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HÁ DISCUSSÕES E DISCUSSÕES

Ter cadeiras verdes no estádio, em vez do multicolorido existente, altera em quê a capacidade competitiva da equipa?

Leonino - Onde o Sporting é notícia
Leonino - Onde o Sporting é notícia

18 Mai 2020 | 12:33 |

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Costumo dizer a amigos que os Sócios e adeptos do Sporting são os portugueses mais capazes de analisar e interpretar um Orçamento Geral do Estado, enquanto os homólogos de Benfica e FC Porto não entendem uma linha do documento, mas em contrapartida têm doutoramento com nota alta no curso de ‘festejos de títulos de futebol’. Realmente, sendo nós fiéis seguidores de um clube desportivo, o nosso foco deveria estar nas emoções das competições. E infelizmente não está. Foi para o que nos deu em 1995 (já lá vão 25 anos), quando entrámos na cadeira de ‘constituição e gestão de uma SAD’ e de lá ainda não conseguimos sair. Não por ‘chumbos’ sucessivos, mas sim pela vontade inconsequente de acumularmos ‘pós-graduações’ nas várias áreas ligadas à economia desportiva. ‘Sabemos’ tudo sobre SAD’s, somos ‘especialistas’ em VMOC’s e já qualquer um de nós está ‘capaz’ de elaborar um ‘project finance’. É, por isso, inacreditável que todos juntos tenhamos deixado chegar o Grupo Sporting a um ponto em que o passivo/compromissos financeiros assumidos atinja hoje qualquer coisa como 410 milhões de euros (baixa 40 milhões se deixarmos as VMOC irem para mãos de ‘privados’)! Gostamos mesmo é de discutir. ‘Importa discutir o Sporting’, ouve-se amiúde. Ele é AG’s, congressos, jantares Stromp, almoços, fóruns on-line, artigos nos jornais, enfim, é tudo e mais um par de botas. Resultados? Consequências? As dívidas acumulam-se (descem um ano, sobem no seguinte) e as vitórias no futebol não chegam. Qual a solução? Vamos discutir o Sporting! Das duas, uma: ou discutimos muito e mal, ou andamos a discutir os assuntos errados. Existe ainda uma terceira opção: andam sempre os mesmos a discutir Sporting e não percebem que já se comportam como o ‘cão a correr atrás da própria cauda’. Deixo aqui apenas três exemplos daquilo que, na minha opinião, é de discussão válida ou de perda de tempo, porque medidas estruturais devem ser analisadas, discutidas e, consoante os casos, até votadas. Mas a política de gestão desportiva cabe ao Conselho Directivo e à Comissão Executiva da SAD.


1 – DUPLICAR A ACADEMIA. Na semana que passou foi-nos dado a conhecer um plano ‘sui generis’ de operações. O qual coloca no mesmo saco uma medida estrutural com outras que considero como operações de gestão corrente. É-nos dito por André Bernardo, administrador da SAD, que com a execução deste plano o futebol ficará com condições para nos dar mais de dois títulos nos próximos 20 anos. Desculpem a minha ignorância e incapacidade para discutir certas matérias, mas pergunto: ter cadeiras verdes no estádio, em vez do multicolorido existente, altera em quê a capacidade competitiva da equipa? Ter uma fantástica rede de wi-fi permite aos jogadores fazerem upload de golos na baliza adversária? Colocar as zonas ‘corporate’ em ‘fast track’ implica positivamente com a velocidade de jogo da equipa? Vou passar por cima do ridículo que foi ver o mesmo André Bernardo vir dois dias depois dar um passo atrás e desdizer o prazo de dois anos como o garantido para a execução da obra, tudo por causa desse ‘bicho’ inimigo do Sporting que se chama COVID-19 (é o novo bode expiatório para tudo o que der jeito). Ora, aquele plano tem, na verdade, uma medida estrutural de impacto, e esse sim, deveria ser alvo de análise e discussão. Falo da duplicação da Academia de Alcochete. E porque considero que esta é uma matéria de análise ponderada? Desde logo porque não está claro se os terrenos foram/serão comprados ou alugados. Se forem comprados: faz-se a aquisição com recurso a crédito ou existem capitais próprios para aumentar o património? Se forem alugados: é de renda progressiva ou estável e a quantos anos, por exemplo? E os 10 milhões para a construção do espaço? Temo-los ou vamos pedir crédito? E o que nos diz o caderno de encargos em relação ao aumento dos custos totais de manutenção da nova mega-Academia? Dizer-se que com esta obra o Sporting vai ganhar mais campeonatos é algo que fica no domínio das intenções/desejos, ou seja, a argumentação vale o que vale. Mas o que teremos por certo (ou incerto…) é o custo da obra e o aumento dos custos fixos de operação no futuro. Não estou a dizer que sou contra, bem pelo contrário, pretendo apenas chamar à atenção para o facto de terem sido investimentos mal calculados no passado a colocar-nos na situação presente, em que o passivo do Grupo Sporting assusta e não é sequer de resolução fácil e rápida.


2 – A QUESTÃO INSTITUCIONAL. Dois temas foram colocados na agenda leonina na semana que passou, os quais se juntaram a outro mais antigo. Comecemos pelos mais recentes, até porque se ligam no tema ‘revisão estatutária’: os Sócios Miguel Poiares Maduro e Samuel Almeida defenderam em artigos publicados em diferentes jornais uma revisão de estatutos, por forma a que estes possam acomodar a limitação de mandatos dos presidentes do Conselho Diretivo. Lamento voltar a ser do contra, embora considere que tratando-se de um assunto estrutural e fraturante, mereça toda a discussão. Sou contra desde logo pela sua inconsequência, ou seja, João Rocha foi o último Presidente a conseguir fazer três mandatos e depois dele nenhum líder completou, sequer, o segundo à frente dos destinos do Clube. Ora, se esta instabilidade real e consecutiva de 1986 é apontada como o principal factor que concorre para o atraso sistemático do Sporting em relação aos rivais diretos, então, como prioridade, deveríamos era discutir e trabalhar a forma de garantirmos maior estabilidade diretiva. Imaginemos que pegamos no exemplo da Presidência da República e lavramos nos estatutos que os mandatos só poderão ser renovados uma vez (para um total de 8 anos, ou mesmo 10 se os mandatos passarem a 5 anos). Pergunto: se esse Presidente nos der as vitórias, nos colocar no caminho do êxito pretendido por todos, vamos mandá-lo embora porque pode tornar-se num ‘Imperador’? Tenham juízo! Depois, o Sócio Samuel Almeida reclama uma revisão estatutária com outra amplitude. Concordo. Também não gosto destes estatutos, mas cumpro-os. Acho que tem várias lacunas e potencia uma série de problemas. Na altura própria falarei do assunto. Creio até que será bem mais depressa do que possamos julgar, porque o Presidente da MAG, e outros elementos do Clube, já deram conta de um desejo ‘urgente’ que não passará disso mesmo sem aprovação da AG: o ‘i-voting’, ou voto electrónico, nas AG’s, uma vez que os estatutos só aceitam esta forma de votação para AG’s eleitorais. A não ser que Rogério Alves volte a ignorar aquilo que está escrito e decida, como tanto gosta, fazer mais uma interpretação livre das leis do Clube.


 

3 – O FUTURO DO FUTEBOL. Aqui está uma matéria que não pode nem deve ser discutida por Sócios e adeptos. A estes cabe eleger um Conselho Diretivo, o qual por sua vez escolherá a Comissão Executiva (CE) da SAD. Esta CE passa a ter assim toda a legitimidade para definir o rumo a dar ao futebol. Ao fim de quatro anos os Sócios, com a força do voto, logo decidirão se devem, ou não, manter nas mãos desses dirigentes a estratégia para a modalidade. E aqui reside a grande vantagem em ser o Clube a deter a maioria da SAD: na pior das hipóteses, a cada quatro anos podem ser escolhidos novos rumos. Isto para dizer que não pode (ou não deve) entrar na esfera ‘pública’ a discussão sobre se a aposta do futebol tem de passar pela formação própria, pelo scouting internacional, pela contratação de ‘certezas’ do mercado nacional ou do mercado internacional. Bem sei que todos os dias se vendem muitas teorias de sucesso para uma equipa de futebol, mas, um pouco menos ignorante nesta matéria, digo apenas que o sucesso no jogo prende-se maioritariamente com o treinador. Logo, é ele quem deve ser o ‘farol’ no momento das contratações. Se for muito competente consegue potenciar um grupo de bons jogadores, mas não vai a lado nenhum se existir pouca qualidade no grupo. Já um mau treinador, mesmo tendo um grupo de craques, poucas vezes tem sucesso.



Clube

Conhecidos resultados oficiais da AG do Sporting: Adepto castigado 20 meses

Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade

Sócios do Sporting estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na Assembleia Geral Comum Ordinária e Extraordinária
Sócios do Sporting estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na Assembleia Geral Comum Ordinária e Extraordinária

11 Out 2026 | 22:35 |

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Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.


Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.


O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.


O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.

Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou. 



Clube

Varandas esteve com Obama e conta que achou que podia ficar apenas 6 meses no Sporting

Presidente marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão

Frederico Varandas, Presidente do Sporting, marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, juntamente com Barack Obama
Frederico Varandas, Presidente do Sporting, marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, juntamente com Barack Obama

11 Out 2026 | 10:43 |

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Frederico Varandas marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão. O Presidente do Sporting recordou que, logo após ser eleito em 2018, admitiu aos elementos da sua direção que o mandato poderia durar apenas seis meses, caso fosse necessário tomar decisões difíceis.


F. Varandas: "Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos"


"A primeira vez que reunimos depois de eleitos em 2018, todos os meus colegas de Conselho Directivo estavam muito felizes, orgulhosos, mas estraguei aquele ambiente de festa logo aos três minutos. Disse-lhes: Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos, porque vamos fazer o que tem de ser feito", contou.


O dirigente, que participou num painel sobre liderança antes da intervenção do antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, recorreu também à experiência militar para explicar a importância de conhecer os próprios limites e decidir sob pressão. Varandas recordou a missão no Afeganistão e a forma como essas vivências influenciaram a sua maneira de liderar: "Mais do que os resultados, as pessoas seguem valores. O que tiro da minha formação militar (ainda sou capitão do exército com muito orgulho) e da experiência da missão no Afeganistão, com os comandos, é a capacidade de conhecer os meus limites. Somos testados em condições altamente desfavoráveis, tendo de continuar a trabalhar, a decidir sob pressão, muitas vezes nesse limite", afirmou.

Além do mais, relatou ainda um episódio vivido durante uma missão em Kandahar, quando um oficial demonstrou nervosismo antes de uma patrulha numa zona dominada pelos talibãs. "Aprendi que nós, líderes, temos de tomar decisões difíceis. Quando premimos o gatilho, temos medo? Temos. Mas temos, sobretudo, de não transmitir esse medo aos nossos colaboradores, aos nossos soldados", sublinhou.


Varandas - que recentemente deu um estouro em Luís Montenegro - abordou também a sua perspetiva sobre as características necessárias para liderar, afastando a ideia de que a vontade, por si só, permite alcançar qualquer objetivo: "A liderança penso-a exatamente da mesma maneira: temos de ter características inatas para ser um líder com competências e resultados. Todos melhoramos, sim, com treino, mas um verdadeiro líder, que aguenta momentos difíceis... isso nasce connosco".


Clube

Varandas dá estouro em Montenegro; Líder do Sporting mete primeiro-ministro no bolso e arrasa Porto

Durante debate no Parlamento, chefe do Governo utilizou uma metáfora com Clube de Alvalade para visar críticos do seu mandato

Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto
Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto

10 Out 2026 | 09:47 |

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Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto. No final da vitória dos leões por 3-1 frente ao Braga, o Presidente leonino comentou as palavras do primeiro-ministro durante o debate do Orçamento do Estado.


Montenegro, adepto dos dragões, tinha recorrido à história do Sporting para ilustrar a ideia de que as previsões de défice feitas pela oposição poderiam não se concretizar no imediato. O chefe do Governo aludiu à expressão "para o ano é que vai ser", numa referência ao longo período que os leões passaram sem conquistar o título nacional.


Varandas revelou que recebeu várias mensagens sobre o episódio e explicou que só tomou conhecimento exato das declarações durante a deslocação para o jogo com o Braga. "Realmente recebi muitas mensagens sobre o debate quinzenal. Tanto que, na viagem para cá, tive de ver o que realmente tinha sido dito. Não houve nada. Foi uma graçola. Eu não a teria feito, tendo em conta que há milhões de eleitores Sportinguistas", afirmou.


F. Varandas: "Preferia estar mais 19 anos sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros"

O líder do Sporting não ficou, porém, por aí e aproveitou a ocasião para lançar uma farpa ao rival portista, recorrendo à polémica das escutas relacionadas com o Apito Dourado. "Mas essa do clube que ganhava quase, quase... Só queria dizer que estivemos 18 ou 19 anos sem vencer. Mas posso dizer que preferia estar mais 19 sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros", declarou.


Quanto ao jogo, o Sporting venceu o Braga por 3-1 na 8.ª jornada da Liga, depois de ter chegado ao intervalo em desvantagem, graças a um autogolo de Rui Silva, aos 41 minutos. Na segunda parte, Luis Suárez restabeleceu a igualdade aos 66’, de cabeça, e um autogolo de Bernardo Fontes, aos 70’, consumou a reviravolta leonina. Rodrigo Zalazar fechou o resultado aos 81 minutos, com um remate de fora da área.


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