Receba, em primeira mão, as principais notícias do Leonino no seu WhatsApp!
Clube
27 Jan 2021 | 13:00 |
Há ideias que são transmitidas sem que previamente tenham sido alvo de qualquer reflexão. Chamo-lhe as ideias do ‘porque sim’, pois sei que o argumento de quem as utilizar terá a solidez de um castelo de areia. A ideia de quem defendia não ter o Sporting capacidade para fazer, com sucesso, três jogos numa semana inscreve-se nesse grupo, porque só devemos assumir tal afirmação depois de termos a demonstração clara de tal ‘verdade’. Ora, no espaço de uma semana o Sporting defrontou Sp. Braga, FC Porto e Boavista (no Bessa). Rodou alguns jogadores e venceu os três jogos, com as duas primeiras vitórias a valerem a terceira Taça da Liga para o Museu Sporting, e com a terceira a não ter números de goleada apenas por acaso (ou más finalizações sobretudo de João Mário e Sporar). Portanto, quem defendia que a eliminação da Liga Europa tinha sido muito útil ainda está a tempo de refletir sobre tal barbaridade.
O mês de janeiro, importante para colocar à prova as capacidades da equipa, teve apenas uma mancha, a eliminação da Taça de Portugal, naquele que terá sido o pior jogo da equipa na presente temporada. Todos sabemos da impossibilidade de uma equipa, seja qual for, conseguir fazer toda uma época só com jogos de sucesso. Um mau jogo, no qual surge um mau resultado, garantidamente acontece. Aliás, acontecem até dois ou três por temporada. Já nos aconteceram dois, os quais custaram a entrada na Liga Europa e a continuidade na Taça de Portugal. Há que lidar com isso e a equipa de Rúben Amorim lidou muito bem.
Na passada semana, o treinador do FC Porto, Sérgio Conceição, afirmou: “A ideia de jogo do Sporting é fácil de interpretar, mas difícil de contrariar”. Creio ter sido uma das frases mais certeiras, em relação ao futebol, proferidas nos últimos tempos. Porque na verdade é muito fácil de ‘ler’ aquilo que Rúben Amorim quer e faz do Sporting, mas como a força da ideia dele parte de uma grande mobilidade ofensiva, torna-se bem complicado aos adversários apresentarem argumentos para a travarem. Os jogadores do Sporting não ‘estão’ nos espaços de finalização, antes ‘aparecem’ lá e essa mobilidade coloca sempre os treinadores adversários perante um dilema: aceitam ‘desposicionar’ os seus médios e defesas em função dos deslocamentos constantes dos jogadores do Sporting, ou abordam o jogo defensivo a partir da referência à ocupação zonal? Com uma ou outra exceção, raro é o treinador que aceita fazer marcação individual a mais do que um ou dois jogadores ofensivos. Sobre os outros recorre-se à ideia de encurtamento dos espaços, seja com a subida da linha de defesa (quando se tem centrais rápidos), seja com a concentração de homens nas linhas defensiva e média (como fez Jesualdo Ferreira). Quem segue todos os jogos do Sporting sabe bem que já defrontámos todas estas ideias. E na esmagadora maioria das vezes foram os Leões a vencer. Porque a força da ideia de Rúben Amorim, mais minuto menos minuto, acaba por levar a melhor. Ele chamou-lhe, creio que em tom de brincadeira, ‘estrelinha’. Na verdade, não o é. Quando os jogadores aceitam não sair do roteiro, e quando o mesmo é mesmo bom, o sucesso está mais próximo. Ora, o Sporting, mesmo sem muitos jogadores capazes de ‘virar’ o jogo pela sua capacidade individual, faz da ideia do treinador a sua grande arma. Raramente deixa de ser equipa, entende bem que a força do coletivo é bem superior à soma das individualidades. O sucesso reside aí.
Quando um grupo de jogadores aceita submeter-se às ideias de um treinador por acreditar naquilo que lhes é transmitido, estabelece-se a ‘reação química’ que faz os campeões. Não tenho dúvidas que o Sporting está a viver hoje essa ‘reação química’, porque não identifiquei, até ao momento, um jogador que entrasse em campo e não soubesse muito bem qual o papel que lhe cabia desempenhar naquele ‘filme’. Pode fazê-lo melhor ou pior que outro colega, é natural, a qualidade não é igual em todos, mas não vejo ali ninguém errar posicionamentos de forma recorrente. Se houver combustível para manter a lamparina acesa até maio, esta ‘reação química’ terá tudo para ficar na história.
P.S. O cartão amarelo visto por Palhinha no Bessa é uma decisão muito triste para quem, como eu, defende que a arbitragem na atualidade está incomparavelmente melhor do que num passado recente. Aceitaria mais facilmente o amarelo a Coates na falta à entrada da área sobre Paulinho. A falta de Palhinha é igual a dezenas de outras que só valem cartão caso ocorram por acumulação de lances faltosos, mas neste caso... foi a primeira infração. Vários árbitros deram-me fortes razões para deixar de acreditar em ‘encomendas’. Fábio Veríssimo fez-me vacilar, fez-me ficar de pé atrás. Quero acreditar que foi apenas uma decisão infeliz...
Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas
30 Jul 2026 | 12:51 |
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.
O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.
"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.
Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.
Veja a publicação:
Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios
26 Jul 2026 | 10:25 |
A Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados. No final da sessão, Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios.
"Foi um dia de Sporting cheio de participação e de espírito Leonino que culminou, já fora da AG, com a vitória do Sporting no seu jogo de apresentação. Além de a AG ter enchido de orgulho os Sócios, que assim participaram na vida do Clube, tivemos também a coincidência de termos alcançado a vitória no Troféu Cinco Violinos".
Ao todo, participaram na votação 2.408 sócios, correspondentes a 14.208 votos, sendo que o orçamento de rendimentos, gastos e investimentos para o exercício de 2026/27 foi aprovado com 2.118 votos a favor, 265 contra e 25 votos brancos ou nulos.
As contas consolidadas relativas ao exercício económico de 2024/25 também receberam luz verde, ao recolherem 2.219 votos favoráveis, 157 contra e 32 votos brancos ou nulos. Na mesma sessão, os sócios aprovaram ainda a aquisição do espaço correspondente ao Holmes Place Alvalade, no Estádio José Alvalade, por 8,7 milhões de euros, com 2.270 votos a favor, 125 contra e 13 votos brancos ou nulos.
O quarto e último ponto da ordem de trabalhos incidiu sobre a criação de uma nova categoria de sócio, definindo os respetivos direitos e deveres. A proposta foi aprovada com 1.591 votos favoráveis, 778 contra e 39 votos brancos ou nulos, encerrando uma AG em que todas as medidas apresentadas obtiveram aprovação.
Pedro Almeida Cabral considerou que a votação demonstra a confiança dos associados na atual liderança do Clube: "Não nos compete a nós fazer ponderações políticas sobre o estado do Clube e sobre o grau de adesão dos Sócios às propostas. Ainda assim, posso dizer que me parece evidente que estes resultados demonstram uma confiança acentuada no mandato desta Direção. Demonstra que o Clube está unido", afirmou. Antes da reunião magna, Frederico Varandas falou do mercado.
Depois de longas negociações e vários avanços e recuos, leões estão prestes a oficializar uma decisão que promete marcar arranque da nova época
25 Jul 2026 | 15:17 |
O Sporting está prestes a oficializar uma das decisões mais aguardadas pelos adeptos nos últimos anos. Após um longo processo de negociações, marcado por avanços, recuos e várias reuniões entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os representantes dos Grupos Organizados de Adeptos, os leões vão voltar a contar com um protocolo conjunto com as quatro claques do Clube.
O entendimento permitirá o regresso da histórica Curva Sul ao Estádio José Alvalade, uma mudança muito desejada por muitos sportinguistas. O acordo deverá ser anunciado antes do jogo de apresentação frente ao Mónaco e prevê a assinatura de um protocolo com Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, algo inédito desde a chegada da atual Direção.
Além do regresso da Curva Sul, o Sporting será também o primeiro clube em Portugal a implementar o modelo de safe standing no estádio. Em condições normais, as claques ficarão concentradas entre os setores A12 e A16, embora o Directivo Ultras XXI opte por manter uma parte dos seus elementos na Superior Norte.
O novo protocolo surge quase sete anos depois da rutura entre a Direção e as claques, ocorrida em 2019, na sequência dos acontecimentos que se seguiram ao caso de Alcochete e aos protestos dirigidos a Frederico Varandas. Desde então, a relação entre ambas as partes atravessou momentos de grande tensão, com manifestações, comunicados e várias tentativas falhadas de entendimento.
Nos últimos meses, porém, o diálogo intensificou-se e permitiu desbloquear vários dos principais pontos de discórdia, incluindo a situação das conhecidas "casinhas" das claques. Com o acordo praticamente fechado, o Sporting acredita que abre uma nova fase na relação com os adeptos organizados, reforçando o ambiente em Alvalade para a temporada 2026/27.
Sporting prepara choque entre os grandes: Quotas podem ficar acima de Benfica e Porto
17 Jul 2026 | 16:52