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Após queixa do Porto em relação a Varandas, Presidente do Sporting é absolvido pela FPF
13 Fev 2026 | 11:28
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03 Mar 2020 | 08:31 |
Assisti com natural atenção à tão anunciada reportagem que a TVI transmitiu ontem no Jornal da noite que versou sobre a investigação que a Polícia Judiciária conduziu sobre os vouchers ou kit Eusébio”. No período em que exerci funções como dirigente do Sporting e que acompanhei de perto a equipa de futebol, tendo presença assídua na denominada “zona técnica”, apercebi-me da forma de atuar dos nossos rivais, com especial incidência no Sport Lisboa e Benfica. Temos que nos reportar à data dos factos. Quando a “caixa” nos chegou de forma anónima, já estávamos identificados com o tema, tal como todos aqueles Clubes que têm uma estrutura para o futebol, coisa que o Sporting Clube de Portugal hoje não tem mas isso é análise para outro momento. Ora, à data, o Conselho de Arbitragem, liderado por Vítor Pereira e Ferreira Nunes, afirmou desconhecer a existência destes vouchers. Ou seja, como sabemos, o então Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol que se manteve até Junho de 2016 e, é sabido, tinha uma proximidade assinalável com o Sport Lisboa e Benfica, como o demonstram as presenças assíduas de Ferreira Nunes nos camarotes da Luz. É espantoso como os dirigentes da arbitragem de então não soubessem que, em 38 jornadas entre a Luz e o Seixal, fossem oferecidos durante 3 anos cerca de 2.280 jantares aos seus árbitros e observadores… Ontem senti pena alheia pela forma como o moderador e as duas criaturas, que não são benfiquistas mas fanáticos lampiões, convidados a comentar, branquearam a própria peça jornalística que acabavam de apresentar. A referida peça, por sua vez, tinha já de si várias falhas. Primeiro, não estamos a falar de sete jantares/almoços. São quatro almoços/jantares por interveniente, por jogo, a saber: Árbitro Principal – oferta de 4 jantares Árbitro assistente n.º 1 – oferta de 4 jantares Árbitro assistente n.º 2 – oferta de 4 jantares 4.º Árbitro – oferta de 4 jantares Delegado da Liga 1 – oferta de 4 jantares Delegado da Liga 2 – oferta de 4 jantares Observador dos Árbitros – oferta de 4 jantares Ou seja, o Sport Lisboa e Benfica oferecia por jogo 28 jantares num restaurante de luxo no Terreiro do Paço, em Lisboa, para os intervenientes no jogo ou para quem estes indicassem. Amigos, familiares, eventuais clientes a quem quisessem agradar. Para isso cada voucher tinha um número identificativo, número esse que tinha que ser referido à relações públicas do SL Benfica para que esta fizesse a reserva. A pessoa que quisesse ir jantar tinha que se identificar e naturalmente passaria a estar de alguma forma, mesmo que no seu subconsciente, condicionada ao SL Benfica. É um facto que a grande maioria dos árbitros, delegados ou observadores não os utilizaram. Qual a razão de não os utilizarem? Alguns por desconhecimento da existência do voucher dentro da caixa ou para o que este servia, mas muitos outros porque sabiam o que implicava aceitar esta oferta. O voucher não tinha qualquer restrição. O convite era aberto a quem o utilizasse e sem limite quanto ao consumo. Logo é falso, completamente falso, o argumento do “prato do dia” e o limite dos 35 euros por pessoa, por refeição, que o SL Benfica apresentou como justificação e desculpa ao fim de 15 dias de rebentar o escândalo. É tão falso que, tanto quanto se soube ontem, a Polícia Judiciária e – muito bem – apurou a inverdade das declarações do SL Benfica. A TVI tinha obrigação de fazer bem o seu trabalho jornalístico e apresentar uma peça rigorosa, coisa que não soube ou não quis fazer, desaproveitando uma excelente oportunidade. Mais ainda, a TVI não soube apurar que à data da denúncia em directo do Presidente do Sporting CP, o SL Benfica já não oferecia os vouchers, no Estádio da Luz. Apenas os oferecia no Seixal, nos jogos da equipa B. Curiosamente o SL Benfica, após a denúncia do Sporting Clube de Portugal, retomou a oferta dos vouchers nos jogos do Estádio da Luz. Porquê? Para atabalhoadamente tentar demonstrar uma normalidade que em nada era normal. O que é que aconteceu depois disso? Em primeiro lugar ninguém mais voltou a utilizar qualquer voucher. E porquê? Se não tinha mal nenhum? Em segundo lugar, o kit Eusébio com a oferta do voucher foi descontinuado… Recordo-me de um episódio em que, comentando este assunto da oferta dos vouchers aos nossos parceiros da Major League of Soccer (americanos), a resposta imediata dos mesmos foi: “You can´t do that!!”. Ou seja, qualquer agente desportivo, sobretudo de países civilizados onde a ética desportiva impera, estas práticas de submundo não são toleradas e são severamente punidas. A outra falha da peça da TVI, e cujo branqueamento feito posteriormente pelo moderador e comentadores me deixou ainda mais perplexo, prende-se com a colagem às boas práticas da UEFA. Ora esta instituição e estes procedimentos que conheço porque os vivi durante quase seis anos, em nada se aproximam desta pouca vergonha. A UEFA aceita como válidos artigos de merchandising, de teor simbólico como uma camisola, uma caneca, uma caneta, um boneco de peluche ou outros que o Clube tenha na sua Loja. O valor limite de 300 euros é aplicado para que outros artigos que Clubes ricos pudessem oferecer como relógios, salvas de prata, gadgets, entre outros artigos similares, sejam excluídos. Não foi por acaso que o SL Benfica batalhou, através de Paulo Gonçalves, que nos regulamentos da Liga Portugal não figurasse nenhum valor para ofertas e o Sporting Clube de Portugal, cujo representante era eu, conseguiu aprovar na Assembleia Geral da Liga o valor de 150 euros como limite para ofertas, que ainda está em vigor. Também aqui se demonstra a falta de rigor da peça da TVI. O SL Benfica – e basta consultar as actas e as gravações das Assembleias Gerais da Liga de Clubes – não queria impor limites para conseguir ultrapassar este constrangimento, mas os Clubes Portugueses e muito bem entenderam o contrário. Uma última nota, para ser justo, para o programa posterior da TVI 24 em que Miguel Guedes e José Pina tiveram e utilizaram bem o contraditório e onde o respeito pela verdade desportiva imperou.
Fotografia de Record
Eleições do emblema verde e branco terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março
16 Fev 2026 | 14:28 |
A candidatura de Bruno Sorreluz, mais conhecido por Bruno ‘Sá’, foi oficialmente validada, cumprindo todos os pressupostos exigidos pelos estatutos do Sporting. O empresário, de 45 anos, entregou a lista no dia 12 de fevereiro e vai agora concorrer contra Frederico Varandas.
A novidade foi anunciada pelo próprio Bruno Sá, proprietário do restaurante ‘Cantinho do Sá’, localizado nas imediações do Estádio José Alvalade. O candidato recorreu às redes sociais para partilhar a notícia e agradecer tanto aos apoiantes como àqueles que duvidaram da capacidade da sua equipa em reunir os requisitos necessários.
B. Sorreluz: “É oficial! Vamos a votos"
“É oficial! Vamos a votos. Obrigado a todos os que acreditaram e tornaram possível esta missão, mas um agradecimento também a quem não acreditou e colocou em causa a capacidade da fantástica equipa que me acompanha”.
O empresário - que criticou recentemente Frederico Varandas - sublinhou ainda a preparação da sua equipa para enfrentar a campanha eleitoral: “Conseguir, em tão pouco tempo, os requisitos legais para formalizar a candidatura, mostra que estamos preparados para tudo. Vamos à campanha”, escreveu.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Candidato às próximas eleições do Clube de Alvalade deixou uma mensagem nas redes sociais após a formalização da sua intenção
13 Fev 2026 | 14:36 |
Bruno Sá entregou esta quinta-feira as assinaturas para a oficialização da sua candidatura à presidência do Sporting. E se inicialmente evitou revelar os nomes que integram a sua lista acabou por deixar críticas pelo facto de estes terem sido tornados públicos. Numa mensagem nas redes sociais da sua candidatura intitulada "há momentos na vida em que o silêncio deixa de ser opção", o candidato não se deixou ficar.
"Minutos depois [de falar aos jornalistas], os nomes que integram as listas da minha candidatura já circulavam em grupos de WhatsApp e, de seguida, na Imprensa, quando estavam apenas na posse de quem os recebeu oficial e confidencialmente", frisou, garantindo: "Já manifestei, por telefone, o meu profundo desagrado ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. João Palma."
"Como pode um candidato sentir confiança?"
"Como pode um candidato sentir confiança num processo em que informação sensível é exposta desta forma? Que garantias existem? Situações destas podem configurar uma violação grave dos deveres institucionais de reserva, confidencialidade e proteção de dados pessoais", escreve.
"A verdade é que este episódio não surge isolado. Tenho aguentado, em nome da elevação e do respeito pelo Sporting, um conjunto de situações que preferi não expor publicamente. Mas o que aconteceu hoje ultrapassa todos os limites", lançou, considerando que o episódio, que "ultrapassa todos os limites, não surge isolado", atirando: "Qual é o receio de eu ir a votos?", questionou Bruno Sá.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Confira a publicação:
Antigo administrador da SAD leonina, entre 2016 e 2022, anuncia razões de não ser adversário de Frederico Varandas no ato eleitoral do Clube
13 Fev 2026 | 13:10 |
O prazo para a entrega de candidaturas no Sporting esgotou-se esta quinta-feira e o Clube vai a votos no próximo dia 14 de março para escolher entre os projetos de Frederico Varandas e Bruno Sá - que explicou recentemente a intenção da sua candidatura. Após ponderação, Nuno Correia da Silva decidiu não entrar na corrida eleitoral em 2026 mas admite que gostava de ver uma estrutura “mais participado pelos Sócios".
"O Sporting tem imensos sócios e adeptos que não estão a ser aproveitados"
“O propósito da candidatura seria de mobilizar os adeptos para a adesão a um modelo de gestão mais participado pelos Sócios. Considero o atual modelo muito centralizado e distante. O Sporting tem um imenso capital humano, os seus Sócios e adeptos, que não estão a ser aproveitados", revelou, em declarações ao jornal Record.
"Das consultas que fiz, a maioria das pessoas reveem-se neste propósito, mas entendem que não é o timing certo para avançar. Respeito, não é a minha opinião, mas só faria sentido avançar em equipa. Pessoalmente, há razões de saúde que aconselham a não avançar”, declarou.
"O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade"
Administrador da SAD entre 2016 e 2022, não exclui a possibilidade de avançar noutro momento: “O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade”, observou, esperançado em ver, no próximo mandato presidencial até 2030, “um Sporting que vende [jogadores] por ajustamentos de plantel e não por razões de tesouraria".
Ao concluir, Nuno Correia da Silva apontou o fundamental: "O importante é gerar receitas alternativas que possam sustentar a manutenção dos melhores no seu melhor período. Isso é possível com a internacionalização da marca e com o recurso a múltiplas fontes de receitas. Os maiores clubes europeus têm como maior fonte de receita, mais de 50%, as receitas comerciais, decorrentes da sua internacionalização, esse deve ser o caminho".