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Depois das dúvidas, Presidente da MAG explica 'confusão' nas eleições do Sporting
15 Mar 2026 | 10:36
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31 Mar 2020 | 15:21 |
Desde pequena, que sempre me ensinaram um dos maiores lemas do nosso Clube: “O Sporting CP não é para ser usado, é para ser servido”, tal como dizia o nosso Francisco Stromp. Com isso em mente, terminei o curso de Ciências da Comunicação e tinha um objetivo muito específico: servir o Sporting Clube de Portugal. Sorte das sortes, isso aconteceu logo no meu primeiro estágio.
A primeira camisola que vesti profissionalmente foi a Listada verde e branca, em regime de estágio numa fase inicial, ganhando, posteriormente, lugar no onze inicial da redação do tão afamado Jornal Sporting. Desde a publicação de conteúdos jornalísticos no semanário e no site do Clube, à oportunidade de conhecer e lidar com os profissionais do meio foi o que de melhor retiro da experiência que me lançou nos relvados, nas quadras ou até nos rinques.
4 de Setembro de 2017
A 4 de setembro de 2017 dei início ao meu sonho. Entrei, pela primeira vez, na redação do Jornal Sporting como jornalista do Semanário de Clubes mais antigo da Europa.
O sentimento que nos invade neste momento, de estarmos perto de pessoas que trabalham todas por um símbolo, encheu-me o coração e, nas paredes daquele nosso espaço de trabalho – e de amizade leonina – víamos os símbolos e conquistas do nosso Sporting CP, algo que engrandecia ainda mais o nosso trabalho. Éramos uma família dentro de outra grande família, a verde e branca.
Desde esse primeiro dia que percebi algo muito simples, mas com muito significado. Estávamos ali todos por um bem maior, maior que todos nós, maior que todas as nossas diferenças e dúvidas, estávamos ali pelo bem do Sporting Clube de Portugal e, ainda mais que isso, para levar informação a todos os Sportinguistas espalhados pelo mundo. Não existe maior privilégio que esse, digam o que disserem.
Com o passar do tempo, era notória a importância do trabalho que fazíamos. Sempre me disseram que o jornalismo não tinha horários, mas foi aí que o senti na pele. Podia ser das 7 às 3 da manhã, mas sempre com um sorriso na cara. Ah, e quando recebíamos o nosso trabalho impresso em papel de jornal com o nosso nome escrito, para todo o universo leonino? A vontade de trabalhar horas e horas apenas aumentava.
O orgulho de te levar ao peito
Sou Sócia do Clube de Alvalade desde os meus 8 anos de idade. Sim, sou rapariga, tive de lutar contra o preconceito de uma mulher gostar de desporto, querer seguir desporto e querer falar sobre desporto. Mas sabem, nunca senti isso vestida de verde e branco e com aquela credencial ao pescoço. Comecei a conhecer os protagonistas por quem tanto gritava nas bancadas. Pude ter os meus momentos a sós com o meu Estádio e, ainda, com o meu amado Pavilhão João Rocha e, acreditem, não há nada a que possamos dar maior valor que a isso. Vivi a época do pleno das modalidades na quadra do Pavilhão, festejei e trabalhei com eles. Fizeram-me ver que as conquistas não pertencem apenas aos atletas ou aos adeptos, são também daqueles que os acompanham todos os dias. Algo que fiz e que ainda hoje guardo no coração, pois os amigos não se esquecem... e aquilo que todos nós passámos em 2018 juntos no Clube, apenas fez staff e equipas unirem-se. Desabafarem. Estarem juntos.
Foi graças ao meu trabalho ao longo de um ano e meio no Clube que neste momento sou editora de outro grande projeto, o Leonino, apenas de Sportinguistas para Sportinguistas. Hoje, este foi o meu desabafo. O Jornal Sporting comemora o seu 98.º aniversário e não poderia dar-lhe os parabéns sem ser como melhor sei: a escrever e a recordar.
Os meus parabéns, com saudade, com orgulho de ter vestido essa camisola e com uma certeza enorme: a isenção era uma das nossas maiores armas, enquanto o coração era um dos nossos maiores trunfos.
Parabéns, Jornal Sporting, que continues a ser a tradição que tanto caracteriza o nosso Clube.
Presidente do Clube de Alvalade começou esta quarta-feira, 18 de março, o seu terceiro mandato à frente dos leões (2026-2030). Confira o discurso
18 Mar 2026 | 18:58 |
Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting (2026-2030) com um discurso marcado por balanço, ambição e mensagens fortes sobre o futuro do Clube, realizado no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Logo no arranque, o Presidente reeleito deixou um agradecimento especial a João Palma: "Agradecer ao Dr. João Palma toda a lealdade e coragem nestes dois mandatos. Não apenas eu, mas sobretudo o Sporting Clube de Portugal está-lhe grato para o resto da vida".
Frederico Varandas: "Algo tem de mudar nas eleições de 2030"
Varandas abordou também o processo eleitoral, apontando críticas ao sistema de voto por correspondência: "Temos de refletir quando temos 4 mil pessoas que votaram por correio, mas viram os seus votos inválidos pela complexidade e pelas exigências burocráticas do voto por correspondência. Algo tem de mudar nas eleições de 2030".
O líder leonino destacou a mensagem clara dos associados nas urnas e reforçou o caminho iniciado em 2018: "Os Sócios do Sporting falaram e disseram de sua justiça, de uma forma clara e inequívoca o que querem: querem que o Sporting continue a percorrer o caminho que demos início em setembro de 2018".
Frederico Varandas: "Hoje o Sporting vive das melhores fases da sua existência"
Numa análise ao momento atual, Frederico Varandas sublinhou o sucesso recente: "Hoje o Sporting, a par da época dos Cinco Violinos, vive das melhores fases da sua existência. Mais do que os inúmeros títulos conquistados nestes sete anos, o Sporting voltou a ter uma cultura e mentalidade de vitória".
"Desde 2018 o Sporting é o Clube em Portugal que mais venceu no futebol e nas modalidades. (…) Hoje os sócios do Sporting vivem do presente. Um presente de orgulho e glória. Os Sócios do Sporting são bicampeões nacionais e estamos nas oito melhores equipas da Europa", vincou.
O futuro também foi traçado com um objetivo claro: a modernização do estádio. "Neste terceiro mandato temos um grande objetivo pela frente: terminar uma obra que será emblemática e marcante na história do nosso Clube. Acabar a renovação do nosso estádio e integrar o Alvaláxia no nosso ecossistema, fazendo do Estádio José Alvalade um dos melhores e mais modernos da Europa".
Varandas deixou ainda uma promessa de princípios, mais do que de resultados: "Neste novo mandato, não prometemos nem venceremos sempre. (…) Há uma coisa que posso prometer aos Sócios do Sporting: é que na derrota ou na vitória atuaremos sempre com ética, integridade e dignidade".
Frederico Varandas: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras"
Num tom mais assertivo, o Presidente do Sporting avisou também que o Clube não ficará em silêncio perante ataques: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras, com calúnias e denunciaremos todas as práticas lamentáveis que hoje ainda existem no futebol português. Continuemos a caminhar, continuemos a crescer, continuemos a vencer. A missão continua. Com a mesma força, coragem e honra. Viva o Sporting!".
Clube anuncia começo de 'nova' era, após categórica vitória por parte do ainda Presidente leonino no ato eleitoral frente a Bruno Sá
16 Mar 2026 | 16:46 |
Eleito no sábado com 89,47 por cento dos votos dos sócios, contra os 6,28 por cento de Bruno Sá, Frederico Varandas garantiu o terceiro mandato como presidente do Sporting, preparando-se para liderar os destinos do emblema de Alvalade por mais quatro anos.
Desse mesmo modo, o Clube anunciou que a cerimónia da tomada de posse dos Órgãos Sociais eleitos para o quadriénio 2026-2030 está agendada para esta quarta-feira, dia 18 de março, às 18h00, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Frederico Varandas vai então liderar os destinos do Sporting durante 12 anos, de 2018 a 2030, só ficando atrás de João Rocha (que já ultrapassou como líder mais titulado), que presidiu os destinos do Clube de 1973 a 1986, ou seja, durante 13 anos.
De referir que o dia de sufrágio acabou por revelar uma forte mobilização dos Sportinguistas (Recorde AQUI). O ambiente foi marcado por grande entusiasmo entre os associados e o processo decorreu de forma tranquila. O resultado representa também a maior percentagem obtida por Frederico Varandas em eleições do Sporting.
Em 2018, quando foi eleito pela primeira vez após o turbulento período que se seguiu à crise que envolveu Bruno de Carvalho e à invasão à Academia Cristiano Ronaldo, venceu com 42,32% dos votos. Já em 2022 tinha reforçado a liderança ao alcançar 85,9%, superando então Nuno Sousa e Ricardo Oliveira.
Antigo ‘team manager’ do emblema verde e branco lembra que primeiros tempos de pilar dos leões não foram algo complicados
16 Mar 2026 | 16:34 |
Miguel Salema Garção, Sócio e antigo dirigente do Sporting, não se mostra surpreendido com a vitória categórica de Frederico Varandas no ato eleitoral de sábado. E nem a distância entre os dois candidatos - 89,47% contra 6,28 % - constitui uma surpresa para o gestor, que enalteceu o crescimento do atual dirigente máximo nos últimos anos
Miguel Salema Garção: "Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares"
"Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares. O incumbente tinha um capital adquirido nos dois anteriores mandatos em contraponto com o outro candidato, que, aliás, mostrou coragem e espírito de iniciativa ao ter ido a votos em circunstâncias bastante difíceis", considerou, em declarações ao jornal Record, antes de pormenorizar em que consistia o capital do Presidente reeleito.
"Refiro-me ao histórico de troféus conquistados nas várias modalidades, em que se destaca o futebol profissional e a notoriedade daí adjacente", ilustrou Salema Garção, avaliando, de seguida, a longevidade de Frederico Varandas no cargo.
Miguel Salema Garção: "É verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas"
"O início do primeiro mandato de Frederico Varandas foi conturbado. Não se imaginaria, nessa altura, que pudesse ter o caminho que veio a percorrer. Creio que há um ciclo antes da covid e outra pós-covid, ou, se preferirmos, antes de Amorim e depois de Amorim".
Ao concluir, o antigo dirigente evitou comparações com o presidente que hoje dá nome à 'casa das modalidades' do Clube: "O presidente João Rocha marcou a história e várias gerações do do Sporting. Os tempos eram outros. Basta, por exemplo, assinalar que, nesses tempos, não havia o contexto digital. Hoje, há. Com o mandato que agora se inicia, é verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas."