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Sporting admite constrangimentos e aponta responsáveis por falhas nas comunicações
28 Ago 2026 | 16:00
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23 Nov 2022 | 07:58 |
O processo Cashball continua a fazer correr tinta. Agora foi o Ministério Público (MP) que recorreu para o Tribunal da Relação do Porto da decisão instrutória do mesmo.
No caso, o MP acredita que o Tribunal de Instrução Criminal do Porto "não seguiu a acusação quanto aos crimes de corrupção na forma tentada", além de não ter incluído os arguidos João Gonçalves e Gonçalo Rodriques "pela prática de dois crimes de corrupção ativa na forma consumada", ainda que Paulo Silva tenha de responder pelos mesmos em julgamento.
Anteriormente, recorde-se, o MP havia acusado Paulo Silva, João Gonçalves e Gonçalo Rodrigues - funcionário dos leões na altura -, "pela prática como co-autores e em concurso efetivo" do total de três crimes de corrupção ativa na forma tentada. Esta acusação está relacionado com jogos de andebol e de futebol do Sporting nas épocas 2016/17 e 2017/18.
"Os crimes de corrupção ativa na forma tentada foram objeto de não pronúncia", é deste desfecho que advém o protesto do MP. De resto, a procuradora encarregada do processo deixou tem questões sobre o facto de João Gonçalves e Gonçalo Rodrigues apenas terem sido pronunciados por um crime de corrupção ativa, enquanto o terceiro arguido está acusado pelos três ilícitos mencionados. Com a requisição da "modificação da decisão instrutória", o Ministério Público apela "pronúncia dos três arguidos nos exatos termos da acusação".
Recorde-se que, no caso, Paulo Silva foi pronunciado devido a uma abordagem a Leandro Freire, jogador do Chaves na altura, a quem terá oferecido, alegadamente, 25 mil euros para facilitar a partida frente ao Sporting, em jogos da Liga e da Taça de Portugal. No caso, o jogador "não aceitou o que lhe foi proposto". O empresário vai ainda responder em julgamento por mais dois crimes de corrupção ativa agravada, depois de ações com os árbitros de andebol Roberto Martins e Ivan Caçador.
Já João Gonçalves e Gonçalo Rodrigues, apenas terão de responder sobre o caço com Ivan Caçador - questão com a qual o Ministério Público entra em discórdia.
"A decisão instrutória não deu por indiciado que a abordagem ao jogador de futebol Leandro Freire foi realizada pelo arguido Paulo Silva em execução do acordado por todos os arguidos. Assim como a abordagem realizada ao árbitro (de andebol) Roberto Martins. Contudo, resultaram do inquérito indícios suficientes de acordo dos três arguidos para que o jogador e o árbitro fossem aliciados (…), não se vislumbrando razões para se ter excluído estas duas abordagens do conluio que se reconheceu quanto à abordagem efetiva ao árbitro Ivan Caçador (ou por que razão aconteceria pela vontade e decisão única do arguido Paulo Silva)", realça o Ministério Público no recurso apresentado, sublinhando que a decisão instrutória deve pronunciar "os arguidos nos exatos termos em que estavam acusados".
No que diz respeito ao futebol, os crimes de forma tentada estão relacionados com as abordagens alegadamente planeadas a Pedro Trigueira (Vitória FC), João Aurélio (Vitória SC), Bruno Nascimento (Feirense) e Rúben Lima (Moreirense). "Por consubstanciarem atos preparatórios e não atos de execução", o Tribunal de Instrução Criminal do Porto chegou à conclusão que não teriam "relevância para apurar a responsabilidade criminal dos arguidos", no decorrer, o MP "discorda em absoluto de tal conclusão jurídico-penal sobre aqueles factos, que se constituem em verdadeira tentativa da prática de onze crimes de corrupção ativa".
"Os três arguidos engendraram um plano para intercederem junto de juízes árbitros designados para jogos de andebol em que o Sporting fosse competidor, ou para que este fosse indevidamente beneficiado ou para que os seus competidores fossem indevidamente prejudicados, a troco de concretas quantias de dinheiro a entregar aos árbitros, plano que estenderam a jogadores de futebol de equipas contra as quais o Sporting competisse, prejudicando as suas próprias equipas a favor do Sporting, também a troco de dinheiro, concretamente fixado entre os três arguidos", acrescenta, ainda, o Ministério Público.
Revelado o Relatório e Contas da SAD da temporada 2025/26, é possível analisar crescimento substancial do vencimento do dirigente máximo
23 Set 2026 | 09:51 |
Através de uma mensagem publicada no Relatório & Contas da SAD, o Presidente Frederico Varandas qualificou a temporada 2025/26 como “um período de crescimento, afirmação e de passos estruturais” para aquilo que deseja consolidar no futuro na estrutura do Sporting.
Com destaque para o plano estratégico Future is Coming 24-34, o mesmo sublinhou que “ao longo da época alcançámos marcos decisivos e realizámos investimentos estratégicos que permitiram consolidar o nosso projeto e reforçar a capacidade de antecipar e capitalizar as oportunidades que sabemos ter pela frente”.
A nível desportivo, Varandas - que vindo a ser pressionado neste início de época - acredita que o Sporting conseguiu afirmar a sua “presença no panorama nacional”. Com os resultados alcançados pelos verdes e brancos, o presidente acredita que “demonstrámos, competição após competição, a ambição, a consistência e a qualidade que definem o Sporting.”
“Reforçámos a nossa aposta na formação e a nossa estratégia de valorização de atletas. Acima de tudo, lutámos sempre unidos, até ao final, pela conquista de títulos, e mantivemo-nos fiéis ao ADN que nos distingue”, destacando, em retrospetiva, a luta pelo tricampeonato.
Neste documento, a SAD esclarece que Frederico Varandas teve uma remuneração total de 776.500 euros (300 mil fixos, mais 476,5 mil variáveis), resultando num aumento substancial relativamente aos 390 mil (dos quais 90 mil variáveis) registados em 2024/25, ainda que a Comissão de Acionistas tenha depois proposto um aumento do valor em função do rendimento desportivo e financeiro para os 386.500 euros.
Cantor e compositor português, aos 76 anos, faleceu nesta segunda-feira, dia 21 de setembro, e leões deixaram a sua homenagem
22 Set 2026 | 17:13 |
O Sporting prestou esta terça-feira, dia 22 de setembro, homenagem a Jorge Palma, depois de ter sido confirmada pela família a morte do cantor e compositor português, aos 76 anos, notícia que tem vindo a abalar o país.
Nas redes sociais, o emblema leonino partilhou um vídeo com imagens do Estádio José Alvalade repleto de adeptos, acompanhado por “A gente vai continuar”, uma das canções mais conhecidas do artista, e atualmente ligadas ao Clube.
O tema ficou associado a um dos momentos marcantes da história recente do Sporting, tendo embalado os verdes e brancos durante a caminhada que terminou com a conquista do título de bicampeão nacional, na temporada 2024/25.
Jorge Palma morreu na noite de segunda-feira, 21 de setembro. A notícia foi comunicada pela família durante a madrugada, numa mensagem em que foi pedido que o músico seja recordado “pelas suas canções e palavras”.
Os familiares agradeceram ainda “toda a amizade demonstrada ao longo dos anos”. O Sporting juntou-se, assim, às várias manifestações de pesar pela morte de uma das figuras mais marcantes da música portuguesa contemporânea.
Confira a publicação:
Tensão voltou a subir no futebol português com uma mensagem pública que recupera episódios polémicos e deixa uma provocação
29 Ago 2026 | 17:52 |
Bruno Sá publicou uma carta aberta dirigida a André Villas-Boas, na qual critica duramente a postura do presidente do Porto e defende aquilo que considera ser a necessidade de proteger o Sporting e a verdade desportiva. O antigo candidato à presidência dos leões começa por questionar diretamente o discurso do dirigente portista e não poupa nas palavras ao abordar a forma como o rival tem atuado.
Bruno Sá: "André Villas-Boas, chegaste a dizer que vinhas enaltecer o futebol português, mas passas a vida a sujá-lo"
"André Villas-Boas, chegaste a dizer que vinhas enaltecer o futebol português, mas passas a vida a sujá-lo. Não há uma semana em que não sujes o nome da nossa competição com suspeição e ódio. Li o teu editorial do princípio ao fim à procura de um número. De um lance. De um jogo. Não encontrei nada. Eu trago factos", começou por escrever.
Entre os episódios mencionados, Bruno Sá recorda o que aconteceu a 2 de novembro, no Estádio do Dragão, quando a televisão existente no balneário da equipa de arbitragem terá passado em loop um golo anulado. O Sócio nº10.626 recupera também o clássico de 9 de fevereiro, alegando que os apanha-bolas do Dragão esconderam bolas atrás dos painéis publicitários nos minutos finais. "A 2 de novembro, no Estádio do Dragão, a televisão do balneário da equipa de arbitragem passou em loop um golo anulado. O Tribunal Arbitral do Desporto confirmou a punição ao Porto ao abrigo de um artigo cujo nome devia ser decorado: lesão dos princípios da ética desportiva e da verdade desportiva. A 9 de fevereiro, no clássico, os apanha-bolas do Dragão esconderam bolas atrás dos painéis publicitários nos minutos finais, quando nós corríamos atrás do resultado. Nova multa, outra vez por lesão do princípio da ética desportiva".
Bruno Sá: "Quem já foi punido por condicionar a arbitragem não tem autoridade para dar lições sobre ela"
O empresário menciona ainda encontro da Taça de Portugal de 22 de abril, afirmando que jogadores do Sporting terão sido impedidos de passar por uma porta previamente autorizada pela Federação, sendo necessária a intervenção da PSP para abrir caminho. Além do mais, recorda igualmente o episódio de 28 de março, na Dragão Arena, relacionado com um odor intenso no balneário da equipa de andebol dos leões: "Três meses depois de um tribunal te condenar por lesar a verdade desportiva, escreves um editorial sobre verdade desportiva. Quem já foi punido por condicionar a arbitragem não tem autoridade para dar lições sobre ela", afirmou.
Bruno Sá termina com um aviso ao líder dos dragões: "André, sabemos que gostas de rallys. Mas olha que com este caminho vais acabar por te despistar. Que se jogue dentro do campo. Que não se condicione ninguém. Que se multe quem vive de instigar ao ódio e à divisão entre Norte e Sul. E que se olhe com atenção para o lobo que se veste de cordeiro", concluiu.