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Sporting mostra-se "tão grande como os maiores da Europa" e atinge feito inédito em Portugal
10 Abr 2026 | 17:52
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18 Mai 2020 | 12:33 |
Costumo dizer a amigos que os Sócios e adeptos do Sporting são os portugueses mais capazes de analisar e interpretar um Orçamento Geral do Estado, enquanto os homólogos de Benfica e FC Porto não entendem uma linha do documento, mas em contrapartida têm doutoramento com nota alta no curso de ‘festejos de títulos de futebol’. Realmente, sendo nós fiéis seguidores de um clube desportivo, o nosso foco deveria estar nas emoções das competições. E infelizmente não está. Foi para o que nos deu em 1995 (já lá vão 25 anos), quando entrámos na cadeira de ‘constituição e gestão de uma SAD’ e de lá ainda não conseguimos sair. Não por ‘chumbos’ sucessivos, mas sim pela vontade inconsequente de acumularmos ‘pós-graduações’ nas várias áreas ligadas à economia desportiva. ‘Sabemos’ tudo sobre SAD’s, somos ‘especialistas’ em VMOC’s e já qualquer um de nós está ‘capaz’ de elaborar um ‘project finance’. É, por isso, inacreditável que todos juntos tenhamos deixado chegar o Grupo Sporting a um ponto em que o passivo/compromissos financeiros assumidos atinja hoje qualquer coisa como 410 milhões de euros (baixa 40 milhões se deixarmos as VMOC irem para mãos de ‘privados’)! Gostamos mesmo é de discutir. ‘Importa discutir o Sporting’, ouve-se amiúde. Ele é AG’s, congressos, jantares Stromp, almoços, fóruns on-line, artigos nos jornais, enfim, é tudo e mais um par de botas. Resultados? Consequências? As dívidas acumulam-se (descem um ano, sobem no seguinte) e as vitórias no futebol não chegam. Qual a solução? Vamos discutir o Sporting! Das duas, uma: ou discutimos muito e mal, ou andamos a discutir os assuntos errados. Existe ainda uma terceira opção: andam sempre os mesmos a discutir Sporting e não percebem que já se comportam como o ‘cão a correr atrás da própria cauda’. Deixo aqui apenas três exemplos daquilo que, na minha opinião, é de discussão válida ou de perda de tempo, porque medidas estruturais devem ser analisadas, discutidas e, consoante os casos, até votadas. Mas a política de gestão desportiva cabe ao Conselho Directivo e à Comissão Executiva da SAD.
1 – DUPLICAR A ACADEMIA. Na semana que passou foi-nos dado a conhecer um plano ‘sui generis’ de operações. O qual coloca no mesmo saco uma medida estrutural com outras que considero como operações de gestão corrente. É-nos dito por André Bernardo, administrador da SAD, que com a execução deste plano o futebol ficará com condições para nos dar mais de dois títulos nos próximos 20 anos. Desculpem a minha ignorância e incapacidade para discutir certas matérias, mas pergunto: ter cadeiras verdes no estádio, em vez do multicolorido existente, altera em quê a capacidade competitiva da equipa? Ter uma fantástica rede de wi-fi permite aos jogadores fazerem upload de golos na baliza adversária? Colocar as zonas ‘corporate’ em ‘fast track’ implica positivamente com a velocidade de jogo da equipa? Vou passar por cima do ridículo que foi ver o mesmo André Bernardo vir dois dias depois dar um passo atrás e desdizer o prazo de dois anos como o garantido para a execução da obra, tudo por causa desse ‘bicho’ inimigo do Sporting que se chama COVID-19 (é o novo bode expiatório para tudo o que der jeito). Ora, aquele plano tem, na verdade, uma medida estrutural de impacto, e esse sim, deveria ser alvo de análise e discussão. Falo da duplicação da Academia de Alcochete. E porque considero que esta é uma matéria de análise ponderada? Desde logo porque não está claro se os terrenos foram/serão comprados ou alugados. Se forem comprados: faz-se a aquisição com recurso a crédito ou existem capitais próprios para aumentar o património? Se forem alugados: é de renda progressiva ou estável e a quantos anos, por exemplo? E os 10 milhões para a construção do espaço? Temo-los ou vamos pedir crédito? E o que nos diz o caderno de encargos em relação ao aumento dos custos totais de manutenção da nova mega-Academia? Dizer-se que com esta obra o Sporting vai ganhar mais campeonatos é algo que fica no domínio das intenções/desejos, ou seja, a argumentação vale o que vale. Mas o que teremos por certo (ou incerto…) é o custo da obra e o aumento dos custos fixos de operação no futuro. Não estou a dizer que sou contra, bem pelo contrário, pretendo apenas chamar à atenção para o facto de terem sido investimentos mal calculados no passado a colocar-nos na situação presente, em que o passivo do Grupo Sporting assusta e não é sequer de resolução fácil e rápida.
2 – A QUESTÃO INSTITUCIONAL. Dois temas foram colocados na agenda leonina na semana que passou, os quais se juntaram a outro mais antigo. Comecemos pelos mais recentes, até porque se ligam no tema ‘revisão estatutária’: os Sócios Miguel Poiares Maduro e Samuel Almeida defenderam em artigos publicados em diferentes jornais uma revisão de estatutos, por forma a que estes possam acomodar a limitação de mandatos dos presidentes do Conselho Diretivo. Lamento voltar a ser do contra, embora considere que tratando-se de um assunto estrutural e fraturante, mereça toda a discussão. Sou contra desde logo pela sua inconsequência, ou seja, João Rocha foi o último Presidente a conseguir fazer três mandatos e depois dele nenhum líder completou, sequer, o segundo à frente dos destinos do Clube. Ora, se esta instabilidade real e consecutiva de 1986 é apontada como o principal factor que concorre para o atraso sistemático do Sporting em relação aos rivais diretos, então, como prioridade, deveríamos era discutir e trabalhar a forma de garantirmos maior estabilidade diretiva. Imaginemos que pegamos no exemplo da Presidência da República e lavramos nos estatutos que os mandatos só poderão ser renovados uma vez (para um total de 8 anos, ou mesmo 10 se os mandatos passarem a 5 anos). Pergunto: se esse Presidente nos der as vitórias, nos colocar no caminho do êxito pretendido por todos, vamos mandá-lo embora porque pode tornar-se num ‘Imperador’? Tenham juízo! Depois, o Sócio Samuel Almeida reclama uma revisão estatutária com outra amplitude. Concordo. Também não gosto destes estatutos, mas cumpro-os. Acho que tem várias lacunas e potencia uma série de problemas. Na altura própria falarei do assunto. Creio até que será bem mais depressa do que possamos julgar, porque o Presidente da MAG, e outros elementos do Clube, já deram conta de um desejo ‘urgente’ que não passará disso mesmo sem aprovação da AG: o ‘i-voting’, ou voto electrónico, nas AG’s, uma vez que os estatutos só aceitam esta forma de votação para AG’s eleitorais. A não ser que Rogério Alves volte a ignorar aquilo que está escrito e decida, como tanto gosta, fazer mais uma interpretação livre das leis do Clube.
3 – O FUTURO DO FUTEBOL. Aqui está uma matéria que não pode nem deve ser discutida por Sócios e adeptos. A estes cabe eleger um Conselho Diretivo, o qual por sua vez escolherá a Comissão Executiva (CE) da SAD. Esta CE passa a ter assim toda a legitimidade para definir o rumo a dar ao futebol. Ao fim de quatro anos os Sócios, com a força do voto, logo decidirão se devem, ou não, manter nas mãos desses dirigentes a estratégia para a modalidade. E aqui reside a grande vantagem em ser o Clube a deter a maioria da SAD: na pior das hipóteses, a cada quatro anos podem ser escolhidos novos rumos. Isto para dizer que não pode (ou não deve) entrar na esfera ‘pública’ a discussão sobre se a aposta do futebol tem de passar pela formação própria, pelo scouting internacional, pela contratação de ‘certezas’ do mercado nacional ou do mercado internacional. Bem sei que todos os dias se vendem muitas teorias de sucesso para uma equipa de futebol, mas, um pouco menos ignorante nesta matéria, digo apenas que o sucesso no jogo prende-se maioritariamente com o treinador. Logo, é ele quem deve ser o ‘farol’ no momento das contratações. Se for muito competente consegue potenciar um grupo de bons jogadores, mas não vai a lado nenhum se existir pouca qualidade no grupo. Já um mau treinador, mesmo tendo um grupo de craques, poucas vezes tem sucesso.
Leões voltaram a aparecer ligados a um processo disciplinar que também envolve o sócio do Benfica e o presidente do Porto
14 Abr 2026 | 16:37 |
O Conselho de Disciplina da FPF decidiu avançar com a junção de dois processos disciplinares que envolvem o presidente do Porto, André Villas-Boas, após queixas apresentadas em momentos distintos. O caso passou agora para análise conjunta na Comissão de Instrutores, devido à ligação entre as participações.
De um lado está uma participação disciplinar apresentada pelo Sporting, que motivou a abertura de um processo inicial por parte da Secção Profissional do Conselho de Disciplina. Do outro, surge a queixa de João Diogo Manteigas, candidato à presidência do Benfica, que também contestou declarações feitas pelo líder portista na revista Dragões, considerando-as lesivas da sua honra.
A decisão do Conselho de Disciplina foi juntar ambos os processos por existirem factos e conteúdos relacionados entre si. Esta acumulação visa permitir uma análise mais uniforme e coerente das queixas apresentadas contra André Villas-Boas. O dirigente será agora notificado e chamado a prestar esclarecimentos formais no âmbito do procedimento.
Em causa estão declarações proferidas pelo presidente do Porto em contexto público, incluindo passagens polémicas publicadas na Revista Dragões, que motivaram reações por parte dos queixosos. O processo segue agora para a fase de instrução, onde serão avaliadas todas as provas e argumentos apresentados pelas partes envolvidas.
Vale lembrar que o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol instaurou um processo disciplinar Alberto Costa, jogador do Porto, também após uma queixa do Sporting. Em causa está um incidente ocorrido durante o jogo contra o Famalicão, que terminou empatado a duas bolas, onde supostamente o lateral dos dragões terá cuspido no avançado Sorriso.
Presente na primeira edição do Torneio Aurélio Pereira, este domingo, Presidente leonino falou sobre a atualidade verde e branca
12 Abr 2026 | 16:11 |
Presente no I Torneio Aurélio Pereira, Frederico Varandas considera que o Sporting vive um dos melhores momentos da história. O líder leonino destacou as campanhas europeias de diferentes modalidades leoninas para sustentar a ideia de um momento de pujança.
Frederico Varandas: "Vive-se um dos melhores momentos na história do Sporting"
"Eu acho que é dos melhores momentos da história do Clube. Tem três equipas nos quartos de final da Champions League, em futebol, andebol e hóquei. Temos ainda o futsal nas meias-finais. Isto mostra a consolidação de um projeto desportivo e mostra, inequivocamente, que é um dos melhores momentos da história. Está num momento pujante. Promove não só o desporto, mas também os valores do Sporting", começou por dizer o presidente leonino.
"Queremos estar na decisão das competições. É um orgulho a campanha europeia que fizemos, estamos entre as oito melhores equipas, e a responsabilidade está toda do lado de lá", acrescentou ainda Frederico Varandas, atirando a pressão para o lado do Arsenal, antes da segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões, depois da vitória inglesa em Alvalade, por 1-0.
Frederico Varandas: "Aurélio Pereira ficará na história do Sporting como uma das pessoas mais queridas e importantes da história do futebol"
O presidente do Sporting falou aos jornalistas após a final da primeira edição do Torneio Aurélio Pereira, no escalão sub-13. O Real Betis conquistou a prova, ao vencer os leões por 4-2. "É a melhor maneira de o homenagear, nestes moldes, com um torneio de referência. Ficará na história do Sporting como uma das pessoas mais queridas e mais importantes da história do futebol. Já agora parabéns ao Betis. Foi a primeira edição do torneio e vamos continuar", garantiu.
Acompanhado pelos embaixadores do torneio, Rui Patrício e Adrien Silva, Frederico Varandas entregou à família de Aurélio Pereira um quadro assinado por todos os jogadores que participaram nesta primeira edição. Um presente recebido pelo irmão do homenageado, Carlos Pereira, pelas filhas Mafalda e Rute, e também pelos netos Tomás e Filipe.
Líder máximo dos verdes e brancos endereçou as recentes palavras do homólogo portista, à margem do Torneio Aurélio Pereira, este domingo
12 Abr 2026 | 14:25 |
Frederico Varandas respondeu às declarações de André Villas-Boas, revelando também um episódio ocorrido na reunião na Federação Portuguesa de Futebol, depois de o dirigente portista ter mencionado um pedido de desculpas do líder leonino. As palavras surgiram no Estádio Universitário de Lisboa, após a final sub-13 do Torneio Aurélio Pereira, onde o Real Betis venceu o Sporting por 4-2. Confira tudo o que disse.
"Villas-Boas também vai dizer publicamente que o Apito Dourado é uma vergonha?"
"Há um ano, estávamos em eleições para a Liga, e os quatro presidentes de Sporting, Benfica, Porto e Braga estiveram com um acompanhante cada - eu, com Salgado Zenha; Rui Costa com Nuno Catarino; Villas-Boas com Pereira da Costa e António Salvador com André Viana - numa reunião num hotel em Gaia, para entrevistarmos os candidatos à presidência, João Fonseca e Reinaldo Teixeira. Quando entrevistámos o agora presidente, Reinaldo Teixeira, Villas-Boas disse: "Uma coisa extremamente importante para nós, Porto, é a verdade desportiva e os casos de justiça. O presidente da Liga tem de ter mão de ferro". Villas-Boas virou-se para Rui Costa e disse: "Isto afeta os dois. Não tenho problemas em dizer que o Apito Dourado e o caso dos e-mails são uma vergonha, por isso queria que o presidente da Liga dissesse que isto não pode voltar a acontecer". Eu agora pergunto: Villas-Boas também vai dizer publicamente que o Apito Dourado é uma vergonha?"
"Mas isso foi antes da visita do Sporting ao Dragão e antes da visita do andebol"
"Houve uma reunião promovida por Pedro Proença com os presidentes de Sporting, Porto, Benfica e Braga. Foi uma reunião positiva, construtiva, para falar de reformas. Proença apelou também aos clubes para que tivessem responsabilidade. Na despedida até pedi desculpa por alguns excessos no passado, nomeadamente com o presidente do Porto. Mas isso foi antes da visita do Sporting ao Dragão e antes da visita do andebol"
"Não vi nenhuma pergunta respondida"
"Ouvi com grande interesse as declarações do presidente do Porto após a reunião com a Ministra. Não vi nenhuma pergunta respondida. Vi um argumento um pouco ridículo, que é comparar o comportamento de um adepto, com comportamentos de uma estrutura profissional. Vi um grave atentado à liberdade de expressão, com condicionamento a comentadores e jornalista, pedia que enviasse para o presidente da associação de jornalistas de desporto, Manuel Queiroz, que estava de férias da Pascoa e não assistiu. E vejo ainda pior, talvez: ainda gozou com o estado clínico do treinador, com a delegada e com um jogador. Não vi nenhuma situação esclarecida"
"E o Sporting vai ficar calado? Então quem defende o Sporting?"
"Reparei que muitas pessoas, até a dizerem que isto já chega para Sporting e Porto. O Sporting não começou nada. Um clube agrediu e outro foi agredido. O Sporting recebe bem as equipas, não passa vídeos nos balneários dos árbitros. Não tem adversários que se sentem mal no Pavilhão João Rocha. Sinto silêncio e inação de quem dirige o desporto. E o Sporting vai ficar calado? Então quem defende o Sporting?".
Confira as declarações na íntegra:
Sporting mostra-se "tão grande como os maiores da Europa" e atinge feito inédito em Portugal
10 Abr 2026 | 17:52
Os "cinco casos" que Varandas levou à Ministra para serem respondidos na polémica Porto - Sporting
02 Abr 2026 | 09:05
Villas-Boas diz que Varandas foi fazer "figurinhas" e ironiza postura do Presidente do Sporting
01 Abr 2026 | 18:47