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Sporting despede-se de Jorge Palma ao som de “A gente vai continuar” (vídeo)
22 Set 2026 | 16:54
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30 Ago 2020 | 19:37 |
Após Bruno Mascarenhas ter apresentado uma proposta de voto descentralizado (LER AQUI), estivemos à conversa com o próprio para percebermos melhor esta alternativa.
Leonino (L) - Apesar de considerar que os Núcleos ficam "esvaziados da sua importância e relevância" caso o I-voting seja aprovado, o que poderão os mesmos fazer para se revitalizarem?
Bruno Mascarenhas (BM) - Os Núcleos serão aquilo que os seus Sócios e dirigentes quiserem que seja. Continuarão a desempenhar as suas funções de representação do clube e a reunir os Sócios e adeptos do Sporting CP nas regiões onde estão inseridos. Continuarão a disponibilizar bilhetes para os jogos em casa e fora, além da cobrança de quotas entre outros serviços que já prestam atualmente. A dimensão social e desportiva dos Núcleos também se manterá, dependendo sempre da vontade e carolice dos seus dirigentes.
L - Refere que os votos por via informática podem não ser seguros, pois não permitem "a todos os candidatos concorrentes que verifiquem a validade e a verdade da votação". Deste modo, qual seria a solução para assegurar que todos os parâmetros são cumpridos de forma legal e segura?
BM - Para que haja transparência e verdade, o processo não pode ser opaco. A única forma que conheço em que os parâmetros estão a ser cumpridos é a da verificação da capacidade eleitoral do eleitor e na contagem dos votos. Tal não é possível pelo I-voting. Foi recentemente publicado um estudo nos Estados Unidos da América, pela Universidade de Standford, uma das mais reputadas do Mundo, que desaconselha vivamente o I-voting pela facilidade de adulteração dos resultados. O eleitor fica absolutamente entregue a um sistema e à seriedade de quem o controla e nem sequer tem forma de alegar eventuais irregularidades. É um sistema não verificável. Passa a ser um ato de fé em pessoas, em quem podemos ou não confiar. Isso é inaceitável.
L - Na alternativa que propõe, indica que "a lista final será então submetida à Mesa da Assembleia Geral (MAG) que, no prazo de cinco dias, poderá efetuar uma vistoria aos locais propostos e eventualmente reprovar aqueles que, fundamentadamente, entenda não reunirem as condições adequadas". Os Núcleos são uma grande fonte de apoio para o clube e têm uma grande ligação com o Sporting CP, mas também são independentes do mesmo. Como tal, de que forma é que a votação nos Núcleos seria feita de forma célere e que garantisse a confiança de todos os Associados que queiram fazer uso da sua intenção de voto?
BM - Os Núcleos são independentes e não são. É preciso não esquecer que apesar de serem uma associação privada sem fins lucrativos, os seus estatutos e procedimentos foram definidos em função dos interesses do Sporting CP e os seus dirigentes são todos, obrigatoriamente, Sócios do clube. Os Núcleos existem para servir o Sporting CP, os seus Sócios e adeptos. A votação deve ser sempre supervisionada por um representante da MAG do Sporting CP ou, caso a mesma MAG assim o entenda, requisitar um ou mais funcionários do clube para assegurar a validade do processo. Aliás, já no Estádio José Alvalade, são os funcionários do clube que acompanham o processo eleitoral, desde a acreditação até à contagem dos votos. Até vou mais longe. Nos últimos atos eleitorais foram contratados assistentes cuja função era acompanhar os Sócios junto dos terminais de voto eletrónico e permanecer junto das urnas onde os Sócios depositavam os canhotos (votos em papel). No caso da votação nos Núcleos, os seus dirigentes disponibilizam as suas sedes e os seus recursos humanos para mais uma vez servir o Sporting CP e os seus Associados com total controle e supervisão da MAG do Sporting CP. Eu sugeri que o representante da MAG do Sporting CP fosse um sócio A de credibilidade insuspeita, mas, como referi acima, podem ser enviados funcionários do clube para assegurar que os interesses do Sporting CP e dos seus Sócios são devidamente acautelados.
“Quero que acabem as divisões no Clube e que os Sócios possam voltar a acreditar”
L - Na sua proposta escreve que "após o fim do período de votação, as urnas serão abertas e haverá uma contagem manual dos boletins de voto depositados anteriormente na urna. Para este ato só poderão estar presentes, além do Presidente da MAG do Núcleo, o representante da MAG do Sporting CP e um delegado por lista concorrente (escrutinadores) que se quiserem fazer representar". Vários têm sido os casos no Sporting CP onde os representantes de listas concorrentes levantam questões face à contagem de votos (por exemplo: a Lista C, encabeçada por Bruno de Carvalho em 2011, após saber que tinha ficado em segundo lugar, tendo sido Godinho Lopes o vencedor). Um delegado de cada lista, que confira a contagem de votos é a solução encontrada para que haja o fim destas suspeitas?
BM - Nas eleições que refere estavam apenas dois delegados dessa lista para todas as urnas de voto que eram mais de 20, se me recordo. Neste caso, haverá um delegado de cada lista concorrente por cada mesa de voto. Além, claro, do representante da MAG do Sporting CP e do presidente da MAG do Núcleo. Estão diferentes entidades representadas, o que assegura a fiscalização do processo, a sua independência e validade.
L - Refere que "todos os Sócios que pretendam votar nos Núcleos, tal como acontece no Estádio José Alvalade, terão de passar por um processo de acreditação e o seu nome será bloqueado imediatamente no sistema central informático, impedindo-o, caso assim o pretendesse, de tentar votar noutro Núcleo ou na sede em Lisboa". Esta questão também foi abordada pelo grupo de trabalho, liderado por Rogério Alves, que resultou na proposta do I-voting. Caso a proposta seja aprovada e a sua decisão seja favorável em Assembleia Geral, o voto nos Núcleos e o I-voting poderão coexistir? De que forma?
BM - Não podemos confundir uma coisa com a outra. O modelo que proponho pressupõe que nos locais onde o voto é descentralizado possa existir um terminal informático (computador) com acesso ao caderno eleitoral. O Sócio, quando se apresenta para votar, entrega o seu cartão de Sócio e de cidadão, recebe um boletim de voto de acordo com a sua categoria de Sócio e número de votos. Nesse momento, fica bloqueado o acesso a poder votar no Estádio José Alvalade ou noutro Núcleo. Eu defendo que cada Sócio do Sporting CP possa votar em qualquer ponto do País, mas também aceito que o caderno eleitoral seja restrito por regiões, ou seja, um Sócio da Guarda só possa votar na Guarda ou no Estádio José Alvalade e não o possa fazer em Portalegre ou Viseu. Nesta minha proposta, o caderno eleitoral é verificável e os Sócios que votam também têm de fazer prova física da sua existência. Tal como os votos. São verificáveis. Quanto ao I-voting, não é possível verificar se foi o Sócio Manuel ou Francisco a votar ou se alguém ou um algoritmo votou por ele. O sócio Manuel ou Francisco também não tem nenhuma garantia e, por mais que digam que este processo é auditado por empresas “independentes”, que o(s) seu(s) voto(s) foi para a lista que escolheu ou para outra qualquer. Como disse acima, a democracia não é um ato de fé. É feita de verdade, transparência, para que não subsistam dúvidas ou suspeições. Quero que acabem as divisões no Clube e que os Sócios possam voltar a acreditar.
Ex candidato à presidência também chama a atenção para a questão da lotação do Estádio José Alvalade e para a crescente aposta nas áreas premium
23 Set 2026 | 16:51 |
O Relatório & Contas da Sporting SAD relativo à temporada 2025/26 continua a gerar reações e Bruno Sá deixou um alerta sobre o modelo financeiro apresentado pelo Clube de Alvalade. Apesar dos resultados positivos alcançados no último exercício, o ex candidato à presidência considera que existem encargos futuros que merecem atenção.
Entre os pontos destacados está um empréstimo cujo pagamento só terá início em 2029, coincidindo com o último ano do atual mandato. O empresário aponta este calendário como um dos aspetos que mais o preocupa nas contas apresentadas pela administração, liderada por Frederico Varandas, que viu o seu vencimento ser aumentado.
Bruno Sá chama também a atenção para a questão da lotação do Estádio José Alvalade e para a crescente aposta nas áreas premium, referindo que existem mais de 15,8 mil sócios à espera de lugar, enquanto a oferta destinada ao segmento premium continua a aumentar.
Outro dos alertas deixados prende-se com a dependência das receitas provenientes das transferências de jogadores. Na sua leitura das contas, o modelo atual obriga o Sporting a realizar mais de 100 milhões de euros em vendas de futebolistas todos os anos para garantir a sustentabilidade financeira.
B. Sá: “Hoje há lucro. Em 2029 chega a fatura"
“Hoje há lucro. Em 2029 chega a fatura. Li o Relatório e Contas da SAD 2025/26 e as contas revelam um modelo que me preocupa. Temos um empréstimo que só começa a ser pago por volta de 2029, no último ano deste mandato. Temos mais de 15,8 mil sócios à espera de lugar, enquanto a oferta premium não para de crescer. E temos um modelo que obriga a vender mais de 100M€ em jogadores todos os anos. Nos slides deixo três propostas para um Sporting que ganha sem hipotecar o futuro”, escreveu Bruno Sá.
Outro dado que merece destaque no Relatório & Contas apresentado prende-se com os prémios de desempenho e de performance desportiva
23 Set 2026 | 12:53 |
Os gastos com o pessoal da Sporting SAD ultrapassaram, pela primeira vez, a barreira dos 100 milhões de euros numa temporada. De acordo com o Relatório & Contas referente ao exercício de 2025/26, a rubrica atingiu os 101,9 milhões de euros, mais 14,2 milhões do que na época anterior, o que representa um crescimento de 16%.
A maior fatia deste aumento está relacionada com as remunerações, que chegaram aos 77,806 milhões de euros, mais 13,509 milhões face aos 64,297 milhões registados em 2024/25. No documento, a SAD explica que esta subida resulta de várias renovações contratuais de jogadores e equipas técnicas, mas também do investimento no reforço e na capacitação da estrutura interna, de forma a responder aos desafios presentes e futuros.
Outro dado que merece destaque prende-se com os prémios de desempenho e de performance desportiva. Apesar de o Sporting não ter conquistado qualquer título em 2025/26, a SAD gastou mais de 1 milhão de euros nesta componente do que na temporada anterior, que terminou com a conquista do campeonato e da Taça de Portugal. A diferença está relacionada, em grande medida, com a histórica prestação dos leões na Liga dos Campeões, competição que proporcionou receitas recorde de 80,307 milhões de euros, cerca de 31 milhões acima do valor alcançado em 2024/25.
A evolução dos gastos com o pessoal mostra uma tendência de crescimento nos últimos exercícios. Em 2024/25, o valor tinha ficado nos 87,7 milhões de euros, depois dos 90,3 milhões registados em 2023/24. Antes disso, a SAD tinha gasto 76,457 milhões em 2022/23 e 67,087 milhões em 2021/22. A subida agora registada coloca, pela primeira vez, esta rubrica acima dos 100 milhões de euros.
O aumento dos custos surge, ainda assim, num exercício em que a Sporting SAD apresentou um resultado líquido positivo de 34,7 milhões de euros. As contas de 2025/26 revelam também um novo máximo nos rendimentos operacionais sem transações de jogadores, que chegaram aos 187,7 milhões de euros, refletindo o crescimento das receitas provenientes da atividade do clube, com particular peso da participação na Liga dos Campeões. Também o salário de Frederico Varandas foi aumentado.
Revelado o Relatório e Contas da SAD da temporada 2025/26, é possível analisar crescimento substancial do vencimento do dirigente máximo
23 Set 2026 | 09:51 |
Através de uma mensagem publicada no Relatório & Contas da SAD, o Presidente Frederico Varandas qualificou a temporada 2025/26 como “um período de crescimento, afirmação e de passos estruturais” para aquilo que deseja consolidar no futuro na estrutura do Sporting.
Com destaque para o plano estratégico Future is Coming 24-34, o mesmo sublinhou que “ao longo da época alcançámos marcos decisivos e realizámos investimentos estratégicos que permitiram consolidar o nosso projeto e reforçar a capacidade de antecipar e capitalizar as oportunidades que sabemos ter pela frente”.
A nível desportivo, Varandas - que vindo a ser pressionado neste início de época - acredita que o Sporting conseguiu afirmar a sua “presença no panorama nacional”. Com os resultados alcançados pelos verdes e brancos, o presidente acredita que “demonstrámos, competição após competição, a ambição, a consistência e a qualidade que definem o Sporting.”
“Reforçámos a nossa aposta na formação e a nossa estratégia de valorização de atletas. Acima de tudo, lutámos sempre unidos, até ao final, pela conquista de títulos, e mantivemo-nos fiéis ao ADN que nos distingue”, destacando, em retrospetiva, a luta pelo tricampeonato.
Neste documento, a SAD esclarece que Frederico Varandas teve uma remuneração total de 776.500 euros (300 mil fixos, mais 476,5 mil variáveis), resultando num aumento substancial relativamente aos 390 mil (dos quais 90 mil variáveis) registados em 2024/25, ainda que a Comissão de Acionistas tenha depois proposto um aumento do valor em função do rendimento desportivo e financeiro para os 386.500 euros.
Sporting despede-se de Jorge Palma ao som de “A gente vai continuar” (vídeo)
22 Set 2026 | 16:54
Bruno Sá ataca Villas Boas e diz que rival do Sporting “vai acabar por se despistar”
29 Ago 2026 | 17:35
Sporting admite constrangimentos e aponta responsáveis por falhas nas comunicações
28 Ago 2026 | 16:00