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Claque do Sporting recusa assinar acordo e deixa forte recado a Varandas
10 Jul 2026 | 10:59
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01 Jun 2020 | 13:00 |
Sem surpresa, nos últimos dias voltaram a ouvir-se e ler-se ex-dirigentes do Sporting a ‘carregar’ sobre determinados grupos de Sócios e adeptos, fossem eles os chamados ‘Brunistas’, fossem eles as ‘Claques’ (e sim, são coisas bem distintas). Para o ex-Presidente Soares Franco, existe um grupo de ‘radicais’ ligados a Bruno de Carvalho que só pretende instalar a confusão no Clube; o ex-dirigente Carlos Barbosa da Cruz, mais explícito, vai ao ponto de ‘solicitar’ à Comissão Executiva da SAD que proíba a venda de ingressos para a ‘Curva Sul’ a elementos afetos aos Grupos Organizados, lutando assim por dar forma ao sonho do ex-administrador Miguel Cal, defensor da ‘higienização’ dessa bancada.
Para quem mete tudo no mesmo ‘saco’, explico o óbvio, o que qualquer Sócio ou adepto, habitual frequentador do Estádio e do Pavilhão (com lugar fora das zonas corporate) sabe: os ‘radicais Brunistas’ não se juntam num sector, na verdade estão um pouco por todas as bancadas (especialmente nas B e nas Superiores A) e por todo o Pavilhão (maioritariamente nas centrais). Já as Claques, por feliz decisão da Comissão Executiva da SAD liderada por Bruno de Carvalho, encontram-se exclusivamente na Curva Sul (Superior A Sul).
Os ‘radicais Brunistas’ pedem um Sporting exigente com os resultados em qualquer modalidade e não um que desculpe a ausência destes; pedem um Sporting que não se vergue às vontades dos poderes exteriores e não um que estabeleça acordos ou parcerias com os mesmos por receio de represálias; pedem um Sporting que respeite Sócios e adeptos como parceiros, e não que os olhe como meros clientes; pedem um Sporting que não tenha medo de crescer e não um que se revele conformista. Muitos defendem o ‘Brunismo’ como modelo e não querem sequer ouvir na possibilidade do ex-Presidente voltar a ocupar a cadeira. Já as Claques pedem uma única coisa e muito simples: que os deixem viver a paixão que têm pelo Sporting da forma que sabem, que é a apoiar as nossas equipas até perderem a voz, em vez de serem tratados como ‘escumalha’ ou ‘lixo’.
Uns e outros têm importância estratégica para fazer crescer o negócio e desprezá-los nunca será a decisão mais sábia, apenas a mais revanchista, egoísta e contrária aos interesses do Sporting Clube de Portugal. Explico porquê:
1 – OS SÓCIOS. Este conjunto de pessoas é o parceiro VIP de Clube e SAD e devia ser tratado como tal, nunca como mero cliente. O coletivo ‘Sócios’ representa ganhos financeiros anuais ‘garantidos’ de valor muito significativo. No Grupo Sporting (Clube e SAD), em 18/19, Sócios e adeptos foram responsáveis pela entrada direta de cerca de 23 milhões de euros nas contas, entre quotas, bilhética (não conto aqui com as verbas do corporate) e merchandising, isto representa cerca de 32 por cento das receitas totais (‘esquecendo’ a quantia recebida pelas inscrições nas modalidades)! Só a venda de Direitos TV é mais rentável, e mesmo assim, para já, por pequena diferença. Ora, se olharmos ao Relatório e Contas do primeiro semestre da SAD, relativo à época em curso, verificamos que as receitas obtidas através de Sócios e adeptos iriam ficar em linha com o verificado há um ano, mesmo tendo em conta a perda de bilhética registada no Clube (não houve etapa europeia de apuramento no futsal, nem houve final da Taça dos Campeões Europeus de hóquei em patins). Claro que por força da pandemia, os resultados vão cair muito, mas disso não pode ser responsabilizada a administração da SAD nem o Conselho Diretivo do Clube. Em todo o caso, o meu ponto é este: as receitas provenientes de Sócios e adeptos estão a estagnar ou até a baixar, quando o pretendido é que subam, dado existir aqui um potencial mínimo bem superior a 25 milhões. Por isso, no lugar de Frederico Varandas, se quiser colocar os interesses do Sporting acima de tudo, dispensava os conselhos destes ‘amigos’ que apresentam medidas para ostracizar sectores de Sócios e adeptos, o que inevitavelmente levará a uma progressiva diminuição de receitas.
2 – AS CLAQUES. Há Sócios que gostam de assistir ao jogo a partir de um local tranquilo, e há Sócios que necessitam fazer ouvir a sua paixão e por isso optam pela Curva Sul, seja na Torcida, no Directivo, na Juve Leo, na Brigada ou nas cadeiras que não são ocupadas pelos GOA. No nosso estádio há e tem de haver lugar para todos. Em vez de se patrocinar a saída das Claques da Curva Sul, devia, isso sim, dar-se continuidade ao projeto que estava em marcha junto da FPF, no sentido de obter junto da UEFA a autorização para retirar as cadeiras daquele sector, à semelhança do que fez o Borussia Dortmund, para conseguir ‘erguer’ o ‘muro amarelo’. Ganhava-se em ambiente, no aumento de assistências e, por consequência, em receitas. Quando falamos de Claques falamos igualmente de Sócios, pois no tempo de Bruno de Carvalho a venda da Gamebox passou a ser negada a adeptos. Por vezes excedem-se? Claro que sim. Por vezes prejudicam o Clube? Também. Mas no deve e haver o saldo positivo está do lado deles, dos que transformaram o Pavilhão João Rocha num caso único no país, dos que seguem a equipa até ao fim do Mundo, dos que só pedem que os deixem dar tudo no apoio às nossas equipas (e não me venham com a história de Alcochete, porque ninguém consegue controlar a totalidade de grupos tão vastos). Porque criticam o Presidente Frederico Varandas são ‘escumalha’? Não. São vozes discordantes. E era só o que faltava se em democracia não pudessem expressar o seu pensamento, não pudessem exercer o seu sentido crítico. Também o fizeram com Bruno de Carvalho. É bom sinal. Não se ‘vendem’ às lideranças do Clube, têm autonomia. Da mesma forma que Varandas pode dizer não ser contra as Claques, mas apenas contra as suas lideranças, as Claques também podem dizer que não são contra o Sporting, mas apenas contra a sua liderança! Ação gera reação. E isso pode fazer-nos esquecer que a porta das Claques serve de entrada para milhares de adeptos se tornarem Sócios? Pode fazer-nos esquecer que sem eles o estádio mais parece uma sala silenciosa de cinema? Ou que sem a voz deles a ouvir-se o FC Porto jogou em Alvalade no passado mês de janeiro como se estivesse no Dragão, durante quase toda a primeira parte? Alguns dos Sócios mais antigos são os maiores contestatários das Claques, mas já se deram ao trabalho de analisar a atual estrutura associativa do Clube? Faço um resumo: ao dia de hoje, os Sócios com mais de 25 anos de filiação (aqueles que vêm do século XX) são cerca de metade daqueles que se associaram apenas desde 2013 (estou a excluir os que não têm ainda direito a voto), e sim, é neste grupo que estão muitos dos chamados ‘radicais Brunistas’ e ‘escumalha’. Há, portanto, que saber gerir os conflitos com uma grande dose de bom senso, caso contrário o maior derrotado será sempre o Sporting Clube de Portugal.
3 – OS NÚCLEOS. Imagine-se que Frederico Varandas também dizia não ser contra alguns Núcleos mas apenas contra as suas lideranças. E seguindo a lógica que usou com as Claques, poderia fazê-lo. Porque existem inúmeros Presidentes de Núcleos que já criticaram e criticam de forma sistemática a ação dos atuais Órgãos Sociais. Claro que retalia da forma como entende, não comparecendo, por exemplo, aos seus aniversários. Mas não os hostiliza. E faz muito bem. Porque aqui reside outro dos pólos principais para a dinamização do negócio Sporting. De 2013 aos dias de hoje foram reativados inúmeros Núcleos. Foram instituídas cotas mínimas de associados em cada Núcleo, e na generalidade dos casos onde a percentagem de Sócios rondava os 25 por cento, hoje estará perto ou acima dos 50. E também aqui existem muitos ‘radicais Brunistas’ e ‘escumalha’. Mas, a bem do futuro do Sporting, quem lidera o Clube tem de ter estômago para lidar com a situação e tentar aumentar as receitas e o apoio gerado por esta teia que garante o sportinguismo em todas as regiões do país e em muitas cidades estrangeiras. E quem não tem estômago para defender os interesses do Sporting acima dos próprios, fica com um único caminho: o da rua.
P.S. Dizer apenas isto sobre a decisão do ‘processo Alcochete’: as juízas ‘leram’ os acontecimentos do ataque à Academia (quem, como, porquê) exatamente como o fiz… a 16 de maio de 2018. Na ocasião, na qualidade de assessor de imprensa do Sporting, expliquei, de forma repetida, a inúmeros jornalistas e comentadores esse mesmo ‘quem, como e porquê’. Nenhum acreditou que a resposta fosse tão óbvia e fácil. Queriam, desse por onde desse, uma ‘teoria de conspiração’. Temos pena…
Proposta já motivou algumas reações negativas nas redes sociais, sobretudo pela diferença em relação aos principais rivais nacionais
17 Jul 2026 | 16:52 |
O Sporting apresentou a proposta de orçamento para a temporada 2026/27, documento que será levado a votação numa Assembleia Geral marcada para 25 de julho. Entre os vários pontos em análise pelos sócios surge a possibilidade de atualização dos valores das quotas mensais, uma medida que tem gerado discussão.
A principal alteração diz respeito à categoria A, destinada aos sócios adultos, que poderá passar dos atuais 13 euros para 14 euros por mês. Caso seja aprovada, esta quota ficará acima dos valores praticados por Benfica e Porto, sendo que também as restantes categorias de associados, como a B, C e D, poderão sofrer aumentos.
A proposta já motivou algumas reações negativas nas redes sociais, sobretudo pela diferença em relação aos principais rivais. A contestação surge numa altura em que o Sporting atingiu um novo máximo histórico de sócios pagantes, ultrapassando os 125 mil associados.
Segundo a Direção, liderada por Frederico Varandas (que viu a Justiça dar-lhe razão num processo contra o Porto), a revisão dos preços das quotas surge como resposta ao atual contexto económico, marcado pelo aumento generalizado dos custos e pela subida das taxas de juro. O Clube considera que estes ajustes são necessários para assegurar a continuidade e evolução das várias atividades e projetos em curso.
O documento apresentado contempla ainda a criação de uma nova categoria de associado, denominada “sócio base”. A modalidade terá menos direitos do que os sócios tradicionais, não permitindo votar, participar em AG's ou integrar processos eleitorais, mas possibilitando o acesso a benefícios como descontos, eventos e atividades promovidas pelo Clube.
Ambiente em torno dos leões aquece antes da nova temporada e um dossiê sensível está a provocar forte agitação no Clube de Alvalade
15 Jul 2026 | 12:24 |
O Sporting enfrenta um novo foco de tensão fora das quatro linhas. Quando parecia existir margem para aproximar a administração liderada por Frederico Varandas dos grupos organizados de adeptos, o cenário sofreu uma reviravolta e o entendimento ficou seriamente comprometido, deixando um dos projetos mais ambiciosos da SAD praticamente sem efeito.
A proposta apresentada pelo Clube para criar um novo protocolo com as claques encontrou forte resistência. Segundo as informações do jornal Record, Directivo Ultras XXI, Juventude Leonina e Torcida Verde deverão rejeitar o acordo proposto pela SAD, sendo que apenas a Brigada Ultras Sporting estará disponível para assinar o documento.
A intenção da administração passava por recuperar a histórica Curva Sul do Estádio José Alvalade, através da criação de uma Gamebox específica, do apoio financeiro às deslocações dos grupos organizados de adeptos e ainda da implementação de uma zona de safe standing, com lugares em pé protegidos.
Entre os principais motivos para a rejeição estão a obrigatoriedade da identificação através da zona ZCEAP (Cartão do Adepto) e a situação das sedes das claques. Enquanto a Brigada já recebeu ordem para abandonar o espaço que ocupava no estádio, as sedes da Juventude Leonina, Torcida Verde e Directivo continuam envolvidas em processos judiciais, sem que tenha sido encontrada uma solução considerada satisfatória pelos adeptos.
Assim, o objetivo de Frederico Varandas de reunir novamente os grupos organizados na Curva Sul fica, para já, longe de se concretizar. Salvo uma alteração inesperada nas negociações, apenas a Brigada deverá formalizar o protocolo com a administração leonina.
Equipamento mantém as tradicionais listas horizontais verdes e brancas, mas apresenta algumas novidades em relação à época passada
14 Jul 2026 | 09:50 |
O Sporting apresentou oficialmente a camisola principal para a temporada 2026/27, revelando um equipamento que presta homenagem aos 120 anos de história do Clube. O novo modelo já se encontra à venda nas plataformas oficiais, com um preço de 100 euros para o público em geral e de 90 euros para os Sócios.
Nas redes sociais, os adeptos verdes e branco aprovaram o novo kit, mas manifestaram-se quanto ao preço do mesmo: "Levem já a minha carteira de vez" e "Bom, lá se vai o subsídio de férias e de Natal" ou "É lindíssima, vou ter mesmo de comprar" são alguns dos exemplos.
A nova camisola mantém as tradicionais listas horizontais verdes e brancas, mas apresenta algumas novidades em relação à época passada. O verde surge num tom mais escuro, o equipamento estreia o novo símbolo do Sporting e inclui detalhes dourados que assinalam o 120.º aniversário. O conjunto fica completo com calções pretos e meias verdes e brancas às riscas.
O Sporting destacou o simbolismo do novo equipamento e a ligação às raízes do Clube: “Listas que carregam o peso de 120 anos de história. Listas que contam a história de quem somos. De quem as eternizou. De um caminho de vitórias e derrotas: A quem nada foi dado e tudo foi conquistado. As tuas listas. As listas que representam quem tu és. Que te representam. Um legado. Listas que não têm fim. A próxima começa agora”, escreveu o Clube na mensagem que acompanhou o lançamento.
O equipamento marca também uma nova fase na história dos leões, sendo o primeiro a exibir o recente símbolo apresentado pelos leões. A camisola será utilizada pela equipa de Rui Borges ao longo da temporada 2026/27 e assinala oficialmente o início das comemorações dos 120 anos.