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Clube
04 Mar 2022 | 13:22 |
Um grupo de 50 Sportinguistas apresentou, esta sexta-feira, 4 de março, um manifesto onde defende que “é urgente” pensar na “sustentabilidade” do Sporting a longo.
A lista de 50 subscritores – encabeçada por Joaquim Coutinho Duarte, Luis Filipe Menezes e Vitalino Canas – apela aos “candidatos ao próximo ato eleitoral e todos os que vierem a assumir funções de responsabilidade nos próximos anos se vinculem a um projeto de longo prazo ‘Sporting 2030’”.
Nos 15 pontos apresentados no documento, destaque para a revisão dos Estatutos (“como a criação de uma segunda volta nas eleições”); implementação de um “centro de formação no Norte do País”; e ainda a criação de uma “academia, apenas para a formação, na periferia da cidade de Lisboa. Mantendo a Academia de Alcochete apenas para as equipas seniores do Sporting”.
Confira, na íntegra, o manifesto ‘Sporting 2030’:
Tão importante como as eleições de um clube com a dimensão e projeção mundial do SCP, é pensar na sua sustentabilidade para um período mais longo que aquele que compreende um mandato.
Pensar-se o Sporting, só para o curto e médio prazo, é hipotecar o seu futuro! Existem decisões, ao nível da gestão, que devem ter o meticuloso cuidado de prever a projeção, destas decisões, no futuro do clube!
Sustentabilidade deve ser o mote constante! Quer a nível associativo, desportivo ou financeiro. Esta trilogia obriga a um equilibro constante entre as mesmas. Pois, o sucesso do Sporting, dependerá SEMPRE da sustentabilidade destes três pilares. Nenhum é autónomo! Todos congregados, no mesmo foco, o Sporting, garantem um futuro de sucesso.
A formação tem que ser, cada vez mais, uma bandeira, da qualidade e prestígio que o Sporting granjeou desde há décadas! Oferecendo ao mundo do futebol jogadores ímpares! As infraestruturas desportivas, do Sporting, devem de estar alinhadas com esta demanda!
Os signatários exprimem através deste manifesto um apelo a que os candidatos ao próximo ato eleitoral e todos os que vierem a assumir funções de responsabilidade nos próximos anos se vinculem a um projeto de longo prazo “Sporting 2030”, assente, entre outros, nos pilares que se seguem
Os sócios subscritores deste documento entendem que, para que o SCP possa manter-se na dianteira, deve:
1- Implementar um centro de formação no Norte do País que, para além da captação e formação de talentos, possa servir de apoio logístico às diferentes modalidades nas suas deslocações ao Norte.
2- Criar uma academia, apenas para a formação, na periferia da cidade de Lisboa. Mantendo a Academia de Alcochete apenas para as equipas seniores do SCP.
3- Pensar a formação do Sporting como municiadora natural de jovens jogadores para o plantel principal! Criando assim, não só um estímulo enorme para os jovens da academia, mas também base para um plantel economicamente mais sustentável. Está provado que é possível ser-se competitivo assim!
4- O projeto desportivo do futebol, deve ser sempre supervisionado pela equipa técnica sénior! Assim se garante que estamos a formar jogadores que se encaixam numa “ideia de jogo”! Para garante de eficiência, deste projeto, é importante a garantia de longevidade do técnico principal, por um período não inferior a 5 anos!
5- O projeto desportivo, alinhado com as decisões económicas/financeiras do clube, deve ser sempre contruído de forma a garantir o maior número de presenças na Champions League. Estas presenças, para além da projeção mundial do nome do SCP, são também uma grande montra dos valores que formamos, cujas transferências para clubes com outro poder financeiro são um fator determinante da sustentabilidade financeira do Sporting! Não esquecendo o valor dos prémios de presença! Sem eles, perderemos competitividade para os nossos adversários diretos!
6- Pensar o SCP de modo a que a sua dinâmica nacional seja cada vez maior! Há que dar condições aos nossos núcleos para serem cada vez mais sustentáveis no seu papel associativo e de projeção do SCP. É imperioso chamarem-se os núcleos a participar mais no dia-a-dia a do Sporting! São eles que nos dão a dimensão nacional e mundial em termos associativos! Devemos explorar esta rede de paixão, amor e dedicação ao Sporting, a bem do clube!
7- Gerar uma dinâmica de clube em que, o SCP, seja um só! Dando importância às diferentes modalidades, que também dão projeção mundial ao Sporting. Proporcionando-lhes condições de trabalho para que possam formar os seus próprios atletas! O que as tornará mais autónomas económico-financeiramente.
8- Repensar o SCP, associativamente, de modo a que, as suas assembleias gerais, possam cumprir a sua missão de discussão e deliberação das linhas programáticas e orientadoras da vida do clube.
Um clube com dimensão associativa do Sporting, com mais de cem mil associados, tem que criar condições para a discussão se desenvolver com a grandeza e dignidade que a instituição exige!
9- Gerar condições para que os dias de eleições no SCP sejam dias de “romaria” e de festa para todos os sócios, tornando-se um dia de homenagem e de aproximação aos seus símbolos e referências!
Para tal, é imprescindível definir os mecanismos que permitam aos sócios votar presencialmente onde quer que vivam. Com isso quebra-se a barreira das distâncias e confere-se maior democracia e igualdade aos sócios! Os núcleos podem e devem ter um papel ativo neste assunto, com a criação de mesas de voto nos mesmos!
Com a implementação desta medida muitos sócios, distantes de Lisboa e de Alvalade, poderão optar por ser sócios A, pois terão vantagens em sê-lo. Poderão, por exemplo, ter mais votos por antiguidade! Ou seja, esta medida também traz benefícios financeiros ao Sporting.
10- Urge pensar globalmente nos estatutos do Sporting, modernizando-os, dando-lhes a natureza de uma verdadeira constituição do universo sportinguista. Várias propostas já efetuadas, como a criação de uma segunda volta nas eleições de Presidente do CD, deveriam ser ponderadas nesse contexto.
11- Considerada nesse âmbito devia ser também a criação da figura de Provedor do Sportinguista, como “ferramenta” para se debelarem hipotéticos casos de incompatibilidades, para se resolverem os mal- entendidos com qualquer sócio ou organizações de sócios. Esse deve ser um assunto prioritário, tendo sempre em conta os superiores e reais interesses do SCP!
12- É imperioso que o SCP tenha alguém com a missão, constante, de unir e esclarecer a massa associativa em cada momento importante da vida do clube, evitando assim conflitos que fracionam o Sporting. Ninguém, do universo sportinguista, deve ser excluído ou pensar que as suas opiniões não contam. Todos devem sentir- se integrados!
13- O SCP deve pugnar pela criação de uma verdadeira indústria do futebol nacional, liderada por uma Liga Independente e não uma marionete na mão da maioria dos clubes, nomeadamente dos mais fortes. Essa indústria deve ter a ambição de ser a mais importante, mais mobilizadora de recursos e investimentos, colocando-se logo a seguir às que representam os maiores Estados europeus. Isto pressupõe mudanças radicais de regras e comportamentos, bem como da gestão, que deve ser de imediato mais equitativa, tendo em linha de conta o nível médio dos Campeonatos Nacionais.
14- O SCP deve ter acordos preferenciais com clubes dos Palop e lá manter academias suas subsidiárias.
15- O SCP deve envidar esforços para, com centro em Lisboa, promover um lobby europeu de clubes históricos que contrariem as regras eminentemente economicistas de proteção dos emblemas que se tornaram financeiramente mais poderosos, normalmente por via da injeção de dinheiro de oligarcas russos, de Reis e Sheiks do petróleo e especuladores norte americanos e de outras nacionalidades com poucas tradições futebolísticas, e que levaram a que aqueles clubes históricos, como os “grandes” portugueses, o Anderlecht, o Ajax, o Dukla de Praga, o Dínamo de Zagreb, o Estrela Vermelha de Belgrado, o Young Boys, e até clubes históricos de Países maiores, tenham deixado de fazer parte do grupo que disputa títulos continentais, apesar de provirem de Países que disputam, ao nível das seleções, títulos continentais ou mundiais. Este paradoxo só está a servir para enriquecer uma pequena elite de atletas, agentes e funcionários da UEFA, FIFA e algumas federações nacionais, contrariando todas as regras que, por exemplo, estão por trás dos princípios fundadores da União Europeia.
É urgente trabalhar para a unificação, através de um diálogo esclarecedor, respeitador e constante.
OS SUBSCRITORES:
- Joaquim Coutinho Duarte
- Luís Filipe Menezes
- Vitalino José Ferreira Prova Canas
POR ORDEM ALFABÉTICA:
Ana Adelaide Fernandes de Magalhães
António Ferreira dos Santos
António José Cavaco
António José da Ponte Matos
António Manuel Silva e Sousa
Arménio Leandro Vieira
Bruno Sá
Carlos Alberto da Conceição Braz Pinheiro
Carlos Manuel da Ponte
Diamantino da Silva Coutinho Duarte
Fernando Gabriel Dias Curto
Filipe Nobre Bispo Pereira da Silva
Lara Patricia Nunes Pereira
João Ferreira Gante
João Rui Elias Dos Santos Costa
Jorge Filipe Fonseca Pereira da Silva
José Carlos Medeiros
José Moniz Pimentel
Lufuma Filipe Diamantino Gomes George
Luís Alberto da Ponte Matos
Luis Carlos Madeira Antunes
Luís Miguel Vasques Joaquim
Luiz Manoel Pereira Rodrigues Meira
Marco António da Silva Melo
Marco Sergio Santos Costa
Maria Cabral Furtado
Mário Campos Fontemanha
Mário José Cunha
Miguel José Lebreiro Oliveira
Orlando Coelho
Osvaldo Manuel da Silva
Pedro Alexandre Moreira Coelho
Pedro José de Oliveira Carraca
Rafael Madeira Matos
Raul Miguel de Castro
Ricardo Manuel de Amaral Rodrigues
Rita Maria Pimentel Madeira
Rúben Manuel da Costa Carreira
Rui Filipe Bernardo Sampaio Baptista
Rui Kuchembuch Ferreira
Sara Madeira Matos
Sara Monteiro de Matos
Sérgio Alexandre Ramos Soares
Tiago Filipe Jordão Matias
Tiago Filipe Maia Leal
Valerio Manuel Costa Neves
Yara Monaliza da Fonseca Madeira Duarte
Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas
30 Jul 2026 | 12:51 |
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.
O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.
"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.
Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.
Veja a publicação:
Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios
26 Jul 2026 | 10:25 |
A Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados. No final da sessão, Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios.
"Foi um dia de Sporting cheio de participação e de espírito Leonino que culminou, já fora da AG, com a vitória do Sporting no seu jogo de apresentação. Além de a AG ter enchido de orgulho os Sócios, que assim participaram na vida do Clube, tivemos também a coincidência de termos alcançado a vitória no Troféu Cinco Violinos".
Ao todo, participaram na votação 2.408 sócios, correspondentes a 14.208 votos, sendo que o orçamento de rendimentos, gastos e investimentos para o exercício de 2026/27 foi aprovado com 2.118 votos a favor, 265 contra e 25 votos brancos ou nulos.
As contas consolidadas relativas ao exercício económico de 2024/25 também receberam luz verde, ao recolherem 2.219 votos favoráveis, 157 contra e 32 votos brancos ou nulos. Na mesma sessão, os sócios aprovaram ainda a aquisição do espaço correspondente ao Holmes Place Alvalade, no Estádio José Alvalade, por 8,7 milhões de euros, com 2.270 votos a favor, 125 contra e 13 votos brancos ou nulos.
O quarto e último ponto da ordem de trabalhos incidiu sobre a criação de uma nova categoria de sócio, definindo os respetivos direitos e deveres. A proposta foi aprovada com 1.591 votos favoráveis, 778 contra e 39 votos brancos ou nulos, encerrando uma AG em que todas as medidas apresentadas obtiveram aprovação.
Pedro Almeida Cabral considerou que a votação demonstra a confiança dos associados na atual liderança do Clube: "Não nos compete a nós fazer ponderações políticas sobre o estado do Clube e sobre o grau de adesão dos Sócios às propostas. Ainda assim, posso dizer que me parece evidente que estes resultados demonstram uma confiança acentuada no mandato desta Direção. Demonstra que o Clube está unido", afirmou. Antes da reunião magna, Frederico Varandas falou do mercado.
Depois de longas negociações e vários avanços e recuos, leões estão prestes a oficializar uma decisão que promete marcar arranque da nova época
25 Jul 2026 | 15:17 |
O Sporting está prestes a oficializar uma das decisões mais aguardadas pelos adeptos nos últimos anos. Após um longo processo de negociações, marcado por avanços, recuos e várias reuniões entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os representantes dos Grupos Organizados de Adeptos, os leões vão voltar a contar com um protocolo conjunto com as quatro claques do Clube.
O entendimento permitirá o regresso da histórica Curva Sul ao Estádio José Alvalade, uma mudança muito desejada por muitos sportinguistas. O acordo deverá ser anunciado antes do jogo de apresentação frente ao Mónaco e prevê a assinatura de um protocolo com Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, algo inédito desde a chegada da atual Direção.
Além do regresso da Curva Sul, o Sporting será também o primeiro clube em Portugal a implementar o modelo de safe standing no estádio. Em condições normais, as claques ficarão concentradas entre os setores A12 e A16, embora o Directivo Ultras XXI opte por manter uma parte dos seus elementos na Superior Norte.
O novo protocolo surge quase sete anos depois da rutura entre a Direção e as claques, ocorrida em 2019, na sequência dos acontecimentos que se seguiram ao caso de Alcochete e aos protestos dirigidos a Frederico Varandas. Desde então, a relação entre ambas as partes atravessou momentos de grande tensão, com manifestações, comunicados e várias tentativas falhadas de entendimento.
Nos últimos meses, porém, o diálogo intensificou-se e permitiu desbloquear vários dos principais pontos de discórdia, incluindo a situação das conhecidas "casinhas" das claques. Com o acordo praticamente fechado, o Sporting acredita que abre uma nova fase na relação com os adeptos organizados, reforçando o ambiente em Alvalade para a temporada 2026/27.
Sporting prepara choque entre os grandes: Quotas podem ficar acima de Benfica e Porto
17 Jul 2026 | 16:52