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Varandas dá estouro em Montenegro; Líder do Sporting mete primeiro-ministro no bolso e arrasa Porto
10 Out 2026 | 09:47
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03 Set 2023 | 12:12 |
Pedro Proença emitiu, no passado sábado, 2 de setembro, um longo comunicado, onde, entre outros temas, aborda a centralização dos direitos televisivos, considerando que a mesma vai ser benéfica para o futebol português, contrariando a posição do Benfica, que, pela voz de Rui Costa, já se mostrou contra esta medida. Estas afirmações de Proença serão, certamente, do agrado de Frederico Varandas, visto que o Sporting já se mostrou favorável à centralização dos direitos televisivos.
“A Centralização dos Direitos Audiovisuais contribuirá, não temos disso dúvidas, para aumentar a competitividade, a nível nacional e internacional, do futebol português. No seu todo. Os Clubes - todos os clubes - têm disso noção e estão, em conjunto, a trabalhar para que esse processo (que já vem tarde!) seja uma realidade até 2028. É, além de necessário, irreversível. Ninguém dele sairá a perder, é uma garantia que todos têm”, atirou Pedro Proença.
O Presidente da Liga Portugal deixou, ainda, duras críticas à UEFA: “Não podemos encolher os ombros perante um sistema de pontuação desajustado, que permite que um país que faça 75 por cento dos seus pontos na Liga dos Campeões perca uma posição no Ranking da UEFA para outro que garantiu 85 por cento da pontuação na Liga Europa e Liga Conferência – como se todas as provas pudessem valer o mesmo”.
“E não podemos, acima de tudo, continuar a assistir a todas estas injustiças em silêncio! É hora de todos nos unirmos e fazermos algo pelo Futebol. Porque falar e apontar os problemas não chega. É preciso agir para resolvê-los. A Liga Portugal continuará a fazer a sua parte. E chamará todos aqueles que têm responsabilidade para nos ajudarem num desígnio que tem de ser comum. Com seriedade. Com ambição. Com compromisso. Por um futebol português mais forte”, finalizou Pedro Proença.
Confira, na íntegra, o comunicado de Pedro Proença:
Pela primeira vez na história, Portugal tem pela terceira época consecutiva três clubes na fase de grupos da Liga dos Campeões! É, numa altura em que tanto se fala da competitividade do Futebol Português, um dado que importa destacar. Porque assume, na verdade, relevância superlativa. Porque não podemos, se quisermos fazer uma análise série e honesta, apontar os defeitos quando as coisas correm mal sem destacar as virtudes nos momentos em as coisas correm bem.
E as últimas épocas têm, no que às presenças na Champions diz respeito, corrido bem.
Por mérito, acima de tudo, dos Clubes, que conseguem encontrar formas de competirem de igual para igual – como se tem visto nas últimas épocas – com os maiores clubes europeus.
Por mérito, também, da união demonstrada pelo Futebol Profissional em torno da Liga Portugal, que nos permitiu, por exemplo, aprovar em sede regulamentar condicionantes nos sorteios que visam, precisamente, proteger as equipas portuguesas que competem nas provas europeias. Ou adiar o Moreirense-SC Braga, da 3.ª jornada, permitindo que o SC Braga preparasse da melhor forma o jogo da segunda mão do play-off de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. São, todas, medidas que, não sendo porventura decisivas, contribuem para a decisão…
Sim, os Clubes Portugueses fazem verdadeiros milagres.
Mas, se quisermos fazer uma análise verdadeiramente séria e honesta, temos (TODOS) de reconhecer que nem tudo é perfeito. Porque não é. Não podemos, por exemplo, esconder o facto de as nossas equipas médias não conseguirem ser tão competitivas a nível internacional, o que – nunca é demais reforçar – acaba por prejudicar todas as outras, como infelizmente percebemos na última época com a perda de um lugar no Ranking UEFA.
A Centralização dos Direitos Audiovisuais contribuirá, não temos disso dúvidas, para aumentar a competitividade, a nível nacional e internacional, do futebol português. No seu todo. Os Clubes - todos os clubes - têm disso noção e estão, em conjunto, a trabalhar para que esse processo (que já vem tarde!) seja uma realidade até 2028. É, além de necessário, irreversível. Ninguém dele sairá a perder, é uma garantia que todos têm. E o futebol português ficará, indubitavelmente, a ganhar. Que é, no fundo, o que todos queremos.
Mas não podemos, por muita importância que a Centralização dos Direitos Audiovisuais assuma, olhar para este processo como a única panaceia para aumentar a competitividade internacional dos nossos clubes. É preciso um olhar mais abrangente. É preciso que todos tenham noção das enormes desigualdades que as nossas equipas tantas vezes brilhantemente disfarçam quando enfrentam adversários internacionais. Adversários a quem são dadas melhores condições para reterem e contratarem talento (muitas vezes o nosso Talento, que temos dificuldade em reter…), para formarem equipas mais fortes, para serem, no fundo, mais competitivas.
Temos, pois, de voltar a colocar, urgentemente, o tema dos custos de contexto inerentes à atividade do Futebol em cima da mesa. É inevitável. Não podemos ser para sempre uma indústria marginalizada face a outras, que têm muito menos peso na Economia! Não podemos ter para sempre os clubes que maior carga fiscal (IVA, IRS, IRC…) suportam quando comparados com aqueles com quem temos de competir a nível internacional!
Não podemos ser para sempre os clubes com maior carga orçamental para garantir o cumprimento das obrigações relacionadas com seguros! Não podemos continuar a permitir que exijam aos nossos Clubes que sejam internacionalmente competitivos sem que lhes sejam dadas as mesmas condições que são dadas àqueles com que têm de competir!
Não podemos encolher os ombros perante um sistema de pontuação desajustado, que permite que um país que faça 75 por cento dos seus pontos na Liga dos Campeões perca uma posição no Ranking da UEFA para outro que garantiu 85 por cento da pontuação na Liga Europa e Liga Conferência – como se todas as provas pudessem valer o mesmo…
E não podemos, acima de tudo, continuar a assistir a todas estas injustiças em silêncio! É hora de todos nos unirmos e fazermos algo pelo Futebol. Porque falar e apontar os problemas não chega. É preciso agir para resolvê-los. A Liga Portugal continuará a fazer a sua parte. E chamará todos aqueles que têm responsabilidade para nos ajudarem num desígnio que tem de ser comum. Com seriedade. Com ambição. Com compromisso. Por um futebol português mais forte.
António Salvador e Pedro Proença ao lado de Frederico Varandas, em Braga:
Números revelam diferenças significativas entre as quatro principais sociedades desportivas, com leões a destacar-se pelo montante pago ao Presidente
25 Out 2026 | 17:32 |
Frederico Varandas recebeu 776.500 euros brutos na época 2025/26, entre remuneração fixa e variável, superando o valor atribuído a toda a administração do Porto. Os números revelam diferenças significativas entre as quatro principais sociedades desportivas, com o Sporting a destacar-se pelo montante pago ao Presidente.
O dirigente máximo leonino recebeu 300 mil euros de remuneração fixa e 476 500 euros de componente variável. Face a 2021/22, o valor representa um aumento de 252,2%, equivalente a mais 556 mil euros. Só no último exercício, a remuneração de Varandas cresceu 99,1%, ficando perto do total pago a todos os administradores da Benfica SAD.
No Benfica, o conjunto da administração recebeu 790.975 euros, apenas mais 14.475 euros do que Varandas auferiu individualmente. Rui Costa prescinde de remuneração da sociedade, tal como André Villas Boas no Porto. No Dragão, os encargos com a administração diminuíram 74,9% face a 2022, quando Pinto da Costa liderava o clube. Em 2022/23, o antigo presidente recebeu 1,152 milhões de euros, incluindo 480 mil euros em gratificações.
Já em Braga, a administração recebeu 1.625.697 euros, um aumento de 140,9% face ao exercício anterior. A Comissão Executiva concentrou 1 594 347 euros, contra 596 936 euros no ano precedente. No entanto, o relatório não discrimina os montantes recebidos por cada administrador nem distingue as componentes fixas e variáveis, pelo que não é possível apurar quanto recebeu individualmente António Salvador.
A comparação evidencia diferenças na transparência dos relatórios e nos modelos de remuneração das administrações. O Sporting apresenta informação individualizada sobre salários e prémios, enquanto Benfica e Porto incluem incentivos ligados ao desempenho desportivo e financeiro sem o mesmo nível de detalhe. No caso do Braga, a ausência de discriminação individual impede uma comparação direta entre o vencimento de Salvador e o dos restantes presidentes.
Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade
11 Out 2026 | 22:35 |
Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.
Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.
O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.
O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.
Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou.
Presidente marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão
11 Out 2026 | 10:43 |
Frederico Varandas marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão. O Presidente do Sporting recordou que, logo após ser eleito em 2018, admitiu aos elementos da sua direção que o mandato poderia durar apenas seis meses, caso fosse necessário tomar decisões difíceis.
F. Varandas: "Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos"
"A primeira vez que reunimos depois de eleitos em 2018, todos os meus colegas de Conselho Directivo estavam muito felizes, orgulhosos, mas estraguei aquele ambiente de festa logo aos três minutos. Disse-lhes: Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos, porque vamos fazer o que tem de ser feito", contou.
O dirigente, que participou num painel sobre liderança antes da intervenção do antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, recorreu também à experiência militar para explicar a importância de conhecer os próprios limites e decidir sob pressão. Varandas recordou a missão no Afeganistão e a forma como essas vivências influenciaram a sua maneira de liderar: "Mais do que os resultados, as pessoas seguem valores. O que tiro da minha formação militar (ainda sou capitão do exército com muito orgulho) e da experiência da missão no Afeganistão, com os comandos, é a capacidade de conhecer os meus limites. Somos testados em condições altamente desfavoráveis, tendo de continuar a trabalhar, a decidir sob pressão, muitas vezes nesse limite", afirmou.
Além do mais, relatou ainda um episódio vivido durante uma missão em Kandahar, quando um oficial demonstrou nervosismo antes de uma patrulha numa zona dominada pelos talibãs. "Aprendi que nós, líderes, temos de tomar decisões difíceis. Quando premimos o gatilho, temos medo? Temos. Mas temos, sobretudo, de não transmitir esse medo aos nossos colaboradores, aos nossos soldados", sublinhou.
Varandas - que recentemente deu um estouro em Luís Montenegro - abordou também a sua perspetiva sobre as características necessárias para liderar, afastando a ideia de que a vontade, por si só, permite alcançar qualquer objetivo: "A liderança penso-a exatamente da mesma maneira: temos de ter características inatas para ser um líder com competências e resultados. Todos melhoramos, sim, com treino, mas um verdadeiro líder, que aguenta momentos difíceis... isso nasce connosco".
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09 Out 2026 | 16:05
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09 Out 2026 | 13:31