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Jogadores
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António Jesus Correia nasceu a 3 de abril de 1924, em Paço de Arcos, na zona de Lisboa, e foi um dos jogadores mais importantes da a história do Sporting, tendo sido parte ativa naquela que foi a era dourada em termos de títulos nacional da equipa verde e branco. Embalados pelos Cinco Violinos, os leões venceram sete campeonatos em oito possíveis - numa década em que brilhou Fernando Peyroteo.
Não foi só no futebol que Jesus Correia deu nas vistas, tendo de igual forma sido por diversas vezes campeão nacional na modalidade de hóquei em patins, ao serviço da equipa da sua zona de nascença e residência, o Paço de Arcos, tendo vencido diversos títulos ao serviço deste clube de menor nomeada, o que é bem demonstrante da sua qualidade.
Jesus Correia nunca escondeu o seu gosto pelo desporto-rei, mesmo quando virou atenções para o hóquei em patins. Após ter feito história com os patins calçados, regressou à atividade futebolística, também no seu clube local, o Paço de Arcos, que apesar de ter alguma dimensão à época, ficava muito aquém da que tinha o Sporting
Na altura, Joseph Szabo, o treinador do Sporting, morava perto de Paço de Arcos, zona onde habitava e jogava Jesus Correia. Consta que foi mesmo o técnico verde e branco que descobriu Jesus Correia no ringue do Hockey Club, tendo-o inclusivamente definido como tendo o perfil de "atleta ideal". Apesar do Estoril se ter intrometido na corrida, com a preciosa intervenção do seu chefe do Grémio dos Armazenistas de Mercearia, onde trabalhava o jogador, lá o conseguiram convencer a ingressar nos leões.
A carreira de António Jesus Correia foi repleta de várias glórias e recheada de golos, porém, a sua primeira grande tarde/noite de real destaque foi na final da Taça de Portugal da edição de 1945, no Estádio do Jamor, frente à equipa algarvia do Olhanense, onde jogou com muitas dificuldades físicas e ainda assim foi totalmente decisivo neste embate decisivo.
O calvário das lesões foi o grande entrave numa carreira que podia ter sido ainda mais impressionante. Ainda assim, não impediram o lendário avançado de ter feito um hattrick num compromisso internacional em Madrid, frente ao Atlético, numa vitória épica dos verdes e brancos por 6-3, onde "Necas", alcunha que lhe foi atribuída durante a sua admirável carreira, foi figura de destaque.
António Jesus Correia pendurou as chuteira muito precocemente, aos 28 anos, principalmente se tivermos em conta a atualidade. Foi pressionado a escolher uma das modalidades e essa escolha recaiu no hóquei, onde ainda brilhou com a Listada verde e branca, conquistando diversos títulos. Para a história, ficam todas as exibições deste Violino e 154 golos em 200 jogos realizados de leão ao peito. Viria a regressar anos mais tarde ao futebol, para terminar a sua carreira desportiva na equipa da CUF, embora só tenha realizado três partidas e obtido um golo.
Avançado sul-americano que ficou conhecido pelo seu curioso gesto de cabeça passou pelo Clube de Alvalade, mas não conseguiu encantar
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Foi, desde muito cedo, rotulado como sendo uma grande esperança do futebol chileno e em 2003 foi mesmo contratado pelo gigante Inter de Milão. Cedido logo na primeira época ao Chievo, onde jogou parte da temporada de 2003/04, a sua primeira europeia, foi depois emprestado pelos italianos ao Celta de Vigo, clube que à época pertencia à parte cimeira da tabela da La Liga.
Em 2004, chega à cidade de Lisboa e ao Sporting, que comprou a parte do seu passe. Pinilla estava focado em desmentir a sua fama de boémio e em reencontrar-se com os golos, fazendo cumprir tudo o que lhe tinha sido predestinado nos tempos em que jogava no seu país.
No Sporting, acabou por não convencer e nunca foi uma aposta clara dos vários técnicos verdes e brancos que o orientaram durante a sua estadia em Alvalade. Pinilla tinha a alcunha de "Pingol", que nunca conseguiu justificar, mas ainda conseguiu fazer sete golos em 28 jogos realizados pelos leões.
Outro momento marcante para o avançado internacional chileno foi hattrick apontado na Pedreira frente à equipa do Sporting de Braga. O resultado desta partida foi de 3-0, favorável aos leões, com Pinilla a ser o autor de todos os golos. Num deles, marcou através de um salto de cabeça à peixe, sendo que foi a partir deste gesto que a alcunha 'Peixe' surgiu.
Em 2008, após a passagem pelo Sporting, seguiu por empréstimo para a formação do Racing de Santader. Após se desvincular dos verdes e brancos, teve experiências curtas pelos escoceses do Hearts e pelos chilenos do Univercidad do Chile, antes de rumar ao Vasco da Gama, do Brasil, onde também não triunfou.
Após mais uma escolha mal sucedida, regressou à Europa para representar o Apollon Limassol do Chipre antes de voltar para Itália, onde relançou a sua carreira, passando por vários clubes como Cagliari, Genoa ou Atalanta. Em julho de 2017, regressou ao Chile para voltar a jogar na Universidad de Chile, onde esteve um ano. Após cinco meses parado, em janeiro de 2019 assinou pelo Coquimbo Unido, onde viria a terminar a carreira, no ano de 2020.
Conheça o perfil de jogador que marcou a história do emblema verde e branco e que substituiu Peyroteo, uma verdadeira lenda do Clube de Alvalade
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Joaquim Pacheco chegou a Portugal em 1950 pela mão de António Conceição tendo vindo com o rótulo de potencial sucessor de Fernando Peyroteo, Tinha 24 anos e chegava com fama de goleador, ainda que a tarefa de se equiparar ao goleador da história do Clube de Alvalade não se antevisse nada fácil.
Estreou-se na equipa de reservas do Sporting num jogo frente ao eterno rival Benfica e seria também num Dérbi que se viria a estrear pela equipa principal. Porém, na sua primeira época em Portugal, realizou somente sete jogos, nos quais marcou sete golos.
Na época de 1951/52, a equipa leonina era comandada por Randolph Galloway, que resolveu apostar em Pacheco como defesa. Foi nessa posição que o macaense se impôs como titular do Sporting, na temporada seguinte, de 1952/1953, na qual conquistou o seu 3.º campeonato nacional,
Esta temporada viria a ter um sentimento agridoce para Joaquim Pacheco, que tal como já foi referido, sagrou-se campeão nacional. No entanto, no final dessa temporada, contraiu uma lesão muito grave que o afastou dos relvados durante mais de uma época.
Joaquim Pacheco regressaria no decorrer da época de 1954/55, após uma ausência longa, acabando por recuperar o seu lugar e tendo-se tornado internacional.
Após pendurar as chuteiras, Joaquim Pedro Pacheco viria a ser adjunto de Mário Lino e após essa aventura como treinador-adjunto, regressaria a Macau, onde viveu a sua fase terminal da vida. Em 2006, o Sporting atribuiu-lhe o prémio de Saudade.
Central chegou a Portugal com várias provas dadas no país onde nasceu, ainda que em terras lusas as coisas tenham sido bem diferentes
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Alberto Junior Rodríguez Valdelomar, conhecido no mundo do futebol apenas como Alberto Rodríguez, é um ex-futebolista internacional peruano que no Sporting jogou apenas uma época, com 13 partidas realizadas de leão ao peito. A chegada, ainda assim, deu-se com grandes expetativas à mistura.
Nascido a 31 de março de 1984, em Lima, no Peru, destacou-se no seu país natal, mais concretamente no Sporting Cristal, antes de se aventurar no futebol português, onde viria a fazer carreira. Naquele que é um dos principais clubes do país onde nasceu, fez, numa primeira passagem, 184 jogos.
Assim, despertou o interesse do Sporting de Braga, que nele decidiu apostar em 2006. No Minho, teve um percurso de crescente afirmação, dado que na primeira época só realizou 14 jogos, e depois de algumas boas exibições nos anos seguintes conquistou a titularidade.
Durante as cinco temporadas em Braga, Rodríguez somou 128 encontros e até foi utilizado na final da Liga Europa, em 2011, da qual os minhotos saíram derrotados pelo Porto (1-0). O desempenho do central peruano ao longo dessas épocas fez dele um dos defesas mais fiáveis da Liga Portugal, o que suscitou o interesse do emblema de Alvalade.
Em junho de 2011, o Sporting garantiu a contratação de Alberto Rodríguez, numa altura em que o Clube procurava reforçar o setor defensivo com jogadores experientes e com provas dadas no campeonato. A sua chegada foi vista como um passo importante para solidificar a linha defensiva dos leões, numa equipa então em reconstrução sob a liderança de Domingos Paciência, técnico que já o conhecia bem dos tempos de Braga.
Contudo, a passagem de Rodríguez pelo Sporting acabou por não corresponder às elevadas expectativas. Os problemas físicos aliados à má temporada realizada pelos leões - que inclusive ditou o despedimento de Paciência e a contratação de Ricardo Sá Pinto - impediram-no de ter sucesso. Depois de uma única época em Alvalade e de 13 partidas oficiais realizadas, Alberto mudou-se para Vila do Conde e no Rio Ave continuou sem encontrar o caminho para o êxito.
Ao cabo de duas temporadas neste que era o seu terceiro desafio em terras lusas, Alberto Rodríguez não foi além de 39 encontros, antes mesmo de regressar a casa, ao Sporting Cristal. Desde 2015, entrou num corrupio de clubes, até 2021, altura em que decidiu pendurar as chuteiras.