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Clube
03 Set 2023 | 12:12 |
Pedro Proença emitiu, no passado sábado, 2 de setembro, um longo comunicado, onde, entre outros temas, aborda a centralização dos direitos televisivos, considerando que a mesma vai ser benéfica para o futebol português, contrariando a posição do Benfica, que, pela voz de Rui Costa, já se mostrou contra esta medida. Estas afirmações de Proença serão, certamente, do agrado de Frederico Varandas, visto que o Sporting já se mostrou favorável à centralização dos direitos televisivos.
“A Centralização dos Direitos Audiovisuais contribuirá, não temos disso dúvidas, para aumentar a competitividade, a nível nacional e internacional, do futebol português. No seu todo. Os Clubes - todos os clubes - têm disso noção e estão, em conjunto, a trabalhar para que esse processo (que já vem tarde!) seja uma realidade até 2028. É, além de necessário, irreversível. Ninguém dele sairá a perder, é uma garantia que todos têm”, atirou Pedro Proença.
O Presidente da Liga Portugal deixou, ainda, duras críticas à UEFA: “Não podemos encolher os ombros perante um sistema de pontuação desajustado, que permite que um país que faça 75 por cento dos seus pontos na Liga dos Campeões perca uma posição no Ranking da UEFA para outro que garantiu 85 por cento da pontuação na Liga Europa e Liga Conferência – como se todas as provas pudessem valer o mesmo”.
“E não podemos, acima de tudo, continuar a assistir a todas estas injustiças em silêncio! É hora de todos nos unirmos e fazermos algo pelo Futebol. Porque falar e apontar os problemas não chega. É preciso agir para resolvê-los. A Liga Portugal continuará a fazer a sua parte. E chamará todos aqueles que têm responsabilidade para nos ajudarem num desígnio que tem de ser comum. Com seriedade. Com ambição. Com compromisso. Por um futebol português mais forte”, finalizou Pedro Proença.
Confira, na íntegra, o comunicado de Pedro Proença:
Pela primeira vez na história, Portugal tem pela terceira época consecutiva três clubes na fase de grupos da Liga dos Campeões! É, numa altura em que tanto se fala da competitividade do Futebol Português, um dado que importa destacar. Porque assume, na verdade, relevância superlativa. Porque não podemos, se quisermos fazer uma análise série e honesta, apontar os defeitos quando as coisas correm mal sem destacar as virtudes nos momentos em as coisas correm bem.
E as últimas épocas têm, no que às presenças na Champions diz respeito, corrido bem.
Por mérito, acima de tudo, dos Clubes, que conseguem encontrar formas de competirem de igual para igual – como se tem visto nas últimas épocas – com os maiores clubes europeus.
Por mérito, também, da união demonstrada pelo Futebol Profissional em torno da Liga Portugal, que nos permitiu, por exemplo, aprovar em sede regulamentar condicionantes nos sorteios que visam, precisamente, proteger as equipas portuguesas que competem nas provas europeias. Ou adiar o Moreirense-SC Braga, da 3.ª jornada, permitindo que o SC Braga preparasse da melhor forma o jogo da segunda mão do play-off de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. São, todas, medidas que, não sendo porventura decisivas, contribuem para a decisão…
Sim, os Clubes Portugueses fazem verdadeiros milagres.
Mas, se quisermos fazer uma análise verdadeiramente séria e honesta, temos (TODOS) de reconhecer que nem tudo é perfeito. Porque não é. Não podemos, por exemplo, esconder o facto de as nossas equipas médias não conseguirem ser tão competitivas a nível internacional, o que – nunca é demais reforçar – acaba por prejudicar todas as outras, como infelizmente percebemos na última época com a perda de um lugar no Ranking UEFA.
A Centralização dos Direitos Audiovisuais contribuirá, não temos disso dúvidas, para aumentar a competitividade, a nível nacional e internacional, do futebol português. No seu todo. Os Clubes - todos os clubes - têm disso noção e estão, em conjunto, a trabalhar para que esse processo (que já vem tarde!) seja uma realidade até 2028. É, além de necessário, irreversível. Ninguém dele sairá a perder, é uma garantia que todos têm. E o futebol português ficará, indubitavelmente, a ganhar. Que é, no fundo, o que todos queremos.
Mas não podemos, por muita importância que a Centralização dos Direitos Audiovisuais assuma, olhar para este processo como a única panaceia para aumentar a competitividade internacional dos nossos clubes. É preciso um olhar mais abrangente. É preciso que todos tenham noção das enormes desigualdades que as nossas equipas tantas vezes brilhantemente disfarçam quando enfrentam adversários internacionais. Adversários a quem são dadas melhores condições para reterem e contratarem talento (muitas vezes o nosso Talento, que temos dificuldade em reter…), para formarem equipas mais fortes, para serem, no fundo, mais competitivas.
Temos, pois, de voltar a colocar, urgentemente, o tema dos custos de contexto inerentes à atividade do Futebol em cima da mesa. É inevitável. Não podemos ser para sempre uma indústria marginalizada face a outras, que têm muito menos peso na Economia! Não podemos ter para sempre os clubes que maior carga fiscal (IVA, IRS, IRC…) suportam quando comparados com aqueles com quem temos de competir a nível internacional!
Não podemos ser para sempre os clubes com maior carga orçamental para garantir o cumprimento das obrigações relacionadas com seguros! Não podemos continuar a permitir que exijam aos nossos Clubes que sejam internacionalmente competitivos sem que lhes sejam dadas as mesmas condições que são dadas àqueles com que têm de competir!
Não podemos encolher os ombros perante um sistema de pontuação desajustado, que permite que um país que faça 75 por cento dos seus pontos na Liga dos Campeões perca uma posição no Ranking da UEFA para outro que garantiu 85 por cento da pontuação na Liga Europa e Liga Conferência – como se todas as provas pudessem valer o mesmo…
E não podemos, acima de tudo, continuar a assistir a todas estas injustiças em silêncio! É hora de todos nos unirmos e fazermos algo pelo Futebol. Porque falar e apontar os problemas não chega. É preciso agir para resolvê-los. A Liga Portugal continuará a fazer a sua parte. E chamará todos aqueles que têm responsabilidade para nos ajudarem num desígnio que tem de ser comum. Com seriedade. Com ambição. Com compromisso. Por um futebol português mais forte.
António Salvador e Pedro Proença ao lado de Frederico Varandas, em Braga:
Como já foi anunciado pelo Clube de Alvalade, será no próximo dia 1 de julho, no dia do 120.º aniversário dos leões, que será divulgada a novidade
19 Jun 2026 | 17:49 |
O Sporting irá apresentar no próximo dia 1 de julho, o dia do do 120º aniversário dos verdes e brancos - o novo símbolo que será utilizado já a partir da temporada de 2026/27. Em meados deste mês, o vice-presidente do emblema de Alvalade, André Bernardo, prometeu novidades, garantindo, em declarações ao jornal Expresso que a nova imagem manterá “um fundo verde, o leão e um escudo, bem como a sigla SCP”, de modo a respeitar os estatutos do Clube.
Para além disso, o dirigente sportinguista deu conta de que o Sporting está a trabalhar nesta área com a agência inglesa JKR, sendo que a empresa espanhola Rushmore tratará da publicidade. Neste aspeto, falando da JKR, a marca parceira dos leões foi recentemente destacada pela ação de campanha com a KFC, popular cadeia de restaurantes de “fast food” americana.
A “Behind the Brief”, portal especializado na área do marketing e que analisa o perfil e história de diversas marcas, avaliou, esta quinta-feira, a campanha da JKR com a KFC. “Construíram um Mundo e uma experiência da qual se pode fazer parte. Mais relevante, mais expressivo, mais KFC. Tornando o balde lendário (da KFC) numa transformação para a nova geração”, descreveu o portal, nas redes sociais.
Com a expectativa em grande, a verdade é que o anúncio do novo símbolo do Sporting tem sido aguardada com curiosidade - e com muito receio pelo possível design - pelo universo leonino. Nos últimos dias, foi possível ver nas redes sociais a partilha de alguns esboços de possíveis equipamentos e símbolo para 2026/27.
No entanto, esta quinta-feira, o Sporting exibiu no stand que montou no Rock in Rio, o contorno de um possível símbolo, o que muitos Sportinguistas entenderam como uma previsão para o que será anunciado em breve. Até agora, o clube leonino já teve um total de cinco símbolos distintos, sendo que a apresentação do sexto está próxima.
Sócios do Clube de Alvalade terão um mês de julho particularmente importante pela frente, com apresentação de nova identidade e realização de AG
15 Jun 2026 | 12:22 |
Os Sócios do Sporting terão um mês de julho particularmente importante pela frente. Além da apresentação oficial do novo símbolo do Clube, será também realizada uma Assembleia Geral na qual serão discutidos e votados vários temas relevantes para o futuro dos leões, incluindo o orçamento para a próxima temporada.
De acordo com os estatutos do Sporting, a Direção liderada por Frederico Varandas tem até esta segunda-feira, 15 de junho, para entregar à Mesa da Assembleia Geral o orçamento dos rendimentos, gastos e investimentos previstos para o exercício económico seguinte, acompanhado do plano de atividades e do respetivo parecer do Conselho Fiscal e Disciplinar.
Entre os documentos que serão apresentados aos associados estará também o relatório referente ao exercício económico compreendido entre 1 de julho de 2025 e 30 de junho de 2026. O tema será um dos pontos centrais da ordem de trabalhos da reunião magna dos verdes e brancos.
A Assembleia Geral terá ainda um significado especial por ser a primeira conduzida por Pedro Almeida Cabral enquanto presidente da Mesa da Assembleia Geral, depois de ter sido eleito para o cargo nas últimas eleições do Clube.
Outro dos momentos mais aguardados pelos Sócios será a apresentação nova identidade visual do Sporting. O novo símbolo que se tornará oficial a 1 de julho, data em que o Clube celebra o seu 120.º aniversário, e posteriormente submetido à apreciação dos associados.
A renovação da imagem institucional tem gerado grande expectativa entre os adeptos, sobretudo depois de ter sido revelado que o novo emblema manterá os elementos fundamentais da identidade leonina, mas recuperará traços inspirados em versões históricas do símbolo do Sporting.
Passaram mais de 12 meses desde o incidente que envolveu um sportinguista , atingido no olho por uma bala durante os festejos de bicampeão
14 Jun 2026 | 12:17 |
Mais de um ano depois de Bernardo Topa ter sido baleado num olho durante os festejos do bicampeonato, ainda não há responsáveis. Bernardo era um dos milhares de adeptos em Lisboa na noite de 17 de maio de 2025, quando o Sporting se sagrou bicampeão nacional.
O adepto perdeu o olho esquerdo, uma lesão disfarçada pelo uso de uma prótese com estética semelhante à original. Contudo, decorrido mais de um ano sobre o incidente, o comissário de bordo enfrenta múltiplas dificuldades no quotidiano e permaneceu vários meses em situação de baixa médica.
Com operações, consultas e medicação, reergueu-se, no entanto, já gastou mais de 20 mil euros do próprio bolso e ninguém foi responsabilizado. O Casos de Polícia, ligado à SIC, contactou o Ministério Público para perceber se há avanços, mas a Procuradoria-Geral da República disse apenas que o processo está em segredo de justiça.
O mesmo órgão tentou também saber junto da PSP se existe algum resultado do inquérito interno sobre a ação dos agentes, mas a resposta foi a de que a investigação da Inspeção-Geral da Administração Interna ainda está em fase de instrução.
Vale lembrar que durante o seu internamento, Bernardo Topa recebeu a visita de Frederico Varandas. O Presidente do Clube de Alvalade esteve sempre em contacto com o adepto, oferecendo-lhe algumas palavras de apoio, mas também um cachecol e uma camisola.