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Varandas deixa mensagem de Natal aos adeptos do Sporting num ano de sonho para os leões
24 Dez 2025 | 11:01
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10 Fev 2021 | 10:21 |
Em campeonatos anteriores, sempre que via o Sporting a três ou mais resultados de distância (8 ou 9 pontos) do líder aceitava de forma natural que a equipa leonina já não estava na luta pelo título. Daí em diante tinha de jogar para tentar voltar a entrar nessa discussão. Umas vezes conseguia, e chegava-se aos 5 ou 6 pontos de atraso, outras não e até via o fosso alargar. Ora, esse mesmo princípio aplico-o aqui sem hesitações a FC Porto e Benfica: estão a três e quatro resultados, respetivamente, atrás do Sporting. Resta-lhes jogar para tentar regressar à luta da qual, por ora, estão arredados. Olharem para o calendário e argumentarem que o Sporting ainda tem de ir ao Dragão, a Braga e à Luz e que por isso nada está perdido (visto pelo lado deles) leva-me a contra-argumentar: verdade, a distância pode ficar ainda maior.
Por o quadro ser este a 16 jornadas do fim, assumo que para mim agora é festa ou frustração. Festa pelo título que nos foge desde a temporada 2001/02 ou frustração por vê-lo passar-nos ao lado num cenário que não me lembro de ser tão favorável. Não me verão um sorriso se em maio o Sporting apenas tiver assegurado lugar na fase de grupos da Champions. Era só o que faltava.
A ideia de o jogo em Barcelos ser ‘uma mostra’ das dificuldades que estão pela frente é treta. Foi um desafio tão complicado quanto o da primeira volta e resolvido da mesma forma, com o virar do resultado nos últimos 10 minutos. Portanto, a essa ‘dificuldade’ ocorrida no jogo de Alvalade seguiu-se uma série de desempenhos que nos colocaram a terminar a 1ª volta com ‘apenas’ 14 triunfos e três empates. Sim, o Gil Vicente foi dos adversários mais competentes que o Sporting teve. E perdeu ambos os confrontos. Não por azar, ou por sorte dos Leões, mas tão-só porque a competência avalia-se após o apito final. E o Sporting na segunda parte foi muito, mas mesmo muito, competente, dada a ação de Rúben Amorim que corrigiu bem com as entradas de Gonçalo Inácio, Tiago Tomás, Bragança e João Mário (foram as quatro chaves, dado que Matheus Reis pouco acrescentou). Passou a ter mais critério de passe no miolo e capacidade para alargar o campo. Não resolveu mais cedo, em parte, porque Pedro Gonçalves esteve desinspirado no momento em que nos anteriores jogos mostrou total acerto: o do remate.
Os ‘grandes’ não ganham um número elevado de jogos nos últimos 10 minutos por sorte ou acaso, mas sim porque obrigam os adversários a um desgaste enorme durante os outros 80. Fica mais fácil provocar o erro quando o opositor está à beira do colapso físico e mental. Repare-se no que sucedeu em Barcelos: a falta cometida sobre Pedro Gonçalves, da qual nasceu o golo da vitória leonina, teve tanto de absurdo como de fruto do cansaço. Pote está de costa para o jogo, a fugir para a linha lateral, tentando ligar a bola com Nuno Santos. Um defesa ‘fresco’ provavelmente teria capacidade para ficar a marcar a posição sem exercer ação, mas Henrique estava nos limites e nem pensou no que fazer, foi instinto de quem já só queria parar ali por sentir-se impotente para seguir Pedro Gonçalves. O mesmo se aplica a Denis: depois de tanto trabalho, a exaustão levou ao erro do guarda-redes. Ora, exemplos destes sucedem-se a cada semana. Umas vezes cai para o lado do Sporting, outras beneficiam FC Porto e Benfica. Se a generalidade dos adeptos conseguisse ser mais racional, compreenderia estas situações e nunca colocaria em causa a honestidade de quem erra. Mas, já se sabe, racionalidade e paixão por um emblema raramente se juntam na cabeça dos adeptos. É pena, porque iriam entender melhor o fantástico que este jogo é.
Antigo técnico e dirigente do Clube de Alvalade com declarações fortes sobre ato eleitoral dos leões, bem como sobre o ex-Presidente verde e branco
09 Jan 2026 | 11:39 |
Augusto Inácio afirma que as eleições de 2011 do Sporting foram “falseadas”. Em entrevista ao jornal A Bola, o antigo técnico e dirigente do Clube de Alvalade questionou os resultados desse ato eleitoral e fez balanço positivo da liderança de Bruno de Carvalho, apontando o dedo a Frederico Varandas.
"Eleições de 2011 foram falseadas"
Augusto Inácio começou por recordar o período eleitoral de 2011, afirmando que o mesmo foi falseado: “Faria tudo igual e por uma razão muito simples. Eu sabia que, em 2011, o Godinho Lopes tinha o Luís Duque e o Carlos Freitas. E depois havia um desconhecido: Bruno de Carvalho. E que ele queria falar com o Augusto Inácio. Então marcámos um encontro na Mealhada e ele apresentou-me um programa com 120 pontos. Li aquilo com calma e só havia um ou dois com os quais eu não concordava. As eleições foram falseadas, sinceramente”.
“Passou-se muita coisa, mas não quero estar sempre a falar nisso. Mas em 2013 sou convidado para diretor-geral do futebol. Não havia dinheiro. O nosso orçamento para aquele ano foi 25 ou 26 milhões de euros. Não dava para contratar quase ninguém, mas lá conseguimos contratar o Leonardo Jardim. Um homem que nos deu a força que precisávamos e, com pouco dinheiro, começámos quase do zero”, acrescentou o antigo responsável do Sporting.
Augusto Inácio defende Bruno de Carvalho: "Quem é que fez a negociação com a NOS?"
Sobre o ataque à Academia, em 2018, Augusto Inácio revela pedido de ajuda de Bruno de Carvalho: “Ligou-me e pediu-me: 'Tens de me ajudar com os jogadores que rescindiram contrato.' Voltei, mas disse ao Bruno que voltava apenas e só para tentar que os jogadores do Sporting tirassem da cabeça a rescisão do contrato. Assino um contrato de três anos, mas, dias depois, sou surpreendido com a saída do Bruno. Fica a comissão administrativa”.
Questionado sobre qual o lugar na história do Sporting que Bruno de Carvalho ocupará, Augusto Inácio faz um balanço positivo: “É aquilo que as pessoas quiserem ver. Eu, nos dois anos em que estive com ele, vi um homem corajoso, a pôr o dedo na ferida em tudo o que era sítio. Tudo para que o Sporting tivesse o respeito que até então não estava a ter. Quem é que fez a negociação com a NOS?”.
Confira as declarações de Augusto Inácio:
Gestor pondera avançar com candidatura ao ato eleitoral agendado para 14 de março e desafiar atual liderança do Clube leonino
09 Jan 2026 | 11:17 |
Nuno Correia da Silva está a ponderar seriamente ser candidato nas próximas eleições do Sporting, agendadas para o próximo dia 14 de março. A informação foi avançada pelo jornal O Jogo nesta sexta-feira, 9 de janeiro. O antigo dirigente surge como uma alternativa para disputar a presidência.
Após o anúncio de Frederico Varandas, a expectativa geral indicava que o atual líder dos leões fosse a votos sozinho. Contudo, há uma esfera do universo verde e branco que considera que existem aspetos fundamentais a melhorar na gestão diretiva. Desta forma, a hipótese de não existir qualquer concorrência caiu por terra, abrindo espaço ao debate.
O possível oponente foi administrador executivo da SAD do Sporting, em representação da Holdimo, cargo que já não exerce atualmente. Num passado muito recente, o gestor apontou várias falhas à estratégia seguida por Frederico Varandas, criticando opções tomadas no plano desportivo e financeiro.
Na gala dos Prémios Stromp, no passado mês de dezembro, Frederico Varandas anunciou a recandidatura: “Consideramos estar a meio da nossa missão e da escola de onde venho nunca se sai a meio de uma missão. Quero aqui anunciar que nos iremos recandidatar às eleições de março de 2026”.
Na passada quinta-feira, através do jornal oficial do Clube, tornou-se pública a marcação das eleições. O ato terá lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00 no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, presidido atualmente pelo Sócio João Palma.
Antigo campeão pelo Clube de Alvalade revelou episódio do momento da sua última saída dos leões e deixou algumas palavras sobre Frederico Varandas
09 Jan 2026 | 11:15 |
Augusto Inácio - que afirmou que as eleições do Sporting foram falseadas - recordou os bastidores da sua saída do Sporting após a crise de Alcochete e deixou uma avaliação direta - e dividida - sobre o impacto de Frederico Varandas na história do clube, numa entrevista em que abordou tanto episódios pessoais como o legado desportivo da atual liderança leonina.
Augusto Inácio: "Não estava a fazer nada no Sporting"
O antigo jogador, treinador e dirigente revelou que, apesar de ter contrato em vigor, não estava a desempenhar funções no clube aquando da eleição de Frederico Varandas, quatro meses depois dos acontecimentos de Alcochete. Foi o próprio Inácio quem tomou a iniciativa de esclarecer a situação. “Eu tenho três anos de contrato e não estava a fazer nada no Sporting. Provoco uma reunião: eu, Varandas e o advogado João Sampaio”, contou, em declarações ao jornal A Bola.
Durante esse encontro, Augusto Inácio estranhou a abordagem feita pelo então recém-eleito presidente. “O Varandas começa a falar e a dizer que estivera no Vitória de Setúbal nove meses sem receber. E eu a pensar: ‘Mas isto é o Sporting, não é o Vitória’”, relatou.
Augusto Inácio: "O advogado começa a falar numa cláusula do contrato e eu dou dois berros"
Segundo Inácio, a conversa acabou por escalar quando foi invocada uma cláusula contratual. “O advogado começa a falar numa cláusula do contrato e eu dou dois berros e digo: ‘Olha, mete a cláusula pelo rabinho acima. Só quero receber até ao dia em que trabalhei. Não me pagam mais nada’”, afirmou, descrevendo a forma abrupta como encerrou a sua ligação ao clube.
Questionado sobre o lugar que Frederico Varandas ocupará na história do Clube de Alvalade, Augusto Inácio foi claro ao separar o plano pessoal do desportivo. “Não me posso esquecer de que o Sporting, com ele, ganhou três campeonatos e os adeptos sabem bem a importância que isto tem”, sublinhou.
Para o antigo internacional português, o sucesso desportivo é determinante na avaliação de qualquer presidente. “Podes fazer um grande trabalho e reverter as coisas no plano financeiro, podes fazer tudo, mas se não fores campeão, nunca serás um presidente marcante”, defendeu, acrescentando que “o atual presidente, com três campeonatos, ficará na história, claro”.
Augusto Inácio: "Varandas, como homem, não merecia ganhar um campeonato que fosse"
Ainda assim, Augusto Inácio fez questão de traçar uma distinção clara entre o homem e o dirigente. “Não confundo amizades com inimizades. Posso falar, sim, do homem e do presidente”, explicou, antes de deixar uma das declarações mais duras da entrevista: “Como homem, não merecia ganhar um campeonato que fosse. Zero. Nenhum. Como presidente está a fazer um bom trabalho, sim senhor”.
Confira as declarações de Augusto Inácio: