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Villas-Boas admite semelhanças entre Porto e Sporting e afirma 'confronto' com Varandas
09 Out 2026 | 16:05
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14 Fev 2020 | 11:16 |
A Juventude Leonina decidiu terminar com as manifestações e os cânticos contra a Direção do Sporting CP para deixar de ser o foco de destabilização, e promete centrar a sua atuação no apoio às equipas do Sporting do primeiro ao último minuto. “Como sempre fizemos”, diz fonte oficial da claque ao Leonino. A claque fundada em 1976 informou ainda as outras claques da sua posição.
Uma das razões prende-se com o facto de a Juventude Leonina querer deixar de ser o ‘bode expiatório’ para tudo o que de mau está a acontecer no Clube. Em declarações exclusivas ao Leonino, fonte oficial afirma que “não vamos continuar a ser o foco de destabilização. Qualquer coisa que acontece, a culpa é sempre nossa. No fundo, não queremos dar mais armas para que nos ataquem”. Apesar desta vontade, admitem que não conseguem controlar a cem por cento tudo o que acontece. “É impossível dissuadir todo o tipo de situações ainda para mais quando estamos perto de bater o recorde da pior época de sempre. Não podemos obrigar as pessoas a estarem contentes”.
Ontem, 13 de fevereiro, Samico, um dos líderes da Juve Leo, fez uma publicação na rede social Facebook onde escreveu que “fica o compromisso que iremos mudar o chip e voltaremos a ser aquilo que sempre fomos” e condenou “toda e qualquer violência venha ela de onde vier, embora todos saibamos que neste momento ela poderá vir de muitos lados e não só da parte mais fácil de condenar que são as claques”.
A Juventude Leonina desaprova a violência e está preocupada também com a associação que Sócios e adeptos do Sporting CP lhe fazem face às agressões do passado domingo (LER AQUI). “Há uma manifestação de 4.000 pessoas e o foco está em meia dúzia de ‘atrasados’. Está tudo ao contrário. Condenamos a violência. Para bem do Clube, já chega”.
Relativamente à dificuldade em controlar as manifestações de descontentamento que têm vindo a acontecer, a claque defende que “quando tínhamos material de apoio, como por exemplo o megafone, era mais fácil de travar”. No entanto, a Juventude Leonina afirma que “continuamos a não gostar desta Direção, mas da nossa parte, não vai acontecer mais. Agora, as pessoas estão descontentes e é óbvio que podem sempre haver alguns cânticos, mas tentaremos impedir que isso aconteça”.
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Relação tensa
A relação entre a atual Direção do Sporting CP e as claques não tem sido a melhor, e tem vindo a agravar-se. Desde outubro de 2019, depois de Frederico Varandas ter saído do Pavilhão João Rocha sob escolta policial no final do jogo de futsal entre a turma de Alvalade e os Leões de Porto Salvo, a Direção decidiu rescindir os protocolos que tinha celebrado com a Juventude Leonina e com o Directivo Ultras XXI.
Desde então, o clima entre as claques e os responsáveis leoninos só tem vindo a piorar. No passado domingo, após a manifestação convocada pela Juve Leo (LER AQUI), Miguel Afonso e Filipe Osório de Castro foram insultados e agredidos dentro do Multidesportivo (LER AQUI). No próprio dia, a direção verde e branca, pela voz de Frederico Varandas, veio tecer duras acusações aos grupos organizados de adeptos do Clube. Em resposta, a Juventude Leonina condenou as agressões e negou qualquer tipo de envolvimento nos mesmos.
Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade
11 Out 2026 | 22:35 |
Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.
Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.
O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.
O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.
Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou.
Presidente marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão
11 Out 2026 | 10:43 |
Frederico Varandas marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão. O Presidente do Sporting recordou que, logo após ser eleito em 2018, admitiu aos elementos da sua direção que o mandato poderia durar apenas seis meses, caso fosse necessário tomar decisões difíceis.
F. Varandas: "Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos"
"A primeira vez que reunimos depois de eleitos em 2018, todos os meus colegas de Conselho Directivo estavam muito felizes, orgulhosos, mas estraguei aquele ambiente de festa logo aos três minutos. Disse-lhes: Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos, porque vamos fazer o que tem de ser feito", contou.
O dirigente, que participou num painel sobre liderança antes da intervenção do antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, recorreu também à experiência militar para explicar a importância de conhecer os próprios limites e decidir sob pressão. Varandas recordou a missão no Afeganistão e a forma como essas vivências influenciaram a sua maneira de liderar: "Mais do que os resultados, as pessoas seguem valores. O que tiro da minha formação militar (ainda sou capitão do exército com muito orgulho) e da experiência da missão no Afeganistão, com os comandos, é a capacidade de conhecer os meus limites. Somos testados em condições altamente desfavoráveis, tendo de continuar a trabalhar, a decidir sob pressão, muitas vezes nesse limite", afirmou.
Além do mais, relatou ainda um episódio vivido durante uma missão em Kandahar, quando um oficial demonstrou nervosismo antes de uma patrulha numa zona dominada pelos talibãs. "Aprendi que nós, líderes, temos de tomar decisões difíceis. Quando premimos o gatilho, temos medo? Temos. Mas temos, sobretudo, de não transmitir esse medo aos nossos colaboradores, aos nossos soldados", sublinhou.
Varandas - que recentemente deu um estouro em Luís Montenegro - abordou também a sua perspetiva sobre as características necessárias para liderar, afastando a ideia de que a vontade, por si só, permite alcançar qualquer objetivo: "A liderança penso-a exatamente da mesma maneira: temos de ter características inatas para ser um líder com competências e resultados. Todos melhoramos, sim, com treino, mas um verdadeiro líder, que aguenta momentos difíceis... isso nasce connosco".
Durante debate no Parlamento, chefe do Governo utilizou uma metáfora com Clube de Alvalade para visar críticos do seu mandato
10 Out 2026 | 09:47 |
Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto. No final da vitória dos leões por 3-1 frente ao Braga, o Presidente leonino comentou as palavras do primeiro-ministro durante o debate do Orçamento do Estado.
Montenegro, adepto dos dragões, tinha recorrido à história do Sporting para ilustrar a ideia de que as previsões de défice feitas pela oposição poderiam não se concretizar no imediato. O chefe do Governo aludiu à expressão "para o ano é que vai ser", numa referência ao longo período que os leões passaram sem conquistar o título nacional.
Varandas revelou que recebeu várias mensagens sobre o episódio e explicou que só tomou conhecimento exato das declarações durante a deslocação para o jogo com o Braga. "Realmente recebi muitas mensagens sobre o debate quinzenal. Tanto que, na viagem para cá, tive de ver o que realmente tinha sido dito. Não houve nada. Foi uma graçola. Eu não a teria feito, tendo em conta que há milhões de eleitores Sportinguistas", afirmou.
F. Varandas: "Preferia estar mais 19 anos sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros"
O líder do Sporting não ficou, porém, por aí e aproveitou a ocasião para lançar uma farpa ao rival portista, recorrendo à polémica das escutas relacionadas com o Apito Dourado. "Mas essa do clube que ganhava quase, quase... Só queria dizer que estivemos 18 ou 19 anos sem vencer. Mas posso dizer que preferia estar mais 19 sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros", declarou.
Quanto ao jogo, o Sporting venceu o Braga por 3-1 na 8.ª jornada da Liga, depois de ter chegado ao intervalo em desvantagem, graças a um autogolo de Rui Silva, aos 41 minutos. Na segunda parte, Luis Suárez restabeleceu a igualdade aos 66’, de cabeça, e um autogolo de Bernardo Fontes, aos 70’, consumou a reviravolta leonina. Rodrigo Zalazar fechou o resultado aos 81 minutos, com um remate de fora da área.
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09 Out 2026 | 13:31
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09 Out 2026 | 13:04