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Adepto baleado nos festejos do Sporting queixa-se de ter sido esquecido pelo Clube: "Não tive apoio"
30 Jul 2026 | 12:51
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12 Out 2020 | 10:55 |
Um dos principais pilares da sustentação de uma sociedade democrática é a justiça. Quanto este pilar colapsa, o Estado democrático fica com os dias contados, porque emerge de forma veloz a vontade de justiça popular. Quando os cidadãos percebem que o mal não se encontra na Lei, mas naqueles que a aplicam, o sistema fica em perigo. Porque sempre nos foi dito que os juízes seriam o garante da justa aplicação das leis, sem olhar ao estatuto de quem se senta no banco dos réus, sem olhar ao peso específico que possam ter na sociedade. E afinal somos confrontados com uma ‘Operação Lex’, que nos coloca perante um conjunto de juízes que, pelos vistos, enriquecia de forma indevida a ‘vender’ sentenças.
Podemos ter a vontade de acreditar que se tratou de um caso isolado, longe de espelhar o reflexo de uma classe e de a colocar perante o descrédito total, mas depois começamos a juntar peças soltas e facilmente nos foge o pensamento para outro lado. Por exemplo, quando observo determinadas ações, falhas de carácter e opiniões de juízes conselheiros, sinto-me legitimado a questionar como terá sido o comportamento deles nas salas de audiências ao logo da carreira.
Quando o Presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting, o juiz conselheiro Baltazar Pinto, tenta impingir a Sócios e adeptos do Sporting uma enorme mentira no âmbito do julgamento e aplicação das Leis (a área onde atuou toda uma vida), posso questionar onde terá o sistema falhado. Porque quando homens, cujo carácter e idoneidade deviam estar acima de qualquer suspeita, mentem para fugir às responsabilidades, percebemos que vivemos numa sociedade perigosa. Habituaram-se a transformar a Lei na ‘sua Lei’, só porque se sentiam com esse poder, porque sentiam estar eles acima de qualquer julgamento?
Repare-se nesta declaração do juiz conselheiro Baltazar Pinto, publicada no jornal Record, referindo-se à expulsão de Bruno de Carvalho da condição de associado do Clube: “Não foram os Órgãos Sociais que o expulsaram. Ele recorreu para a Assembleia Geral e os Sócios expulsaram-no”.
Não, senhor Presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar, isto é mentira e, como juiz, sabe bem que está a faltar à verdade. Quer ver com os seus próprios olhos o comunicado oficial que o CFeD produziu e tornou público a 1 de março de 2019? Pode ser que lhe avive a memória:
“COMUNICADO DO CONSELHO FISCAL E DISCIPLINARO Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting Clube de Portugal vem comunicar aos sócios ter sido proferida decisão final no âmbito do processo disciplinar número 7/18, em que são arguidos os sócios visados Bruno Miguel Azevedo Gaspar de Carvalho (“Bruno de Carvalho”), Carlos Fernando Barreiros Godinho Vieira (“Carlos Vieira”), Rui Pereira Caeiro (“Rui Caeiro”), José Eduardo da Câmara Correia de Lemos Quintela (“José Quintela”), Luís Filipe Teixeira Gestas (“Luís Gestas”), Luís Miguel Salgueiro Roque (“Luís Roque”) e Alexandre António Gaspar Carvalho Godinho (“Alexandre Godinho”).
Assim, foi deliberado pelo Conselho Fiscal e Disciplinar aplicar as seguintes sanções:
- O Sócio Visado Bruno de Carvalho foi punido com a sanção de Expulsão;
- O Sócio Visado Alexandre Godinho foi punido com a sanção de Expulsão;
- O Sócio Visado Carlos Vieira foi punido com a sanção de Suspensão por nove meses;
- O Sócio Visado Luís Gestas foi punido com a sanção de Suspensão de seis meses;
- O Sócio Visado Rui Caeiro foi punido com a sanção de Repreensão Registada.
Mais foi deliberado arquivar os autos quanto aos sócios visados:
- Luís Roque;
- José Quintela.”
Consegue agora olhar os Sócios do Sporting Clube de Portugal nos olhos e repetir que “não foram os Órgãos Sociais que o [Bruno de Carvalho] expulsaram”? O senhor e o seus pares de CFeD tomaram a decisão e vão ter de viver com ela, não de a sacudir para cima dos ombros dos Sócios. Assuma as suas responsabilidades!
Existe uma enorme diferença entre os Sócios decidirem por si próprios uma determinada sentença ou serem chamados a pronunciar-se acerca da aplicação de uma sentença previamente julgada. Quer ver como e porquê?
É marcada uma Assembleia Geral com ponto único: votar a destituição dos elementos que compõem o Conselho Diretivo. A acusação (neste caso, o Presidente da Mesa da AG) lê perante os presentes as razões pelas quais entende que deve haver lugar à destituição; os acusados, se o entenderem, fazem a sua defesa, e os Sócios decidem pelo voto. Ali sim, nenhum Órgão Social decidiu o que quer que fosse a não ser o levantar do processo. Julgamento e sentença ficaram a cargo dos Sócios.
O CFeD instaura um processo disciplinar a um Sócio ou a um grupo de Sócios. O CFeD julga e profere a sentença. Sem interferência ou presença de Sócios ao longo do processo, a não ser a dos acusados em sede de inquirição, da qual até podem prescindir. Dessa sentença cabe recurso para a Assembleia Geral, mas aí os Sócios já vão ser confrontados com uma pena previamente decretada e, como é normal em casos análogos, a decisão tomada pelo Órgão Social tem um peso muito grande no desfecho do caso. O réu, a partir daí, entra em sede de julgamento popular sem gozar da presunção de inocência, porque já foi condenado. É um processo bem distinto daquele que decorre do recurso de uma sentença em primeira instância para a Relação. Não acredito, desculpe que lhe diga, que o senhor juiz Baltazar Pinto seja desonesto ao ponto de não reconhecer as diferenças.
Percebo que os Órgãos Sociais do Sporting Clube de Portugal tenham respirado de alívio quando viram 3.052 Sócios validar a decisão do CFeD (menos de um terço dos que deram o sim pela destituição), votando pela manutenção das penas anteriormente decretadas. O erro político foi terem ignorado que cerca de metade dos que se opuseram à destituição também se revelaram contrários à decisão do CFeD (2.100). Já então se notava de forma clara qual seria o lado mais resiliente desta ‘luta’ e os resultados da última AG mostram-no de forma evidente.
Tomando noção de os Órgãos Sociais do SCP viverem hoje entrincheirados nos escritórios do ‘José Alvalade’, contra uma larga e maioritária franja de Sócios, Baltazar Pinto tentou, na mesma entrevista, uma fuga para a frente procurando fazer sobreviver estes dirigentes até às próximas eleições. “Peço-lhes [aos Sócios] que tenham respeito por quem ganhou as eleições”, disse. Pela minha parte respondo: enquanto Sócio, só respeito dirigentes que também mostrem respeito pelos Sócios e pelos Estatutos do Clube. E estes não o mostram, bem pelo contrário. Mais: os elementos deste Conselho Diretivo, desde o Presidente ao último Vogal, só merecem o meu desprezo a partir do momento em que elaboraram um plano mesquinho para impedir o ex-Vice-Presidente Carlos Vieira de se candidatar. Como? Após terminar o período de suspensão que lhe foi imposto pelo CFeD, Carlos Vieira procurou regularizar o pagamento das quotas, uma vez que na condição de suspenso não lho foi permito fazer (ao contrário do que se verificou noutros casos de um passado recente). Mas, entretanto, outros Sócios igualmente suspensos (José Quintela e Rui Caeiro) puderam fazê-lo. Ao verificar a dualidade de critérios, Carlos Vieira fez protesto formal junto do Conselho Diretivo. Na sequência, José Quintela e Rui Caeiro foram informados que ocorrera um erro na aceitação do pagamento das quotas referentes ao período de suspensão, razão pela qual essa quantia liquidaria, sim, quotas futuras. Em simultâneo, os serviços do Clube alertam o CD para o facto de a um outro Sócio, José Pedro Rodrigues, ter sido permitido pagar as quotas sem interrupção durante o período de 10 meses em que esteve suspenso, ou seja, ele só foi impedido de exercer os seus direitos, como participar em Assembleias Gerais, mas continuou obrigado aos deveres, como o de pagar quotas atempadamente, o que fez. Então, o atual CD, para não ser acusado de estar a ter pesos e medidas diferentes comunicou a José Pedro Rodrigues que as 10 quotas anteriormente pagas foram anuladas (mais ou menos um ano depois) e transferido esse pagamento para as 10 quotas futuras!
Mais curioso: a explicação que é dada a Carlos Vieira, pelo Conselho Diretivo presidido por Frederico Varandas, justifica a medida por decisão do CFeD, órgão a quem terá sido colocada a questão. Ora, senhor juiz conselheiro Baltazar Pinto, explique lá aos Sócios em que documento do Sporting Clube de Portugal está escrito que esta matéria do pagamento de quotas durante a suspensão é da alçada do CFeD? Sabe tão bem ou melhor que eu que essa matéria cai no âmbito de decisões a serem tomadas pelo Conselho Diretivo, mas mesmo assim aceitou servir de escudo protetor a Frederico Varandas que, cobardemente, não quis ficar com o ónus de uma decisão que apenas servia interesses próprios e não os coletivos do Clube.
Respeito por Órgãos Sociais que mentem, que não têm carácter para assumir decisões próprias, que ignoram e atropelam estatutos? Jamais!
Cantor e compositor português, aos 76 anos, faleceu nesta segunda-feira, dia 21 de setembro, e leões deixaram a sua homenagem
22 Set 2026 | 17:13 |
O Sporting prestou esta terça-feira, dia 22 de setembro, homenagem a Jorge Palma, depois de ter sido confirmada pela família a morte do cantor e compositor português, aos 76 anos, notícia que tem vindo a abalar o país.
Nas redes sociais, o emblema leonino partilhou um vídeo com imagens do Estádio José Alvalade repleto de adeptos, acompanhado por “A gente vai continuar”, uma das canções mais conhecidas do artista, e atualmente ligadas ao Clube.
O tema ficou associado a um dos momentos marcantes da história recente do Sporting, tendo embalado os verdes e brancos durante a caminhada que terminou com a conquista do título de bicampeão nacional, na temporada 2024/25.
Jorge Palma morreu na noite de segunda-feira, 21 de setembro. A notícia foi comunicada pela família durante a madrugada, numa mensagem em que foi pedido que o músico seja recordado “pelas suas canções e palavras”.
Os familiares agradeceram ainda “toda a amizade demonstrada ao longo dos anos”. O Sporting juntou-se, assim, às várias manifestações de pesar pela morte de uma das figuras mais marcantes da música portuguesa contemporânea.
Confira a publicação:
Tensão voltou a subir no futebol português com uma mensagem pública que recupera episódios polémicos e deixa uma provocação
29 Ago 2026 | 17:52 |
Bruno Sá publicou uma carta aberta dirigida a André Villas-Boas, na qual critica duramente a postura do presidente do Porto e defende aquilo que considera ser a necessidade de proteger o Sporting e a verdade desportiva. O antigo candidato à presidência dos leões começa por questionar diretamente o discurso do dirigente portista e não poupa nas palavras ao abordar a forma como o rival tem atuado.
Bruno Sá: "André Villas-Boas, chegaste a dizer que vinhas enaltecer o futebol português, mas passas a vida a sujá-lo"
"André Villas-Boas, chegaste a dizer que vinhas enaltecer o futebol português, mas passas a vida a sujá-lo. Não há uma semana em que não sujes o nome da nossa competição com suspeição e ódio. Li o teu editorial do princípio ao fim à procura de um número. De um lance. De um jogo. Não encontrei nada. Eu trago factos", começou por escrever.
Entre os episódios mencionados, Bruno Sá recorda o que aconteceu a 2 de novembro, no Estádio do Dragão, quando a televisão existente no balneário da equipa de arbitragem terá passado em loop um golo anulado. O Sócio nº10.626 recupera também o clássico de 9 de fevereiro, alegando que os apanha-bolas do Dragão esconderam bolas atrás dos painéis publicitários nos minutos finais. "A 2 de novembro, no Estádio do Dragão, a televisão do balneário da equipa de arbitragem passou em loop um golo anulado. O Tribunal Arbitral do Desporto confirmou a punição ao Porto ao abrigo de um artigo cujo nome devia ser decorado: lesão dos princípios da ética desportiva e da verdade desportiva. A 9 de fevereiro, no clássico, os apanha-bolas do Dragão esconderam bolas atrás dos painéis publicitários nos minutos finais, quando nós corríamos atrás do resultado. Nova multa, outra vez por lesão do princípio da ética desportiva".
Bruno Sá: "Quem já foi punido por condicionar a arbitragem não tem autoridade para dar lições sobre ela"
O empresário menciona ainda encontro da Taça de Portugal de 22 de abril, afirmando que jogadores do Sporting terão sido impedidos de passar por uma porta previamente autorizada pela Federação, sendo necessária a intervenção da PSP para abrir caminho. Além do mais, recorda igualmente o episódio de 28 de março, na Dragão Arena, relacionado com um odor intenso no balneário da equipa de andebol dos leões: "Três meses depois de um tribunal te condenar por lesar a verdade desportiva, escreves um editorial sobre verdade desportiva. Quem já foi punido por condicionar a arbitragem não tem autoridade para dar lições sobre ela", afirmou.
Bruno Sá termina com um aviso ao líder dos dragões: "André, sabemos que gostas de rallys. Mas olha que com este caminho vais acabar por te despistar. Que se jogue dentro do campo. Que não se condicione ninguém. Que se multe quem vive de instigar ao ódio e à divisão entre Norte e Sul. E que se olhe com atenção para o lobo que se veste de cordeiro", concluiu.
Leões asseguram que continuarão a utilizar canais oficiais do emblema verde e branco para manter toda a informação atualizada e disponível
28 Ago 2026 | 16:00 |
O Sporting emitiu um esclarecimento sobre os constrangimentos que têm afetado as comunicações com os Sócios, nomeadamente através de SMS e email. O Clube garante que a situação resulta de problemas relacionados com serviços externos e não de falhas diretamente imputáveis à estrutura leonina.
Em comunicado divulgado nos canais oficiais, os leões explicam que alguns dos seus sites não têm conseguido enviar a informação de forma atempada e adequada. Entre as plataformas afetadas estão os serviços Tickets, Sporting Num Minuto, Gamebox e Seating.
O Sporting revela ainda que está a acompanhar a situação de perto e mantém contactos permanentes com as entidades responsáveis pelos serviços em causa. O objetivo passa por normalizar os canais de comunicação afetados o mais rapidamente possível.
Perante estes constrangimentos, os leões asseguram aos Sócios que continuarão a utilizar os seus canais oficiais para manter toda a informação atualizada e disponível. A intenção é garantir que os associados continuam a ter acesso às comunicações relevantes enquanto o problema não fica resolvido.
No final da nota informativa, o Sporting agradece a compreensão dos Sócios e reforça a ligação com a sua massa associativa. "O Sporting agradece a compreensão e a devoção de todos os Sócios", pode ler-se no comunicado divulgado. Além do mais, os leões estão prestes a anunciar um novo reforço.