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Depois das dúvidas, Presidente da MAG explica 'confusão' nas eleições do Sporting
15 Mar 2026 | 10:36
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06 Dez 2021 | 14:24 |
Afonso Pinto Coelho, um dos porta-voz do movimento ‘Hoje e Sempre Sporting’, acredita que Frederico Varandas perdeu uma oportunidade histórica para unir o Clube. Em entrevista ao Leonino, o Sportinguista faz um balanço do mandato da atual Direção, pede uma revisão urgente dos Estatutos e perspetiva futuras eleições.
“Esta Direção tem até Março/Abril de 2022 para resolver a questão das VMOC’s”
Leonino (L): Quais as principais bandeiras do movimento ‘Hoje e Sempre Sporting’?
Afonso Pinto Coelho (APC): Temos três principais bandeiras que definimos como “linhas verdes e brancas”: manutenção da maioria do capital social da Sporting SAD por parte do clube; valorização do ecletismo e promoção de um clima de democracia interna.
L: Ao dia de hoje, identificam algum risco do Sporting perder a maioria da SAD?
APC: Neste momento, os bancos (BCP e Novo Banco) deram ao Sporting até ao final do ano para regularizar uma dívida e, portanto, até lá, nada de preocupante deverá acontecer. Agora, se o Sporting entrar em incumprimento das suas obrigações decorrentes do acordo de reestruturação financeira, a banca, do ponto de vista formal, tem o direito de acionar determinadas garantias. Uma delas é a questão das VMOC’s e isso preocupa-nos porque pode levar o Sporting a perder a maioria da SAD.
L: Como é que olham para a possibilidade de o Sporting ‘contratar’ um fundo para a recompra das VMOC’s?
APC: Desde o princípio que defendemos essa solução, de ser o Sporting a comprar a própria dívida porque permitiria resolver o problema da dívida aos bancos e também a problemática das VMOC’s. Subscrevemos integralmente essa solução.
L: Mas terá custos para o Sporting…
APC: Do ponto de vista conceptual, esta é, na nossa ótica, a melhor solução. Agora, obviamente que uma terceira entidade (fundo) terá sempre de se salvaguardar porque, na realidade, trata-se de uma operação financeira, pelo que o Sporting terá também de se acautelar relativamente às garantias que concede. Queria destacar que, do ponto de vista reputacional, será muito complicado para os bancos acionarem quaisquer tipo de garantias. Mais, os bancos têm indicações do Banco Central Europeu para reduzirem a zero a exposições a clubes de futebol.
L: Como é que olham para as recentes declarações de Francisco Salgado Zenha, Vice-Presidente do Sporting?
APC: No programa eleitoral da candidatura “Unir o Sporting” que deu origem ao actual Conselho Diretivo, está bem claro que uma das promessas era a recompra das VMOC’s. Se não se conseguir resolver o problema da dívida, pelo menos a questão das VMOC’s tem de ficar resolvida. Esta Direção tem mandato até Março/Abril de 2022 e quero acreditar que, até lá, esta questão possa ser resolvida. Tem a palavra o Conselho Diretivo.
Revisão dos Estatutos? “É preciso vontade política”
L: No vosso manifesto, referem a importância da “garantia de um elevado e indispensável nível de democracia interna”. Sentem que hoje não há democracia no Sporting?
APC: Há muita coisa que se pode melhorar, a começar pelos Estatutos do Clube e os regulamentos da Assembleia Geral e Disciplinar, que necessitam de ser revistos. É preciso esclarecer e clarificar uma série de matérias para evitar leituras diversas de determinadas matérias que são geradoras de divisão por sugerirem interpretações diferentes.
L: Está-se a referir a questão da convocatória de Assembleia Gerais e à leitura que, neste mandato, Rogério Alves fez dos Estatutos?
APC: Sim, esse é um caso paradigmático, mas existem outro tipo de questões, como por exemplo, a questão da suspensão de alguns sócios e por consequência a questão da interrupção do tempo de contagem de sócio para eventuais candidaturas. Para tudo isto, é preciso vontade política e, recordo, que é necessário uma maioria alargada (75%) dos votos para fazer alterações estatutárias.
L: Defendem a introdução de uma segunda volta em futuras eleições?
APC: Somos a favor da segunda volta. Em termos políticos, o vencedor sai reforçado e com uma legitimidade maior. Sabemos, no entanto, que, do ponto de vista estatístico e estatutário, a candidatura vencedora até pode ter menos votantes do que a candidatura vencida numa segunda volta. Porém, entendemos que, numa lógica de agregação, a segunda volta poderá contribuir para uma maior união do Clube.
L: São a favor de Assembleias Gerais com delegados?
APC: Somos completamente contra Assembleias Gerais delegadas. O modelo do Real Madrid, por exemplo, conta aproximadamente com 2 mil delegados e o do F.C.Barcelona, por exemplo, com aproximadamente 4 mil delegados. Se o Real Madrid e o F.C.Barcelona conseguem organizar Assembleias Gerais para este número elevado de sócios, não terá o Sporting capacidade para fazer o mesmo? Quantas Assembleias Gerais Ordinárias não eleitorais do Sporting tiveram em permanência mais de 4 mil Sócios ou mesmo mais de 2 mil sócios?
L: Qual a posição do movimento ‘Hoje e Sempre Sporting’ sobre os Sócios necessários para a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária?
APC: Entendemos que esse número (mil votos) pode ser aumentado para ser mais representativo da massa associativa, bem como os necessários para as candidaturas. Queria ressalvar que todas estas questões devem ser enquadradas numa revisão global integrada dos Estatutos do Sporting.
L: Defendem o I-Voting?
APC: Ao dia de hoje, somos completamente contra o I-Voting. Esta solução não permite responder a duas questões extremamente importantes: confidencialidade e intransmissibilidade do voto.
“Há um antes e um depois de Rúben Amorim”
L: Qual a avaliação que fazem do mandato de Frederico Varandas?
APC: Dividimos o mandato do atual Conselho Diretivo em três dimensões: desportiva, económico-financeira e comunicacional.
Na primeira (desportiva), fazemos um balanço positivo, fruto da conquista do título de campeão nacional de futebol e, mais recentemente, do apuramento, pela segunda vez na história do Clube, para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Obviamente, como alguém disse, existe um antes de Rúben Amorim e um outro depois de Rúben Amorim. O maior responsável pelas conquistas do Sporting é ele, mas quem dirige teve o mérito de o ir contratar. Nas modalidades, apesar de tudo, reconhecemos que a última época foi bastante positiva. Houve o cuidado de não mexer em muitas das coisas que estavam bem, como por exemplo no hóquei em patins e no futsal.
Do ponto de vista económico-financeiro, não temos a mesma opinião. É conhecida a situação da Sporting SAD e há questões muito importantes por resolver. Os problemas estruturais não foram solucionados. As receitas do contrato da NOS têm servido para resolver problemas do dia-a-dia.
Por fim, na vertente comunicacional, podia-se ter feito muito mais. Existem muitas fricções internas. Perdeu-se uma oportunidade histórica para unir o Clube porque é muito mais fácil fazê-lo a ganhar. De resto, era isso que estava no programa eleitoral de Frederico Varandas: Unir o Sporting.
L: Nas eleições de março/abril de 2022, o Movimento ‘Hoje e Sempre Sporting’ irá apresentar um candidato próprio ou apoiar algum dos eventuais candidatos?
APC: Neste momento, só há um candidato assumido (Nuno Sousa). A solução que defendemos é que seja o mais agregadora possível. Dentro disto, o próprio movimento vai tentar que se consiga encontrar essa solução. Essas conversações já estão a decorrer e, apenas depois das mesmas, tomaremos uma decisão. Se virmos que tal não é possível, não descartamos apresentar uma candidatura própria.
Presidente do Clube de Alvalade começou esta quarta-feira, 18 de março, o seu terceiro mandato à frente dos leões (2026-2030). Confira o discurso
18 Mar 2026 | 18:58 |
Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting (2026-2030) com um discurso marcado por balanço, ambição e mensagens fortes sobre o futuro do Clube, realizado no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Logo no arranque, o Presidente reeleito deixou um agradecimento especial a João Palma: "Agradecer ao Dr. João Palma toda a lealdade e coragem nestes dois mandatos. Não apenas eu, mas sobretudo o Sporting Clube de Portugal está-lhe grato para o resto da vida".
Frederico Varandas: "Algo tem de mudar nas eleições de 2030"
Varandas abordou também o processo eleitoral, apontando críticas ao sistema de voto por correspondência: "Temos de refletir quando temos 4 mil pessoas que votaram por correio, mas viram os seus votos inválidos pela complexidade e pelas exigências burocráticas do voto por correspondência. Algo tem de mudar nas eleições de 2030".
O líder leonino destacou a mensagem clara dos associados nas urnas e reforçou o caminho iniciado em 2018: "Os Sócios do Sporting falaram e disseram de sua justiça, de uma forma clara e inequívoca o que querem: querem que o Sporting continue a percorrer o caminho que demos início em setembro de 2018".
Frederico Varandas: "Hoje o Sporting vive das melhores fases da sua existência"
Numa análise ao momento atual, Frederico Varandas sublinhou o sucesso recente: "Hoje o Sporting, a par da época dos Cinco Violinos, vive das melhores fases da sua existência. Mais do que os inúmeros títulos conquistados nestes sete anos, o Sporting voltou a ter uma cultura e mentalidade de vitória".
"Desde 2018 o Sporting é o Clube em Portugal que mais venceu no futebol e nas modalidades. (…) Hoje os sócios do Sporting vivem do presente. Um presente de orgulho e glória. Os Sócios do Sporting são bicampeões nacionais e estamos nas oito melhores equipas da Europa", vincou.
O futuro também foi traçado com um objetivo claro: a modernização do estádio. "Neste terceiro mandato temos um grande objetivo pela frente: terminar uma obra que será emblemática e marcante na história do nosso Clube. Acabar a renovação do nosso estádio e integrar o Alvaláxia no nosso ecossistema, fazendo do Estádio José Alvalade um dos melhores e mais modernos da Europa".
Varandas deixou ainda uma promessa de princípios, mais do que de resultados: "Neste novo mandato, não prometemos nem venceremos sempre. (…) Há uma coisa que posso prometer aos Sócios do Sporting: é que na derrota ou na vitória atuaremos sempre com ética, integridade e dignidade".
Frederico Varandas: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras"
Num tom mais assertivo, o Presidente do Sporting avisou também que o Clube não ficará em silêncio perante ataques: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras, com calúnias e denunciaremos todas as práticas lamentáveis que hoje ainda existem no futebol português. Continuemos a caminhar, continuemos a crescer, continuemos a vencer. A missão continua. Com a mesma força, coragem e honra. Viva o Sporting!".
Clube anuncia começo de 'nova' era, após categórica vitória por parte do ainda Presidente leonino no ato eleitoral frente a Bruno Sá
16 Mar 2026 | 16:46 |
Eleito no sábado com 89,47 por cento dos votos dos sócios, contra os 6,28 por cento de Bruno Sá, Frederico Varandas garantiu o terceiro mandato como presidente do Sporting, preparando-se para liderar os destinos do emblema de Alvalade por mais quatro anos.
Desse mesmo modo, o Clube anunciou que a cerimónia da tomada de posse dos Órgãos Sociais eleitos para o quadriénio 2026-2030 está agendada para esta quarta-feira, dia 18 de março, às 18h00, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Frederico Varandas vai então liderar os destinos do Sporting durante 12 anos, de 2018 a 2030, só ficando atrás de João Rocha (que já ultrapassou como líder mais titulado), que presidiu os destinos do Clube de 1973 a 1986, ou seja, durante 13 anos.
De referir que o dia de sufrágio acabou por revelar uma forte mobilização dos Sportinguistas (Recorde AQUI). O ambiente foi marcado por grande entusiasmo entre os associados e o processo decorreu de forma tranquila. O resultado representa também a maior percentagem obtida por Frederico Varandas em eleições do Sporting.
Em 2018, quando foi eleito pela primeira vez após o turbulento período que se seguiu à crise que envolveu Bruno de Carvalho e à invasão à Academia Cristiano Ronaldo, venceu com 42,32% dos votos. Já em 2022 tinha reforçado a liderança ao alcançar 85,9%, superando então Nuno Sousa e Ricardo Oliveira.
Antigo ‘team manager’ do emblema verde e branco lembra que primeiros tempos de pilar dos leões não foram algo complicados
16 Mar 2026 | 16:34 |
Miguel Salema Garção, Sócio e antigo dirigente do Sporting, não se mostra surpreendido com a vitória categórica de Frederico Varandas no ato eleitoral de sábado. E nem a distância entre os dois candidatos - 89,47% contra 6,28 % - constitui uma surpresa para o gestor, que enalteceu o crescimento do atual dirigente máximo nos últimos anos
Miguel Salema Garção: "Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares"
"Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares. O incumbente tinha um capital adquirido nos dois anteriores mandatos em contraponto com o outro candidato, que, aliás, mostrou coragem e espírito de iniciativa ao ter ido a votos em circunstâncias bastante difíceis", considerou, em declarações ao jornal Record, antes de pormenorizar em que consistia o capital do Presidente reeleito.
"Refiro-me ao histórico de troféus conquistados nas várias modalidades, em que se destaca o futebol profissional e a notoriedade daí adjacente", ilustrou Salema Garção, avaliando, de seguida, a longevidade de Frederico Varandas no cargo.
Miguel Salema Garção: "É verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas"
"O início do primeiro mandato de Frederico Varandas foi conturbado. Não se imaginaria, nessa altura, que pudesse ter o caminho que veio a percorrer. Creio que há um ciclo antes da covid e outra pós-covid, ou, se preferirmos, antes de Amorim e depois de Amorim".
Ao concluir, o antigo dirigente evitou comparações com o presidente que hoje dá nome à 'casa das modalidades' do Clube: "O presidente João Rocha marcou a história e várias gerações do do Sporting. Os tempos eram outros. Basta, por exemplo, assinalar que, nesses tempos, não havia o contexto digital. Hoje, há. Com o mandato que agora se inicia, é verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas."