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Divulgado possível novo equipamento do Sporting e adeptos mostram insatisfação: "Que horror"
22 Abr 2026 | 12:37
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06 Dez 2021 | 14:24 |
Afonso Pinto Coelho, um dos porta-voz do movimento ‘Hoje e Sempre Sporting’, acredita que Frederico Varandas perdeu uma oportunidade histórica para unir o Clube. Em entrevista ao Leonino, o Sportinguista faz um balanço do mandato da atual Direção, pede uma revisão urgente dos Estatutos e perspetiva futuras eleições.
“Esta Direção tem até Março/Abril de 2022 para resolver a questão das VMOC’s”
Leonino (L): Quais as principais bandeiras do movimento ‘Hoje e Sempre Sporting’?
Afonso Pinto Coelho (APC): Temos três principais bandeiras que definimos como “linhas verdes e brancas”: manutenção da maioria do capital social da Sporting SAD por parte do clube; valorização do ecletismo e promoção de um clima de democracia interna.
L: Ao dia de hoje, identificam algum risco do Sporting perder a maioria da SAD?
APC: Neste momento, os bancos (BCP e Novo Banco) deram ao Sporting até ao final do ano para regularizar uma dívida e, portanto, até lá, nada de preocupante deverá acontecer. Agora, se o Sporting entrar em incumprimento das suas obrigações decorrentes do acordo de reestruturação financeira, a banca, do ponto de vista formal, tem o direito de acionar determinadas garantias. Uma delas é a questão das VMOC’s e isso preocupa-nos porque pode levar o Sporting a perder a maioria da SAD.
L: Como é que olham para a possibilidade de o Sporting ‘contratar’ um fundo para a recompra das VMOC’s?
APC: Desde o princípio que defendemos essa solução, de ser o Sporting a comprar a própria dívida porque permitiria resolver o problema da dívida aos bancos e também a problemática das VMOC’s. Subscrevemos integralmente essa solução.
L: Mas terá custos para o Sporting…
APC: Do ponto de vista conceptual, esta é, na nossa ótica, a melhor solução. Agora, obviamente que uma terceira entidade (fundo) terá sempre de se salvaguardar porque, na realidade, trata-se de uma operação financeira, pelo que o Sporting terá também de se acautelar relativamente às garantias que concede. Queria destacar que, do ponto de vista reputacional, será muito complicado para os bancos acionarem quaisquer tipo de garantias. Mais, os bancos têm indicações do Banco Central Europeu para reduzirem a zero a exposições a clubes de futebol.
L: Como é que olham para as recentes declarações de Francisco Salgado Zenha, Vice-Presidente do Sporting?
APC: No programa eleitoral da candidatura “Unir o Sporting” que deu origem ao actual Conselho Diretivo, está bem claro que uma das promessas era a recompra das VMOC’s. Se não se conseguir resolver o problema da dívida, pelo menos a questão das VMOC’s tem de ficar resolvida. Esta Direção tem mandato até Março/Abril de 2022 e quero acreditar que, até lá, esta questão possa ser resolvida. Tem a palavra o Conselho Diretivo.
Revisão dos Estatutos? “É preciso vontade política”
L: No vosso manifesto, referem a importância da “garantia de um elevado e indispensável nível de democracia interna”. Sentem que hoje não há democracia no Sporting?
APC: Há muita coisa que se pode melhorar, a começar pelos Estatutos do Clube e os regulamentos da Assembleia Geral e Disciplinar, que necessitam de ser revistos. É preciso esclarecer e clarificar uma série de matérias para evitar leituras diversas de determinadas matérias que são geradoras de divisão por sugerirem interpretações diferentes.
L: Está-se a referir a questão da convocatória de Assembleia Gerais e à leitura que, neste mandato, Rogério Alves fez dos Estatutos?
APC: Sim, esse é um caso paradigmático, mas existem outro tipo de questões, como por exemplo, a questão da suspensão de alguns sócios e por consequência a questão da interrupção do tempo de contagem de sócio para eventuais candidaturas. Para tudo isto, é preciso vontade política e, recordo, que é necessário uma maioria alargada (75%) dos votos para fazer alterações estatutárias.
L: Defendem a introdução de uma segunda volta em futuras eleições?
APC: Somos a favor da segunda volta. Em termos políticos, o vencedor sai reforçado e com uma legitimidade maior. Sabemos, no entanto, que, do ponto de vista estatístico e estatutário, a candidatura vencedora até pode ter menos votantes do que a candidatura vencida numa segunda volta. Porém, entendemos que, numa lógica de agregação, a segunda volta poderá contribuir para uma maior união do Clube.
L: São a favor de Assembleias Gerais com delegados?
APC: Somos completamente contra Assembleias Gerais delegadas. O modelo do Real Madrid, por exemplo, conta aproximadamente com 2 mil delegados e o do F.C.Barcelona, por exemplo, com aproximadamente 4 mil delegados. Se o Real Madrid e o F.C.Barcelona conseguem organizar Assembleias Gerais para este número elevado de sócios, não terá o Sporting capacidade para fazer o mesmo? Quantas Assembleias Gerais Ordinárias não eleitorais do Sporting tiveram em permanência mais de 4 mil Sócios ou mesmo mais de 2 mil sócios?
L: Qual a posição do movimento ‘Hoje e Sempre Sporting’ sobre os Sócios necessários para a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária?
APC: Entendemos que esse número (mil votos) pode ser aumentado para ser mais representativo da massa associativa, bem como os necessários para as candidaturas. Queria ressalvar que todas estas questões devem ser enquadradas numa revisão global integrada dos Estatutos do Sporting.
L: Defendem o I-Voting?
APC: Ao dia de hoje, somos completamente contra o I-Voting. Esta solução não permite responder a duas questões extremamente importantes: confidencialidade e intransmissibilidade do voto.
“Há um antes e um depois de Rúben Amorim”
L: Qual a avaliação que fazem do mandato de Frederico Varandas?
APC: Dividimos o mandato do atual Conselho Diretivo em três dimensões: desportiva, económico-financeira e comunicacional.
Na primeira (desportiva), fazemos um balanço positivo, fruto da conquista do título de campeão nacional de futebol e, mais recentemente, do apuramento, pela segunda vez na história do Clube, para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Obviamente, como alguém disse, existe um antes de Rúben Amorim e um outro depois de Rúben Amorim. O maior responsável pelas conquistas do Sporting é ele, mas quem dirige teve o mérito de o ir contratar. Nas modalidades, apesar de tudo, reconhecemos que a última época foi bastante positiva. Houve o cuidado de não mexer em muitas das coisas que estavam bem, como por exemplo no hóquei em patins e no futsal.
Do ponto de vista económico-financeiro, não temos a mesma opinião. É conhecida a situação da Sporting SAD e há questões muito importantes por resolver. Os problemas estruturais não foram solucionados. As receitas do contrato da NOS têm servido para resolver problemas do dia-a-dia.
Por fim, na vertente comunicacional, podia-se ter feito muito mais. Existem muitas fricções internas. Perdeu-se uma oportunidade histórica para unir o Clube porque é muito mais fácil fazê-lo a ganhar. De resto, era isso que estava no programa eleitoral de Frederico Varandas: Unir o Sporting.
L: Nas eleições de março/abril de 2022, o Movimento ‘Hoje e Sempre Sporting’ irá apresentar um candidato próprio ou apoiar algum dos eventuais candidatos?
APC: Neste momento, só há um candidato assumido (Nuno Sousa). A solução que defendemos é que seja o mais agregadora possível. Dentro disto, o próprio movimento vai tentar que se consiga encontrar essa solução. Essas conversações já estão a decorrer e, apenas depois das mesmas, tomaremos uma decisão. Se virmos que tal não é possível, não descartamos apresentar uma candidatura própria.
Tensão tornou-se notória no encontro da última jornada da Liga Portugal Betclic, diante do Gil Vicente, e preparam-se novas movimentações
18 Mai 2026 | 11:54 |
O encontro entre o Sporting e o Gil Vicente, do último sábado, dia 16 de maio, ficou também marcado por um reforço significativo do dispositivo policial no topo norte de Alvalade, zona habitualmente ocupada pela Directivo Ultras XXI.
Segundo revela agora o jornal A Bola, o aumento da segurança esteve relacionado com informações recolhidas pela Unidade Metropolitana de Informações Desportivas, através dos spotters destacados para o encontro no Estádio José Alvalade.
Os dados recolhidos pelas autoridades apontavam para uma forte divisão interna no grupo organizado de adeptos, cenário que levantou receios de possíveis confrontos físicos entre elementos ligados às diferentes fações da claque leonina.
A mesma fratura interna poderá, inclusivamente, estar na origem da criação de um novo grupo organizado no mesmo setor do Estádio José Alvalade. Na base do conflito estará um recente processo eleitoral vivido no seio do Directivo Ultras XXI.
Segundo uma das correntes envolvidas, o ato eleitoral terá sido marcado por alegadas irregularidades, situação que culminou na mudança da estrutura diretiva da claque e agravou as tensões entre os apoiantes, que agora se dividiram.
Atualmente, o topo sul de Alvalade continua ocupado por outras claques ligadas ao universo leonino, como a Juventude Leonina, a Torcida Verde e a Brigada Ultras. Ainda assim, entre os grupos organizados de adeptos presentes no estádio, apenas a última é oficialmente reconhecida pelo Conselho Diretivo do Sporting.
Presidente do Clube de Alvalade viverá dias intensos e não quer perder dois dos momentos mais importantes da temporada leonina
09 Mai 2026 | 11:51 |
Frederico Varandas - que prepara mudança drástica - volta a mostrar total envolvimento nas decisões mais importantes do Sporting e já definiu uma verdadeira maratona para acompanhar duas equipas leoninas em momentos decisivos da temporada 2025/2026.
O presidente verde e branco vai deslocar-se até Pesaro, em Itália, para assistir à final da Liga dos Campeões de futsal, onde o Sporting terá pela frente o Palma. O encontro está marcado para domingo, às 17h00, e pode representar mais um troféu europeu para os leões.
A presença de Varandas numa final europeia da modalidade não surpreende, tendo em conta que o líder leonino tem acompanhado regularmente os momentos mais importantes das diferentes equipas do Clube desde que assumiu a presidência.
Mas a viagem não termina em Itália. Depois da final de futsal, Frederico Varandas regressará rapidamente a Portugal para marcar presença, já na segunda-feira, em Vila do Conde, onde a equipa principal de futebol do Sporting enfrenta o Rio Ave.
O encontro da formação orientada por Rui Borges, referente à 33.ª jornada, pode ser determinante nas contas finais do campeonato. Assim, o presidente leonino prepara-se para acompanhar dois momentos cruciais do Clube em menos de 24 horas.
Após uma temporada bem sucedida em muitas maneiras e feitios, Clube de Alvalade varre tudo e todos ao alcançar algo notável
26 Abr 2026 | 15:35 |
O Sporting continua a escrever páginas douradas na sua história e, desta vez, com um feito transversal a várias modalidades. Os leões tornaram-se no primeiro clube a garantir presença nas finais da Taça de Portugal em seis modalidades diferentes na mesma época.
Para já, o emblema verde e branco - que vai receber 20M por um jogador - já levantou dois troféus ligados à prova rainha: no basquetebol, com uma vitória frente ao Porto (86-84), e no voleibol, após um triunfo emocionante diante do Benfica (3-2).
No entanto, o impressionante percurso não fica por aqui. O Sporting ainda vai disputar as finais em futebol, andebol, futsal e hóquei em patins, mantendo viva a ambição de aumentar ainda mais o palmarés numa temporada que já é histórica. Este domingo, dia 26 de abril, há jornada dupla, com decisões no hóquei em patins frente ao Barcelos e no futsal diante do Benfica.
Mais à frente, os leões voltam a entrar em campo para outras decisões importantes. No futebol, a final do Jamor está marcada para dia 24 de maio, frente ao Torreense, enquanto no andebol o objetivo será alcançar o ‘penta’, num duelo novamente diante do Benfica, agendado para 7 de junho.
Até agora, o melhor registo pertencia ao Benfica, que em 2014/15 marcou presença em quatro finais e venceu todas. O Sporting supera agora essa marca, colocando o seu nome no topo e demonstrando uma consistência rara no panorama desportivo português.