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Futebol

NÃO É O SENTIR, É O JOGAR

Se não soubesse como se faz e para que serve o ‘jogo’ da especulação, seria tentado a acreditar que o Sporting estava a preparar um plantel de ‘feitos em casa’ para a próxima época

Leonino - Onde o Sporting é notícia
Leonino - Onde o Sporting é notícia

27 Abr 2020 | 14:09 |

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A ideia que o Sporting (ou qualquer outro clube português) deve apostar na formação porque esses jogadores ‘sentem a camisola’ choca de frente com a realidade de há vários anos: o que os miúdos querem é mostrar-se o mais rapidamente possível na equipa principal para darem o salto em busca de salários milionários. E os clubes formadores até agradecem…


Se não soubesse como se faz e para que serve o ‘jogo’ da especulação no noticiário desportivo (a léguas de distância de qualquer outro tipo de noticiário, há já muitos anos), seria tentado a acreditar que o Sporting estava a preparar um plantel de ‘feitos em casa’ para a próxima época. Afinal, entre os cinco jovens da formação que Rúben Amorim ‘quer’ promover (Eduardo Quaresma, central de 18 anos; Gonçalo Inácio, central de 18 anos; Nuno Mendes, lateral-esquerdo de 17 anos; Matheus Nunes, médio de 21 anos; Joelson, extremo de 17 anos), mais os regressos do médio Daniel Bragança, de 20 anos, e do central Ivanildo, de 24 anos, juntando-lhes Max (21 anos), Ilori (27), Jovane (21), Miguel Luís (21), Francisco Geraldes (25), Pedro Mendes (20) e Rafael Camacho (19), só aqui identificamos metade de um grupo profissional! Mas como sei bem como se faz e para que serve o ‘jogo’ da especulação, tenho quase a certeza que destes 14 jogadores aqui identificados, na melhor das hipóteses veremos 7 ou 8 no plantel 2020/21. Acredito que muitos sportinguistas defendam ser este o momento certo para a tão ‘desejada’ aposta definitiva e em força na formação. Os argumentos utilizados são quase sempre os mesmos, permitam-me enumerá-los:


1 – É A NOSSA MATRIZ. Sinceramente, não sei quem construiu esta ideia de o Sporting ser desde sempre, em Portugal, ‘o’ clube de excelência na formação e no aproveitamento dos seus ex-juniores. A realidade a que assisti e tenho assistido foi/é esta: Sporting, Benfica e FC Porto diferenciam-se ciclicamente na qualidade e/ou aproveitamento de jogadores saídos da formação. Quando recuamos às décadas de 1970 e 1980 verificamos que o Benfica foi quem mais formou e promoveu jogadores campeões à equipa principal, mais do dobro do Sporting, e até o FC Porto viu sair mais campeões das suas equipas de juniores do que os leões (podia colocar aqui a lista, mas a mesma é muito extensa). Se avançarmos para a década de 1990, o FC Porto é claramente o campeão, com a colocação em campo de 15 nomes que ficaram para a história pela conquista do pentacampeonato (desses craques, só Fernando Couto não fez qualquer época de tal epopeia). O Benfica, nos dois títulos que conseguiu entre 1990 e 1999, utilizou 11 futebolistas formados na Luz. O Sporting, por exemplo, nos dois títulos da década entre 2000 e 2009 apenas usou seis. Bem sei que os sportinguistas criam esta ‘ilusão’ da força da formação por uma razão muito específica, a qual se prende com o facto de ser o único clube português a ter formado dois vencedores do prémio ‘Melhor Jogador do Mundo’. E também é verdade que deu ao país nomes que ganharam muito peso na história do futebol nacional e internacional, como Damas, Inácio, Futre, Figo, Simão, Quaresma, Ronaldo, Nani, Moutinho, Rui Patrício, Adrien, William, Cédric ou João Mário (nove deles foram Campeões Europeus de Seleções em 2016), mas não esqueço verdadeiros craques formados no Benfica que vi jogar (Humberto Coelho, Eurico Gomes, Chalana, Nené, Rui Jordão, Diamantino, Shéu, Artur Correia, Paulo Sousa, Rui Costa, Maniche, Manuel Fernandes, Bernardo Silva, Gonçalo Guedes, Nélson Semedo ou João Félix). Como não esqueço figuras ímpares nascidas no FC Porto que ganharam com inteira justiça um lugar no patamar superior do futebol (António Oliveira, Fernando Gomes, Jaime Magalhães, João Pinto, Vítor Baía, Fernando Couto, Rui Barros, Rui Jorge, Semedo, Jorge Costa, Sérgio Conceição, Ricardo Carvalho ou Bruno Alves). Fica claro, creio, que a qualidade ou aproveitamento dos escalões de formação no Sporting não é superior ou inferior quando comparado com os seus rivais. Há momentos muito bons e outros francamente maus, em todos os clubes. Quando a qualidade está lá, o aproveitamento é maior. Mas isso não se aplica por ‘decreto’. Se Rúben Amorim entender que existe muita qualidade entre os jogadores que estão nas equipa sub-23 ou sub-20, claro que deve aproveitá-los. Mas só nesse caso e não para preencher uma cota, porque orçamentos de 50 milhões ou mais estão obrigados a lutar por títulos. Jogar para o terceiro lugar faz-se com metade desse orçamento.


2 – SENTEM A CAMISOLA. Li com atenção o artigo que Diogo Leitão publicou ontem aqui no ‘Leonino’. Deixem-me abrir um parêntesis para sublinhar que o Diogo foi, para mim, uma boa surpresa na Comissão de Gestão entre junho e setembro de 2018. Fiquei até com a certeza que é do tipo de dirigente que a qualquer momento poderia ser muito útil ao Clube. Espero que um dia ele volte. No artigo de ontem, Diogo Leitão defendia a aposta forte na formação em 2020/21. Uma das justificações dadas prendia-se com o facto de esses jogadores ‘sentirem mais a camisola’. Bom, aqui não posso estar mais em desacordo. A ideia que o Sporting (ou qualquer outro clube português) deve apostar na formação porque os futebolistas daí saídos ‘sentem a camisola’ choca de frente com a realidade de há vários anos: o que os miúdos querem é mostrar-se o mais rapidamente possível na equipa principal para darem o salto em busca de salários milionários. E os clubes formadores até agradecem… Não vou sequer recuar ao exemplo de Simão Sabrosa, muito menos ao de Figo ou de João Moutinho. Basta-me ir a Adrien, que agora vem manifestar vontade em voltar. Pois bem, a Adrien foi renovado o contrato com o entendimento, de parte a parte, que seria para terminar a carreira no Sporting. Passou, por isso, ao patamar mais alto da folha salarial dos jogadores profissionais da SAD. Bastou uma época acima da média e a conquista do Europeu’2016 para ‘esquecer’ tudo e iniciar o processo que terminaria com a transferência dele. O dinheiro falou mais alto, claro. Como também ‘fez a cabeça’ de forma rapidíssima a Gelson ou Rafael Leão (ou ainda acreditam que rescindiram por terem ficado traumatizados com o ataque a Alcochete?). O período de permanência dos jovens nos clubes portugueses que os formam é cada vez menor. E, na verdade, trata-se de uma situação que agrada às duas partes. Portanto, o ‘sentir a camisola’ já não existe neste processo, pelo que ao clube não deve importar o ‘sentir’ mas sim o ‘jogar’, ou seja, tirar o melhor aproveitamento desportivo de cada futebolista, sem cair no erro de pretender construir ‘projetos’ em cima de um ou de um grupo deles. Não vale a pena, no futebol atual, planear para além de uma época. Porque as vontades mudam à velocidade da luz.

 


3 – TEM DE SER O FUTURO. Não falta quem defenda que o futuro das equipas portuguesas, principalmente as grandes, tem de passar pela formação, como se isso não fosse já opção declarada desde há uns anos. O investimento nessa área nunca foi tão acentuado, mas a opção de Sporting, Benfica, FC Porto e Sp. Braga faz-se mais com o sentido de faturar em transferências milionárias do que em olhar ao reforço dos plantéis profissionais. O número de jogadores transferidos por estes clubes, com permanência igual ou inferior a duas épocas nas equipas principais, é impressionante. Demonstra, de forma cabal, que a formação é mais solução financeira que desportiva, pelo que a contratação de mãos cheias de estrangeiros para ‘ver se dá’ vai continuar a todo o vapor.


Futebol

Bruno Fernandes persegue recordes na Premier League e está a um pequeno passo de...

Ex Sporting voltou a brilhar no jogo da 38.ª jornada da Premier League e continua como peça essencial na caminhada desta época pelo Manchester United

Bruno Fernandes  elevou para 18 o número de passes para golo nesta edição da Premier League e está cada vez mais próximo do recorde
Bruno Fernandes elevou para 18 o número de passes para golo nesta edição da Premier League e está cada vez mais próximo do recorde

20 Abr 2026 | 16:31 |

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O Manchester United regressou, no passado sábado, às vitórias na Premier League, batendo o Chelsea, em Londres, por 1-0. Matheus Cunha, autor do único tiro certeiro da partida em Stamford Bridge, fez as redes da baliza abanar após uma assistência de um dos portugueses da equipa de Manchester, Bruno Fernandes. O capitão dos red devils continua em destaque e encontra-se muito perto de fazer história, já que o ex-leão elevou para 18 o número de passes para golo nesta edição do campeonato inglês e está cada vez mais próximo de Mesut Özil, Kevin De Bruyne e Thierry Henry.


Agora, para Bruno Fernandes, as contas são simples. Restam-lhe cinco jornadas para conseguir, pelo menos, igualar Mesut Özil, com 19 assistências, ou Kevin De Bruyne e Thierry Henry, com 20 assistências cada um. Se acumular mais três assistências, poderá mesmo ultrapassar estes números e tornar-se no jogador com mais assistências numa só edição da Premier League.


Quando questionado sobre a possibilidade de entrar para a história do campeonato inglês, o ex-Sporting garante não se focar nos números, mas sim em melhorar o seu desempenho a cada jogo, sendo que as assistências serão reflexo da sua prestação dentro de campo. “Digo o mesmo que digo sempre: quero fazer melhor do que na temporada passada. Quero melhorar todas as semanas, porque quero tornar-me um melhor jogador e terminar a minha carreira na melhor forma possível”, esclareceu Bruno Fernandes, em declarações à TNT Sports.


Por enquanto, o capitão da equipa de Manchester já ultrapassou outros ilustres nomes do futebol inglês, como Frank Lampard, Cesc Fàbregas e Mohamed Salah, mas ainda tem os jogos frente a Brentford, Liverpool, Sunderland, Nottingham Forest e Brighton para conseguir alcançar o topo dos jogadores com mais assistências numa só edição do máximo escalão do futebol inglês.

Para além do recorde de assistências, também o recorde de bolas paradas de Steven Gerrard deve estar na mente do português. Bruno Fernandes conta com nove assistências provenientes de cantos ou livres indiretos e está a apenas duas de igualar o registo do mítico jogador do Liverpool na temporada de 2013/2014. No entanto, o estatuto no Manchester United está perfeitamente consolidado pelo camisola 8 dos red devils. Bruno conta com 102 assistências em todas as competições ao serviço do Manchester United, sendo apenas o quarto jogador a ultrapassar a barreira da centena. Na história estão, ainda, Ryan Giggs, com 249, Wayne Rooney, com 127, e David Beckham, com 115.


O português só tem motivos para sorrir, não fosse o Manchester United encontrar-se na terceira posição da Premier League, com 58 pontos, estando muito próximo de regressar à Liga dos Campeões. Depois do 15.º lugar conquistado em 2024/2025 e de uma época de ausência total nas competições europeias, a equipa comandada por Michael Carrick - treinador que acabou por substituir Ruben Amorim no comando técnico - não pode baixar os braços na luta pela permanência no lugar de bronze do pódio, uma vez que a concorrência está próxima.

“Sinto que estamos três pontos mais próximos, mas temos mais um jogo para ganhar. Sabemos que precisamos de pontos para agarrar este lugar e vamos fazer de tudo para os alcançar o mais rapidamente possível”, prometeu Bruno Fernandes. 


Futebol

Taça de Portugal à vista: Sporting prepara visita ao Porto com 5 baixas

Após a derrota no dérbi eterno, verdes e brancos regressaram aos trabalhos na Academia Cristiano Ronaldo, com foco na prova rainha

Sporting regressou aos trabalhos para preparar a visita ao Porto, para a Taça de Portugal. João Simões, Fotis Ioannidis, Luís Guilherme e Nuno Santos de fora
Sporting regressou aos trabalhos para preparar a visita ao Porto, para a Taça de Portugal. João Simões, Fotis Ioannidis, Luís Guilherme e Nuno Santos de fora

20 Abr 2026 | 15:40 |

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Esta segunda-feira, dia 20 de abril, Sporting iniciou a preparação para o duelo com o Porto, referente à segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, agendado para quarta-feira, às 20h45, no Estádio do Dragão. Após o desaire com o Benfica, os leões regressaram à Academia Cristiano Ronaldo.


Na mais recente sessão, os jogadores utilizados na derrota no dérbi eterno realizaram apenas trabalho de recuperação, enquanto os restantes elementos do plantel treinaram normalmente sob orientação do técnico Rui Borges.


No boletim clínico mantêm-se João Simões, Fotis Ioannidis, Nuno Santos, Iván Fresneda e Luís Guilherme, todos ainda entregues ao departamento médico. No caso do primeiro, a situação pode ser mais 'grave' que o inicialmente previsto e é possível que não volte a jogar esta temporada.


Para terça-feira está marcada nova sessão de treino à porta fechada, durante a manhã, com a habitual conferência de imprensa de antevisão a cargo de Rui Borges agendada para as 12h00. A viagem do Sporting para o Norte acontece ao final do dia.

O emblema verde e branco volta a entrar em campo na próxima quarta-feira, dia 22 de abril, frente ao Porto. O encontro, a contar para segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, diante da turma orientada por Francesco Farioli, jogar-se-á no Estádio do Dragão, pelas 20h45.


Equipa agradeceu aos adeptos:


Futebol

Decisões de Rui Borges? Jornalista culpa Varandas por falta de apoio no Sporting: "Criminoso"

Redator e repórter principal do jornal Notícias ao Minuto abordou recente dérbi entre águias e leões, assim como as exibições da turma leonina

Carlos Pereira Fernandes acredita que a gestão de Frederico Varandas relativamente ao plantel do Sporting de Rui Borges "roça o 'criminosa'"
Carlos Pereira Fernandes acredita que a gestão de Frederico Varandas relativamente ao plantel do Sporting de Rui Borges "roça o 'criminosa'"

20 Abr 2026 | 15:11 |

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Com base na recente eliminação da Liga dos Campeões e desaire frente ao Benfica, Carlos Pereira Fernandes acredita que a gestão de Frederico Varandas relativamente ao plantel "roça o 'criminoso'". Apesar do jornalista assumir certas decisões questionáveis tomadas por Rui Borges, este considera que "faltou um Danoninho" ao técnico leonino que o presidente verde e branco "lhe recusou dar".


Carlos Pereira Fernandes: "O Sporting corre sérios riscos de ver a temporada de 2025/26 ir cano abaixo no espaço de apenas uma semana"


"O Sporting corre sérios riscos de ver a temporada de 2025/26 ir cano abaixo no espaço de apenas uma semana. Depois do empate com o Arsenal (que funcionou como uma derrota, já que ditou a eliminação da Liga dos Campeões), surgiu o desaire com o Benfica, que quase mata a corrida pelo título de campeão nacional... e segue-se o Porto, para a Taça de Portugal", escreveu, no seu texto de opinião ao jornal Notícias ao Minuto.


"Se, contra o Arsenal, ficou a sensação de que era mesmo possível o leão ter sido feliz, contra o Benfica, não foi muito diferente. É caso para dizer que, em ambos os casos, faltou a Rui Borges um Danoninho, que está à vista de todos já desde a última época, mas que Frederico Varandas lhe recusou dar, com os resultados que estão à vista", destacou.

Carlos Pereira Fernandes: "A gestão de Frederico Varandas face ao plantel roça o 'criminosa'"


"Rui Borges tem decisões questionáveis, é verdade. Entre elas, a de insistir num Pedro Gonçalves preso por arames, que só a espaços vai fazendo lembrar o jogador que chegou a ser. No entanto, a gestão por parte do presidente em relação ao plantel roça o 'criminosa', especialmente, numa temporada em que poderia ter alcançado a hegemonia do futebol português", atirou, no que ao plantel e gestão do mesmo diz respeito.

"O exercício é muito simples de fazer. Em 2025/26, o Sporting gastou quase 100 milhões de euros em reforços, mas só um (Luis Suárez) entrou de caras no onze. Todos os outros, ou desiludiram, ou passaram mais tempo de fora do que em campo, pelo que custa apontar o dedo a Rui Borges por um 'pesadelo' que vai parecendo cada vez mais inevitável", atirou ainda.

Carlos Pereira Fernandes: "Rui Borges pode passar de herói a vítima"

"Dito isto, Rui Borges pode passar de herói a vítima do 'síndrome José Peseiro', ficando conhecido como o treinador que tinha tudo na mão, e tudo deixou passar. Mas a verdade é que a única coisa que pedia a Frederico Varandas era um Danoninho contra o descalabro de 2024/25 (que, miraculosamente, resolveu), mas esse nunca chegou", concluiu.


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