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Varandas esteve com Obama e conta que achou que podia ficar apenas 6 meses no Sporting
11 Out 2026 | 10:43
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15 Dez 2020 | 09:56 | Por Redação
Pode a mesma redação ser interpretada, e executada, de três formas diferentes? Pode, se estivermos a falar da redacção dos Estatutos do Sporting Clube de Portugal, nos pontos relacionados com a possibilidade de destituir Órgãos Sociais. E no entanto o texto é claro o suficiente para ter uma única interpretação (o Nuno Sousa (AQUI) e a Soraia Quarenta (AQUI) já explicaram esse ponto muito bem neste fórum, pelo que não necessito repeti-lo). Repare-se:
Em 2013, o então PMAG, Eduardo Barroso, recebeu do movimento ‘Dar Rumo ao Sporting’ o requerimento para agendar uma Assembleia Geral comum, com a finalidade de analisar e votar a destituição por justa causa dos membros do Conselho Diretivo liderado por Godinho Lopes. Os subscritores desse pedido totalizavam mais de mil votos, logo estava de acordo com o Artigo 51, ponto 1, alínea C. Teriam, depois, de depositar uma determinada quantia monetária na conta do Clube, antes da realização da AG e no início da mesma reunião magna teria de ser garantida a presença de 75 por cento dos subscritores do requerimento. Cumpridos esses preceitos, tudo estaria de acordo com os Estatutos. A partir daí a AG entraria dentro do estipulado pela alínea D do mesmo Ponto 1 do mesmo Artigo 51: “Votar a revogação com justa causa dos mandatos dos titulares dos Órgãos Sociais, nos termos dos presentes Estatutos’.
Eduardo Barroso apenas deu cumprimento ao que estava (e continua a estar) escrito nos Estatutos aprovados por mais de dois terços dos Sócios do Sporting, mas alguns entenderam que não havia justa causa para revogar o mandato de Godinho Lopes e interpuseram uma Providência Cautelar no Tribunal Cível de Lisboa, com a finalidade de travar essa AG. Ora, já nessa altura o Clube tinha Sócios que se julgavam acima dos demais, entre eles o falecido Miguel Galvão Teles, Dias da Cunha ou Menezes Rodrigues, vozes que defenderam a ilegalidade da ação de Eduardo Barroso. Se havia ou não justa causa, isso não cabia aos Sócios decidir, mas sim a eles, gente abençoada por um brilhantismo inalcançável aos comuns associados. Para o Conselho Diretivo de então, a convocatória da AG era algo que “viola claramente que está estatutariamente definido” e João Pedro Varandas (irmão do atual presidente), elemento do CD, ia mais longe: “O CD tem a obrigação, à Luz dos estatutos, de zelar pelos interesses do Clube e não hesitará em usar todos os meios legais para que o normal funcionamento do Clube não seja perturbado”. Para este Varandas, tal AG causaria “danos irreparáveis ao Sporting” e colocava em causa a capacidade do Clube “em honrar os compromissos assumidos”.
Como respondeu o Tribunal Cível de Lisboa a esta providência cautelar? Recusou-a “liminarmente” por duas razões principais, segundo se podia ler no texto que suportou a decisão do juiz: não tinha sido encontrada qualquer violação estatutária na convocatória da AG; o juiz considerou que cabia aos Sócios apurar se existia, ou não, justa causa para a destituição dos membros do CD.
Godinho Lopes não quis submeter-se à votação dos Sócios e demitiu-se.
Duas pequenas notas laterais em relação a este episódio: face ao que se sabe agora, percebemos que se hoje ainda existe um Sporting Clube de Portugal pujante em termos desportivos e sociais, tal deve-se aos Sócios que em 2011 elegeram Eduardo Barroso como Presidente da Mesa da Assembleia Geral. Caso o escolhido tivesse sido Rogério Alves (candidato derrotado), o requerimento feito pelos Sócios Miguel Paím e André Patrão para a convocatória da AG, que levaria à queda de Godinho Lopes, nunca teria sido aceite. É por isso que entendo ser Eduardo Barroso credor de um enorme agradecimento por parte de todos os que amam o Sporting e não apenas a sua equipa de futebol; também por isso será de inteira justiça que a história do Sporting reserve no seu ‘livro’ um lugar de destaque especial para Eduardo Barroso. A segunda nota prende-se com o enquadramento histórico daquele momento dramático de 2013, no qual o Sporting vendera em janeiro (com saída a ser efectivada em julho) o seu jogador mais valioso (van Wolfswinkel) para conseguir pagar os salários dos restantes futebolistas; lembrar que sem soluções de financiamento para dar cumprimento aos encargos assumidos, o Conselho Diretivo de Godinho Lopes, no qual se encontrava João Pedro Varandas a garantir “zelar pelos interesses do Clube” e “honrar os compromissos assumidos”, estava a ultimar toda a documentação para entregar um PER (Plano Especial de Revitalização) no Tribunal, o que desde logo inviabilizaria o “honrar dos compromissos” (quem entende como funciona um PER, sabe que assim é). Foi a falência total do modelo “roquettista”, com os seus defensores a tentar negar… o inegável. Mas esse modelo está de volta (já lá irei).
A segunda cabeça a decidir avançar para uma segunda Assembleia Geral destitutiva, também ela para revogar o mandato do Conselho Diretivo, foi o então PMAG Jaime Marta Soares, em maio de 2018. Ao contrário do que na altura se disse, ele nunca convocou essa AG a pedido dos Sócios, mas sim por iniciativa própria, tal como consagrado na Alínea A do Ponto 1 do Artigo 51º dos Estatutos do Sporting Clube de Portugal. Tomou a decisão, anunciou-a a 24 de maio, ratificou-a com a convocatória oficial a 28 de maio e… a 30 de maio apresentou-se nas instalações do Clube argumentando que queria validar as assinaturas que suportavam um suposto requerimento de Sócios para a realização da AG que ele próprio já tinha convocado! Um perfeito aldrabão, secundado por uma perfeita aldrabona de nome Eduarda Proença de Carvalho, que daria continuidade a uma rábula que hoje desmente em absoluto a validade das decisões tomadas por Rogério Alves quando recusou em duas ocasiões o agendamento de AG’s destitutivas.
Vejamos: Marta Soares convocou uma AG para revogar por justa causa o mandato de um Presidente, mas não apresentou qualquer ‘nota de culpa’. A redação dessa nota de culpa foi elaborada semanas depois, já com a AG convocada. Como sei? Da mesma forma que todos sabem: lendo a nota de culpa que sustentava a ‘justa causa’ percebeu-se que uma grande parte da argumentação fez-se com episódios ocorridos em datas posteriores a 28 de maio. Foram factos ocorridos a 1 de junho, 4 de junho e 11 de junho, entre outras datas do mesmo mês. Boa parte da argumentação assentou igualmente na tentativa clara e inequívoca de culpar Bruno de Carvalho pela invasão à Academia, mas isso são outras contas… Na conclusão desta decisão: a causa, justa ou injusta, não interessava para nada, interessava era realizar a AG e depois os Sócios que decidissem se havia ou não justa causa. E decidiram.
Ora, se os Sócios consideraram isto legal, como aceitam depois que Rogério Alves recuse o primeiro requerimento para AG destitutiva pela razão de alguns dos factos contidos nesse mesmo requerimento terem ocorrido em data posterior à solicitação do agendamento da AG? Marta Soares pôde fazê-lo mas os Sócios não?
Se em 2013 um juiz foi bem claro ao concordar que, face aos Estatutos, só cabe aos Sócios do Sporting julgar da existência ou não de justa causa, como podem agora certos Sócios aceitarem que Rogério Alves chame a si o poder para fazer tamanho julgamento?
O mesmo Rogério Alves que em 2006, também como PMAG, conseguiu transformar um assunto que estatutariamente tinha de ser aprovado por dois terços, num assunto resolvido em votação de apenas 50 por cento mais um. Como? Eu explico. Na AG de 2006 em que se discutia e aprovava, ou não, a venda do património imobiliário não desportivo por 50 milhões de euros, os Sócios presentes recusaram o negócio em duas votações. Os dois terços de votos favoráveis nunca foram obtidos. Então, foi aceite um requerimento que pedia a aprovação para essa venda de património poder ser decidida em reunião do Conselho Leonino. Ora, a aceitação desse requerimento só carecia da aprovação de 50 por cento mais um voto. E foi aprovado! Dessa forma, fazendo tábua rasa dos Estatutos do Clube, Rogério Alves levou a decisão de venda de património para sede de Conselho Leonino e o negócio foi aprovado por… 42 conselheiros! Foi ilegal? Bom, os sócios aceitaram… Já estava, já estava…
Hoje, com a equipa de futebol a ocupar um 1º lugar provisório (faltam 24 jornadas para se saber se o mesmo passa ou não a definitivo), aqueles que só querem mesmo saber do futebol ignoram todos estes atropelos estatutários, assobiam para o lado quando os resultados do 1º trimestre do exercício 20/21 da SAD nos mostram que estamos em posição muito perigosa. São, enfim, aqueles que à primeira ocasião irão votar favoravelmente a venda da posição maioritária que o Clube ainda tem na SAD. Mas quero acreditar que estão em minoria. Quero acreditar que a larga maioria dos Sócios não voltará a deixar-se enganar pelos cantos da sereia. Uma vez bastou! E os 50 milhões que o Sporting recebeu pela venda do património resolveram alguma questão estrutural? Nada.
Quem contesta o que está a acontecer não pertence a nenhum grupo de ‘maluquinhos’, simplesmente não aceita vender o futuro do Clube a troco de um 1º lugar provisório, ou seja, recusa-se a fechar os olhos à realidade para viver nesse sonho da liderança da Liga; recusa-se a trocar a democracia pelo regime autoritário e déspota imposto por Rogério Alves e seus acompanhantes.
Porque o sonho do 1º lugar não pode esconder esta realidade: Passivo no final do exercício 17/18, 282M; passivo atual, 298M (+16M). Dívida financeira em 17/18, 111M; dívida financeira atual, 129M (+28M). Dívida a fornecedores em 17/18, 44M; dívida atual a fornecedores, 64,5M (+20,5M). Os indicadores económicos e financeiros da SAD têm vindo a degradar-se de forma acelerada, os custos com pessoal desceram cerca de 14 milhões entre 17/18 e o momento atual, mas a ‘folha salarial’ continua, tal como na época passada, nos 60 milhões, com as receitas a baixar na ordem dos 25/30M; tal como no tempo de Godinho Lopes, a SAD continua a necessitar de vender passes de jogadores para poder liquidar os salários e não para fazer baixar o passivo, como foi conseguido pela anterior administração. Ignorem todos estes sinais, continuem a viver no sonho do 1º lugar. Mas dos hipócritas que hoje se remetem ao silêncio ou só falam para tecer elogios, espero não ouvir uma palavra de acusação ao atual CD e à atual administração, quando num futuro cenário eleitoral se abordar a realidade desportiva e financeira do Sporting.
Assembleia Geral da SAD dos verdes e brancos terminou pela madrugada com todas as propostas a receberem luz verde por “larguíssima maioria”
27 Out 2026 | 10:08 | Por Redação
Terminou já pela madrugada a Assembleia Geral da SAD do Sporting, que arrancou às 18h00 de segunda-feira e decorreu no Business Hub do Estádio José Alvalade. A reunião juntou 33 acionistas e, depois de várias horas de discussão, todos os 12 pontos que constavam da ordem de trabalhos acabaram aprovados, depois de algumas explicações.
Bernardo Ayala, presidente da Mesa da Assembleia Geral e responsável pela condução dos trabalhos, revelou que todas as propostas receberam luz verde por “larguíssima maioria”. Entre os assuntos em discussão encontravam-se as contas da sociedade, a política de remunerações dos órgãos sociais e a possibilidade de nova emissão de dívida.
Um dos pontos de maior destaque prende-se precisamente com a nova política remuneratória, que representa um aumento de quase 19% para Frederico Varandas e restantes administradores relativamente ao período homólogo. O Presidente do Sporting passa de 300 para 354 mil euros fixos no exercício de 2026/27, podendo chegar aos 534 mil euros com a componente variável, quando anteriormente o limite máximo estava fixado nos 450 mil.
Também recebeu aprovação a autorização para a SAD poder avançar para o mercado com uma ou mais emissões obrigacionistas até um montante máximo global de 150 milhões de euros. A autorização ficará válida durante cinco anos, até 26 de outubro de 2031, dando à administração mais uma ferramenta financeira para a estratégia de investimento e renovação delineada pelos responsáveis verdes e brancos.
Sem contestação relevante passou igualmente o relatório e contas relativo a 2025/26, temporada na qual a SAD do Sporting apresentou um lucro próximo dos 35 milhões de euros. Tratou-se do quinto exercício anual consecutivo com resultados positivos, num ponto que abriu a reunião magna e que acabou aprovado com apenas quatro votos contra e quatro abstenções.
Eis o comunicado do Sporting:
"A SPORTING CLUBE DE PORTUGAL – FUTEBOL, SAD (adiante designada por Sociedade) informa, nos termos e para efeitos do cumprimento da obrigação de informação que decorre do disposto no artigo 17.º do Regulamento (UE) n.º 596/2014, do Parlamento Europeu e do Conselho de 16 de abril, que a Assembleia Geral da Sociedade de 26 de Outubro de 2026 tomou as seguintes deliberações:
1. Deliberar sobre o relatório de gestão e as contas relativos ao exercício findo em 30 de Junho de 2026. A proposta apresentada no ponto 1 da ordem do dia foi aprovada, por maioria, tendo obtido 1.777.732 votos a favor, 4 votos contra e 4 abstenções;
2. Deliberar sobre a proposta de aplicação de resultados relativos ao exercício findo em 30 de Junho de 2026. A proposta apresentada no ponto 2 da ordem do dia foi aprovada, por maioria, tendo obtido1.777.731 votos a favor, 4 votos contra e 5 abstenções;
3. Proceder à apreciação geral da administração e fiscalização da Sociedade. A proposta apresentada no ponto 3 da ordem do dia foi aprovada, por maioria, tendo obtido 1.777.713 votos a favor, 17 votos contra e 10 abstenções;
4. Apreciar, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 26º-G, n.º 4 do Código dos Valores Mobiliários, o relatório sobre remunerações elaborado pelo Conselho de Administração, respeitante ao exercício 2025/2026. A proposta apresentada no ponto 4 da ordem do dia foi aprovada, por maioria, tendo obtido 1.777.668 votos a favor, 60 votos contra e 13 abstenções;
5. Apreciar e aprovar a proposta de remuneração variável a atribuir aos membros executivos do Conselho de Administração da Sociedade elaborada pela Comissão de Acionistas relativa ao exercício de 2025/2026. A proposta apresentada no ponto 5 da ordem do dia foi aprovada, por maioria, tendo obtido 1.777.639 votos a favor, 80 votos contra e 22 abstenções.
6. Apreciar e aprovar a proposta da Comissão de Acionistas referente à remuneração devida dos titulares dos órgãos sociais da Sociedade até que a nova Comissão de Acionistas, que vier a ser eleita ao abrigo do ponto 10 da presente Ordem de Trabalhos, delibere e proponha à Assembleia Geral da Sociedade uma nova política de remuneração dos titulares dos órgãos sociais da mesma. A proposta apresentada no ponto 6 da ordem do dia foi aprovada, por maioria, tendo obtido 1.777.664 votos a favor, 71 votos contra e 6 abstenções.
7. Deliberar sobre a eleição dos membros da Mesa da Assembleia Geral para o quadriénio 2026/2030. A proposta apresentada no ponto 7 da ordem do dia foi aprovada, por maioria, tendo obtido 1.777.714 votos a favor, 5 votos contra e 1 abstenção.
8. Deliberar sobre a eleição dos membros do Conselho de Administração para o quadriénio 2026/2030. . A proposta apresentada no ponto 8 da ordem do dia foi aprovada, por maioria, tendo obtido 1.777.672 votos a favor, 9 votos contra e 41 abstenções.
9. Deliberar sobre a eleição dos membros do Conselho Fiscal para o quadriénio 2026/2030. A proposta apresentada no ponto 9 da ordem do dia foi aprovada, por maioria, tendo obtido 1.777.684 votos a favor, 6 votos contra e 1 abstenção.
10. Deliberar sobre a eleição da Sociedade de Revisores Oficiais de Contas para o quadriénio 2026/2030. A proposta apresentada no ponto 10 da ordem do dia foi aprovada, por maioria, tendo obtido 1.777.687 votos a favor, 33 votos contra e 1 abstenção.
11. Deliberar sobre a eleição da Comissão de Acionistas, prevista no artigo 18.º dos Estatutos da Sociedade, para o quadriénio 2026/2030. A proposta apresentada no ponto 11 da ordem do dia foi aprovada, por maioria, tendo obtido 1.777.625 votos a favor, 30 votos contra e 24 abstenções.
12. Deliberar sobre a autorização a conceder ao Conselho de Administração, nos termos e para os efeitos do disposto no n.º 2 do artigo 8º dos Estatutos, para proceder à emissão de um ou mais empréstimos obrigacionistas, até ao montante nominal máximo global de € 150.000.000 (cento e cinquenta milhões de euros), com uma maturidade não superior a 10 (dez) anos, através de (i) ofertas públicas de subscrição e/ou (ii) ofertas públicas de troca tendo por objeto as obrigações representativas dos empréstimos obrigacionistas “Sporting SAD 2024-2027” e “Sporting SAD 2024-2028” ou de outros empréstimos obrigacionistas que venham a ser emitidos ao abrigo da presente autorização, podendo o Conselho de Administração definir os demais termos e condições de cada emissão, incluindo, designadamente, taxa de juro, preço de subscrição ou troca, período de oferta, datas de emissão e reembolso, admissão à negociação e demais condições aplicáveis. A presente autorização será válida pelo prazo de 5 (cinco) anos a contar da data da presente deliberação, devendo as referidas emissões ocorrer até 26 de Outubro de 2031. A proposta apresentada no ponto 12 da ordem do dia foi aprovada, por maioria, tendo obtido 1.777.670 votos a favor, 20 votos contra e 31 abstenções".
Números revelam diferenças significativas entre as quatro principais sociedades desportivas, com leões a destacar-se pelo montante pago ao Presidente
25 Out 2026 | 17:32 | Por Redação
Frederico Varandas recebeu 776.500 euros brutos na época 2025/26, entre remuneração fixa e variável, superando o valor atribuído a toda a administração do Porto. Os números revelam diferenças significativas entre as quatro principais sociedades desportivas, com o Sporting a destacar-se pelo montante pago ao Presidente.
O dirigente máximo leonino recebeu 300 mil euros de remuneração fixa e 476 500 euros de componente variável. Face a 2021/22, o valor representa um aumento de 252,2%, equivalente a mais 556 mil euros. Só no último exercício, a remuneração de Varandas cresceu 99,1%, ficando perto do total pago a todos os administradores da Benfica SAD.
No Benfica, o conjunto da administração recebeu 790.975 euros, apenas mais 14.475 euros do que Varandas auferiu individualmente. Rui Costa prescinde de remuneração da sociedade, tal como André Villas Boas no Porto. No Dragão, os encargos com a administração diminuíram 74,9% face a 2022, quando Pinto da Costa liderava o clube. Em 2022/23, o antigo presidente recebeu 1,152 milhões de euros, incluindo 480 mil euros em gratificações.
Já em Braga, a administração recebeu 1.625.697 euros, um aumento de 140,9% face ao exercício anterior. A Comissão Executiva concentrou 1 594 347 euros, contra 596 936 euros no ano precedente. No entanto, o relatório não discrimina os montantes recebidos por cada administrador nem distingue as componentes fixas e variáveis, pelo que não é possível apurar quanto recebeu individualmente António Salvador.
A comparação evidencia diferenças na transparência dos relatórios e nos modelos de remuneração das administrações. O Sporting apresenta informação individualizada sobre salários e prémios, enquanto Benfica e Porto incluem incentivos ligados ao desempenho desportivo e financeiro sem o mesmo nível de detalhe. No caso do Braga, a ausência de discriminação individual impede uma comparação direta entre o vencimento de Salvador e o dos restantes presidentes.
Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade
11 Out 2026 | 22:35 | Por Redação
Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.
Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.
O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.
O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.
Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou.
Varandas esteve com Obama e conta que achou que podia ficar apenas 6 meses no Sporting
11 Out 2026 | 10:43
Varandas dá estouro em Montenegro; Líder do Sporting mete primeiro-ministro no bolso e arrasa Porto
10 Out 2026 | 09:47
Villas-Boas admite semelhanças entre Porto e Sporting e afirma 'confronto' com Varandas
09 Out 2026 | 16:05