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Clube
23 Nov 2022 | 07:58 |
O processo Cashball continua a fazer correr tinta. Agora foi o Ministério Público (MP) que recorreu para o Tribunal da Relação do Porto da decisão instrutória do mesmo.
No caso, o MP acredita que o Tribunal de Instrução Criminal do Porto "não seguiu a acusação quanto aos crimes de corrupção na forma tentada", além de não ter incluído os arguidos João Gonçalves e Gonçalo Rodriques "pela prática de dois crimes de corrupção ativa na forma consumada", ainda que Paulo Silva tenha de responder pelos mesmos em julgamento.
Anteriormente, recorde-se, o MP havia acusado Paulo Silva, João Gonçalves e Gonçalo Rodrigues - funcionário dos leões na altura -, "pela prática como co-autores e em concurso efetivo" do total de três crimes de corrupção ativa na forma tentada. Esta acusação está relacionado com jogos de andebol e de futebol do Sporting nas épocas 2016/17 e 2017/18.
"Os crimes de corrupção ativa na forma tentada foram objeto de não pronúncia", é deste desfecho que advém o protesto do MP. De resto, a procuradora encarregada do processo deixou tem questões sobre o facto de João Gonçalves e Gonçalo Rodrigues apenas terem sido pronunciados por um crime de corrupção ativa, enquanto o terceiro arguido está acusado pelos três ilícitos mencionados. Com a requisição da "modificação da decisão instrutória", o Ministério Público apela "pronúncia dos três arguidos nos exatos termos da acusação".
Recorde-se que, no caso, Paulo Silva foi pronunciado devido a uma abordagem a Leandro Freire, jogador do Chaves na altura, a quem terá oferecido, alegadamente, 25 mil euros para facilitar a partida frente ao Sporting, em jogos da Liga e da Taça de Portugal. No caso, o jogador "não aceitou o que lhe foi proposto". O empresário vai ainda responder em julgamento por mais dois crimes de corrupção ativa agravada, depois de ações com os árbitros de andebol Roberto Martins e Ivan Caçador.
Já João Gonçalves e Gonçalo Rodrigues, apenas terão de responder sobre o caço com Ivan Caçador - questão com a qual o Ministério Público entra em discórdia.
"A decisão instrutória não deu por indiciado que a abordagem ao jogador de futebol Leandro Freire foi realizada pelo arguido Paulo Silva em execução do acordado por todos os arguidos. Assim como a abordagem realizada ao árbitro (de andebol) Roberto Martins. Contudo, resultaram do inquérito indícios suficientes de acordo dos três arguidos para que o jogador e o árbitro fossem aliciados (…), não se vislumbrando razões para se ter excluído estas duas abordagens do conluio que se reconheceu quanto à abordagem efetiva ao árbitro Ivan Caçador (ou por que razão aconteceria pela vontade e decisão única do arguido Paulo Silva)", realça o Ministério Público no recurso apresentado, sublinhando que a decisão instrutória deve pronunciar "os arguidos nos exatos termos em que estavam acusados".
No que diz respeito ao futebol, os crimes de forma tentada estão relacionados com as abordagens alegadamente planeadas a Pedro Trigueira (Vitória FC), João Aurélio (Vitória SC), Bruno Nascimento (Feirense) e Rúben Lima (Moreirense). "Por consubstanciarem atos preparatórios e não atos de execução", o Tribunal de Instrução Criminal do Porto chegou à conclusão que não teriam "relevância para apurar a responsabilidade criminal dos arguidos", no decorrer, o MP "discorda em absoluto de tal conclusão jurídico-penal sobre aqueles factos, que se constituem em verdadeira tentativa da prática de onze crimes de corrupção ativa".
"Os três arguidos engendraram um plano para intercederem junto de juízes árbitros designados para jogos de andebol em que o Sporting fosse competidor, ou para que este fosse indevidamente beneficiado ou para que os seus competidores fossem indevidamente prejudicados, a troco de concretas quantias de dinheiro a entregar aos árbitros, plano que estenderam a jogadores de futebol de equipas contra as quais o Sporting competisse, prejudicando as suas próprias equipas a favor do Sporting, também a troco de dinheiro, concretamente fixado entre os três arguidos", acrescenta, ainda, o Ministério Público.
Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas
30 Jul 2026 | 12:51 |
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.
O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.
"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.
Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.
Veja a publicação:
Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios
26 Jul 2026 | 10:25 |
A Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados. No final da sessão, Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios.
"Foi um dia de Sporting cheio de participação e de espírito Leonino que culminou, já fora da AG, com a vitória do Sporting no seu jogo de apresentação. Além de a AG ter enchido de orgulho os Sócios, que assim participaram na vida do Clube, tivemos também a coincidência de termos alcançado a vitória no Troféu Cinco Violinos".
Ao todo, participaram na votação 2.408 sócios, correspondentes a 14.208 votos, sendo que o orçamento de rendimentos, gastos e investimentos para o exercício de 2026/27 foi aprovado com 2.118 votos a favor, 265 contra e 25 votos brancos ou nulos.
As contas consolidadas relativas ao exercício económico de 2024/25 também receberam luz verde, ao recolherem 2.219 votos favoráveis, 157 contra e 32 votos brancos ou nulos. Na mesma sessão, os sócios aprovaram ainda a aquisição do espaço correspondente ao Holmes Place Alvalade, no Estádio José Alvalade, por 8,7 milhões de euros, com 2.270 votos a favor, 125 contra e 13 votos brancos ou nulos.
O quarto e último ponto da ordem de trabalhos incidiu sobre a criação de uma nova categoria de sócio, definindo os respetivos direitos e deveres. A proposta foi aprovada com 1.591 votos favoráveis, 778 contra e 39 votos brancos ou nulos, encerrando uma AG em que todas as medidas apresentadas obtiveram aprovação.
Pedro Almeida Cabral considerou que a votação demonstra a confiança dos associados na atual liderança do Clube: "Não nos compete a nós fazer ponderações políticas sobre o estado do Clube e sobre o grau de adesão dos Sócios às propostas. Ainda assim, posso dizer que me parece evidente que estes resultados demonstram uma confiança acentuada no mandato desta Direção. Demonstra que o Clube está unido", afirmou. Antes da reunião magna, Frederico Varandas falou do mercado.
Depois de longas negociações e vários avanços e recuos, leões estão prestes a oficializar uma decisão que promete marcar arranque da nova época
25 Jul 2026 | 15:17 |
O Sporting está prestes a oficializar uma das decisões mais aguardadas pelos adeptos nos últimos anos. Após um longo processo de negociações, marcado por avanços, recuos e várias reuniões entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os representantes dos Grupos Organizados de Adeptos, os leões vão voltar a contar com um protocolo conjunto com as quatro claques do Clube.
O entendimento permitirá o regresso da histórica Curva Sul ao Estádio José Alvalade, uma mudança muito desejada por muitos sportinguistas. O acordo deverá ser anunciado antes do jogo de apresentação frente ao Mónaco e prevê a assinatura de um protocolo com Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, algo inédito desde a chegada da atual Direção.
Além do regresso da Curva Sul, o Sporting será também o primeiro clube em Portugal a implementar o modelo de safe standing no estádio. Em condições normais, as claques ficarão concentradas entre os setores A12 e A16, embora o Directivo Ultras XXI opte por manter uma parte dos seus elementos na Superior Norte.
O novo protocolo surge quase sete anos depois da rutura entre a Direção e as claques, ocorrida em 2019, na sequência dos acontecimentos que se seguiram ao caso de Alcochete e aos protestos dirigidos a Frederico Varandas. Desde então, a relação entre ambas as partes atravessou momentos de grande tensão, com manifestações, comunicados e várias tentativas falhadas de entendimento.
Nos últimos meses, porém, o diálogo intensificou-se e permitiu desbloquear vários dos principais pontos de discórdia, incluindo a situação das conhecidas "casinhas" das claques. Com o acordo praticamente fechado, o Sporting acredita que abre uma nova fase na relação com os adeptos organizados, reforçando o ambiente em Alvalade para a temporada 2026/27.
Sporting prepara choque entre os grandes: Quotas podem ficar acima de Benfica e Porto
17 Jul 2026 | 16:52