Futebol
A jogar contra 10 durante quase 60 minutos, Sporting escorrega e empata em casa (1-1)
19 Set 2026 | 17:26
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Futebol
08 Fev 2024 | 21:19 |
Nesta quinta-feira, o antigo jogador do Porto, Deco, diretor desportivo do Barcelona, desmentiu que José Mourinho seja um dos nomes equacionados para suceder a Xavi. Em declarações ao jornal ‘Sport’, afirmou que é amigo do português, mas que não falam há bastante tempo.
“Mourinho é um amigo, mas não falo com ele há muito tempo”, atirou o agora diretor desportivo do Barcelona, em declarações ao ‘Sport’, afastando a possibilidade de José Mourinho vir a ser o sucessor de Xavi, que já anunciou que não vai continuar nos blaugrana.
“Procuramos alguém com o perfil que temos agora. Que se adapta às condições do clube, que saiba potenciar os jovens e que saiba que não podemos fazer grandes contratações. Tem de ser um treinador que saiba em que ponto está o Barcelona. Tem de conhecer a nossa realidade e que estamos numa situação de crescimento”, atirou Deco.
O antigo jogador do Porto desmentiu, também, que haja qualquer interesse em Thiago Motta, técnico do Bolonha: “Não vi muitos jogos do Bolonha, porque viajas tanto que te limitas a ver as equipas grandes. É verdade que está a fazer um bom trabalho, mas não há nada. Há muitos anos que não falo com ele”.
José Mourinho – que esteve em tempos muito perto de assumir o controlo do Clube de Alvalade – liderou o emblema romano em 2021 e, ao todo, realizou 138 partidas, tendo vencido 68, empatado 31 e perdido 39, conquistando ainda uma Europa Conference League (2022/23).
Curiosamente, outro dos nomes que foi associado ao Barcelona foi … Rúben Amorim. Porém, sobre o técnico do Sporting, Deco não proferiu qualquer comentário. O técnico chegou aos leões em março de 2020, oriundo do Braga, a troco de uma verba a rondar os 10 milhões de euros. Desde então, Amorim liderou os leões em 191 encontros, tendo vencido 133, empatado 28, perdido 30 e conquistado um Campeonato Nacional (2020/21), duas Taças da Liga (2020/21 e 2021/22) e uma Supertaça Cândido de Oliveira (2021).
Técnico fez rescaldo da igualdade com o Arouca, destacando sobretudo o vermelho a Zeno Debast, aos 54 minutos, como o momento que alterou rumo do jogo
20 Set 2026 | 09:34 |
Rui Borges fez o rescaldo do empate frente ao Arouca (2-2), destacando sobretudo a expulsão de Zeno Debast, aos 54 minutos, como o momento que alterou completamente o rumo da partida. O treinador do Sporting sublinhou que a equipa estava por cima até ficar reduzida a 10 jogadores e abordou também a reação dos adeptos nas bancadas, incluindo os lenços brancos exibidos durante o encontro
Análise
"É simples: há um jogo até à expulsão. Um bom jogo da nossa parte, bem conseguido. Chegámos aos golos, podíamos ter feito mais, mesmo na primeira parte. Depois entrámos muito bem na segunda, muito bem mesmo, o Arouca nem conseguia sair do meio-campo defensivo deles e a expulsão muda tudo. Obriga-nos a ir para um momento defensivo onde fomos minimamente competentes até ao momento do penálti, que acaba por meter o Arouca no jogo e fá-los acreditar. Nós tínhamos de ser ainda mais agressivos naquilo que era a defesa da baliza, sabíamos que ia haver muitos cruzamentos, acabámos por sofrer golo num cruzamento... É uma equipa que toca bem a bola, que tem muita mobilidade no processo ofensivo e com mais um jogador, era natural que não consigamos ser tão pressionantes como fomos durante o tempo que estivemos com onze em campo, onde fomos e tentámos ser sempre pressionantes. Acabam por ser felizes..."
Sente ter condições para continuar à frente do Sporting? Gostava de ter Frederico Varandas aí ao seu lado neste momento para lhe transmitir um voto de confiança?
"O único sentimento que tenho é de tristeza, porque empatei o jogo. De resto, a contestação é natural dos adeptos, é naturalíssimo. Estamos num grande clube onde a exigência é máxima, mesmo quando ganhamos — já disse isso várias vezes —, por isso entendo a contestação. É algo natural no futebol, temos de saber viver sobre isso e com isso nos momentos menos bons".
Vasco Seabra admitiu que a equipa acabou por ser surpreendida um pouco pelo 4x3x3 do Sporting. O que é que o levou a implementar esta ligeira alteração?
"Não se trata de grandes adaptações, trata-se, sim, de uma ou outra dinâmica, não fugindo daquilo que somos, com jogadores diferentes, características diferentes. Tentámos ter dois homens de corredor, fortes no um para um, verticais, com o Geny e com o Irankunda. Tentar prender os dois médios do Arouca nos nossos dois médios ofensivos, digamos, os nossos interiores, e conseguirmos desbloquear a pressão deles num três para dois, num primeiro momento, e depois sim conseguirmos encaixar num espaço mais à frente, ter mais calma nesse sentido. Na primeira parte poderíamos ter tido aqui ou ali um bocadinho mais de calma e tranquilidade quando chegávamos às zonas do último terço. Queríamos acelerar a toda a hora, víamos sempre um colega livre, tentámos sempre... Fomos falhando ali um ou outro passe que não tínhamos essa necessidade, mas a equipa interpretou muito bem aquilo que tínhamos planeado. Uma primeira parte muito boa, um início de segunda parte fantástico, muito boa mesmo, a equipa muito dinâmica, muito ligada, a conseguir criar situações de finalização na baliza do Arouca. E a expulsão muda tudo...
Na segunda parte houve um momento em que falou com Gonçalo Inácio, ele estava com alguma debilidade física?
"Já disse que falta alguma maturidade, mas não se trata disso. Olhem para o jogo e olhem para o que acontece no jogo. Ficámos com dez, é impossível sermos pressionantes como somos. Por mais que sejamos uma grande equipa, por mais que tivéssemos maturidade, sabíamos que íamos ter de sofrer ali em alguns momentos, e fomos controlando até ao penálti. O penálti mete o Arouca no jogo, porque, sinceramente, acho que se não existisse o penálti não iríamos estar aqui a falar de um empate. Mesmo nós com um bloco mais baixo — o que é natural, porque tínhamos de defender a baliza —, é uma equipa que procura corredores, muitos cruzamentos, e tínhamos de saber defender a área. Acabaram por ser fortes num lance de cruzamento, de ataque à área, e fazer o 2-2. De resto, em relação ao Inácio: estava com algumas dificuldades, estava-lhe a perguntar se tinha de sair ou não e ele disse-me que aguentava".
É o terceiro erro consecutivo de um central do Sporting. Compreende estas desatenções dos jogadores do eixo central, que têm custado caro e pontos à equipa?
"Não se trata de compreender ou não, são coisas que acontecem no jogo. Tenho que saber lidar com elas: sou treinador, fazê-los crescer individualmente naquilo que é o seu comportamento e naquilo que são as decisões dentro de campo. Mas, jamais vou culpar aqui alguém pelo empate ou não. Em relação àquilo que foi o jogo e em relação ao afundamento: bloco mais baixo, natural. Jogámos contra uma equipa que com bola é muito dinâmica, tem muita mobilidade. Era impossível, como já disse. Sabemos naquilo que somos bons e em alguns momentos menos bons. Temos clara a visão daquilo que somos enquanto equipa. Não conseguimos ser pressionantes com dez como gostamos e como estávamos a ser, não conseguimos, tão simples quanto isso. Por mais que a tática que eu pusesse ali não íamos conseguir ser pressionantes nesse sentido e sabíamos que tínhamos de estar num bloco mais baixo. Faltou-nos alguma saída, é certo, em alguns momentos. Mas é algo que, lá está, é algo que não controlámos e temos de saber crescer também nesse sentido. Perdemos um elemento importante, obrigou-nos a mexer de forma diferente. Tentámos refrescar, ter gente que nos desse saída, que nos desse transporte".
Pedidos de demissão
"Não mudava nada em relação àquilo que foi a pré-época ou aquilo que foi a escolha de plantel, não mudava absolutamente nada, independentemente dos resultados ou dos três empates que temos até ao momento. Por isso, em relação aos adeptos, natural, já disse isso. Estou preocupado, sim, naquilo que é o nosso trabalho para crescer enquanto equipa do Sporting e conseguir dar uma resposta diferente, porque temos que a dar, porque estamos numa grande instituição, num grande clube onde a exigência, já disse, é máxima, mesmo quando ganhamos. Por isso, não ganhámos, a exigência ainda é maior."
Não deve o Sporting, e com todo o respeito pelo Arouca, mesmo com 10, ser capaz de defender um pouco mais alto, de segurar esta vantagem, mesmo sofrendo um golo de penálti depois? Mostrou alguma preocupação na conferência de antevisão sobre o estado anímico da equipa
"Não mostrei nenhuma preocupação. Não mostrei preocupação, não digam coisas que eu disse. Eu disse que era importante ganhar para a equipa ir confiante para aquilo que era a pausa, não falei em preocupação nenhuma. Claro que nós temos sempre a obrigação de mais e melhor, seja com o primeiro classificado, seja o último. A nossa exigência é máxima e temos a obrigação sempre de fazer mais, por isso, é perceber as circunstâncias de cada jogo e de forma em que perdem todos os pontos e depois, sim, tirar as relações que pudermos tirar".
Ala vai continuar a trabalhar entre a equipa A e a equipa B, mas com menos espaço para aparecer nas escolhas do treinador principal
20 Set 2026 | 03:00 |
Rodrigo Dias vai ter menos oportunidades na equipa A do Sporting nos próximos tempos, numa consequência direta da chegada de Moncef Zekri, sabe o Leonino. A chegada do lateral marroquino altera o cenário para o jogador de 21 anos, que deverá continuar a trabalhar entre a equipa A e a equipa B, mas com menos espaço para aparecer nas escolhas de Rui Borges.
A contratação do internacional sub-17 marroquino representa uma aposta de futuro por parte dos leões. O ala custou 3 milhões de euros, aos quais podem juntar-se bónus por objetivos, e assinou um contrato válido até 2029, ficando protegido por uma cláusula de rescisão de 80 milhões de euros.
O contexto acaba por retirar algum protagonismo a Rodrigo Dias. Zekri surge agora como alternativa direta a Maxi Araújo - -, apresentando ainda uma margem de evolução particularmente elevada, tendo chegado a Alvalade depois de somar 20 jogos pela equipa principal do Mechelen.
Rodrigo Dias chegou ao Sporting em 2011, com apenas cinco anos, e percorreu todos os escalões de formação. Foi campeão nacional de sub-17 em 2021/22, passou pelos sub-19 e sub-23 e fixou-se na equipa B, tendo sido importante na campanha que permitiu aos leões manterem-se na Liga 2.
A estreia pela equipa principal chegou no Troféu Cinco Violinos, frente ao Mónaco, e pouco depois surgiu a oportunidade de ser titular oficialmente na Reboleira, num jogo em que cumpriu os 90 minutos, devido à ausência por castigo de Maxi Araújo.
Leões chegaram ao intervalo em vantagem, com golos de Gonçalo Inácio e Luis Suárez, mas a expulsão de Zeno Debast mudou rumo do jogo
19 Set 2026 | 22:33 |
O Sporting voltou a empatar na Liga Portugal, desta vez frente ao Arouca (2-2), num encontro da 7.ª jornada. A equipa de Rui Borges chegou a construir uma vantagem de dois golos ainda na primeira parte, mas acabou por deixar escapar o triunfo depois da expulsão de Zeno Debast.
Gonçalo Inácio abriu o marcador logo aos três minutos, num cabeceamento após canto de Maxi Araújo, redimindo-se depois dos dois autogolos nos encontros anteriores. O Sporting manteve o controlo e chegou ao 2-0 aos 17 minutos, com Luis Suárez a finalizar um cruzamento atrasado de Fresneda. Issa Doumbia ainda marcou pouco depois, mas o lance foi anulado por fora de jogo.
A partida parecia estar encaminhada para mais um triunfo leonino, porém, tudo mudou: aos 54', Debast foi expulso com vermelho direto na sequência de uma entrada perigosa sobre Rukavina. Rui Borges lançou Eduardo Quaresma para reorganizar a equipa, que passou a jogar mais recuada e a tentar proteger a vantagem.
O Arouca aproveitou a superioridade numérica para assumir o controlo e aumentar a pressão. Aos 81 minutos, depois de um lance entre Quaresma e Barbero analisado pelo VAR, foi assinalada grande penalidade, convertida por José Fontán. Os leões ficaram cada vez mais apertados e, aos 88', Dylan Nandín, acabado de entrar, apareceu nas costas de Quaresma para desviar um cruzamento de Pedro Santos e estabelecer o 2-2.
O empate deixa os leões com 15 pontos e aumenta a pressão sobre os leões na luta pelos lugares cimeiros. Porto (18) e Benfica (16) podem aproveitar o deslize no clássico deste domingo, no Dragão, enquanto o Arouca chega aos 11 pontos e ocupa provisoriamente o quinto lugar.
Veja os golos:
1-0:
(2-0):
(2-1):
(2-2):
A jogar contra 10 durante quase 60 minutos, Sporting escorrega e empata em casa (1-1)
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