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Depois das dúvidas, Presidente da MAG explica 'confusão' nas eleições do Sporting
15 Mar 2026 | 10:36
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30 Ago 2020 | 18:37 |
Após Bruno Mascarenhas ter apresentado uma proposta de voto descentralizado (LER AQUI), estivemos à conversa com o próprio para percebermos melhor esta alternativa.
Leonino (L) - Apesar de considerar que os Núcleos ficam "esvaziados da sua importância e relevância" caso o I-voting seja aprovado, o que poderão os mesmos fazer para se revitalizarem?
Bruno Mascarenhas (BM) - Os Núcleos serão aquilo que os seus Sócios e dirigentes quiserem que seja. Continuarão a desempenhar as suas funções de representação do clube e a reunir os Sócios e adeptos do Sporting CP nas regiões onde estão inseridos. Continuarão a disponibilizar bilhetes para os jogos em casa e fora, além da cobrança de quotas entre outros serviços que já prestam atualmente. A dimensão social e desportiva dos Núcleos também se manterá, dependendo sempre da vontade e carolice dos seus dirigentes.
L - Refere que os votos por via informática podem não ser seguros, pois não permitem "a todos os candidatos concorrentes que verifiquem a validade e a verdade da votação". Deste modo, qual seria a solução para assegurar que todos os parâmetros são cumpridos de forma legal e segura?
BM - Para que haja transparência e verdade, o processo não pode ser opaco. A única forma que conheço em que os parâmetros estão a ser cumpridos é a da verificação da capacidade eleitoral do eleitor e na contagem dos votos. Tal não é possível pelo I-voting. Foi recentemente publicado um estudo nos Estados Unidos da América, pela Universidade de Standford, uma das mais reputadas do Mundo, que desaconselha vivamente o I-voting pela facilidade de adulteração dos resultados. O eleitor fica absolutamente entregue a um sistema e à seriedade de quem o controla e nem sequer tem forma de alegar eventuais irregularidades. É um sistema não verificável. Passa a ser um ato de fé em pessoas, em quem podemos ou não confiar. Isso é inaceitável.
L - Na alternativa que propõe, indica que "a lista final será então submetida à Mesa da Assembleia Geral (MAG) que, no prazo de cinco dias, poderá efetuar uma vistoria aos locais propostos e eventualmente reprovar aqueles que, fundamentadamente, entenda não reunirem as condições adequadas". Os Núcleos são uma grande fonte de apoio para o clube e têm uma grande ligação com o Sporting CP, mas também são independentes do mesmo. Como tal, de que forma é que a votação nos Núcleos seria feita de forma célere e que garantisse a confiança de todos os Associados que queiram fazer uso da sua intenção de voto?
BM - Os Núcleos são independentes e não são. É preciso não esquecer que apesar de serem uma associação privada sem fins lucrativos, os seus estatutos e procedimentos foram definidos em função dos interesses do Sporting CP e os seus dirigentes são todos, obrigatoriamente, Sócios do clube. Os Núcleos existem para servir o Sporting CP, os seus Sócios e adeptos. A votação deve ser sempre supervisionada por um representante da MAG do Sporting CP ou, caso a mesma MAG assim o entenda, requisitar um ou mais funcionários do clube para assegurar a validade do processo. Aliás, já no Estádio José Alvalade, são os funcionários do clube que acompanham o processo eleitoral, desde a acreditação até à contagem dos votos. Até vou mais longe. Nos últimos atos eleitorais foram contratados assistentes cuja função era acompanhar os Sócios junto dos terminais de voto eletrónico e permanecer junto das urnas onde os Sócios depositavam os canhotos (votos em papel). No caso da votação nos Núcleos, os seus dirigentes disponibilizam as suas sedes e os seus recursos humanos para mais uma vez servir o Sporting CP e os seus Associados com total controle e supervisão da MAG do Sporting CP. Eu sugeri que o representante da MAG do Sporting CP fosse um sócio A de credibilidade insuspeita, mas, como referi acima, podem ser enviados funcionários do clube para assegurar que os interesses do Sporting CP e dos seus Sócios são devidamente acautelados.
“Quero que acabem as divisões no Clube e que os Sócios possam voltar a acreditar”
L - Na sua proposta escreve que "após o fim do período de votação, as urnas serão abertas e haverá uma contagem manual dos boletins de voto depositados anteriormente na urna. Para este ato só poderão estar presentes, além do Presidente da MAG do Núcleo, o representante da MAG do Sporting CP e um delegado por lista concorrente (escrutinadores) que se quiserem fazer representar". Vários têm sido os casos no Sporting CP onde os representantes de listas concorrentes levantam questões face à contagem de votos (por exemplo: a Lista C, encabeçada por Bruno de Carvalho em 2011, após saber que tinha ficado em segundo lugar, tendo sido Godinho Lopes o vencedor). Um delegado de cada lista, que confira a contagem de votos é a solução encontrada para que haja o fim destas suspeitas?
BM - Nas eleições que refere estavam apenas dois delegados dessa lista para todas as urnas de voto que eram mais de 20, se me recordo. Neste caso, haverá um delegado de cada lista concorrente por cada mesa de voto. Além, claro, do representante da MAG do Sporting CP e do presidente da MAG do Núcleo. Estão diferentes entidades representadas, o que assegura a fiscalização do processo, a sua independência e validade.
L - Refere que "todos os Sócios que pretendam votar nos Núcleos, tal como acontece no Estádio José Alvalade, terão de passar por um processo de acreditação e o seu nome será bloqueado imediatamente no sistema central informático, impedindo-o, caso assim o pretendesse, de tentar votar noutro Núcleo ou na sede em Lisboa". Esta questão também foi abordada pelo grupo de trabalho, liderado por Rogério Alves, que resultou na proposta do I-voting. Caso a proposta seja aprovada e a sua decisão seja favorável em Assembleia Geral, o voto nos Núcleos e o I-voting poderão coexistir? De que forma?
BM - Não podemos confundir uma coisa com a outra. O modelo que proponho pressupõe que nos locais onde o voto é descentralizado possa existir um terminal informático (computador) com acesso ao caderno eleitoral. O Sócio, quando se apresenta para votar, entrega o seu cartão de Sócio e de cidadão, recebe um boletim de voto de acordo com a sua categoria de Sócio e número de votos. Nesse momento, fica bloqueado o acesso a poder votar no Estádio José Alvalade ou noutro Núcleo. Eu defendo que cada Sócio do Sporting CP possa votar em qualquer ponto do País, mas também aceito que o caderno eleitoral seja restrito por regiões, ou seja, um Sócio da Guarda só possa votar na Guarda ou no Estádio José Alvalade e não o possa fazer em Portalegre ou Viseu. Nesta minha proposta, o caderno eleitoral é verificável e os Sócios que votam também têm de fazer prova física da sua existência. Tal como os votos. São verificáveis. Quanto ao I-voting, não é possível verificar se foi o Sócio Manuel ou Francisco a votar ou se alguém ou um algoritmo votou por ele. O sócio Manuel ou Francisco também não tem nenhuma garantia e, por mais que digam que este processo é auditado por empresas “independentes”, que o(s) seu(s) voto(s) foi para a lista que escolheu ou para outra qualquer. Como disse acima, a democracia não é um ato de fé. É feita de verdade, transparência, para que não subsistam dúvidas ou suspeições. Quero que acabem as divisões no Clube e que os Sócios possam voltar a acreditar.
Presidente do Clube de Alvalade começou esta quarta-feira, 18 de março, o seu terceiro mandato à frente dos leões (2026-2030). Confira o discurso
18 Mar 2026 | 18:58 |
Frederico Varandas tomou posse esta quarta-feira, dia 18 de março, para um terceiro mandato à frente do Sporting (2026-2030) com um discurso marcado por balanço, ambição e mensagens fortes sobre o futuro do Clube, realizado no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Logo no arranque, o Presidente reeleito deixou um agradecimento especial a João Palma: "Agradecer ao Dr. João Palma toda a lealdade e coragem nestes dois mandatos. Não apenas eu, mas sobretudo o Sporting Clube de Portugal está-lhe grato para o resto da vida".
Frederico Varandas: "Algo tem de mudar nas eleições de 2030"
Varandas abordou também o processo eleitoral, apontando críticas ao sistema de voto por correspondência: "Temos de refletir quando temos 4 mil pessoas que votaram por correio, mas viram os seus votos inválidos pela complexidade e pelas exigências burocráticas do voto por correspondência. Algo tem de mudar nas eleições de 2030".
O líder leonino destacou a mensagem clara dos associados nas urnas e reforçou o caminho iniciado em 2018: "Os Sócios do Sporting falaram e disseram de sua justiça, de uma forma clara e inequívoca o que querem: querem que o Sporting continue a percorrer o caminho que demos início em setembro de 2018".
Frederico Varandas: "Hoje o Sporting vive das melhores fases da sua existência"
Numa análise ao momento atual, Frederico Varandas sublinhou o sucesso recente: "Hoje o Sporting, a par da época dos Cinco Violinos, vive das melhores fases da sua existência. Mais do que os inúmeros títulos conquistados nestes sete anos, o Sporting voltou a ter uma cultura e mentalidade de vitória".
"Desde 2018 o Sporting é o Clube em Portugal que mais venceu no futebol e nas modalidades. (…) Hoje os sócios do Sporting vivem do presente. Um presente de orgulho e glória. Os Sócios do Sporting são bicampeões nacionais e estamos nas oito melhores equipas da Europa", vincou.
O futuro também foi traçado com um objetivo claro: a modernização do estádio. "Neste terceiro mandato temos um grande objetivo pela frente: terminar uma obra que será emblemática e marcante na história do nosso Clube. Acabar a renovação do nosso estádio e integrar o Alvaláxia no nosso ecossistema, fazendo do Estádio José Alvalade um dos melhores e mais modernos da Europa".
Varandas deixou ainda uma promessa de princípios, mais do que de resultados: "Neste novo mandato, não prometemos nem venceremos sempre. (…) Há uma coisa que posso prometer aos Sócios do Sporting: é que na derrota ou na vitória atuaremos sempre com ética, integridade e dignidade".
Frederico Varandas: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras"
Num tom mais assertivo, o Presidente do Sporting avisou também que o Clube não ficará em silêncio perante ataques: "Responderemos com força sempre que formos atacados com mentiras, com calúnias e denunciaremos todas as práticas lamentáveis que hoje ainda existem no futebol português. Continuemos a caminhar, continuemos a crescer, continuemos a vencer. A missão continua. Com a mesma força, coragem e honra. Viva o Sporting!".
Clube anuncia começo de 'nova' era, após categórica vitória por parte do ainda Presidente leonino no ato eleitoral frente a Bruno Sá
16 Mar 2026 | 16:46 |
Eleito no sábado com 89,47 por cento dos votos dos sócios, contra os 6,28 por cento de Bruno Sá, Frederico Varandas garantiu o terceiro mandato como presidente do Sporting, preparando-se para liderar os destinos do emblema de Alvalade por mais quatro anos.
Desse mesmo modo, o Clube anunciou que a cerimónia da tomada de posse dos Órgãos Sociais eleitos para o quadriénio 2026-2030 está agendada para esta quarta-feira, dia 18 de março, às 18h00, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Frederico Varandas vai então liderar os destinos do Sporting durante 12 anos, de 2018 a 2030, só ficando atrás de João Rocha (que já ultrapassou como líder mais titulado), que presidiu os destinos do Clube de 1973 a 1986, ou seja, durante 13 anos.
De referir que o dia de sufrágio acabou por revelar uma forte mobilização dos Sportinguistas (Recorde AQUI). O ambiente foi marcado por grande entusiasmo entre os associados e o processo decorreu de forma tranquila. O resultado representa também a maior percentagem obtida por Frederico Varandas em eleições do Sporting.
Em 2018, quando foi eleito pela primeira vez após o turbulento período que se seguiu à crise que envolveu Bruno de Carvalho e à invasão à Academia Cristiano Ronaldo, venceu com 42,32% dos votos. Já em 2022 tinha reforçado a liderança ao alcançar 85,9%, superando então Nuno Sousa e Ricardo Oliveira.
Antigo ‘team manager’ do emblema verde e branco lembra que primeiros tempos de pilar dos leões não foram algo complicados
16 Mar 2026 | 16:34 |
Miguel Salema Garção, Sócio e antigo dirigente do Sporting, não se mostra surpreendido com a vitória categórica de Frederico Varandas no ato eleitoral de sábado. E nem a distância entre os dois candidatos - 89,47% contra 6,28 % - constitui uma surpresa para o gestor, que enalteceu o crescimento do atual dirigente máximo nos últimos anos
Miguel Salema Garção: "Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares"
"Era, obviamente, uma vitória esperada por parte de Frederico Varandas e seus pares. O incumbente tinha um capital adquirido nos dois anteriores mandatos em contraponto com o outro candidato, que, aliás, mostrou coragem e espírito de iniciativa ao ter ido a votos em circunstâncias bastante difíceis", considerou, em declarações ao jornal Record, antes de pormenorizar em que consistia o capital do Presidente reeleito.
"Refiro-me ao histórico de troféus conquistados nas várias modalidades, em que se destaca o futebol profissional e a notoriedade daí adjacente", ilustrou Salema Garção, avaliando, de seguida, a longevidade de Frederico Varandas no cargo.
Miguel Salema Garção: "É verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas"
"O início do primeiro mandato de Frederico Varandas foi conturbado. Não se imaginaria, nessa altura, que pudesse ter o caminho que veio a percorrer. Creio que há um ciclo antes da covid e outra pós-covid, ou, se preferirmos, antes de Amorim e depois de Amorim".
Ao concluir, o antigo dirigente evitou comparações com o presidente que hoje dá nome à 'casa das modalidades' do Clube: "O presidente João Rocha marcou a história e várias gerações do do Sporting. Os tempos eram outros. Basta, por exemplo, assinalar que, nesses tempos, não havia o contexto digital. Hoje, há. Com o mandato que agora se inicia, é verdade que pode começar a falar-se de longevidade associada a Frederico Varandas."