Futebol
Sporting vence Atlético em jogo-treino: Extremo de 14M falhou um penálti
02 Out 2026 | 14:35
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Futebol
04 Jan 2025 | 17:45 |
Alexandre Brito, médio de 19 anos das camadas de formação do Sporting, foi um dos escolhidos por Rui Borges para estar no banco de suplentes dos verdes e brancos na partida frente ao Vitória de Guimarães - algo que até já tinha acontecido nos jogos da Liga dos Campeões frente a Arsenal e Club Brugge. André Lage foi o último treinador do jogador leonino antes da mudança para Alvalade, e deu uma entrevista ao 'Record' onde falou da jovem promessa.
"Sempre foi um menino bem comportado, reguila, pois era um menino do 'bairro', com a competitividade própria dos meninos do 'bairro' (...) Até nos treinos ele ficava amuado, se as coisas não lhe corriam bem ou se, havendo um momento competitivo, a equipa dele não ganhava. Não ficava muito contente", começou por dizer.
Prosseguiu, elogiando as qualidades de Alexandre Brito: "A forma como ganhava as bolas divididas... Era rara a bola que não ficava para ele. Ia com tudo, mas não por ser agressivo, que não era. Tinha uma agressividade boa, que não era normal em meninos daquela idade (...) Era igualmente acima da média no conhecimento daquilo que era o jogo, em termos de posicionamento, de passe, de finalização, apesar de na altura até nem fazer muitos golos".
Falou, depois, de oportunidades na equipa principal: "Não é fácil, porque tivemos muitos anos de Ruben Amorim, com um meio-campo a dois e isso limita muito as oportunidades (...) Acredito que vai haver uma pequena alteração nesse sentido, com mais elementos no meio-campo, pelo que acredito que o Xandi vai ter a oportunidade dele. Vai ter de agarrá-la".
Terminou, da seguinte forma: "O Xandi é muito mais um 'seis' do que o João [Simões], que me parece muito mais criativo, o jogador que gosta de conduzir e avançar com bola (...) é um jogador muito intenso, com uma área de ação muito grande em campo, muito agressivo nos duelos e que ganha muitas bolas", rematou André Lage.
Internacional australiano já deixou a sua seleção, mas ainda não se apresentou aos trabalhos da equipa verde e branca na Academia
02 Out 2026 | 16:00 |
Nestory Irankunda ainda não regressou aos trabalhos do Sporting, apesar de já ter encerrado a participação ao serviço da Austrália nesta pausa para as seleções. O extremo terá alguns dias adicionais de descanso e só na próxima semana voltará a ficar às ordens de Rui Borges.
O jogador de 20 anos chega de uma janela internacional de enorme protagonismo, marcada pelos dois particulares frente ao Brasil. No primeiro, Irankunda foi uma das principais figuras dos ‘socceroos’ e assinou um espetacular golo de livre direto no empate a uma bola.
A exibição valeu-lhe vários elogios no país natal. Mark Schwarzer, jogador mais internacional de sempre pela Austrália, classificou a execução do livre como “sublime, de nível mundial” e destacou igualmente a evolução do extremo desde a mudança para Alvalade. “A transferência para o Sporting é fantástica”, afirmou o antigo guarda-redes.
O segundo duelo com os brasileiros, perdido por 4-2, foi menos conseguido. Irankunda acumulou 14 perdas de posse e quatro faltas, uma das quais resultou numa grande penalidade, tendo a GoalPoint considerado que o jogador do Sporting se perdeu em “ações quase sempre falhadas”.
Ainda assim, o balanço da pausa internacional reforça o estatuto crescente do jovem na Austrália. Irankunda foi titular nos dois encontros frente ao Brasil e voltou a demonstrar algumas das características que têm despertado maior entusiasmo: velocidade, capacidade no um para um, imprevisibilidade e um remate muito forte.
O Sporting optou agora por conceder-lhe algum tempo para recuperar antes de voltar à rotina em Alcochete. Irankunda deverá apresentar-se na próxima semana e terá ainda margem para preparar a deslocação ao terreno do Braga, marcada para 9 de outubro.
Ex presidente do Sporting considera que existem acontecimentos que não são conhecidos pelo público e que tornam difícil fazer uma avaliação definitiva
02 Out 2026 | 15:51 |
Bruno de Carvalho analisou o recente episódio entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus na Seleção Nacional e rejeita liminarmente a ideia de que o desfecho possa ser encarado como uma vitória para o selecionador ou para o capitão português.
O antigo presidente do Sporting explica que conhece ambos e que está perante duas personalidades fortes, duas pessoas habituadas a decidir, a competir e a defender aquilo em que acreditam. Ainda assim, deixa claro que nunca defendeu que Ronaldo devesse ter tratamento privilegiado ou que o seu passado lhe desse o direito de condicionar as escolhas do treinador.
“Um selecionador escolhe. É essa a sua função. Decide quem joga, quem fica no banco, quem entra, quem sai e até quem não é convocado. Essa autoridade não está, nem deve estar, em discussão. Jorge Jesus disse algo com que concordo, os jogadores são todos iguais, mas têm estatutos diferentes. É exatamente aqui que começa a minha reflexão”, escreveu no 'Bola na Rede'.
B. de Carvalho: "Cristiano não precisava de jogar por decreto. Precisava que o fim, quando ele chegasse, estivesse à altura da história"
Bruno de Carvalho entende que a diferença não deveria estar na titularidade ou nos minutos jogados, mas na forma de gerir uma situação que considera próxima do final: “Não na ficha de jogo. Não no onze inicial. Não no número de minutos. Mas na gestão humana de uma situação que todos sabemos estar próxima do fim. Cristiano não precisava de jogar por decreto. Precisava que o fim, quando ele chegasse, estivesse à altura da história. Então, onde ficou o estatuto diferente? Essa é a pergunta que me permanece”.
Apesar da posição assumida, não coloca toda a responsabilidade do desfecho em Jorge Jesus. O ex dirigente considera que existem acontecimentos e conversas que não são conhecidos pelo público e que tornam difícil fazer uma avaliação definitiva: “Não vejo vencedor nenhum. Vejo a Seleção Nacional perder um dos maiores jogadores da sua história numa circunstância que, seguramente, todos gostaríamos que tivesse sido diferente. Vejo Cristiano Ronaldo abandonar a Seleção sentindo que já não existiam condições para continuar. Não pretendo, por isso, distribuir culpas como se estivesse perante um tribunal. Num conflito há decisões, ações e reações”.
O empresário termina a reflexão recordando a dimensão histórica de Cristiano Ronaldo: "O mais importante é perceber que existem jogadores que representam uma geração, outros que marcam uma época e alguns, raríssimos, que acabam por se tornar parte da identidade futebolística de um país. Cristiano Ronaldo pertence a esse último grupo”.
Treinador dos verdes e brancos pode estar a preparar-se para lançar a sexta alteração no sector mais recuado dos leões nesta temporada desportiva
02 Out 2026 | 15:17 |
Rui Borges tem uma verdadeira equação para resolver na defesa do Sporting antes da deslocação ao terreno do Braga, marcada para 9 de outubro. A uma semana do encontro, o treinador leonino lida com várias condicionantes e ainda não sabe com que linha defensiva poderá contar na Pedreira.
Zeno Debast está confirmado como baixa devido a castigo, enquanto Georgios Vagiannidis recupera de uma lesão muscular e ainda é dúvida para o encontro. Maxi Araújo só regressará a Portugal praticamente em cima do jogo e Ibrahima Ba continua entregue ao tratamento de um problema no joelho direito.
Perante este cenário, a linha defensiva que neste momento ganha mais força é composta por Iván Fresneda, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio e Rodrigo Dias. O jovem lateral-esquerdo da equipa B poderá, assim, voltar a ser titular, depois de ter cumprido os 90 minutos na jornada inaugural frente ao Estrela da Amadora.
A utilização de Rodrigo Dias dependerá sobretudo da condição física apresentada por Maxi Araújo. O uruguaio só termina os compromissos internacionais na terça-feira, frente à Índia, depois de uma longa digressão pela Ásia, pelo que Rui Borges poderá optar por não arriscar a sua utilização de início.
No centro da defesa também há margem para alterações. Eduardo Quaresma e Gonçalo Inácio partem como soluções mais seguras, mas Ibrahima Ba continua a trabalhar com o objetivo de recuperar a tempo. O central prossegue o tratamento no ginásio e a estrutura do Sporting mantém esperança de o ter disponível para o encontro com os minhotos.
As sucessivas condicionantes obrigam Rui Borges a mexer novamente numa defesa que já apresentou cinco combinações diferentes em apenas sete jornadas do campeonato. Fresneda surge como opção praticamente certa à direita e, do outro lado, Rodrigo Dias começa a ganhar cada vez mais força.