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O QUE VALEM OS VALORES?

Utilizar uma ‘não notícia’ para despachar um alto quadro do Sporting mostra bem a hipocrisia dos que enchem a boca com a palavra ‘valores’

Leonino - Onde o Sporting é notícia
Leonino - Onde o Sporting é notícia

26 Out 2020 | 15:35 |

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No Clube onde mais Sócios enchem a boca com a palavra ‘valores’, defendendo que os do Sporting são diferentes e invioláveis, eis que uma trama digna de gente sem escrúpulos, logo, sem valores, leva ao afastamento de um alto quadro, Miguel Albuquerque (Diretor Geral do Gabinete das Modalidades), perante o silêncio desses ‘paroquianos’ que, como outros, advogam uma coisa em público e atuam de forma bem diferente em privado.


Bem sei que os golos de Pedro Gonçalves servem de cortina de fumo para tudo. Desde que a equipa de futebol vá ganhando, nada mais interessa. A hipocrisia revela-se de várias formas.


Qualquer organização, desportiva ou não, pode e deve substituir os seus quadros quando entende que os mesmos já não servem ou estão a trabalhar de forma insatisfatória. É a vida. Mas há formas de o fazer: legítimas, legais e honestas. E há as formas de quem se serve de um colaborador para determinado fim e, vendo esse objectivo atingido, olha para ele como alguém descartável, logo, como alvo a abater. E nesse processo mesquinho de desgaste vale tudo.


Repare-se: ao longo de 20 anos (não são 20 semanas ou meses) Miguel Albuquerque foi seccionista do futsal, teve papel determinante nos êxitos da equipa, nos inúmeros títulos conquistados. Foi reconduzido nas funções por cinco presidentes e promovido por um sexto, Frederico Varandas. Já no atual papel, viu a equipa de futsal ganhar a Liga dos Campeões, tal como a de hóquei em patins. Poucas semanas após estas conquistas, foi condenado em tribunal por violência doméstica (não na forma física, mas psicológica, que é igualmente lamentável), sentença que deu a conhecer ao próprio Presidente do Clube no dia em que a mesma foi proferida e transitada em julgado, já que nenhuma das partes recorreu. Como o mau comportamento tido com a mulher era coisa do passado, de tal forma que já viviam juntos há mais de um ano quando o caso foi julgado, entendeu o Presidente que o erro deveria servir de lição e a vida continuaria. Até que… na passada semana o Conselho Diretivo aproveitou uma manchete do ‘Correio da Manhã’, relativa ao desfecho do julgamento que ocorrera quase ano e meio antes, como Varandas bem sabia, para reunir com Miguel Albuquerque e lhe comunicar que “face a esta notícia”, só restava negociar a rescisão do contrato.

Estive no mundo dos jornais durante um pouco mais de 28 anos. Não é a mim, com certeza, que me vão explicar como se dá importância de manchete (ou até de notícia) a um facto público ocorrido ano e meio antes, sem que entretanto surgissem quaisquer dados novos a justificá-lo. Se fizerem uma breve pesquisa por notícias desse julgamento iniciado em maio de 2019, vão encontrar várias. Era portanto do conhecimento público, tal como o foi a sentença.


Nenhum jornalista se lembra ano e meio depois dos acontecimentos de fazer tão ampla notícia sobre um caso que já não o é, quando, repito, não existem factos novos a acrescentar. Na redacção, enquanto jornalista, apelidava estas notícias de ‘fretes’. Sei como nascem, como e por que se fazem. E não vale a pena questionar a ética do jornalista que as assina, porque decisões deste tipo tomam-se bem acima da folha de pagamentos desse mesmo jornalista. Hoje, a precariedade da profissão obriga a fazer e não a questionar. Hoje, quando responsáveis políticos tentam justificar investimentos estatais nos media como forma de garantir a liberdade de informação, sabem bem que essa ‘liberdade’ não existe, trata-se apenas de um jogo de aparências que aproveita a todos e que no final do dia é defendido pela própria classe, hoje disposta a tudo a troco da simples sobrevivência.

Miguel Albuquerque, desconheço em que circunstâncias, deixou de servir aos interesses do Conselho Diretivo e, até posso admitir, do próprio Sporting. Mas em vez de ter direito a um processo honesto e limpo de proposta para rescisão contratual, foi manchado de forma pública para se sentir humilhado e aceitar mais facilmente ser afastado de um Clube que era a casa dele há duas décadas. A cereja no topo do bolo foi colocada numa segunda manchete, esta no dia imediatamente seguinte a garantir que no Sporting ninguém sabia que ano e meio antes o Diretor Geral tinha sido condenado em tribunal… É este o carácter de Varandas.

Muito honestamente, nada disto me surpreendeu. O impoluto e honestíssimo João Sampaio, administrador da SAD para as questões jurídicas, tentou uma brincadeira semelhante com Augusto Inácio em setembro de 2018, para se colocar em vantagem na negociação da rescisão do contrato com o então Diretor Desportivo. Acontece que levou uma lição de valores, quando Inácio lhe disse: “não há negociação nenhuma a fazer, só quero receber até ao último dia em que trabalhei, nem mais um tostão”. Vencido, mas não convencido, o mesmo sobrinho de um ex-Presidente da República, confessou mais tarde, a alguns que lhe são próximos, ter já preparado um dossier para ‘dar cabo do Inácio se ele tentar ser candidato ao Sporting’. Quem chafurda no mundo podre e corrupto da política nunca deixa de cheirar mal, mesmo usando os melhores perfumes.

São estes os ‘valores’ do Sporting? Por mim, podem enfiar esses valores onde o sol não brilha.

P.S. Sobre a transferência de Vietto para o Al-Hilal, Varandas disse tratar-se de “uma proposta das arábias”. De facto, assim o foi, para o jogador. Para o Sporting o negócio gerou prejuízo direto de pelo menos 4 milhões de euros em pouco mais de um ano. Varandas adjetivou a ‘proposta’ enquanto ‘empresário’ do jogador ou enquanto Presidente do Conselho de Administração da SAD?


Clube

Candidatura de empresário de 45 anos foi aceite pelo Sporting: "É oficial! Vamos a votos"

Eleições do emblema verde e branco terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março

Candidatura de empresário de 45 anos oi oficialmente validada, cumprindo todos os pressupostos exigidos pelos estatutos do Sporting
Candidatura de empresário de 45 anos oi oficialmente validada, cumprindo todos os pressupostos exigidos pelos estatutos do Sporting

16 Fev 2026 | 14:28 |

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A candidatura de Bruno Sorreluz, mais conhecido por Bruno ‘Sá’, foi oficialmente validada, cumprindo todos os pressupostos exigidos pelos estatutos do Sporting. O empresário, de 45 anos, entregou a lista no dia 12 de fevereiro e vai agora concorrer contra Frederico Varandas.


A novidade foi anunciada pelo próprio Bruno Sá, proprietário do restaurante ‘Cantinho do Sá’, localizado nas imediações do Estádio José Alvalade. O candidato recorreu às redes sociais para partilhar a notícia e agradecer tanto aos apoiantes como àqueles que duvidaram da capacidade da sua equipa em reunir os requisitos necessários.


B. Sorreluz: “É oficial! Vamos a votos"


“É oficial! Vamos a votos. Obrigado a todos os que acreditaram e tornaram possível esta missão, mas um agradecimento também a quem não acreditou e colocou em causa a capacidade da fantástica equipa que me acompanha”.

O empresário - que criticou recentemente Frederico Varandas - sublinhou ainda a preparação da sua equipa para enfrentar a campanha eleitoral: “Conseguir, em tão pouco tempo, os requisitos legais para formalizar a candidatura, mostra que estamos preparados para tudo. Vamos à campanha”, escreveu.


As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.


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Bruno Sá deixa críticas a processo do Sporting: "Qual é o receio de eu ir a votos?"

Candidato às próximas eleições do Clube de Alvalade deixou uma mensagem nas redes sociais após a formalização da sua intenção

Depois de entregar, na última quinta-feira, as  assinaturas para a oficialização da sua candidatura às eleições do Sporting, Bruno Sá deixou uma publicação
Depois de entregar, na última quinta-feira, as assinaturas para a oficialização da sua candidatura às eleições do Sporting, Bruno Sá deixou uma publicação

13 Fev 2026 | 14:36 |

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Bruno Sá entregou esta quinta-feira as assinaturas para a oficialização da sua candidatura à presidência do Sporting. E se inicialmente evitou revelar os nomes que integram a sua lista acabou por deixar críticas pelo facto de estes terem sido tornados públicos. Numa mensagem nas redes sociais da sua candidatura intitulada "há momentos na vida em que o silêncio deixa de ser opção", o candidato não se deixou ficar.


"Minutos depois [de falar aos jornalistas], os nomes que integram as listas da minha candidatura já circulavam em grupos de WhatsApp e, de seguida, na Imprensa, quando estavam apenas na posse de quem os recebeu oficial e confidencialmente", frisou, garantindo: "Já manifestei, por telefone, o meu profundo desagrado ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. João Palma."


"Como pode um candidato sentir confiança?"


"Como pode um candidato sentir confiança num processo em que informação sensível é exposta desta forma? Que garantias existem? Situações destas podem configurar uma violação grave dos deveres institucionais de reserva, confidencialidade e proteção de dados pessoais", escreve.

"A verdade é que este episódio não surge isolado. Tenho aguentado, em nome da elevação e do respeito pelo Sporting, um conjunto de situações que preferi não expor publicamente. Mas o que aconteceu hoje ultrapassa todos os limites", lançou, considerando que o episódio, que "ultrapassa todos os limites, não surge isolado", atirando: "Qual é o receio de eu ir a votos?", questionou Bruno Sá.


As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.

Confira a publicação:


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Eleições do Sporting: Apesar de não ir a votos, Nuno Correia da Silva exige mudança

Antigo administrador da SAD leonina, entre 2016 e 2022, anuncia razões de não ser adversário de Frederico Varandas no ato eleitoral do Clube

Nuno Correia da Silva, que não entrou na corrida eleitoral do Sporting, deste ano, sublinha que o Clube deve apresentar uma nova estrutura
Nuno Correia da Silva, que não entrou na corrida eleitoral do Sporting, deste ano, sublinha que o Clube deve apresentar uma nova estrutura

13 Fev 2026 | 13:10 |

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O prazo para a entrega de candidaturas no Sporting esgotou-se esta quinta-feira e o Clube vai a votos no próximo dia 14 de março para escolher entre os projetos de Frederico Varandas e Bruno Sá - que explicou recentemente a intenção da sua candidatura. Após ponderação, Nuno Correia da Silva decidiu não entrar na corrida eleitoral em 2026 mas admite que gostava de ver uma estrutura “mais participado pelos Sócios".


"O Sporting tem imensos sócios e adeptos que não estão a ser aproveitados"


“O propósito da candidatura seria de mobilizar os adeptos para a adesão a um modelo de gestão mais participado pelos Sócios. Considero o atual modelo muito centralizado e distante. O Sporting tem um imenso capital humano, os seus Sócios e adeptos, que não estão a ser aproveitados", revelou, em declarações ao jornal Record.


"Das consultas que fiz, a maioria das pessoas reveem-se neste propósito, mas entendem que não é o timing certo para avançar. Respeito, não é a minha opinião, mas só faria sentido avançar em equipa. Pessoalmente, há razões de saúde que aconselham a não avançar”, declarou.

"O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade"


Administrador da SAD entre 2016 e 2022, não exclui a possibilidade de avançar noutro momento: “O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade”, observou, esperançado em ver, no próximo mandato presidencial até 2030, “um Sporting que vende [jogadores] por ajustamentos de plantel e não por razões de tesouraria".

Ao concluir, Nuno Correia da Silva apontou o fundamental: "O importante é gerar receitas alternativas que possam sustentar a manutenção dos melhores no seu melhor período. Isso é possível com a internacionalização da marca e com o recurso a múltiplas fontes de receitas. Os maiores clubes europeus têm como maior fonte de receita, mais de 50%, as receitas comerciais, decorrentes da sua internacionalização, esse deve ser o caminho".


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Após queixa do Porto em relação a Varandas, Presidente do Sporting é absolvido pela FPF
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Após queixa do Porto em relação a Varandas, Presidente do Sporting é absolvido pela FPF

13 Fev 2026 | 11:28

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Eleições Sporting: Conhecidos os nomes da candidatura de Bruno Sá
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12 Fev 2026 | 15:15

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Bruno Sá explica intenção com candidatura: "A favor de um Sporting de sócios, e não de clientes"
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12 Fev 2026 | 12:45

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