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Após queixa do Porto em relação a Varandas, Presidente do Sporting é absolvido pela FPF
13 Fev 2026 | 11:28
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09 Mar 2020 | 12:30 |
Quando um clube adquire um jogador, seja por que preço for, acrescenta valor à coluna do ativo (o que não sucede com um treinador). E cria a expectativa, lógica, de juntar um futuro ganho financeiro ao desportivo. Essa é a regra base do negócio futebol e a probabilidade de a mesma vir a verificar-se é grande, embora não garantida. No caso do Sporting, se olharmos às aquisições mais dispendiosas da história do clube (Sinama-Pongolle, Alan Ruiz e Bas Dost, todas a rondar os 10 milhões) verificamos que não houve aproveitamento desportivo com os dois primeiros nem lucro financeiro com qualquer deles (todos saíram abaixo do preço de custo). Isto para dizer o quê? Se nem com futebolistas o retorno do investimento está seguro, imagine-se no ‘mercado’ de treinadores, o qual existe apenas de forma muito esporádica. Mas esta lógica não foi suficiente para travar a decisão irracional de Frederico Varandas, que aceitou pagar, numa semana que entra directamente para a história do futebol Mundial, 10 milhões de euros ao Sp. Braga para ter o treinador Rúben Amorim no Sporting, dando até a entender que conta ganhar dinheiro no futuro, com a transferência deste mesmo técnico (que tem uma cláusula de saída de 20 milhões de euros).
1 – Milhares de Sócios do Sporting manifestaram-se no domingo, pela segunda vez nas imediações do Estádio, contra o Presidente do Clube, Frederico Varandas. O número total de aderentes às duas manifestações levadas a cabo no mesmo local em junho de 2018, a pedir a demissão do então Presidente Bruno de Carvalho, não chegou sequer a metade daqueles que no domingo fizeram ouvir bem alto a sua voz de contestação. Estive no local nesses três momentos. É-me fácil, por isso, comparar as ‘molduras humanas’. No entanto, para a generalidade dos comentadores televisivos as ‘manifs’ de 2018 foram uma demonstração cabal do descontentamento dos Sócios, enquanto esta foi apenas fruto de um movimento de claques (como se os seus elementos não fossem também eles Sócios), ignorando que nem sequer foram os GOA a ‘convocar’ o encontro. Dentro do Estádio, uma hora depois, tornou-se claro quem eram os contestatários: a esmagadora maioria daqueles que estavam na Superior Sul A (sector das claques), muitos dos que estavam na Superior Norte A (sector das famílias onde até entrou uma faixa ‘Godinho 2.0’) e pequenos grupos espalhados pela Central A oposta à Tribuna Presidencial. Sim, o movimento que começou há meses nos GOA está a alastrar de forma rápida e teve na decisão da aquisição do novo treinador um curto rastilho.
2 – Não pelo facto da escolha ter recaído em Rúben Amorim, mas sim por terem sido pagos 10 milhões para concretizar a operação. Não existe uma razão lógica para que um clube português gaste 10 milhões de euros na aquisição de um treinador, seja ele quem for. Ser o Sporting a fazê-lo é ainda mais irracional. Só não entende isso quem não quer. A capacidade de investimento no mercado de futebolistas é reduzida em Alvalade. Não se compara com o poder financeiro dos dois rivais na luta pelo título. Por exemplo, é mais difícil ao Sporting encontrar uma solução financeira para gastar 10 milhões num jogador, do que ao Benfica para gastar o dobro num único reforço (Weigl e Pedrinho, 20 milhões cada). É assim tão difícil entender as razões pelas quais a opção de Frederico Varandas não tem qualquer sentido? Mas acrescento outra: o Presidente leonino não vinculou a contratação de Rúben Amorim ao desejo de ganhar títulos. Deste treinador ele espera, sim, e sublinhou-o, trabalho de valorização de determinados jogadores para que depois os mesmos possam ser transferidos por verbas superiores. É esta perspectiva redutora do futebol-negócio que afasta os ‘clientes’. E qual é a importância destes mesmos ‘clientes’? Perguntem aos jogadores do Vitória Sport Clube que peso específico teve uma bancada cheia de apoiantes na forma como viraram o resultado em Paços de Ferreira.
3 – O Sporting com esta troca de treinadores já gastou quase metade da verba orçamentada para o reforço da equipa 2020/21. E agora esse ‘bolo’ só cresce se lhe for adicionado o ‘fermento’ de novas vendas. Como é fácil de ver, os poucos jogadores que ainda podem valer alguma verba significativa são aqueles que hoje garantem uma qualidade mínima à equipa. Colocar Coates (quando Mathieu vai terminar carreira), Wendel ou Acuña no mercado, para depois ter de encontrar substitutos à altura, é perder o certo e passar a ter o incerto. Bem sabemos que existe outra via porque o empresário Jorge Mendes consegue pegar num qualquer jogador banal e transferi-lo por um valor igual ou superior a 10 milhões. Já o mostrou com Thierry Correia. Mas entre as ‘encomendas’ que já lhe foram feitas por FC Porto e Benfica para o Verão, não sei se lhe sobrará muito tempo (e clubes) para ‘arranjar’ pelo menos 20 milhões ao Sporting.
P.S. Único ponto positivo da aquisição do treinador por 10 milhões: nunca mais ouviremos Salgado Zenha ou outro administrador falar de problemas financeiros até final do mandato…
Eleições do emblema verde e branco terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março
16 Fev 2026 | 14:28 |
A candidatura de Bruno Sorreluz, mais conhecido por Bruno ‘Sá’, foi oficialmente validada, cumprindo todos os pressupostos exigidos pelos estatutos do Sporting. O empresário, de 45 anos, entregou a lista no dia 12 de fevereiro e vai agora concorrer contra Frederico Varandas.
A novidade foi anunciada pelo próprio Bruno Sá, proprietário do restaurante ‘Cantinho do Sá’, localizado nas imediações do Estádio José Alvalade. O candidato recorreu às redes sociais para partilhar a notícia e agradecer tanto aos apoiantes como àqueles que duvidaram da capacidade da sua equipa em reunir os requisitos necessários.
B. Sorreluz: “É oficial! Vamos a votos"
“É oficial! Vamos a votos. Obrigado a todos os que acreditaram e tornaram possível esta missão, mas um agradecimento também a quem não acreditou e colocou em causa a capacidade da fantástica equipa que me acompanha”.
O empresário - que criticou recentemente Frederico Varandas - sublinhou ainda a preparação da sua equipa para enfrentar a campanha eleitoral: “Conseguir, em tão pouco tempo, os requisitos legais para formalizar a candidatura, mostra que estamos preparados para tudo. Vamos à campanha”, escreveu.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Candidato às próximas eleições do Clube de Alvalade deixou uma mensagem nas redes sociais após a formalização da sua intenção
13 Fev 2026 | 14:36 |
Bruno Sá entregou esta quinta-feira as assinaturas para a oficialização da sua candidatura à presidência do Sporting. E se inicialmente evitou revelar os nomes que integram a sua lista acabou por deixar críticas pelo facto de estes terem sido tornados públicos. Numa mensagem nas redes sociais da sua candidatura intitulada "há momentos na vida em que o silêncio deixa de ser opção", o candidato não se deixou ficar.
"Minutos depois [de falar aos jornalistas], os nomes que integram as listas da minha candidatura já circulavam em grupos de WhatsApp e, de seguida, na Imprensa, quando estavam apenas na posse de quem os recebeu oficial e confidencialmente", frisou, garantindo: "Já manifestei, por telefone, o meu profundo desagrado ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. João Palma."
"Como pode um candidato sentir confiança?"
"Como pode um candidato sentir confiança num processo em que informação sensível é exposta desta forma? Que garantias existem? Situações destas podem configurar uma violação grave dos deveres institucionais de reserva, confidencialidade e proteção de dados pessoais", escreve.
"A verdade é que este episódio não surge isolado. Tenho aguentado, em nome da elevação e do respeito pelo Sporting, um conjunto de situações que preferi não expor publicamente. Mas o que aconteceu hoje ultrapassa todos os limites", lançou, considerando que o episódio, que "ultrapassa todos os limites, não surge isolado", atirando: "Qual é o receio de eu ir a votos?", questionou Bruno Sá.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Confira a publicação:
Antigo administrador da SAD leonina, entre 2016 e 2022, anuncia razões de não ser adversário de Frederico Varandas no ato eleitoral do Clube
13 Fev 2026 | 13:10 |
O prazo para a entrega de candidaturas no Sporting esgotou-se esta quinta-feira e o Clube vai a votos no próximo dia 14 de março para escolher entre os projetos de Frederico Varandas e Bruno Sá - que explicou recentemente a intenção da sua candidatura. Após ponderação, Nuno Correia da Silva decidiu não entrar na corrida eleitoral em 2026 mas admite que gostava de ver uma estrutura “mais participado pelos Sócios".
"O Sporting tem imensos sócios e adeptos que não estão a ser aproveitados"
“O propósito da candidatura seria de mobilizar os adeptos para a adesão a um modelo de gestão mais participado pelos Sócios. Considero o atual modelo muito centralizado e distante. O Sporting tem um imenso capital humano, os seus Sócios e adeptos, que não estão a ser aproveitados", revelou, em declarações ao jornal Record.
"Das consultas que fiz, a maioria das pessoas reveem-se neste propósito, mas entendem que não é o timing certo para avançar. Respeito, não é a minha opinião, mas só faria sentido avançar em equipa. Pessoalmente, há razões de saúde que aconselham a não avançar”, declarou.
"O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade"
Administrador da SAD entre 2016 e 2022, não exclui a possibilidade de avançar noutro momento: “O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade”, observou, esperançado em ver, no próximo mandato presidencial até 2030, “um Sporting que vende [jogadores] por ajustamentos de plantel e não por razões de tesouraria".
Ao concluir, Nuno Correia da Silva apontou o fundamental: "O importante é gerar receitas alternativas que possam sustentar a manutenção dos melhores no seu melhor período. Isso é possível com a internacionalização da marca e com o recurso a múltiplas fontes de receitas. Os maiores clubes europeus têm como maior fonte de receita, mais de 50%, as receitas comerciais, decorrentes da sua internacionalização, esse deve ser o caminho".