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Clube
16 Fev 2024 | 09:56 |
Hélder Amaral não tem dúvidas de que a condenação de César Boaventura deveria ter consequências desportivas para o Benfica. Em declarações exclusivas ao Leonino, o antigo deputado do CDS/PP, entre 2002 e 2019, defende, ainda, que o Sporting deve tomar posição sobre o tema, dado que é um dos principais prejudicados.
“Devia ter existido uma reação firme quer da Liga quer da Federação Portuguesa de Futebol. O caso deve ser um exemplo e as suas consequências devem servir para a prevenção geral. Como podem as entidades que tutelam o futebol exigir para si auto-regulação e autonomia na gestão desportiva e disciplinar e não atuar de forma exemplar neste caso?”, começa por referir Hélder Amaral.
“O que faltou para não levarem a sério as denúncias dos principais atores da atividade que tutelam, concretamente os jogadores do Rio Ave Cássio e Marcelo, quando confirmaram a abordagem ilícita de César Boaventura, no caso do guarda-redes de 60.000€? Não se pode aceitar que perante isto tudo fique na mesma”, refere o conhecido adepto do Sporting.
“Benfica tem tido sorte”
“O Benfica tem tido sorte: os inspetores da PJ e o Ministério Público que lhe cabe têm um perfil de atuação diferente dos inspetores e procuradores que foram à Madeira fazer buscas às empresas e políticos locais”, afirma, com ironia, Hélder Amaral.
“Nos vários processos do Benfica, apesar de estarem envolvidos altos funcionários ou agentes beneméritos que atuam em nome do Benfica, parece que não se consegue provar o eventual favorecimento ou interesse do Benfica. Pelos vistos é tudo tão estranho ao Benfica que não se dão ao trabalho de proteger o seu bom nome. Estava à espera de uma ação contra César Boaventura por uso abusivo da instituição Benfica”, atira o antigo deputado do CDS/PP, entre 2002 e 2009.
“Rui Costa sabia ou devia saber”
“Nesta e noutras situações é minha convicção que Rui Costa sabia ou devia saber, sob pena de não poder garantir que, neste momento, esteja alguém, mais uma vez por mero amor clubista, a cometer atentados à verdade desportiva em seu nome”, defende Hélder Amaral.
“Mesmo que não se consiga provar a ligação do Benfica aos vários casos tornados públicos, o envolvimento da instituição a que preside deixa um rasto de suspeitas, de uma prática reiterada e de vários silêncios cúmplices que mancham o seu mandato e que podem ofuscar ou pôr em causa possíveis sucessos desportivos”, atira o adepto do Clube de Alvalade.
Posição do Sporting? “Não percebo qual a razão para o Clube abdicar de se constituir assistente em processos que afetam a instituição Sporting”
“Em vários momentos o Sporting foi o farol na luta pela melhoria do futebol nas suas mais variadas vertentes. Esperava que pudesse manter a liderança nesse combate. Sempre nos assumimos diferentes de outros nesse aspeto, e convinha ser consequente com esse princípio”, declara Hélder Amaral.
“Não percebo qual a razão para o Clube abdicar de se constituir assistente em processos que afetam a instituição Sporting, não percebo o receio ou a crença em que a Liga ou a FPF possa vir a agir de forma diferente do que fizeram até aqui. A condenação em primeira instância de César Boaventura por três crimes de corrupção no desporto cometidos a favor do Benfica é a confirmação do quão doente está o futebol português”, considera o antigo deputado.
“Em causa estão atos que ferem gravemente a verdade desportiva das competições e que no caso podem ter prejudicado diretamente os interesses do Sporting, ou no mínimo contribuem para alimentar suspeições sobre o que determinou a classificação do campeonato na época em que foram cometidos. Tenho quase a certeza de que a direção do Clube não acredita que tais ações tenham resultado exclusivamente da vontade individual do condenado. Espero que o Sporting exija que a justiça desportiva os avalie devidamente, apure responsabilidades e aja em conformidade”, finaliza Hélder Amaral.
Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas
30 Jul 2026 | 12:51 |
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.
O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.
"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.
Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.
Veja a publicação:
Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios
26 Jul 2026 | 10:25 |
A Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados. No final da sessão, Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios.
"Foi um dia de Sporting cheio de participação e de espírito Leonino que culminou, já fora da AG, com a vitória do Sporting no seu jogo de apresentação. Além de a AG ter enchido de orgulho os Sócios, que assim participaram na vida do Clube, tivemos também a coincidência de termos alcançado a vitória no Troféu Cinco Violinos".
Ao todo, participaram na votação 2.408 sócios, correspondentes a 14.208 votos, sendo que o orçamento de rendimentos, gastos e investimentos para o exercício de 2026/27 foi aprovado com 2.118 votos a favor, 265 contra e 25 votos brancos ou nulos.
As contas consolidadas relativas ao exercício económico de 2024/25 também receberam luz verde, ao recolherem 2.219 votos favoráveis, 157 contra e 32 votos brancos ou nulos. Na mesma sessão, os sócios aprovaram ainda a aquisição do espaço correspondente ao Holmes Place Alvalade, no Estádio José Alvalade, por 8,7 milhões de euros, com 2.270 votos a favor, 125 contra e 13 votos brancos ou nulos.
O quarto e último ponto da ordem de trabalhos incidiu sobre a criação de uma nova categoria de sócio, definindo os respetivos direitos e deveres. A proposta foi aprovada com 1.591 votos favoráveis, 778 contra e 39 votos brancos ou nulos, encerrando uma AG em que todas as medidas apresentadas obtiveram aprovação.
Pedro Almeida Cabral considerou que a votação demonstra a confiança dos associados na atual liderança do Clube: "Não nos compete a nós fazer ponderações políticas sobre o estado do Clube e sobre o grau de adesão dos Sócios às propostas. Ainda assim, posso dizer que me parece evidente que estes resultados demonstram uma confiança acentuada no mandato desta Direção. Demonstra que o Clube está unido", afirmou. Antes da reunião magna, Frederico Varandas falou do mercado.
Depois de longas negociações e vários avanços e recuos, leões estão prestes a oficializar uma decisão que promete marcar arranque da nova época
25 Jul 2026 | 15:17 |
O Sporting está prestes a oficializar uma das decisões mais aguardadas pelos adeptos nos últimos anos. Após um longo processo de negociações, marcado por avanços, recuos e várias reuniões entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os representantes dos Grupos Organizados de Adeptos, os leões vão voltar a contar com um protocolo conjunto com as quatro claques do Clube.
O entendimento permitirá o regresso da histórica Curva Sul ao Estádio José Alvalade, uma mudança muito desejada por muitos sportinguistas. O acordo deverá ser anunciado antes do jogo de apresentação frente ao Mónaco e prevê a assinatura de um protocolo com Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, algo inédito desde a chegada da atual Direção.
Além do regresso da Curva Sul, o Sporting será também o primeiro clube em Portugal a implementar o modelo de safe standing no estádio. Em condições normais, as claques ficarão concentradas entre os setores A12 e A16, embora o Directivo Ultras XXI opte por manter uma parte dos seus elementos na Superior Norte.
O novo protocolo surge quase sete anos depois da rutura entre a Direção e as claques, ocorrida em 2019, na sequência dos acontecimentos que se seguiram ao caso de Alcochete e aos protestos dirigidos a Frederico Varandas. Desde então, a relação entre ambas as partes atravessou momentos de grande tensão, com manifestações, comunicados e várias tentativas falhadas de entendimento.
Nos últimos meses, porém, o diálogo intensificou-se e permitiu desbloquear vários dos principais pontos de discórdia, incluindo a situação das conhecidas "casinhas" das claques. Com o acordo praticamente fechado, o Sporting acredita que abre uma nova fase na relação com os adeptos organizados, reforçando o ambiente em Alvalade para a temporada 2026/27.
Sporting prepara choque entre os grandes: Quotas podem ficar acima de Benfica e Porto
17 Jul 2026 | 16:52