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Há quem garanta que Raphinha "tem um problema sério familiar e financeiro" e polémica rebenta
22 Jun 2026 | 12:21
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25 Fev 2021 | 17:00 |
O Leonino esteve à conversa com Nuno Santos, ex-guarda-redes do Sporting, que fazia parte do plantel verde e branco na época do mítico campeonato de 1999/2000. O guardião lembrou os momentos mais importantes e que, na sua opinião, levaram os leões ao título. A palavra de ordem foi apenas uma: união.
“Um dos grandes segredos foi essa união e todas as coisas que fazíamos em segredo dos deuses”
“Relembro-que que tínhamos uma união enorme. Os jogos eram ao domingo e nós, à sexta-feira, fazíamos os banhos e massagens. O ‘manca’, o Paulinho, ia buscar as chamuças com as cervejas e nós íamos para os banhos de imersão ali a confraternizar. Pode não parecer, mas esses momentos também faziam com que nos uníssemos cada vez mais e com que o grupo se conhecesse cada vez melhor. Um dos grandes segredos foi essa união e todas as coisas que fazíamos em segredo dos deuses. Era algo como se estivesse no nosso regulamente interno, todos os jogadores tinham de estar presentes para perceberem um bocado a mística de uma equipa campeã”, começou por explicar, contando, de seguida, alguns episódios que ainda hoje lhe enchem a memória.
“A história mais marcante, nesse ano, foi seguramente quando estávamos a sair de Vidal Pinheiro, onde tínhamos imensas pessoas no meio da estrada. Lembro-me de um episódio em particular, em que estava um casal numa mota, enquanto víamos do autocarro, e a rapariga, que vinha à pendura, tira a camisola para mostrar os peitos ao pessoal do Sporting (risos). Lembro-me porque ela tinha lá escrito o número de telemóvel, e começámos todos a rir no autocarro, porque não era uma situação normal”, recordou, lembrando ainda a chegada ao velhinho Alvalade.
“Depois, quando chegámos ao Estádio, uns foram para a Praça do Comércio, outros para o Estádio onde estavam 70 mil pessoas. Lembro-me de lá estar o Jorge Gabriel, que era o speaker da altura, a pedir aos adeptos para terem calma e não invadirem o campo, porque os jogadores iam entrar, para tudo ser pacífico. O Schmeichel foi o primeiro a entrar, depois fui eu e lembro-me de começar a ouvir um assobio descomunal e pensar: “Mas o que é isto?”. Tinha sido a bancada a ceder, a festa acabou logo aí e os adeptos invadiram o campo, retiraram bocados do relvado, redes das balizas, tudo”, relembrou.
“Treinar com o Schmeichel é algo que marca para o resto da vida”
Nuno Santos não poderia deixar de recordar alguém muito importante para o seu percurso: Peter Schmeichel. “Fiz a pré-época, nesse ano, com o Nelson e o Schmeichel. No primeiro dia, o de apresentação, fui logo ter com ele, para lhe dizer que era um enorme gosto poder aprender com ele, com o melhor do mundo. Lembro-me de algumas situações do balneário, porque eu era dos que estava há mais tempo no Clube, mas também o ‘cabeleireiro’ do pessoal todo, além do DJ de Kizomba para alegrar a equipa”, explicou, antes de passar às histórias com o ‘Grande’, como lhe chama.
“Treinar com o Schmeichel é algo que marca para o resto da vida. Era praticamente o braço direito dele, porque era eu quem lhe traduzia as coisas, porque era quem falava inglês fluente. Acima de tudo, aprendi imenso, é uma pessoa muito aberta, muito dedicada ao trabalho, bastante rigoroso e fez-me entender que, na vida, as coisas custam imenso e só com trabalho lá chegamos”, sublinhou.
Ao contrário do que muitos possam pensar, devido à sua postura ameaçadora entre os postes, também Schmeichel era o entusiasta de muitos episódios caricatos entre o grupo.
“Com o ‘Grande’ tive vários episódios. No dia em fomos campeões e estávamos a festejar no Estádio, só me lembro dele a afastar tudo e todos por causa dos filhos, com os adeptos a tombarem no chão”, contou, falando também dos seus momentos mais característicos antes de cada encontro.
“Antes dos jogos, os jogadores criavam aquela rodinha com ele todo nu, porque ainda não estava equipado e ouvíamos o Inácio a dizer: “Peter, então? Despacha-te”, e ele só respondia: “Calma, já viste algum jogo começar sem guarda-redes?”. A verdade é que o grito dele fazia tremer, mas motivava muito, já sabíamos que eram momentos que aconteciam todos os jogos”, recordou.
“Éramos apertados por todo o lado”
Além disso, Nuno Santos partilhou as suas experiências no que toca a clássicos, de forma a antever aquele que o Sporting enfrenta já este sábado, referindo que, atualmente, as coisas mudaram bastante.
“Os clássicos, antigamente, eram muito diferentes do que são agora. Lembro-me de jogarmos nas Antas e estar no autocarro, até perto da hora do jogo… era um inferno. Éramos apertados por todo o lado, porque era algo que fazia parte do ADN do Porto. Era uma forma de nos melindrarem para entrarmos dentro de campo com medo, porque também acontecia no túnel. Hoje em dia já não, mas claro que são jogos com muita responsabilidade e que fazem com que os verdadeiros homens apareçam e consigam sobressair”, relembrou.
“Chegou a vez destes jovens darem uma alegria aos mais ‘cotas’”
Sobre este sábado, o ex-leão foi claro: “O título está encaminhado, mas não garantido”.
“Certamente o Sporting vai dar uma boa resposta, num clássico que poderá decidir muita coisa. Têm estado muitíssimo bem, com os pés bem assentes na terra, com um treinador que sabe aquilo que quer e é o melhor para o Clube, que está a viver um momento único, muito à custa dos jovens jogadores que estão a despontar, que sentem o símbolo. É dar continuidade, serem humildades como têm sido até agora e certamente que vão deixar a sua marca no Clube, tal como nós deixámos em 1999/200. Chegou a vez destes jovens darem uma alegria aos mais ‘cotas’, pois quem é do Sporting já sofre há bastante tempo. O título está encaminhado, mas não garantido. Os jogos só acabam quando o árbitro apita, nunca vi uma equipa ganhar antes de ele ser jogado, portanto, é continuar a fazer o seu trabalhinho”, terminou.
Começa assim o nosso pré-Clássico em no Leonino, no qual também realizámos uma entrevista com Edmílson Pimenta (VER AQUI).
Internacional português continua a ser um dos principais alvos dos leões e continua com o futuro indefinido nesta fase do mercado
22 Jun 2026 | 14:00 |
João Palhinha quer ver o futuro resolvido o mais rapidamente possível e já fez chegar essa intenção aos seus representantes. O médio português continua a ser um dos principais alvos do Sporting para suceder a Morten Hjulmand, mas o processo permanece bloqueado pela posição do Bayern Munique.
Os responsáveis bávaros continuam a exigir pelo menos 25 milhões de euros para libertar o internacional português, valor que tem dificultado avanços significativos nas negociações. Apesar disso, o jogador não pretende arrastar o dossiê durante grande parte do verão e procura uma definição para os próximos tempos.
O regresso a Alvalade continua a ser um cenário que agrada a Palhinha. O médio de 30 anos nunca escondeu a ligação ao Sporting e vê com bons olhos a possibilidade de voltar ao Clube onde fez grande parte da formação. No entanto, essa não é a única hipótese em cima da mesa.
O Tottenham mantém-se atento à situação e continua interessado em garantir a permanência do jogador, depois da temporada realizada na Premier League. Os ingleses estudam a possibilidade de apresentar uma solução definitiva ao Bayern, concorrendo diretamente com os leões pela contratação do internacional português.
A indefinição em torno de Palhinha levou o Sporting a acautelar alternativas para a posição mais recuada do meio-campo. Enquanto o processo do internacional português continua sem desenvolvimentos decisivos, a SAD leonina mantém igualmente debaixo de olho Sergi Altimira e já trabalha noutras opções caso nenhum dos dois alvos principais chegue a Alvalade neste mercado.
Clube de Alvalade terá fechado a contratação do jogador que tem o internacional francês como ídolo e deu nas vistas na última temporada
22 Jun 2026 | 13:10 |
Catarino Pascoal ainda é um nome pouco conhecido da maioria dos adeptos do Sporting, mas o médio de 18 anos chega a Alcochete com uma reputação que vai muito além das qualidades dentro das quatro linhas. O reforço da equipa B leonina destaca-se não só pelo talento que demonstrou ao serviço do Atlético, mas também pela forma como sempre conciliou o futebol com o percurso académico.
Filho de um advogado angolano e natural de Lisboa, o jovem cresceu num ambiente em que os estudos sempre tiveram um papel central. Em declarações ao Canal 11, o próprio revelou a influência do pai na sua formação. "Fui sempre um menino que gostava de estudar e fui sempre influenciado pelo meu pai, que até mete os estudos como prioridade e em primeiro lugar. Diz que primeiro está a formação e depois o futebol. Até hoje estudo e até estou na faculdade", explicou.
A chegada ao Sporting surge depois de uma época de afirmação no Atlético. Catarino Pascoal terminou 2025/26 com dois golos e três assistências em 24 jogos, números que ajudaram a despertar a atenção dos responsáveis leoninos. O médio ganhou ainda destaque pelas exibições realizadas diante de adversários de maior dimensão, incluindo o Benfica, na Taça de Portugal.
Além do perfil académico, o jovem internacional sub-18 português é também conhecido pela personalidade discreta e ambiciosa. Adepto das características de Kylian Mbappé, assumiu em tempos que o internacional francês é uma das suas maiores referências no futebol, ao ponto de imitar a celebração dos golos do atual astro do Real Madrid.
Depois de passagens por Alta de Lisboa, Belenenses, CAC da Pontinha, Sacavenense e Atlético, Catarino Pascoal prepara-se agora para o maior desafio da carreira. Em Alcochete terá a oportunidade de continuar a evolução dentro de uma estrutura profissional, com o objetivo de dar nas vistas na equipa B e aproximar-se, a médio prazo, do plantel principal do Sporting.
Internacional uruguaio tem sido um dos destaques do Campeonato do Mundo, o que aumenta ainda mais o assédio no mercado de transferências
22 Jun 2026 | 12:42 |
Maxi Araújo está a valorizar-se a grande velocidade e, no Uruguai, já há quem acredite que o Sporting terá enormes dificuldades para segurar o internacional celeste por muito mais tempo. Gustavo Ferreyra, antigo treinador das seleções jovens uruguaias, considera que o crescimento do ala leonino tornou inevitável o interesse dos maiores clubes europeus.
Maxi Araújo: "Vai ser muito complicado, difícil, o Sporting conseguir mantê-lo"
Em declarações ao jornal A Bola, o técnico, que trabalhou com Maxi desde os 16 anos, foi claro ao abordar o futuro do jogador. "Vai ser muito complicado, difícil, o Sporting conseguir mantê-lo porque elevou muito o seu nível nos últimos anos. Não fico surpreendido de ver outras grandes equipas europeias com interesse de contar com o Maxi", afirmou.
O antigo selecionador acredita que o Mundial 2026 - no qual está em destaque - poderá aumentar ainda mais a cotação do jogador. "Vai ter protagonismo no Mundial porque é um jogador que Marcelo Bielsa utilizou sempre. Desde que chegou que lhe deu confiança, utilização e fez sempre parte das convocatórias. É um jogador importante para o treinador e para a seleção", explicou.
Ferreyra destacou ainda a evolução e a polivalência de Maxi Araújo, características que ajudam a explicar a crescente procura pelo futebolista. "É um jogador que joga na perfeição no corredor esquerdo, tanto como lateral ou extremo. Tem essa versatilidade. É potente, rápido e forte", referiu.
Aos 26 anos, Maxi vive um dos melhores momentos da carreira e continua a despertar a atenção de vários emblemas europeus. As exibições pelo Sporting e pela seleção uruguaia reforçam a ideia de que a permanência em Alvalade poderá tornar-se cada vez mais difícil, sobretudo se surgirem propostas de elevado valor durante este mercado de verão.