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Villas-Boas admite semelhanças entre Porto e Sporting e afirma 'confronto' com Varandas
09 Out 2026 | 16:05
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26 Out 2020 | 15:35 |
No Clube onde mais Sócios enchem a boca com a palavra ‘valores’, defendendo que os do Sporting são diferentes e invioláveis, eis que uma trama digna de gente sem escrúpulos, logo, sem valores, leva ao afastamento de um alto quadro, Miguel Albuquerque (Diretor Geral do Gabinete das Modalidades), perante o silêncio desses ‘paroquianos’ que, como outros, advogam uma coisa em público e atuam de forma bem diferente em privado.
Bem sei que os golos de Pedro Gonçalves servem de cortina de fumo para tudo. Desde que a equipa de futebol vá ganhando, nada mais interessa. A hipocrisia revela-se de várias formas.
Qualquer organização, desportiva ou não, pode e deve substituir os seus quadros quando entende que os mesmos já não servem ou estão a trabalhar de forma insatisfatória. É a vida. Mas há formas de o fazer: legítimas, legais e honestas. E há as formas de quem se serve de um colaborador para determinado fim e, vendo esse objectivo atingido, olha para ele como alguém descartável, logo, como alvo a abater. E nesse processo mesquinho de desgaste vale tudo.
Repare-se: ao longo de 20 anos (não são 20 semanas ou meses) Miguel Albuquerque foi seccionista do futsal, teve papel determinante nos êxitos da equipa, nos inúmeros títulos conquistados. Foi reconduzido nas funções por cinco presidentes e promovido por um sexto, Frederico Varandas. Já no atual papel, viu a equipa de futsal ganhar a Liga dos Campeões, tal como a de hóquei em patins. Poucas semanas após estas conquistas, foi condenado em tribunal por violência doméstica (não na forma física, mas psicológica, que é igualmente lamentável), sentença que deu a conhecer ao próprio Presidente do Clube no dia em que a mesma foi proferida e transitada em julgado, já que nenhuma das partes recorreu. Como o mau comportamento tido com a mulher era coisa do passado, de tal forma que já viviam juntos há mais de um ano quando o caso foi julgado, entendeu o Presidente que o erro deveria servir de lição e a vida continuaria. Até que… na passada semana o Conselho Diretivo aproveitou uma manchete do ‘Correio da Manhã’, relativa ao desfecho do julgamento que ocorrera quase ano e meio antes, como Varandas bem sabia, para reunir com Miguel Albuquerque e lhe comunicar que “face a esta notícia”, só restava negociar a rescisão do contrato.
Estive no mundo dos jornais durante um pouco mais de 28 anos. Não é a mim, com certeza, que me vão explicar como se dá importância de manchete (ou até de notícia) a um facto público ocorrido ano e meio antes, sem que entretanto surgissem quaisquer dados novos a justificá-lo. Se fizerem uma breve pesquisa por notícias desse julgamento iniciado em maio de 2019, vão encontrar várias. Era portanto do conhecimento público, tal como o foi a sentença.
Nenhum jornalista se lembra ano e meio depois dos acontecimentos de fazer tão ampla notícia sobre um caso que já não o é, quando, repito, não existem factos novos a acrescentar. Na redacção, enquanto jornalista, apelidava estas notícias de ‘fretes’. Sei como nascem, como e por que se fazem. E não vale a pena questionar a ética do jornalista que as assina, porque decisões deste tipo tomam-se bem acima da folha de pagamentos desse mesmo jornalista. Hoje, a precariedade da profissão obriga a fazer e não a questionar. Hoje, quando responsáveis políticos tentam justificar investimentos estatais nos media como forma de garantir a liberdade de informação, sabem bem que essa ‘liberdade’ não existe, trata-se apenas de um jogo de aparências que aproveita a todos e que no final do dia é defendido pela própria classe, hoje disposta a tudo a troco da simples sobrevivência.
Miguel Albuquerque, desconheço em que circunstâncias, deixou de servir aos interesses do Conselho Diretivo e, até posso admitir, do próprio Sporting. Mas em vez de ter direito a um processo honesto e limpo de proposta para rescisão contratual, foi manchado de forma pública para se sentir humilhado e aceitar mais facilmente ser afastado de um Clube que era a casa dele há duas décadas. A cereja no topo do bolo foi colocada numa segunda manchete, esta no dia imediatamente seguinte a garantir que no Sporting ninguém sabia que ano e meio antes o Diretor Geral tinha sido condenado em tribunal… É este o carácter de Varandas.
Muito honestamente, nada disto me surpreendeu. O impoluto e honestíssimo João Sampaio, administrador da SAD para as questões jurídicas, tentou uma brincadeira semelhante com Augusto Inácio em setembro de 2018, para se colocar em vantagem na negociação da rescisão do contrato com o então Diretor Desportivo. Acontece que levou uma lição de valores, quando Inácio lhe disse: “não há negociação nenhuma a fazer, só quero receber até ao último dia em que trabalhei, nem mais um tostão”. Vencido, mas não convencido, o mesmo sobrinho de um ex-Presidente da República, confessou mais tarde, a alguns que lhe são próximos, ter já preparado um dossier para ‘dar cabo do Inácio se ele tentar ser candidato ao Sporting’. Quem chafurda no mundo podre e corrupto da política nunca deixa de cheirar mal, mesmo usando os melhores perfumes.
São estes os ‘valores’ do Sporting? Por mim, podem enfiar esses valores onde o sol não brilha.
P.S. Sobre a transferência de Vietto para o Al-Hilal, Varandas disse tratar-se de “uma proposta das arábias”. De facto, assim o foi, para o jogador. Para o Sporting o negócio gerou prejuízo direto de pelo menos 4 milhões de euros em pouco mais de um ano. Varandas adjetivou a ‘proposta’ enquanto ‘empresário’ do jogador ou enquanto Presidente do Conselho de Administração da SAD?
Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade
11 Out 2026 | 22:35 |
Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.
Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.
O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.
O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.
Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou.
Presidente marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão
11 Out 2026 | 10:43 |
Frederico Varandas marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão. O Presidente do Sporting recordou que, logo após ser eleito em 2018, admitiu aos elementos da sua direção que o mandato poderia durar apenas seis meses, caso fosse necessário tomar decisões difíceis.
F. Varandas: "Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos"
"A primeira vez que reunimos depois de eleitos em 2018, todos os meus colegas de Conselho Directivo estavam muito felizes, orgulhosos, mas estraguei aquele ambiente de festa logo aos três minutos. Disse-lhes: Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos, porque vamos fazer o que tem de ser feito", contou.
O dirigente, que participou num painel sobre liderança antes da intervenção do antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, recorreu também à experiência militar para explicar a importância de conhecer os próprios limites e decidir sob pressão. Varandas recordou a missão no Afeganistão e a forma como essas vivências influenciaram a sua maneira de liderar: "Mais do que os resultados, as pessoas seguem valores. O que tiro da minha formação militar (ainda sou capitão do exército com muito orgulho) e da experiência da missão no Afeganistão, com os comandos, é a capacidade de conhecer os meus limites. Somos testados em condições altamente desfavoráveis, tendo de continuar a trabalhar, a decidir sob pressão, muitas vezes nesse limite", afirmou.
Além do mais, relatou ainda um episódio vivido durante uma missão em Kandahar, quando um oficial demonstrou nervosismo antes de uma patrulha numa zona dominada pelos talibãs. "Aprendi que nós, líderes, temos de tomar decisões difíceis. Quando premimos o gatilho, temos medo? Temos. Mas temos, sobretudo, de não transmitir esse medo aos nossos colaboradores, aos nossos soldados", sublinhou.
Varandas - que recentemente deu um estouro em Luís Montenegro - abordou também a sua perspetiva sobre as características necessárias para liderar, afastando a ideia de que a vontade, por si só, permite alcançar qualquer objetivo: "A liderança penso-a exatamente da mesma maneira: temos de ter características inatas para ser um líder com competências e resultados. Todos melhoramos, sim, com treino, mas um verdadeiro líder, que aguenta momentos difíceis... isso nasce connosco".
Durante debate no Parlamento, chefe do Governo utilizou uma metáfora com Clube de Alvalade para visar críticos do seu mandato
10 Out 2026 | 09:47 |
Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto. No final da vitória dos leões por 3-1 frente ao Braga, o Presidente leonino comentou as palavras do primeiro-ministro durante o debate do Orçamento do Estado.
Montenegro, adepto dos dragões, tinha recorrido à história do Sporting para ilustrar a ideia de que as previsões de défice feitas pela oposição poderiam não se concretizar no imediato. O chefe do Governo aludiu à expressão "para o ano é que vai ser", numa referência ao longo período que os leões passaram sem conquistar o título nacional.
Varandas revelou que recebeu várias mensagens sobre o episódio e explicou que só tomou conhecimento exato das declarações durante a deslocação para o jogo com o Braga. "Realmente recebi muitas mensagens sobre o debate quinzenal. Tanto que, na viagem para cá, tive de ver o que realmente tinha sido dito. Não houve nada. Foi uma graçola. Eu não a teria feito, tendo em conta que há milhões de eleitores Sportinguistas", afirmou.
F. Varandas: "Preferia estar mais 19 anos sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros"
O líder do Sporting não ficou, porém, por aí e aproveitou a ocasião para lançar uma farpa ao rival portista, recorrendo à polémica das escutas relacionadas com o Apito Dourado. "Mas essa do clube que ganhava quase, quase... Só queria dizer que estivemos 18 ou 19 anos sem vencer. Mas posso dizer que preferia estar mais 19 sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros", declarou.
Quanto ao jogo, o Sporting venceu o Braga por 3-1 na 8.ª jornada da Liga, depois de ter chegado ao intervalo em desvantagem, graças a um autogolo de Rui Silva, aos 41 minutos. Na segunda parte, Luis Suárez restabeleceu a igualdade aos 66’, de cabeça, e um autogolo de Bernardo Fontes, aos 70’, consumou a reviravolta leonina. Rodrigo Zalazar fechou o resultado aos 81 minutos, com um remate de fora da área.
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09 Out 2026 | 16:05
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09 Out 2026 | 13:31
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09 Out 2026 | 13:04