líder leonino que estão a incendiar o futebol português
23 Abr 2026 | 17:58 |
Sousa Cintra não escondeu a revolta após o empate a zeros entre o Sporting e o Porto, no Estádio do Dragão, que valeu aos leões o apuramento para a final da Taça de Portugal. "O que se passou ontem foi tanta violência, tanta pancadaria… Aquilo não é nada de futebol, parecia-me uma guerra campal", disparou, em entrevista à Rádio Renascença.
Sousa Cintra: "Houve um massacre"
O antigo Presidente leonino lamentou ainda as consequências físicas do encontro, sublinhando que "os jogadores ficaram lesionados" e que "houve um massacre". Apesar do cenário, destacou a capacidade da equipa. "O Sporting é uma boa equipa e tem alternativas".
Ainda assim, Sousa Cintra deixou claro que este feito não chega para classificar a temporada como positiva. "Positiva era se o Sporting ganhasse o campeonato, isso é que era uma época positiva. Ganhar alguma coisa é sempre alguma coisa… ganhar a Taça de Portugal sempre é mais importante do que não ganhar nada", afirmou.
O empresário fez também referência ao percurso europeu e ao impacto financeiro. "Embora já tenhamos estado muito bem na Liga dos Campeões. Mesmo para a parte financeira do Sporting, é muito bom. A parte económica conta muito, e aí o Sporting teve um comportamento exemplar", justificou.
Por fim, deixou elogios ao grupo e à estrutura. "O Sporting está muito bem, tem jogadores de grande categoria, com grande classe, comprometidos com o clube". Destacou ainda "um ambiente familiar muito bom no balneário" e reforçou: "O futebol português precisa de clubes com a dinâmica do Sporting e com o comportamento ético que o Sporting tem, em todos os momentos", concluiu.
Capitão do Clube de Alvalade teve de ser assistido e substituído no decorrer da partida da Taça de Portugal e notícias não são nada boas
23 Abr 2026 | 17:53 |
Última hora! O Sporting vai avançar com uma participação disciplinar junto do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol contra Gabri Veiga, na sequência do lance ocorrido aos 14 minutos do Clássico frente ao Porto.
Vale lembrar que o médio espanhol dos dragões pisou Morten Hjulmand, acabando por lesionar o capitão dos verdes e brancos, que ainda continuou em campo, mas viria a ser substituído por Daniel Bragança no arranque da segunda parte.
De acordo com o jornal Record, o internacional dinamarquês, de 26 anos, sofreu uma lesão grave no tornozelo direito, podendo falhar o restante da temporada. O cenário, ainda sujeito a reavaliação - com o jogador já a ter realizado exames iniciais - aponta para ausência nos cinco jogos que faltam na Liga, bem como na final da Taça de Portugal, agendada para 24 de maio, no Jamor.
Refira-se que o lance em questão não foi alvo de qualquer sanção disciplinar durante o encontro entre Sporting e Porto, nem por parte do árbitro principal Miguel Nogueira, nem do VAR, que foi liderado por João Malheiro Pinto.
Esta temporada, com a camisola do Sporting, Morten Hjulmand – avaliado em 45 milhões de euros – participou em 43 partidas: 26 na Liga Portugal Betclic, dez na Liga dos Campeões, cinco na Taça de Portugal, uma na Taça da Liga e outra na Supertaça. Nos 3.823 minutos em que esteve em campo, o capitão dos leões marcou dois golos e fez seis assistências.