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Depois das dúvidas, Presidente da MAG explica 'confusão' nas eleições do Sporting
15 Mar 2026 | 10:36
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23 Nov 2022 | 07:58 |
O processo Cashball continua a fazer correr tinta. Agora foi o Ministério Público (MP) que recorreu para o Tribunal da Relação do Porto da decisão instrutória do mesmo.
No caso, o MP acredita que o Tribunal de Instrução Criminal do Porto "não seguiu a acusação quanto aos crimes de corrupção na forma tentada", além de não ter incluído os arguidos João Gonçalves e Gonçalo Rodriques "pela prática de dois crimes de corrupção ativa na forma consumada", ainda que Paulo Silva tenha de responder pelos mesmos em julgamento.
Anteriormente, recorde-se, o MP havia acusado Paulo Silva, João Gonçalves e Gonçalo Rodrigues - funcionário dos leões na altura -, "pela prática como co-autores e em concurso efetivo" do total de três crimes de corrupção ativa na forma tentada. Esta acusação está relacionado com jogos de andebol e de futebol do Sporting nas épocas 2016/17 e 2017/18.
"Os crimes de corrupção ativa na forma tentada foram objeto de não pronúncia", é deste desfecho que advém o protesto do MP. De resto, a procuradora encarregada do processo deixou tem questões sobre o facto de João Gonçalves e Gonçalo Rodrigues apenas terem sido pronunciados por um crime de corrupção ativa, enquanto o terceiro arguido está acusado pelos três ilícitos mencionados. Com a requisição da "modificação da decisão instrutória", o Ministério Público apela "pronúncia dos três arguidos nos exatos termos da acusação".
Recorde-se que, no caso, Paulo Silva foi pronunciado devido a uma abordagem a Leandro Freire, jogador do Chaves na altura, a quem terá oferecido, alegadamente, 25 mil euros para facilitar a partida frente ao Sporting, em jogos da Liga e da Taça de Portugal. No caso, o jogador "não aceitou o que lhe foi proposto". O empresário vai ainda responder em julgamento por mais dois crimes de corrupção ativa agravada, depois de ações com os árbitros de andebol Roberto Martins e Ivan Caçador.
Já João Gonçalves e Gonçalo Rodrigues, apenas terão de responder sobre o caço com Ivan Caçador - questão com a qual o Ministério Público entra em discórdia.
"A decisão instrutória não deu por indiciado que a abordagem ao jogador de futebol Leandro Freire foi realizada pelo arguido Paulo Silva em execução do acordado por todos os arguidos. Assim como a abordagem realizada ao árbitro (de andebol) Roberto Martins. Contudo, resultaram do inquérito indícios suficientes de acordo dos três arguidos para que o jogador e o árbitro fossem aliciados (…), não se vislumbrando razões para se ter excluído estas duas abordagens do conluio que se reconheceu quanto à abordagem efetiva ao árbitro Ivan Caçador (ou por que razão aconteceria pela vontade e decisão única do arguido Paulo Silva)", realça o Ministério Público no recurso apresentado, sublinhando que a decisão instrutória deve pronunciar "os arguidos nos exatos termos em que estavam acusados".
No que diz respeito ao futebol, os crimes de forma tentada estão relacionados com as abordagens alegadamente planeadas a Pedro Trigueira (Vitória FC), João Aurélio (Vitória SC), Bruno Nascimento (Feirense) e Rúben Lima (Moreirense). "Por consubstanciarem atos preparatórios e não atos de execução", o Tribunal de Instrução Criminal do Porto chegou à conclusão que não teriam "relevância para apurar a responsabilidade criminal dos arguidos", no decorrer, o MP "discorda em absoluto de tal conclusão jurídico-penal sobre aqueles factos, que se constituem em verdadeira tentativa da prática de onze crimes de corrupção ativa".
"Os três arguidos engendraram um plano para intercederem junto de juízes árbitros designados para jogos de andebol em que o Sporting fosse competidor, ou para que este fosse indevidamente beneficiado ou para que os seus competidores fossem indevidamente prejudicados, a troco de concretas quantias de dinheiro a entregar aos árbitros, plano que estenderam a jogadores de futebol de equipas contra as quais o Sporting competisse, prejudicando as suas próprias equipas a favor do Sporting, também a troco de dinheiro, concretamente fixado entre os três arguidos", acrescenta, ainda, o Ministério Público.
Presidente do Clube de Alvalade começou esta quarta-feira, 18 de março, o seu terceiro mandato à frente dos leões (2026-2030). Confira o discurso
18 Mar 2026 | 18:58 |
Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting (2026-2030) com um discurso marcado por balanço, ambição e mensagens fortes sobre o futuro do Clube, realizado no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Logo no arranque, o Presidente reeleito deixou um agradecimento especial a João Palma: "Agradecer ao Dr. João Palma toda a lealdade e coragem nestes dois mandatos. Não apenas eu, mas sobretudo o Sporting Clube de Portugal está-lhe grato para o resto da vida".
Frederico Varandas: "Algo tem de mudar nas eleições de 2030"
Varandas abordou também o processo eleitoral, apontando críticas ao sistema de voto por correspondência: "Temos de refletir quando temos 4 mil pessoas que votaram por correio, mas viram os seus votos inválidos pela complexidade e pelas exigências burocráticas do voto por correspondência. Algo tem de mudar nas eleições de 2030".
O líder leonino destacou a mensagem clara dos associados nas urnas e reforçou o caminho iniciado em 2018: "Os Sócios do Sporting falaram e disseram de sua justiça, de uma forma clara e inequívoca o que querem: querem que o Sporting continue a percorrer o caminho que demos início em setembro de 2018".
Frederico Varandas: "Hoje o Sporting vive das melhores fases da sua existência"
Numa análise ao momento atual, Frederico Varandas sublinhou o sucesso recente: "Hoje o Sporting, a par da época dos Cinco Violinos, vive das melhores fases da sua existência. Mais do que os inúmeros títulos conquistados nestes sete anos, o Sporting voltou a ter uma cultura e mentalidade de vitória".
"Desde 2018 o Sporting é o Clube em Portugal que mais venceu no futebol e nas modalidades. (…) Hoje os sócios do Sporting vivem do presente. Um presente de orgulho e glória. Os Sócios do Sporting são bicampeões nacionais e estamos nas oito melhores equipas da Europa", vincou.
O futuro também foi traçado com um objetivo claro: a modernização do estádio. "Neste terceiro mandato temos um grande objetivo pela frente: terminar uma obra que será emblemática e marcante na história do nosso Clube. Acabar a renovação do nosso estádio e integrar o Alvaláxia no nosso ecossistema, fazendo do Estádio José Alvalade um dos melhores e mais modernos da Europa".
Varandas deixou ainda uma promessa de princípios, mais do que de resultados: "Neste novo mandato, não prometemos nem venceremos sempre. (…) Há uma coisa que posso prometer aos Sócios do Sporting: é que na derrota ou na vitória atuaremos sempre com ética, integridade e dignidade".
Frederico Varandas: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras"
Num tom mais assertivo, o Presidente do Sporting avisou também que o Clube não ficará em silêncio perante ataques: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras, com calúnias e denunciaremos todas as práticas lamentáveis que hoje ainda existem no futebol português. Continuemos a caminhar, continuemos a crescer, continuemos a vencer. A missão continua. Com a mesma força, coragem e honra. Viva o Sporting!".
Clube anuncia começo de 'nova' era, após categórica vitória por parte do ainda Presidente leonino no ato eleitoral frente a Bruno Sá
16 Mar 2026 | 16:46 |
Eleito no sábado com 89,47 por cento dos votos dos sócios, contra os 6,28 por cento de Bruno Sá, Frederico Varandas garantiu o terceiro mandato como presidente do Sporting, preparando-se para liderar os destinos do emblema de Alvalade por mais quatro anos.
Desse mesmo modo, o Clube anunciou que a cerimónia da tomada de posse dos Órgãos Sociais eleitos para o quadriénio 2026-2030 está agendada para esta quarta-feira, dia 18 de março, às 18h00, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Frederico Varandas vai então liderar os destinos do Sporting durante 12 anos, de 2018 a 2030, só ficando atrás de João Rocha (que já ultrapassou como líder mais titulado), que presidiu os destinos do Clube de 1973 a 1986, ou seja, durante 13 anos.
De referir que o dia de sufrágio acabou por revelar uma forte mobilização dos Sportinguistas (Recorde AQUI). O ambiente foi marcado por grande entusiasmo entre os associados e o processo decorreu de forma tranquila. O resultado representa também a maior percentagem obtida por Frederico Varandas em eleições do Sporting.
Em 2018, quando foi eleito pela primeira vez após o turbulento período que se seguiu à crise que envolveu Bruno de Carvalho e à invasão à Academia Cristiano Ronaldo, venceu com 42,32% dos votos. Já em 2022 tinha reforçado a liderança ao alcançar 85,9%, superando então Nuno Sousa e Ricardo Oliveira.
Antigo ‘team manager’ do emblema verde e branco lembra que primeiros tempos de pilar dos leões não foram algo complicados
16 Mar 2026 | 16:34 |
Miguel Salema Garção, Sócio e antigo dirigente do Sporting, não se mostra surpreendido com a vitória categórica de Frederico Varandas no ato eleitoral de sábado. E nem a distância entre os dois candidatos - 89,47% contra 6,28 % - constitui uma surpresa para o gestor, que enalteceu o crescimento do atual dirigente máximo nos últimos anos
Miguel Salema Garção: "Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares"
"Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares. O incumbente tinha um capital adquirido nos dois anteriores mandatos em contraponto com o outro candidato, que, aliás, mostrou coragem e espírito de iniciativa ao ter ido a votos em circunstâncias bastante difíceis", considerou, em declarações ao jornal Record, antes de pormenorizar em que consistia o capital do Presidente reeleito.
"Refiro-me ao histórico de troféus conquistados nas várias modalidades, em que se destaca o futebol profissional e a notoriedade daí adjacente", ilustrou Salema Garção, avaliando, de seguida, a longevidade de Frederico Varandas no cargo.
Miguel Salema Garção: "É verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas"
"O início do primeiro mandato de Frederico Varandas foi conturbado. Não se imaginaria, nessa altura, que pudesse ter o caminho que veio a percorrer. Creio que há um ciclo antes da covid e outra pós-covid, ou, se preferirmos, antes de Amorim e depois de Amorim".
Ao concluir, o antigo dirigente evitou comparações com o presidente que hoje dá nome à 'casa das modalidades' do Clube: "O presidente João Rocha marcou a história e várias gerações do do Sporting. Os tempos eram outros. Basta, por exemplo, assinalar que, nesses tempos, não havia o contexto digital. Hoje, há. Com o mandato que agora se inicia, é verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas."