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GANHAR NÃO É TUDO…

… Mas querer ganhar é!, ou como as palavras de Vince Lombardi (falecido há 50 anos) deviam ser lembradas todos os dias numa organização desportiva

Leonino - Onde o Sporting é notícia
Leonino - Onde o Sporting é notícia

29 Jun 2020 | 16:11 |

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“Ganhar não é tudo, mas querer ganhar é!” A frase não é minha, mas sim de Vince Lombardi (falecido em 1970), alguém que continua aos dias de hoje no Top 5 dos treinadores mais titulados da história da NFL (ou futebol americano, como por cá se diz), com quatro campeonatos ganhos (dois já na fórmula Super Bowl) ao serviço dos Green Bay Packers na década de 1960. O respeito e admiração que ganhou junto da organização foram tais que imediatamente após a sua morte a NFL decidiu que o vencedor do Super Bowl levantaria o Troféu Vince Lombardi.


Ao longo dos anos, muitos treinadores, administradores de empresas ou técnicos motivacionais utilizaram frases de Lombardi (há vários livros que são apenas compilações de expressões que ele usava nas palestras aos seus jogadores), não raras vezes sem creditarem o autor das mesmas. Lembro-me particularmente bem de Carlos Queiroz, como treinador do Sporting, recorrer a uma das frases mais emblemáticas deste norte-americano, fazendo-a passar como pensamento próprio, aquela em que, colocando um ar intelectualmente superior, o professor dizia: “o único local onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário”. Esta semana lembrei-me de vos falar de Vince Lombardi por três razões que se podem ligar de alguma maneira ao Sporting:


1 – A EXIGÊNCIA. Não sei se têm seguido a iniciativa ‘Sporting Com Rumo’. Eu segui com atenção três sessões e confesso que me desinteressei rapidamente por aquela em que se falava dos Estatutos e nem me apetece explicar porquê (talvez mais tarde). Nos dias em que se abordou a governação e as finanças, não faltaram convidados a revelar uma confrangedora falta de conhecimentos (Jorge Coelho, por exemplo, até o assumiu) sobre o que é e como é a atividade do Sporting, em particular, ou do futebol, em geral. De tal forma que as intervenções de Carlos Vieira acabaram por se centrar numa espécie de aula, de maneira a que os presentes pudessem ter uma ideia da realidade em vez de falar de soluções que não o eram, para problemas que não existiam daquela forma. Bom, mas no geral houve demasiados convidados a menosprezar a exigência, no sentido de defender ‘projetos sólidos’ (isso existe na prática ou é só uma teoria?) que pudessem levar a equipa a ganhar títulos dentro de alguns anos. Devo aqui sublinhar a forma correta como Samuel Almeida contrariou esta visão, explicando o óbvio: sem vitórias dá-se a desmobilização e com esta surge a quebra de receitas. Esta foi, portanto, uma das razões que me levou falar-vos aqui de duas frases de Vince Lombardi. Porque ambas remetem para a exigência que tem de existir diária e sistematicamente numa organização desportiva com ambições. Já conhecem a primeira. A segunda frase, numa tradução livre, diz isto: “Vencer não é algo que se queira de forma esporádica, mas sim de forma permanente. Não podes vencer uma vez por outra como não fazes as coisas certas uma vez por outra. Tens de fazer sempre as coisas bem, porque ganhar é um hábito, mas infelizmente perder também o é.” Ora, 18 anos sem um campeonato ganho torna o perder num hábito. E isso só se contraria com exigência, com a tal ideia de que “querer ganhar é tudo”. Enquanto o Sporting tiver uma franja alargada de Sócios e adeptos que não considere normal a exigência do título ano após ano, o que se instala é o hábito de perder. Como uma vez já aqui escrevi, e esta frase não é citação de ninguém: prefiro sentir-me frustrado por perder um campeonato, sabendo que lutei por ele, do que aceitar como bom e festejar um lugar de acesso à Liga dos Campeões.


2 – IDENTIDADE DO CLUBE. Vince Lombardi ajudou igualmente a construir a identidade dos Green Bay Packers na década de 1960. A região onde está inserida a equipa é a capital mundial do queijo cheddar (aquele que se encontra em qualquer cheeseburguer), significando isto que não faltam multimilionários em Green Bay. E no entanto os Packers são a única equipa da NFL que não se encontra nas mãos de um magnata, ou seja, não tem um proprietário. Os fãs da equipa nunca permitiram que a mesma fosse vendida e dessa forma são os mais de 360 mil sócios que contribuem com uma quota anual, mais a aquisição do bilhete de época, para manter os Packers num nível competitivo elevadíssimo (só há quatro organizações mais tituladas, num universo fechado de 36 participantes), com presença em 13 playoffs só neste século, objetivo que separa o sucesso do insucesso, em qualquer desporto coletivo nos Estados Unidos. ‘Traduzindo’ para o futebol europeu, é a tal história mal contada de os clubes de proprietários estarem destinados ao êxito, por oposição aos de opção associativa que não terão qualquer hipótese.

3 – O VOTO DE PROTESTO. Na iniciativa ‘Sporting Com Rumo’ ouvi igualmente várias vezes que ‘a SAD terá de contar com uma gestão muito profissional, que não dependa da bola que não entra’. Bom, o futebol não é propriamente um produto final como uma bolacha (ou qualquer outro bem de linha de montagem). Não se produz com uma receita sempre igual, nem tem um processo mecanizado com margem de erro muito baixa. É precisamente o contrário. Logo, por mais competente e profissional que seja uma administração, uma estrutura ou uma equipa técnica, o ‘momento Bryan Ruiz’, aquele em que o jogador chuta por cima da baliza uma bola a dois metros da linha de golo sem guarda-redes pela frente, pode sempre acontecer. Em rigor, acontece todas as épocas, daquela forma ou de outra mais ou menos semelhante. E esse momento tanto pode definir uma época em termos desportivos e financeiros, se surgir num campeonato muito apertado, como pode não ter consequência de maior. Mas no essencial o futebol (como vários outros desportos coletivos) é isso: a soma de inúmeros fatores aleatórios e incontroláveis. O papel de uma administração é determinante, como o é o da estrutura e da equipa técnica, para tentar minimizar o custo do erro. Mas no final nem a junção dos mais competentes de todas as áreas garante apenas triunfos. Um mau resultado surgirá num domingo qualquer (ou outro dia da semana). Saber lidar com essa realidade é o que faz a diferença. Para muitos Sócios ou adeptos, o mau resultado tem sempre um (ou mais) culpado. Porque vivem o jogo apenas com paixão. E quando os maus resultados se sucedem não vale a pena o dirigente apelar à razão. Na semana passada os sócios do Benfica chumbaram o orçamento para 20/21, e eles próprios sabiam que daí não sairia qualquer consequência para a gestão do clube. Mas mesmo assim foram mais os que votaram contra, para ‘dizer’ a Luís Filipe Vieira que estavam descontentes com os resultados da equipa de futebol (que é da SAD e não do clube…). No Sporting, os últimos Relatórios e Contas não foram chumbadas por ‘meia dúzia’ de votos. Por muito boa que seja uma gestão em termos de resultados financeiros, no final do dia o Sócio e o adepto querem é ver resultados desportivos, porque para eles o “querer ganhar é tudo”. Uma administração que falhe na gestão destas expetativas, colocando o lado financeiro à frente do desportivo, arrisca-se a não ter ‘vida longa’ à frente de uma equipa cujo objectivo principal passe pela conquista de troféus.


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Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade

Sócios do Sporting estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na Assembleia Geral Comum Ordinária e Extraordinária
Sócios do Sporting estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na Assembleia Geral Comum Ordinária e Extraordinária

11 Out 2026 | 22:35 |

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Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.


Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.


O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.


O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.

Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou. 


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Presidente marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão

Frederico Varandas, Presidente do Sporting, marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, juntamente com Barack Obama
Frederico Varandas, Presidente do Sporting, marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, juntamente com Barack Obama

11 Out 2026 | 10:43 |

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Frederico Varandas marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão. O Presidente do Sporting recordou que, logo após ser eleito em 2018, admitiu aos elementos da sua direção que o mandato poderia durar apenas seis meses, caso fosse necessário tomar decisões difíceis.


F. Varandas: "Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos"


"A primeira vez que reunimos depois de eleitos em 2018, todos os meus colegas de Conselho Directivo estavam muito felizes, orgulhosos, mas estraguei aquele ambiente de festa logo aos três minutos. Disse-lhes: Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos, porque vamos fazer o que tem de ser feito", contou.


O dirigente, que participou num painel sobre liderança antes da intervenção do antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, recorreu também à experiência militar para explicar a importância de conhecer os próprios limites e decidir sob pressão. Varandas recordou a missão no Afeganistão e a forma como essas vivências influenciaram a sua maneira de liderar: "Mais do que os resultados, as pessoas seguem valores. O que tiro da minha formação militar (ainda sou capitão do exército com muito orgulho) e da experiência da missão no Afeganistão, com os comandos, é a capacidade de conhecer os meus limites. Somos testados em condições altamente desfavoráveis, tendo de continuar a trabalhar, a decidir sob pressão, muitas vezes nesse limite", afirmou.

Além do mais, relatou ainda um episódio vivido durante uma missão em Kandahar, quando um oficial demonstrou nervosismo antes de uma patrulha numa zona dominada pelos talibãs. "Aprendi que nós, líderes, temos de tomar decisões difíceis. Quando premimos o gatilho, temos medo? Temos. Mas temos, sobretudo, de não transmitir esse medo aos nossos colaboradores, aos nossos soldados", sublinhou.


Varandas - que recentemente deu um estouro em Luís Montenegro - abordou também a sua perspetiva sobre as características necessárias para liderar, afastando a ideia de que a vontade, por si só, permite alcançar qualquer objetivo: "A liderança penso-a exatamente da mesma maneira: temos de ter características inatas para ser um líder com competências e resultados. Todos melhoramos, sim, com treino, mas um verdadeiro líder, que aguenta momentos difíceis... isso nasce connosco".

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Durante debate no Parlamento, chefe do Governo utilizou uma metáfora com Clube de Alvalade para visar críticos do seu mandato

Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto
Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto

10 Out 2026 | 09:47 |

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Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto. No final da vitória dos leões por 3-1 frente ao Braga, o Presidente leonino comentou as palavras do primeiro-ministro durante o debate do Orçamento do Estado.


Montenegro, adepto dos dragões, tinha recorrido à história do Sporting para ilustrar a ideia de que as previsões de défice feitas pela oposição poderiam não se concretizar no imediato. O chefe do Governo aludiu à expressão "para o ano é que vai ser", numa referência ao longo período que os leões passaram sem conquistar o título nacional.


Varandas revelou que recebeu várias mensagens sobre o episódio e explicou que só tomou conhecimento exato das declarações durante a deslocação para o jogo com o Braga. "Realmente recebi muitas mensagens sobre o debate quinzenal. Tanto que, na viagem para cá, tive de ver o que realmente tinha sido dito. Não houve nada. Foi uma graçola. Eu não a teria feito, tendo em conta que há milhões de eleitores Sportinguistas", afirmou.


F. Varandas: "Preferia estar mais 19 anos sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros"

O líder do Sporting não ficou, porém, por aí e aproveitou a ocasião para lançar uma farpa ao rival portista, recorrendo à polémica das escutas relacionadas com o Apito Dourado. "Mas essa do clube que ganhava quase, quase... Só queria dizer que estivemos 18 ou 19 anos sem vencer. Mas posso dizer que preferia estar mais 19 sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros", declarou.


Quanto ao jogo, o Sporting venceu o Braga por 3-1 na 8.ª jornada da Liga, depois de ter chegado ao intervalo em desvantagem, graças a um autogolo de Rui Silva, aos 41 minutos. Na segunda parte, Luis Suárez restabeleceu a igualdade aos 66’, de cabeça, e um autogolo de Bernardo Fontes, aos 70’, consumou a reviravolta leonina. Rodrigo Zalazar fechou o resultado aos 81 minutos, com um remate de fora da área.


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