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Varandas deixa mensagem de Natal aos adeptos do Sporting num ano de sonho para os leões
24 Dez 2025 | 11:01
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13 Jul 2020 | 09:10 |
Terminou na passada semana uma ação de sportinguistas denominada “Sporting Com Rumo”. Passando ao lado dos temas que por lá foram discutidos, vou centrar-me na única opinião que vi ser partilhada por todos aqueles que estiveram nos painéis de debate: uns assumiram-no de viva voz, outros revelaram concordância, e não me lembro de alguém ter discordado (caso tal tenha acontecido, fica já aqui o meu pedido de desculpas pela omissão). Refiro-me ao facto de a Sporting TV não ter estado presente para fazer a cobertura em direto ou diferido das referidas jornadas. E fez a Sporting TV muito bem.
Um canal de clube (já agora, como qualquer órgão de comunicação ligado a um partido político) não serve, nem deve servir, para dar voz a movimentos oposicionistas fora do período eleitoral. Defender que a Sporting TV seja a voz de todos os sportinguistas não faz qualquer sentido. O canal nunca pode ser um alimentador de divisões, menos ainda um palco de crítica permanente ao rumo traçado pelo Conselho Diretivo; deve isso sim ser um meio de disseminação da visão estratégica do CD. Dito de outra forma: é um meio de propaganda, com todas as vantagens e desvantagens inerentes ao modelo. Isso sucede com a Sporting TV, como com qualquer outro canal de clube por esse Mundo fora. No mandato de Bruno de Carvalho, o canal recebia convidados que tivessem uma posição permanentemente hostil em relação ao caminho traçado pelo CD? Claro que não. Cobria acontecimentos que de alguma forma pudessem instigar os Sócios e adeptos contra o próprio CD? Claro que não. E não fazia qualquer sentido atuar de forma contrária. Então, porque exigir um comportamento diferente ao atual CD? No início, este CD quis mostrar que era diferente e deu a Rui Calafate e Samuel Almeida a possibilidade de estarem num programa de debate semanal. Em menos de nada começaram a surgir nesse programa críticas a Varandas e ao desempenho da equipa de futebol. Inventou-se uma desculpa e o programa saiu da grelha. Óbvio. As regras do jogo são estas e não foram inventadas agora. Nasceram com os clubes, com os partidos. Como oposicionista às políticas de Frederico Varandas desde o dia em que permitiu que a auditoria ‘forense’ às contas de Clube e SAD fossem devassadas na praça pública, sem prévio conhecimento do Sócios, era para mim muito fácil juntar-me a este coro de críticos à ação da Sporting TV, seria apenas mais um hipócrita entre tantos outros. Mas, para mim, existem os factos, as opiniões, as críticas e o bom senso. Não gosto que se deturpem factos e sempre que possível procuro clarificar as coisas; tento compreender as opiniões apesar de poder discordar delas; entendo que as críticas devem ser seguidas da apresentação de soluções; e não compreendo como falta tanto bom senso em imensas discussões entre sportinguistas.
Deu-se como exemplo a transmissão em direto, por parte da Sporting TV, de uma jornada semelhante, o “Sporting Talks”, organizado por Miguel Poiares Maduro em julho de 2018. Ora, faltou sublinhar o essencial: a Sporting TV estava sob a orientação de uma Comissão de Gestão, o mandato de Bruno de Carvalho terminara três semanas antes; nesse momento, a CG encontrava-se a sete semanas de fazer as malas e até agradecia a existência de eventos que servissem para amachucar o ex-Presidente. Mais, o Sporting estava em período eleitoral. Este “Sporting Com Rumo” ocorreu a 20 meses (!) do próximo ato eleitoral e, sim, serviu de plataforma para algumas pessoas se posicionarem em relação a março de 2022. Assim que tomei conhecimento de quais os organizadores e participantes no evento, percebi o propósito do mesmo. Apesar de ter ouvido por lá muitos a dizer que não tinham qualquer interesse ou plano para encabeçar ou integrar futuras listas eleitorais, sei muito bem que pelo menos uma mão cheia daqueles participantes está a trabalhar para suceder a Frederico Varandas. Nada contra, bem pelo contrário, agora não nos façam de parvos ao exigir que fosse a própria Sporting TV a dar-lhes o palco para se colocarem na corrida. Tal como não deu esse mesmo palco à jornada de Coimbra “O que farias pelo teu Sporting”, em novembro de 2019, quando Nuno Sousa quis criar a sua ‘onda’ de lançamento para uma candidatura assumida seis meses depois.
A Sporting TV tem de cobrir, sim, o Congresso Leonino e garantir entrevistas e debates com os candidatos à liderança do Clube, quando o momento chegar. Mas quem escolhe o momento são os Estatutos e não as pessoas.
Antigo técnico e dirigente do Clube de Alvalade com declarações fortes sobre ato eleitoral dos leões, bem como sobre o ex-Presidente verde e branco
09 Jan 2026 | 11:39 |
Augusto Inácio afirma que as eleições de 2011 do Sporting foram “falseadas”. Em entrevista ao jornal A Bola, o antigo técnico e dirigente do Clube de Alvalade questionou os resultados desse ato eleitoral e fez balanço positivo da liderança de Bruno de Carvalho, apontando o dedo a Frederico Varandas.
"Eleições de 2011 foram falseadas"
Augusto Inácio começou por recordar o período eleitoral de 2011, afirmando que o mesmo foi falseado: “Faria tudo igual e por uma razão muito simples. Eu sabia que, em 2011, o Godinho Lopes tinha o Luís Duque e o Carlos Freitas. E depois havia um desconhecido: Bruno de Carvalho. E que ele queria falar com o Augusto Inácio. Então marcámos um encontro na Mealhada e ele apresentou-me um programa com 120 pontos. Li aquilo com calma e só havia um ou dois com os quais eu não concordava. As eleições foram falseadas, sinceramente”.
“Passou-se muita coisa, mas não quero estar sempre a falar nisso. Mas em 2013 sou convidado para diretor-geral do futebol. Não havia dinheiro. O nosso orçamento para aquele ano foi 25 ou 26 milhões de euros. Não dava para contratar quase ninguém, mas lá conseguimos contratar o Leonardo Jardim. Um homem que nos deu a força que precisávamos e, com pouco dinheiro, começámos quase do zero”, acrescentou o antigo responsável do Sporting.
Augusto Inácio defende Bruno de Carvalho: "Quem é que fez a negociação com a NOS?"
Sobre o ataque à Academia, em 2018, Augusto Inácio revela pedido de ajuda de Bruno de Carvalho: “Ligou-me e pediu-me: 'Tens de me ajudar com os jogadores que rescindiram contrato.' Voltei, mas disse ao Bruno que voltava apenas e só para tentar que os jogadores do Sporting tirassem da cabeça a rescisão do contrato. Assino um contrato de três anos, mas, dias depois, sou surpreendido com a saída do Bruno. Fica a comissão administrativa”.
Questionado sobre qual o lugar na história do Sporting que Bruno de Carvalho ocupará, Augusto Inácio faz um balanço positivo: “É aquilo que as pessoas quiserem ver. Eu, nos dois anos em que estive com ele, vi um homem corajoso, a pôr o dedo na ferida em tudo o que era sítio. Tudo para que o Sporting tivesse o respeito que até então não estava a ter. Quem é que fez a negociação com a NOS?”.
Confira as declarações de Augusto Inácio:
Gestor pondera avançar com candidatura ao ato eleitoral agendado para 14 de março e desafiar atual liderança do Clube leonino
09 Jan 2026 | 11:17 |
Nuno Correia da Silva está a ponderar seriamente ser candidato nas próximas eleições do Sporting, agendadas para o próximo dia 14 de março. A informação foi avançada pelo jornal O Jogo nesta sexta-feira, 9 de janeiro. O antigo dirigente surge como uma alternativa para disputar a presidência.
Após o anúncio de Frederico Varandas, a expectativa geral indicava que o atual líder dos leões fosse a votos sozinho. Contudo, há uma esfera do universo verde e branco que considera que existem aspetos fundamentais a melhorar na gestão diretiva. Desta forma, a hipótese de não existir qualquer concorrência caiu por terra, abrindo espaço ao debate.
O possível oponente foi administrador executivo da SAD do Sporting, em representação da Holdimo, cargo que já não exerce atualmente. Num passado muito recente, o gestor apontou várias falhas à estratégia seguida por Frederico Varandas, criticando opções tomadas no plano desportivo e financeiro.
Na gala dos Prémios Stromp, no passado mês de dezembro, Frederico Varandas anunciou a recandidatura: “Consideramos estar a meio da nossa missão e da escola de onde venho nunca se sai a meio de uma missão. Quero aqui anunciar que nos iremos recandidatar às eleições de março de 2026”.
Na passada quinta-feira, através do jornal oficial do Clube, tornou-se pública a marcação das eleições. O ato terá lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00 no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, presidido atualmente pelo Sócio João Palma.
Antigo campeão pelo Clube de Alvalade revelou episódio do momento da sua última saída dos leões e deixou algumas palavras sobre Frederico Varandas
09 Jan 2026 | 11:15 |
Augusto Inácio - que afirmou que as eleições do Sporting foram falseadas - recordou os bastidores da sua saída do Sporting após a crise de Alcochete e deixou uma avaliação direta - e dividida - sobre o impacto de Frederico Varandas na história do clube, numa entrevista em que abordou tanto episódios pessoais como o legado desportivo da atual liderança leonina.
Augusto Inácio: "Não estava a fazer nada no Sporting"
O antigo jogador, treinador e dirigente revelou que, apesar de ter contrato em vigor, não estava a desempenhar funções no clube aquando da eleição de Frederico Varandas, quatro meses depois dos acontecimentos de Alcochete. Foi o próprio Inácio quem tomou a iniciativa de esclarecer a situação. “Eu tenho três anos de contrato e não estava a fazer nada no Sporting. Provoco uma reunião: eu, Varandas e o advogado João Sampaio”, contou, em declarações ao jornal A Bola.
Durante esse encontro, Augusto Inácio estranhou a abordagem feita pelo então recém-eleito presidente. “O Varandas começa a falar e a dizer que estivera no Vitória de Setúbal nove meses sem receber. E eu a pensar: ‘Mas isto é o Sporting, não é o Vitória’”, relatou.
Augusto Inácio: "O advogado começa a falar numa cláusula do contrato e eu dou dois berros"
Segundo Inácio, a conversa acabou por escalar quando foi invocada uma cláusula contratual. “O advogado começa a falar numa cláusula do contrato e eu dou dois berros e digo: ‘Olha, mete a cláusula pelo rabinho acima. Só quero receber até ao dia em que trabalhei. Não me pagam mais nada’”, afirmou, descrevendo a forma abrupta como encerrou a sua ligação ao clube.
Questionado sobre o lugar que Frederico Varandas ocupará na história do Clube de Alvalade, Augusto Inácio foi claro ao separar o plano pessoal do desportivo. “Não me posso esquecer de que o Sporting, com ele, ganhou três campeonatos e os adeptos sabem bem a importância que isto tem”, sublinhou.
Para o antigo internacional português, o sucesso desportivo é determinante na avaliação de qualquer presidente. “Podes fazer um grande trabalho e reverter as coisas no plano financeiro, podes fazer tudo, mas se não fores campeão, nunca serás um presidente marcante”, defendeu, acrescentando que “o atual presidente, com três campeonatos, ficará na história, claro”.
Augusto Inácio: "Varandas, como homem, não merecia ganhar um campeonato que fosse"
Ainda assim, Augusto Inácio fez questão de traçar uma distinção clara entre o homem e o dirigente. “Não confundo amizades com inimizades. Posso falar, sim, do homem e do presidente”, explicou, antes de deixar uma das declarações mais duras da entrevista: “Como homem, não merecia ganhar um campeonato que fosse. Zero. Nenhum. Como presidente está a fazer um bom trabalho, sim senhor”.
Confira as declarações de Augusto Inácio: