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AFONSO PINTO COELHO: "PERDEU-SE UMA OPORTUNIDADE HISTÓRICA PARA UNIR O CLUBE"

Em entrevista ao Leonino, porta-voz do movimento ‘Hoje e Sempre Sporting’ faz um balanço do mandato de Frederico Varandas, pede revisão urgente dos Estatutos e perspetiva futuras eleições

Leonino - Onde o Sporting é notícia
Leonino - Onde o Sporting é notícia

06 Dez 2021 | 14:24 |

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Afonso Pinto Coelho, um dos porta-voz do movimento ‘Hoje e Sempre Sporting’, acredita que Frederico Varandas perdeu uma oportunidade histórica para unir o Clube. Em entrevista ao Leonino, o Sportinguista faz um balanço do mandato da atual Direção, pede uma revisão urgente dos Estatutos e perspetiva futuras eleições.


“Esta Direção tem até Março/Abril de 2022 para resolver a questão das VMOC’s”


Leonino (L): Quais as principais bandeiras do movimento ‘Hoje e Sempre Sporting’?


Afonso Pinto Coelho (APC): Temos três principais bandeiras que definimos como “linhas verdes e brancas”: manutenção da maioria do capital social da Sporting SAD por parte do clube; valorização do ecletismo e promoção de um clima de democracia interna.

L: Ao dia de hoje, identificam algum risco do Sporting perder a maioria da SAD?


APC: Neste momento, os bancos (BCP e Novo Banco) deram ao Sporting até ao final do ano para regularizar uma dívida e, portanto, até lá, nada de preocupante deverá acontecer. Agora, se o Sporting entrar em incumprimento das suas obrigações decorrentes do acordo de reestruturação financeira, a banca, do ponto de vista formal, tem o direito de acionar determinadas garantias. Uma delas é a questão das VMOC’s e isso preocupa-nos porque pode levar o Sporting a perder a maioria da SAD.

L: Como é que olham para a possibilidade de o Sporting ‘contratar’ um fundo para a recompra das VMOC’s?

APC: Desde o princípio que defendemos essa solução, de ser o Sporting a comprar a própria dívida porque permitiria resolver o problema da dívida aos bancos e também a problemática das VMOC’s. Subscrevemos integralmente essa solução.

L: Mas terá custos para o Sporting…

APC: Do ponto de vista conceptual, esta é, na nossa ótica, a melhor solução. Agora, obviamente que uma terceira entidade (fundo) terá sempre de se salvaguardar porque, na realidade, trata-se de uma operação financeira, pelo que o Sporting terá também de se acautelar relativamente às garantias que concede. Queria destacar que, do ponto de vista reputacional, será muito complicado para os bancos acionarem quaisquer tipo de garantias. Mais, os bancos têm indicações do Banco Central Europeu para reduzirem a zero a exposições a clubes de futebol.

L: Como é que olham para as recentes declarações de Francisco Salgado Zenha, Vice-Presidente do Sporting?

APC: No programa eleitoral da candidatura “Unir o Sporting” que deu origem ao actual Conselho Diretivo, está bem claro que uma das promessas era a recompra das VMOC’s. Se não se conseguir resolver o problema da dívida, pelo menos a questão das VMOC’s tem de ficar resolvida. Esta Direção tem mandato até Março/Abril de 2022 e quero acreditar que, até lá, esta questão possa ser resolvida. Tem a palavra o Conselho Diretivo.

Revisão dos Estatutos? “É preciso vontade política”

L: No vosso manifesto, referem a importância da “garantia de um elevado e indispensável nível de democracia interna”. Sentem que hoje não há democracia no Sporting?

APC: Há muita coisa que se pode melhorar, a começar pelos Estatutos do Clube e os regulamentos da Assembleia Geral e Disciplinar, que necessitam de ser revistos. É preciso esclarecer e clarificar uma série de matérias para evitar leituras diversas de determinadas matérias que são geradoras de divisão por sugerirem interpretações diferentes.

L: Está-se a referir a questão da convocatória de Assembleia Gerais e à leitura que, neste mandato, Rogério Alves fez dos Estatutos?

APC: Sim, esse é um caso paradigmático, mas existem outro tipo de questões, como por exemplo, a questão da suspensão de alguns sócios e por consequência a questão da  interrupção do tempo de contagem de sócio  para eventuais candidaturas. Para tudo isto, é preciso vontade política e, recordo, que é necessário uma maioria alargada (75%) dos votos para fazer alterações estatutárias.

L: Defendem a introdução de uma segunda volta em futuras eleições?

APC: Somos a favor da segunda volta. Em termos políticos, o vencedor sai reforçado e com uma legitimidade maior. Sabemos, no entanto, que, do ponto de vista estatístico e estatutário, a candidatura vencedora até pode ter menos votantes do que a candidatura vencida numa segunda volta. Porém, entendemos que, numa lógica de agregação, a segunda volta poderá contribuir para uma maior união do Clube.

L: São a favor de Assembleias Gerais com delegados?

APC: Somos completamente contra Assembleias Gerais delegadas. O modelo do Real Madrid, por exemplo, conta aproximadamente com 2 mil delegados e o do F.C.Barcelona, por exemplo, com aproximadamente 4 mil delegados.  Se o Real Madrid e o F.C.Barcelona conseguem organizar Assembleias Gerais para este número elevado de sócios, não terá o Sporting capacidade para fazer o mesmo? Quantas Assembleias Gerais Ordinárias não eleitorais do Sporting tiveram em permanência mais de 4 mil Sócios ou mesmo mais de 2 mil sócios?

L: Qual a posição do movimento ‘Hoje e Sempre Sporting’ sobre os Sócios necessários para a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária?

APC: Entendemos que esse número (mil votos) pode ser aumentado para ser mais representativo da massa associativa, bem como os necessários para as candidaturas. Queria ressalvar que todas estas questões devem ser enquadradas numa revisão global integrada dos Estatutos do Sporting.

L: Defendem o I-Voting?

APC: Ao dia de hoje, somos completamente contra o I-Voting. Esta solução não permite responder a duas questões extremamente importantes: confidencialidade e intransmissibilidade do voto.

“Há um antes e um depois de Rúben Amorim”

L: Qual a avaliação que fazem do mandato de Frederico Varandas?

APC: Dividimos o mandato do atual Conselho Diretivo em três dimensões: desportiva, económico-financeira e comunicacional.

Na primeira (desportiva), fazemos um balanço positivo, fruto da conquista do título de campeão nacional de futebol e, mais recentemente, do apuramento, pela segunda vez na história do Clube, para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Obviamente, como alguém disse, existe um antes de Rúben Amorim e um outro depois de Rúben Amorim. O maior responsável pelas conquistas do Sporting é ele, mas quem dirige teve o mérito de o ir contratar. Nas modalidades, apesar de tudo, reconhecemos que a última época foi bastante positiva. Houve o cuidado de não mexer em muitas das coisas que estavam bem, como por exemplo no hóquei em patins e no futsal.

Do ponto de vista económico-financeiro, não temos a mesma opinião. É conhecida a situação da Sporting SAD e há questões muito importantes por resolver. Os problemas estruturais não foram solucionados. As receitas do contrato da NOS têm servido para resolver problemas do dia-a-dia.

Por fim, na vertente comunicacional, podia-se ter feito muito mais. Existem muitas fricções internas. Perdeu-se uma oportunidade histórica para unir o Clube porque é muito mais fácil fazê-lo a ganhar. De resto, era isso que estava no programa eleitoral de Frederico Varandas: Unir o Sporting.

L: Nas eleições de março/abril de 2022, o Movimento ‘Hoje e Sempre Sporting’ irá apresentar um candidato próprio ou apoiar algum dos eventuais candidatos?

APC: Neste momento, só há um candidato assumido (Nuno Sousa). A solução que defendemos é que seja o mais agregadora possível. Dentro disto, o próprio movimento vai tentar que se consiga encontrar essa solução. Essas conversações já estão a decorrer e, apenas depois das mesmas, tomaremos uma decisão. Se virmos que tal não é possível, não descartamos apresentar uma candidatura própria.


Clube

Conhecidos resultados oficiais da AG do Sporting: Adepto castigado 20 meses

Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade

Sócios do Sporting estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na Assembleia Geral Comum Ordinária e Extraordinária
Sócios do Sporting estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na Assembleia Geral Comum Ordinária e Extraordinária

11 Out 2026 | 22:35 |

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Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.


Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.


O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.


O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.

Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou. 



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Varandas esteve com Obama e conta que achou que podia ficar apenas 6 meses no Sporting

Presidente marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão

Frederico Varandas, Presidente do Sporting, marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, juntamente com Barack Obama
Frederico Varandas, Presidente do Sporting, marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, juntamente com Barack Obama

11 Out 2026 | 10:43 |

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Frederico Varandas marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão. O Presidente do Sporting recordou que, logo após ser eleito em 2018, admitiu aos elementos da sua direção que o mandato poderia durar apenas seis meses, caso fosse necessário tomar decisões difíceis.


F. Varandas: "Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos"


"A primeira vez que reunimos depois de eleitos em 2018, todos os meus colegas de Conselho Directivo estavam muito felizes, orgulhosos, mas estraguei aquele ambiente de festa logo aos três minutos. Disse-lhes: Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos, porque vamos fazer o que tem de ser feito", contou.


O dirigente, que participou num painel sobre liderança antes da intervenção do antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, recorreu também à experiência militar para explicar a importância de conhecer os próprios limites e decidir sob pressão. Varandas recordou a missão no Afeganistão e a forma como essas vivências influenciaram a sua maneira de liderar: "Mais do que os resultados, as pessoas seguem valores. O que tiro da minha formação militar (ainda sou capitão do exército com muito orgulho) e da experiência da missão no Afeganistão, com os comandos, é a capacidade de conhecer os meus limites. Somos testados em condições altamente desfavoráveis, tendo de continuar a trabalhar, a decidir sob pressão, muitas vezes nesse limite", afirmou.

Além do mais, relatou ainda um episódio vivido durante uma missão em Kandahar, quando um oficial demonstrou nervosismo antes de uma patrulha numa zona dominada pelos talibãs. "Aprendi que nós, líderes, temos de tomar decisões difíceis. Quando premimos o gatilho, temos medo? Temos. Mas temos, sobretudo, de não transmitir esse medo aos nossos colaboradores, aos nossos soldados", sublinhou.


Varandas - que recentemente deu um estouro em Luís Montenegro - abordou também a sua perspetiva sobre as características necessárias para liderar, afastando a ideia de que a vontade, por si só, permite alcançar qualquer objetivo: "A liderança penso-a exatamente da mesma maneira: temos de ter características inatas para ser um líder com competências e resultados. Todos melhoramos, sim, com treino, mas um verdadeiro líder, que aguenta momentos difíceis... isso nasce connosco".


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Varandas dá estouro em Montenegro; Líder do Sporting mete primeiro-ministro no bolso e arrasa Porto

Durante debate no Parlamento, chefe do Governo utilizou uma metáfora com Clube de Alvalade para visar críticos do seu mandato

Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto
Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto

10 Out 2026 | 09:47 |

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Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto. No final da vitória dos leões por 3-1 frente ao Braga, o Presidente leonino comentou as palavras do primeiro-ministro durante o debate do Orçamento do Estado.


Montenegro, adepto dos dragões, tinha recorrido à história do Sporting para ilustrar a ideia de que as previsões de défice feitas pela oposição poderiam não se concretizar no imediato. O chefe do Governo aludiu à expressão "para o ano é que vai ser", numa referência ao longo período que os leões passaram sem conquistar o título nacional.


Varandas revelou que recebeu várias mensagens sobre o episódio e explicou que só tomou conhecimento exato das declarações durante a deslocação para o jogo com o Braga. "Realmente recebi muitas mensagens sobre o debate quinzenal. Tanto que, na viagem para cá, tive de ver o que realmente tinha sido dito. Não houve nada. Foi uma graçola. Eu não a teria feito, tendo em conta que há milhões de eleitores Sportinguistas", afirmou.


F. Varandas: "Preferia estar mais 19 anos sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros"

O líder do Sporting não ficou, porém, por aí e aproveitou a ocasião para lançar uma farpa ao rival portista, recorrendo à polémica das escutas relacionadas com o Apito Dourado. "Mas essa do clube que ganhava quase, quase... Só queria dizer que estivemos 18 ou 19 anos sem vencer. Mas posso dizer que preferia estar mais 19 sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros", declarou.


Quanto ao jogo, o Sporting venceu o Braga por 3-1 na 8.ª jornada da Liga, depois de ter chegado ao intervalo em desvantagem, graças a um autogolo de Rui Silva, aos 41 minutos. Na segunda parte, Luis Suárez restabeleceu a igualdade aos 66’, de cabeça, e um autogolo de Bernardo Fontes, aos 70’, consumou a reviravolta leonina. Rodrigo Zalazar fechou o resultado aos 81 minutos, com um remate de fora da área.


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