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Afonso Moreira volta a marcar! Ex Sporting atira Lyon para os quartos da Taça (vídeo)
05 Fev 2026 | 09:41
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27 Abr 2020 | 13:09 |
A ideia que o Sporting (ou qualquer outro clube português) deve apostar na formação porque esses jogadores ‘sentem a camisola’ choca de frente com a realidade de há vários anos: o que os miúdos querem é mostrar-se o mais rapidamente possível na equipa principal para darem o salto em busca de salários milionários. E os clubes formadores até agradecem…
Se não soubesse como se faz e para que serve o ‘jogo’ da especulação no noticiário desportivo (a léguas de distância de qualquer outro tipo de noticiário, há já muitos anos), seria tentado a acreditar que o Sporting estava a preparar um plantel de ‘feitos em casa’ para a próxima época. Afinal, entre os cinco jovens da formação que Rúben Amorim ‘quer’ promover (Eduardo Quaresma, central de 18 anos; Gonçalo Inácio, central de 18 anos; Nuno Mendes, lateral-esquerdo de 17 anos; Matheus Nunes, médio de 21 anos; Joelson, extremo de 17 anos), mais os regressos do médio Daniel Bragança, de 20 anos, e do central Ivanildo, de 24 anos, juntando-lhes Max (21 anos), Ilori (27), Jovane (21), Miguel Luís (21), Francisco Geraldes (25), Pedro Mendes (20) e Rafael Camacho (19), só aqui identificamos metade de um grupo profissional! Mas como sei bem como se faz e para que serve o ‘jogo’ da especulação, tenho quase a certeza que destes 14 jogadores aqui identificados, na melhor das hipóteses veremos 7 ou 8 no plantel 2020/21. Acredito que muitos sportinguistas defendam ser este o momento certo para a tão ‘desejada’ aposta definitiva e em força na formação. Os argumentos utilizados são quase sempre os mesmos, permitam-me enumerá-los:
1 – É A NOSSA MATRIZ. Sinceramente, não sei quem construiu esta ideia de o Sporting ser desde sempre, em Portugal, ‘o’ clube de excelência na formação e no aproveitamento dos seus ex-juniores. A realidade a que assisti e tenho assistido foi/é esta: Sporting, Benfica e FC Porto diferenciam-se ciclicamente na qualidade e/ou aproveitamento de jogadores saídos da formação. Quando recuamos às décadas de 1970 e 1980 verificamos que o Benfica foi quem mais formou e promoveu jogadores campeões à equipa principal, mais do dobro do Sporting, e até o FC Porto viu sair mais campeões das suas equipas de juniores do que os leões (podia colocar aqui a lista, mas a mesma é muito extensa). Se avançarmos para a década de 1990, o FC Porto é claramente o campeão, com a colocação em campo de 15 nomes que ficaram para a história pela conquista do pentacampeonato (desses craques, só Fernando Couto não fez qualquer época de tal epopeia). O Benfica, nos dois títulos que conseguiu entre 1990 e 1999, utilizou 11 futebolistas formados na Luz. O Sporting, por exemplo, nos dois títulos da década entre 2000 e 2009 apenas usou seis. Bem sei que os sportinguistas criam esta ‘ilusão’ da força da formação por uma razão muito específica, a qual se prende com o facto de ser o único clube português a ter formado dois vencedores do prémio ‘Melhor Jogador do Mundo’. E também é verdade que deu ao país nomes que ganharam muito peso na história do futebol nacional e internacional, como Damas, Inácio, Futre, Figo, Simão, Quaresma, Ronaldo, Nani, Moutinho, Rui Patrício, Adrien, William, Cédric ou João Mário (nove deles foram Campeões Europeus de Seleções em 2016), mas não esqueço verdadeiros craques formados no Benfica que vi jogar (Humberto Coelho, Eurico Gomes, Chalana, Nené, Rui Jordão, Diamantino, Shéu, Artur Correia, Paulo Sousa, Rui Costa, Maniche, Manuel Fernandes, Bernardo Silva, Gonçalo Guedes, Nélson Semedo ou João Félix). Como não esqueço figuras ímpares nascidas no FC Porto que ganharam com inteira justiça um lugar no patamar superior do futebol (António Oliveira, Fernando Gomes, Jaime Magalhães, João Pinto, Vítor Baía, Fernando Couto, Rui Barros, Rui Jorge, Semedo, Jorge Costa, Sérgio Conceição, Ricardo Carvalho ou Bruno Alves). Fica claro, creio, que a qualidade ou aproveitamento dos escalões de formação no Sporting não é superior ou inferior quando comparado com os seus rivais. Há momentos muito bons e outros francamente maus, em todos os clubes. Quando a qualidade está lá, o aproveitamento é maior. Mas isso não se aplica por ‘decreto’. Se Rúben Amorim entender que existe muita qualidade entre os jogadores que estão nas equipa sub-23 ou sub-20, claro que deve aproveitá-los. Mas só nesse caso e não para preencher uma cota, porque orçamentos de 50 milhões ou mais estão obrigados a lutar por títulos. Jogar para o terceiro lugar faz-se com metade desse orçamento.
2 – SENTEM A CAMISOLA. Li com atenção o artigo que Diogo Leitão publicou ontem aqui no ‘Leonino’. Deixem-me abrir um parêntesis para sublinhar que o Diogo foi, para mim, uma boa surpresa na Comissão de Gestão entre junho e setembro de 2018. Fiquei até com a certeza que é do tipo de dirigente que a qualquer momento poderia ser muito útil ao Clube. Espero que um dia ele volte. No artigo de ontem, Diogo Leitão defendia a aposta forte na formação em 2020/21. Uma das justificações dadas prendia-se com o facto de esses jogadores ‘sentirem mais a camisola’. Bom, aqui não posso estar mais em desacordo. A ideia que o Sporting (ou qualquer outro clube português) deve apostar na formação porque os futebolistas daí saídos ‘sentem a camisola’ choca de frente com a realidade de há vários anos: o que os miúdos querem é mostrar-se o mais rapidamente possível na equipa principal para darem o salto em busca de salários milionários. E os clubes formadores até agradecem… Não vou sequer recuar ao exemplo de Simão Sabrosa, muito menos ao de Figo ou de João Moutinho. Basta-me ir a Adrien, que agora vem manifestar vontade em voltar. Pois bem, a Adrien foi renovado o contrato com o entendimento, de parte a parte, que seria para terminar a carreira no Sporting. Passou, por isso, ao patamar mais alto da folha salarial dos jogadores profissionais da SAD. Bastou uma época acima da média e a conquista do Europeu’2016 para ‘esquecer’ tudo e iniciar o processo que terminaria com a transferência dele. O dinheiro falou mais alto, claro. Como também ‘fez a cabeça’ de forma rapidíssima a Gelson ou Rafael Leão (ou ainda acreditam que rescindiram por terem ficado traumatizados com o ataque a Alcochete?). O período de permanência dos jovens nos clubes portugueses que os formam é cada vez menor. E, na verdade, trata-se de uma situação que agrada às duas partes. Portanto, o ‘sentir a camisola’ já não existe neste processo, pelo que ao clube não deve importar o ‘sentir’ mas sim o ‘jogar’, ou seja, tirar o melhor aproveitamento desportivo de cada futebolista, sem cair no erro de pretender construir ‘projetos’ em cima de um ou de um grupo deles. Não vale a pena, no futebol atual, planear para além de uma época. Porque as vontades mudam à velocidade da luz.
3 – TEM DE SER O FUTURO. Não falta quem defenda que o futuro das equipas portuguesas, principalmente as grandes, tem de passar pela formação, como se isso não fosse já opção declarada desde há uns anos. O investimento nessa área nunca foi tão acentuado, mas a opção de Sporting, Benfica, FC Porto e Sp. Braga faz-se mais com o sentido de faturar em transferências milionárias do que em olhar ao reforço dos plantéis profissionais. O número de jogadores transferidos por estes clubes, com permanência igual ou inferior a duas épocas nas equipas principais, é impressionante. Demonstra, de forma cabal, que a formação é mais solução financeira que desportiva, pelo que a contratação de mãos cheias de estrangeiros para ‘ver se dá’ vai continuar a todo o vapor.
Em antecâmara à partida respeitante aos quartos-de-final da prova rainha, avenses contam com regresso importante e talvez até decisivo
05 Fev 2026 | 10:43 |
O AFS volta a contar com Cristian Devenish para o compromisso frente ao Sporting, depois de o defesa-central ter cumprido castigo nas últimas jornadas do campeonato. O colombiano falhou dois encontros da Liga na sequência da expulsão com vermelho direto diante do Arouca, na 18.ª ronda, regressando agora às opções de João Henriques.
O regresso surge numa fase em que a equipa procura estabilidade após resultados contrastantes no campeonato. Depois de um empate fora frente ao Casa Pia, o AFS sofreu uma derrota pesada diante do Braga, resultado que não altera o foco imediato da equipa, centrado na Taça de Portugal e na luta por um lugar nas meias-finais da prova.
Cristian Devenish tem sido uma peça regular no setor defensivo esta temporada. O central soma 18 jogos oficiais, sendo o segundo jogador mais utilizado do plantel, e contabiliza 1445 minutos, o número mais elevado entre os defesas da equipa. A sua disponibilidade volta a dar maior margem de escolha ao treinador.
Na primeira volta do campeonato, o colombiano foi titular frente ao Sporting - que tem novos detalhes sobre a contratação de Francisco Trincão - , num encontro disputado na 14.ª jornada da Liga, em que cumpriu os 90 minutos. Agora, volta a estar apto para defrontar os leões, num duelo decisivo dos quartos de final da Taça de Portugal.
Vale a pena recordar que o emblema verde e branco entra em campo esta quinta-feira, dia 5 de fevereiro, frente ao AFS. O encontro, a contar para os quartos-de-final da prova rainha, diante da turma liderada por João Henriques, jogar-se-á às 20h45, em Alvalade.
Jornal do país vizinho dedicou um artigo a um dos jogadores mais importantes do plantel de Rui Borges e vinca que a saída está em cima da mesa
05 Fev 2026 | 10:41 |
O Sporting prepara-se para renovar contrato com Francisco Trincão até 2030 e o acordo iminente teve repercussão em Espanha. O diário Sport dedicou um artigo ao tema, referindo o alegado interesse dos leões numa futura venda do jogador.
"O Sporting prepara o negócio do século com Trincão: renovado e sem aumento na cláusula para vendê-lo", é o título do texto publicado pelo jornal espanhol. Na mesma peça, o Sport sublinha a importância do extremo no conjunto leonino, escrevendo: "O internacional português tornou-se uma peça fundamental para o Sporting e também é titular da sua seleção. Deu um salto importante na sua carreira e os seus números são verdadeiramente de craque. Tem 10 golos e 12 assistências nesta temporada e tornou-se o jogador mais decisivo ofensivamente da Liga Portuguesa. A renovação dá tranquilidade tanto a ele como ao seu clube, embora a sua cláusula seja pagável para equipas da Premier League".
O diário catalão acrescenta ainda que os leões estarão agora mais disponível para negociar o passe do jogador, explicando: "O Sporting nunca teve a intenção de o deixar sair enquanto mantivesse os direitos económicos partilhados com o Barça, mas agora as coisas mudaram. Aproveitou bem a necessidade blaugrana e ninguém duvida que irão obter um benefício importante com a operação. Além disso, Trincão é agora representado por Jorge Mendes, o que garante movimento a curto ou médio prazo".
Segundo a mesma fonte, Bayern Munique, Manchester City e Milan já demonstraram interesse numa eventual contratação do internacional português. Francisco Trincão, de 26 anos, cumpre a quarta temporada ao serviço do dos verdes e brancos.
Esta temporada, ao serviço do Sporting, Francisco Trincão – avaliado em 35 milhões de euros – realizou 32 jogos: 20 na Liga Portugal Betclic, sete na Liga dos Campeões, três na Taça de Portugal, um na Taça da Liga e outro na Supertaça Cândido de Oliveira. Nos 2.682 minutos realizados, o avançado apontou 10 golos e 12 assistências.
SAD verde e branca definiu como prioridade a manutenção dos seus principais ativos e há já se sabe quem são os próximos com novos contratos
05 Fev 2026 | 10:33 |
Com os processos considerados mais urgentes resolvidos no Sporting - Francisco Trincão, Pedro Gonçalves, Gonçalo Inácio, Ousmane Diomande e João Simões -, Frederico Varandas centra agora atenções noutros dossiês, nomeadamente Maxi Araújo e Rui Borges.
O internacional uruguaio, de 25 anos, chegou ao Sporting na temporada passada e rapidamente se afirmou junto dos adeptos, despertando também o interesse de clubes europeus. Embora tenha contrato válido até junho de 2029, a administração pretende rever o seu vencimento. A cláusula de rescisão, fixada nos 80 milhões de euros, deverá manter-se inalterada.
Em paralelo, está também em análise a situação de Rui Borges, cujo contrato termina em junho de 2027. O treinador já foi abordado pela liderança leonina com vista a uma eventual continuidade para além dessa data. Publicamente, o técnico afirmou “estar muito feliz no Sporting”, deixando em aberto a possibilidade de um novo prolongamento contratual.
Desde o início da temporada que a SAD definiu como prioridade a manutenção dos seus principais ativos, uma estratégia que tem permitido preservar a base da equipa bicampeã e, simultaneamente, reforçar a estabilidade financeira através de cláusulas de rescisão elevadas. No caso de Francisco Trincão, a cláusula mantém-se nos 60 milhões de euros, um valor significativo para um jogador de 26 anos que atravessa um dos melhores momentos da carreira.
Vale lembrar que a renovação do extremo demorou a concretizar-se, mas acabou por ser concluída. O internacional português prolongou o vínculo com o Sporting até junho de 2030, após um processo negocial longo que terminou com entendimento entre as duas partes. O jogador tem vindo a afirmar-se em Alvalade, atingiu a convocatória da Seleção Nacional e o Clube assegura a continuidade de um dos elementos considerados estruturais no plantel.