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EM MODO DE SOBREVIVÊNCIA

Há uns anos ficaram famosos os ‘papagaios’ no outro clube da Segunda Circular. Mudaram-se para Alvalade?

Leonino - Onde o Sporting é notícia
Leonino - Onde o Sporting é notícia

05 Out 2020 | 10:47 |

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Um Clube que mexe com a emoção de tantos milhões de adeptos e que mexe com tantos milhões de euros, todos os dias tem de ter objetivos a atingir, obstáculos a ultrapassar e desafios a superar. Ora nada disso é compatível com a inacção do ‘modo de sobrevivência’ em que caiu a gestão. Sim, é disso que devemos falar e mostrar preocupação quando o Presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar ‘atira com a toalha ao chão’ e consegue espalhar uma mensagem de ‘deixa andar’ ao sublinhar que, dentro de ano e meio, há eleições, por isso já falta pouco para este suplício terminar. Não senhor juiz, ano e meio em futebol é suficiente para atingir o sucesso ou cair num buraco profundo, porque nesse período definem-se duas épocas desportivas. Se o senhor entende que é esse o ponto a que chegou o Sporting CP e nada tentar para alterar esse estado vegetativo, então no final terá dupla responsabilidade por tudo o que de mal acontecer até lá.


Há uns anos, no outro lado da Segunda Circular, Luís Filipe Vieira apelidou alguns elementos dos Órgãos Sociais do clube que dirige como ‘papagaios’ e aconselhou-os ao silêncio. Má fortuna a do Sporting CP que parece ter herdado estes ‘papagaios’. Desde dirigentes demissionários que entraram com Frederico Varandas e hoje deixam escapar algumas críticas nas redes sociais, ao agora ‘famoso’ Baltazar Pinto. Realmente, quem quer ser conhecido deve, definitivamente, integrar a estrutura dirigente dos leões, porque ali, em menos de nada, já toda a gente lhes conhece nome e rosto. Nos nossos rivais, desconfio que de uma forma geral os portugueses não farão a mínima ideia de quem é ou deixa de ser, além dos presidentes e de uma outra figura mais antiga nas estruturas.


Mas na semana que passou não foi apenas Baltazar Pinto a estar mal ao falar de forma pública acerca de uma questão que aconselhava silêncio absoluto e palavras firmes de Frederico Varandas. Ok, juntar ‘palavras’ e ‘firmes’ na mesma frase que contém ‘Frederico Varandas’ talvez não faça sentido a não ser que se utilize o modo negativo, mas mesmo sabendo disso exigia-se que fosse o líder (ok, ele não o é…) a dar a cara e fazer notar à equipa que no Sporting CP a palavra exigência figura em posição de destaque. Nada. Em vez disso foi um esfíngico Hugo Viana quem veio comentar a saída prematura e impensável da equipa de futebol da Liga Europa. Um funcionário, não um eleito, comentando a vergonha com um ar de quem a encarava com naturalidade, prometeu resposta para o jogo seguinte (que foi ganho em Portimão por 2-0), como se fosse possível que a eliminação de uma prova pudesse ser ultrapassada com um triunfo noutra prova totalmente distinta. Não, meu caro Viana, em Portimão quanto muito vimos uma boa resposta do Sporting CP à derrota do FC Porto. Porque as contas na Liga fazem-se com os da Liga. No mais, dissemos adeus à prova europeia, a única que permite manter o nosso nome a ser falado fora de Portugal. E isso, além de ter um custo incalculável no prestígio de um emblema que não há muito tempo se batia na Liga dos Campeões com os colossos deste continente futebolístico, tem também um custo financeiro direto (seis milhões de euros, mínimo) e indirecto (a saída do top 30 do ranking UEFA faz diminuir ainda mais as verbas futuras a encaixar com uma eventual entrada na Champions). Quando se pedia um discurso de exigência, brindou-nos com uma figura de papagaio, tal a forma como parecia estar apenas a repetir umas frases com pouco sentido que alguém sem noção lhe tinha metido na cabeça.


Amanhã encerra o mercado. Perdemos Wendel, depois da saída de Acuña. Não me enganei quando aqui escrevi que teriam de ser feitas mais vendas para garantir o cumprimento do orçamento. Dos 20 milhões que o Zenit vai pagar, provavelmente nem 15 ficarão disponíveis  nos cofres leoninos, porque uma verba próxima do milhão e meio terá de ser entregue ao Fluminense, ao que se juntará a percentagem de agenciamento (infelizmente tem andado sempre a bater nos 10%), mais a que será entregue aos bancos, por força do acordo de reestruturação financeira, e ainda a de juros se eventualmente a SAD vender o crédito com que vai ficar junto dos russos. Significa que ainda é muito curto (para mais com o dinheiro da UEFA que também deixará de entrar) e que entre hoje e amanhã, ou em janeiro, mais um ou dois jogadores deverão ser negociados. Como os ‘dispensáveis’ não estão a ter saída no mercado, a não ser em processos de cedência com opção de compra (duvido que alguma venha a ser exercida no final da época), resta esperar que tudo corra pelo melhor, estando, naturalmente, preparados para o pior. E se conseguirmos chegar ao fim deste processo sem levar com mais entulho de empréstimo, como há um ano, já será um ‘upgrade’ assinalável.


Clube

Augusto Inácio fala sobre Bruno de Carvalho e diz que eleições do Sporting foram "falseadas"

Antigo técnico e dirigente do Clube de Alvalade com declarações fortes sobre ato eleitoral dos leões, bem como sobre o ex-Presidente verde e branco

Augusto Inácio afirmou que o resultado das eleições do Sporting de 2011 foi falseado e deixou elogios à gestão de Bruno de Carvalho
Augusto Inácio afirmou que o resultado das eleições do Sporting de 2011 foi falseado e deixou elogios à gestão de Bruno de Carvalho

09 Jan 2026 | 11:39 |

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Augusto Inácio afirma que as eleições de 2011 do Sporting foram “falseadas”. Em entrevista ao jornal A Bola, o antigo técnico e dirigente do Clube de Alvalade questionou os resultados desse ato eleitoral e fez balanço positivo da liderança de Bruno de Carvalho, apontando o dedo a Frederico Varandas.


"Eleições de 2011 foram falseadas"


Augusto Inácio começou por recordar o período eleitoral de 2011, afirmando que o mesmo foi falseado: “Faria tudo igual e por uma razão muito simples. Eu sabia que, em 2011, o Godinho Lopes tinha o Luís Duque e o Carlos Freitas. E depois havia um desconhecido: Bruno de Carvalho. E que ele queria falar com o Augusto Inácio. Então marcámos um encontro na Mealhada e ele apresentou-me um programa com 120 pontos. Li aquilo com calma e só havia um ou dois com os quais eu não concordava. As eleições foram falseadas, sinceramente”.


Passou-se muita coisa, mas não quero estar sempre a falar nisso. Mas em 2013 sou convidado para diretor-geral do futebol. Não havia dinheiro. O nosso orçamento para aquele ano foi 25 ou 26 milhões de euros. Não dava para contratar quase ninguém, mas lá conseguimos contratar o Leonardo Jardim. Um homem que nos deu a força que precisávamos e, com pouco dinheiro, começámos quase do zero”, acrescentou o antigo responsável do Sporting.

Augusto Inácio defende Bruno de Carvalho: "Quem é que fez a negociação com a NOS?"


Sobre o ataque à Academia, em 2018, Augusto Inácio revela pedido de ajuda de Bruno de Carvalho: “Ligou-me e pediu-me: 'Tens de me ajudar com os jogadores que rescindiram contrato.' Voltei, mas disse ao Bruno que voltava apenas e só para tentar que os jogadores do Sporting tirassem da cabeça a rescisão do contrato. Assino um contrato de três anos, mas, dias depois, sou surpreendido com a saída do Bruno. Fica a comissão administrativa”.

Questionado sobre qual o lugar na história do Sporting que Bruno de Carvalho ocupará, Augusto Inácio faz um balanço positivo: “É aquilo que as pessoas quiserem ver. Eu, nos dois anos em que estive com ele, vi um homem corajoso, a pôr o dedo na ferida em tudo o que era sítio. Tudo para que o Sporting tivesse o respeito que até então não estava a ter. Quem é que fez a negociação com a NOS?”.

Confira as declarações de Augusto Inácio:


Clube

Frederico Varandas com primeiro adversário à vista para as eleições do Sporting

Gestor pondera avançar com candidatura ao ato eleitoral agendado para 14 de março e desafiar atual liderança do Clube leonino

Frederico Varandas, atual Presidente dos leões, poderá ter a concorrência de Nuno Correia da Silva nas próximas eleições do Sporting
Frederico Varandas, atual Presidente dos leões, poderá ter a concorrência de Nuno Correia da Silva nas próximas eleições do Sporting

09 Jan 2026 | 11:17 |

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Nuno Correia da Silva está a ponderar seriamente ser candidato nas próximas eleições do Sporting, agendadas para o próximo dia 14 de março. A informação foi avançada pelo jornal O Jogo nesta sexta-feira, 9 de janeiro. O antigo dirigente surge como uma alternativa para disputar a presidência.


Nuno Correia da Silva pode ser adversário de Frederico Varandas


Após o anúncio de Frederico Varandas, a expectativa geral indicava que o atual líder dos leões fosse a votos sozinho. Contudo, há uma esfera do universo verde e branco que considera que existem aspetos fundamentais a melhorar na gestão diretiva. Desta forma, a hipótese de não existir qualquer concorrência caiu por terra, abrindo espaço ao debate.


O possível oponente foi administrador executivo da SAD do Sporting, em representação da Holdimo, cargo que já não exerce atualmente. Num passado muito recente, o gestor apontou várias falhas à estratégia seguida por Frederico Varandas, criticando opções tomadas no plano desportivo e financeiro. 

Eleições do Sporting agendadas para 14 de março


Na gala dos Prémios Stromp, no passado mês de dezembro, Frederico Varandas anunciou a recandidatura: “Consideramos estar a meio da nossa missão e da escola de onde venho nunca se sai a meio de uma missão. Quero aqui anunciar que nos iremos recandidatar às eleições de março de 2026”.

Na passada quinta-feira, através do jornal oficial do Clube, tornou-se pública a marcação das eleições. O ato terá lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00 no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, presidido atualmente pelo Sócio João Palma.


Clube

Augusto Inácio para vice do Sporting: “Mete a cláusula pelo rabinho acima”

Antigo campeão pelo Clube de Alvalade revelou episódio do momento da sua última saída dos leões e deixou algumas palavras sobre Frederico Varandas

Augusto Inácio revelou um episódio com Frederico Varandas e João Sampaio sobre a sua saída do Sporting
Augusto Inácio revelou um episódio com Frederico Varandas e João Sampaio sobre a sua saída do Sporting

09 Jan 2026 | 11:15 |

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Augusto Inácio - que afirmou que as eleições do Sporting foram falseadas - recordou os bastidores da sua saída do Sporting após a crise de Alcochete e deixou uma avaliação direta - e dividida - sobre o impacto de Frederico Varandas na história do clube, numa entrevista em que abordou tanto episódios pessoais como o legado desportivo da atual liderança leonina.


Augusto Inácio: "Não estava a fazer nada no Sporting"


O antigo jogador, treinador e dirigente revelou que, apesar de ter contrato em vigor, não estava a desempenhar funções no clube aquando da eleição de Frederico Varandas, quatro meses depois dos acontecimentos de Alcochete. Foi o próprio Inácio quem tomou a iniciativa de esclarecer a situação. “Eu tenho três anos de contrato e não estava a fazer nada no Sporting. Provoco uma reunião: eu, Varandas e o advogado João Sampaio”, contou, em declarações ao jornal A Bola.


Durante esse encontro, Augusto Inácio estranhou a abordagem feita pelo então recém-eleito presidente. “O Varandas começa a falar e a dizer que estivera no Vitória de Setúbal nove meses sem receber. E eu a pensar: ‘Mas isto é o Sporting, não é o Vitória’”, relatou.

Augusto Inácio: "O advogado começa a falar numa cláusula do contrato e eu dou dois berros"


Segundo Inácio, a conversa acabou por escalar quando foi invocada uma cláusula contratual. “O advogado começa a falar numa cláusula do contrato e eu dou dois berros e digo: ‘Olha, mete a cláusula pelo rabinho acima. Só quero receber até ao dia em que trabalhei. Não me pagam mais nada’”, afirmou, descrevendo a forma abrupta como encerrou a sua ligação ao clube.

Questionado sobre o lugar que Frederico Varandas ocupará na história do Clube de Alvalade, Augusto Inácio foi claro ao separar o plano pessoal do desportivo. “Não me posso esquecer de que o Sporting, com ele, ganhou três campeonatos e os adeptos sabem bem a importância que isto tem”, sublinhou.

Para o antigo internacional português, o sucesso desportivo é determinante na avaliação de qualquer presidente. “Podes fazer um grande trabalho e reverter as coisas no plano financeiro, podes fazer tudo, mas se não fores campeão, nunca serás um presidente marcante”, defendeu, acrescentando que “o atual presidente, com três campeonatos, ficará na história, claro”.

Augusto Inácio: "Varandas, como homem, não merecia ganhar um campeonato que fosse"

Ainda assim, Augusto Inácio fez questão de traçar uma distinção clara entre o homem e o dirigente. “Não confundo amizades com inimizades. Posso falar, sim, do homem e do presidente”, explicou, antes de deixar uma das declarações mais duras da entrevista: “Como homem, não merecia ganhar um campeonato que fosse. Zero. Nenhum. Como presidente está a fazer um bom trabalho, sim senhor”.

Confira as declarações de Augusto Inácio:


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