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Villas-Boas admite semelhanças entre Porto e Sporting e afirma 'confronto' com Varandas
09 Out 2026 | 16:05
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27 Jan 2021 | 13:00 |
Há ideias que são transmitidas sem que previamente tenham sido alvo de qualquer reflexão. Chamo-lhe as ideias do ‘porque sim’, pois sei que o argumento de quem as utilizar terá a solidez de um castelo de areia. A ideia de quem defendia não ter o Sporting capacidade para fazer, com sucesso, três jogos numa semana inscreve-se nesse grupo, porque só devemos assumir tal afirmação depois de termos a demonstração clara de tal ‘verdade’. Ora, no espaço de uma semana o Sporting defrontou Sp. Braga, FC Porto e Boavista (no Bessa). Rodou alguns jogadores e venceu os três jogos, com as duas primeiras vitórias a valerem a terceira Taça da Liga para o Museu Sporting, e com a terceira a não ter números de goleada apenas por acaso (ou más finalizações sobretudo de João Mário e Sporar). Portanto, quem defendia que a eliminação da Liga Europa tinha sido muito útil ainda está a tempo de refletir sobre tal barbaridade.
O mês de janeiro, importante para colocar à prova as capacidades da equipa, teve apenas uma mancha, a eliminação da Taça de Portugal, naquele que terá sido o pior jogo da equipa na presente temporada. Todos sabemos da impossibilidade de uma equipa, seja qual for, conseguir fazer toda uma época só com jogos de sucesso. Um mau jogo, no qual surge um mau resultado, garantidamente acontece. Aliás, acontecem até dois ou três por temporada. Já nos aconteceram dois, os quais custaram a entrada na Liga Europa e a continuidade na Taça de Portugal. Há que lidar com isso e a equipa de Rúben Amorim lidou muito bem.
Na passada semana, o treinador do FC Porto, Sérgio Conceição, afirmou: “A ideia de jogo do Sporting é fácil de interpretar, mas difícil de contrariar”. Creio ter sido uma das frases mais certeiras, em relação ao futebol, proferidas nos últimos tempos. Porque na verdade é muito fácil de ‘ler’ aquilo que Rúben Amorim quer e faz do Sporting, mas como a força da ideia dele parte de uma grande mobilidade ofensiva, torna-se bem complicado aos adversários apresentarem argumentos para a travarem. Os jogadores do Sporting não ‘estão’ nos espaços de finalização, antes ‘aparecem’ lá e essa mobilidade coloca sempre os treinadores adversários perante um dilema: aceitam ‘desposicionar’ os seus médios e defesas em função dos deslocamentos constantes dos jogadores do Sporting, ou abordam o jogo defensivo a partir da referência à ocupação zonal? Com uma ou outra exceção, raro é o treinador que aceita fazer marcação individual a mais do que um ou dois jogadores ofensivos. Sobre os outros recorre-se à ideia de encurtamento dos espaços, seja com a subida da linha de defesa (quando se tem centrais rápidos), seja com a concentração de homens nas linhas defensiva e média (como fez Jesualdo Ferreira). Quem segue todos os jogos do Sporting sabe bem que já defrontámos todas estas ideias. E na esmagadora maioria das vezes foram os Leões a vencer. Porque a força da ideia de Rúben Amorim, mais minuto menos minuto, acaba por levar a melhor. Ele chamou-lhe, creio que em tom de brincadeira, ‘estrelinha’. Na verdade, não o é. Quando os jogadores aceitam não sair do roteiro, e quando o mesmo é mesmo bom, o sucesso está mais próximo. Ora, o Sporting, mesmo sem muitos jogadores capazes de ‘virar’ o jogo pela sua capacidade individual, faz da ideia do treinador a sua grande arma. Raramente deixa de ser equipa, entende bem que a força do coletivo é bem superior à soma das individualidades. O sucesso reside aí.
Quando um grupo de jogadores aceita submeter-se às ideias de um treinador por acreditar naquilo que lhes é transmitido, estabelece-se a ‘reação química’ que faz os campeões. Não tenho dúvidas que o Sporting está a viver hoje essa ‘reação química’, porque não identifiquei, até ao momento, um jogador que entrasse em campo e não soubesse muito bem qual o papel que lhe cabia desempenhar naquele ‘filme’. Pode fazê-lo melhor ou pior que outro colega, é natural, a qualidade não é igual em todos, mas não vejo ali ninguém errar posicionamentos de forma recorrente. Se houver combustível para manter a lamparina acesa até maio, esta ‘reação química’ terá tudo para ficar na história.
P.S. O cartão amarelo visto por Palhinha no Bessa é uma decisão muito triste para quem, como eu, defende que a arbitragem na atualidade está incomparavelmente melhor do que num passado recente. Aceitaria mais facilmente o amarelo a Coates na falta à entrada da área sobre Paulinho. A falta de Palhinha é igual a dezenas de outras que só valem cartão caso ocorram por acumulação de lances faltosos, mas neste caso... foi a primeira infração. Vários árbitros deram-me fortes razões para deixar de acreditar em ‘encomendas’. Fábio Veríssimo fez-me vacilar, fez-me ficar de pé atrás. Quero acreditar que foi apenas uma decisão infeliz...
Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade
11 Out 2026 | 22:35 |
Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.
Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.
O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.
O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.
Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou.
Presidente marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão
11 Out 2026 | 10:43 |
Frederico Varandas marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão. O Presidente do Sporting recordou que, logo após ser eleito em 2018, admitiu aos elementos da sua direção que o mandato poderia durar apenas seis meses, caso fosse necessário tomar decisões difíceis.
F. Varandas: "Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos"
"A primeira vez que reunimos depois de eleitos em 2018, todos os meus colegas de Conselho Directivo estavam muito felizes, orgulhosos, mas estraguei aquele ambiente de festa logo aos três minutos. Disse-lhes: Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos, porque vamos fazer o que tem de ser feito", contou.
O dirigente, que participou num painel sobre liderança antes da intervenção do antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, recorreu também à experiência militar para explicar a importância de conhecer os próprios limites e decidir sob pressão. Varandas recordou a missão no Afeganistão e a forma como essas vivências influenciaram a sua maneira de liderar: "Mais do que os resultados, as pessoas seguem valores. O que tiro da minha formação militar (ainda sou capitão do exército com muito orgulho) e da experiência da missão no Afeganistão, com os comandos, é a capacidade de conhecer os meus limites. Somos testados em condições altamente desfavoráveis, tendo de continuar a trabalhar, a decidir sob pressão, muitas vezes nesse limite", afirmou.
Além do mais, relatou ainda um episódio vivido durante uma missão em Kandahar, quando um oficial demonstrou nervosismo antes de uma patrulha numa zona dominada pelos talibãs. "Aprendi que nós, líderes, temos de tomar decisões difíceis. Quando premimos o gatilho, temos medo? Temos. Mas temos, sobretudo, de não transmitir esse medo aos nossos colaboradores, aos nossos soldados", sublinhou.
Varandas - que recentemente deu um estouro em Luís Montenegro - abordou também a sua perspetiva sobre as características necessárias para liderar, afastando a ideia de que a vontade, por si só, permite alcançar qualquer objetivo: "A liderança penso-a exatamente da mesma maneira: temos de ter características inatas para ser um líder com competências e resultados. Todos melhoramos, sim, com treino, mas um verdadeiro líder, que aguenta momentos difíceis... isso nasce connosco".
Durante debate no Parlamento, chefe do Governo utilizou uma metáfora com Clube de Alvalade para visar críticos do seu mandato
10 Out 2026 | 09:47 |
Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto. No final da vitória dos leões por 3-1 frente ao Braga, o Presidente leonino comentou as palavras do primeiro-ministro durante o debate do Orçamento do Estado.
Montenegro, adepto dos dragões, tinha recorrido à história do Sporting para ilustrar a ideia de que as previsões de défice feitas pela oposição poderiam não se concretizar no imediato. O chefe do Governo aludiu à expressão "para o ano é que vai ser", numa referência ao longo período que os leões passaram sem conquistar o título nacional.
Varandas revelou que recebeu várias mensagens sobre o episódio e explicou que só tomou conhecimento exato das declarações durante a deslocação para o jogo com o Braga. "Realmente recebi muitas mensagens sobre o debate quinzenal. Tanto que, na viagem para cá, tive de ver o que realmente tinha sido dito. Não houve nada. Foi uma graçola. Eu não a teria feito, tendo em conta que há milhões de eleitores Sportinguistas", afirmou.
F. Varandas: "Preferia estar mais 19 anos sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros"
O líder do Sporting não ficou, porém, por aí e aproveitou a ocasião para lançar uma farpa ao rival portista, recorrendo à polémica das escutas relacionadas com o Apito Dourado. "Mas essa do clube que ganhava quase, quase... Só queria dizer que estivemos 18 ou 19 anos sem vencer. Mas posso dizer que preferia estar mais 19 sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros", declarou.
Quanto ao jogo, o Sporting venceu o Braga por 3-1 na 8.ª jornada da Liga, depois de ter chegado ao intervalo em desvantagem, graças a um autogolo de Rui Silva, aos 41 minutos. Na segunda parte, Luis Suárez restabeleceu a igualdade aos 66’, de cabeça, e um autogolo de Bernardo Fontes, aos 70’, consumou a reviravolta leonina. Rodrigo Zalazar fechou o resultado aos 81 minutos, com um remate de fora da área.
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09 Out 2026 | 16:05
João Maria Jonet explode contra bicadas de Luís Montenegro sobre o Sporting: "Cobarde"
09 Out 2026 | 13:31
Luís Montenegro faz figura deprimente no Parlamento e goza com o Sporting (vídeo)
09 Out 2026 | 13:04