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Villas-Boas admite semelhanças entre Porto e Sporting e afirma 'confronto' com Varandas
09 Out 2026 | 16:05
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15 Jun 2020 | 11:19 |
Acontece no futebol como noutra qualquer atividade: quando os resultados são bons não faltam ‘pais’ a colocar-se em bicos de pés para reclamar uma boa dose (ou a maior fatia) do sucesso; quando os resultados são maus ou desastrosos o que mais se houve são aqueles assobios para o ar, ao estilo “não foi nada comigo, até defendi outras opções e outros caminhos”. Dito de outra forma, as derrotas são as ‘filhas órfãs’ ou na pior das hipóteses elege-se o bode expiatório, que no futebol é conhecido pela definição genérica de ‘o homem’, a forma como dirigentes e jogadores normalmente se referem ao treinador. Eis como se revela a hipocrisia em qualquer organização.
1 – A TOMADA DE DECISÃO. No futebol, a principal decisão tem de ser tomada e assumida pelo líder (seja ele CEO de uma SAD ou presidente de uma SDUQ). Quem costuma ler aquilo que escrevo neste espaço sabe bem qual é para mim essa ‘principal decisão’: a escolha do treinador. Dividam percentagens de sucesso/insucesso como quiserem, mas entre as inúmeras variáveis do futebol, existe também uma constante, aquela que faz depender as vitórias da qualidade de trabalho do treinador. Portanto, o ‘pai’ de vitórias e derrotas é o mesmo, não se multiplica na primeira nem desaparece na segunda. Dito isto, sublinhar que o líder deve ouvir quem o rodeia num pequeno círculo, sabendo ser dele a tomada de decisão definitiva. Se colocarmos nomes às ações, verificamos que Frederico Varandas deu o ‘peito às balas’ na hora de contratar Keizer ou Silas, mas não reconheceu na hora de saída de cada um a responsabilidade pelo erro. Pelo contrário, criou até condições para que na Comunicação Social pudessem cair sob esses treinadores alguns pingos de lama. Curioso verificar igualmente que nenhum dos homens do seu círculo próximo chamou a si parte da responsabilidade por tais recrutamentos. No caso da polémica escolha de Rúben Amorim, Varandas voltou a assumir as despesas do ato. Se correr bem, ele é o ‘pai’ deste ‘filho’, da mesma forma que se correr mal ele não poderá renegar a paternidade do ‘garoto’. Porque gerir é isto, é decidir e assumir. Como sou mais realista que optimista ou pessimista, não consigo ainda antever se Amorim terá sucesso ou insucesso no Sporting (depende muito dele, mas também da concorrência). Mas o ex-administrador Miguel Cal já deve ter lido ‘nas estrelas’ que o atual técnico leonino vai ter enorme êxito, de tal forma que assumiu publicamente ter “exigido” a contratação de Rúben Amorim. Esta declaração carrega uma dúvida e uma certeza: Varandas decide de acordo com as exigências de outros? Se assim foi, caso Rúben Amorim coloque a equipa onde mais desejamos, a terminar um campeonato no 1º lugar, aqui estarei para agradecer a Miguel Cal o pulso firme que demonstrou possuir nesta acção. E, claro, agradecer igualmente a Varandas por ter dado ouvidos a quem, afinal, sabia da ‘coisa’. Como espero que Cal e Varandas assumam o erro se as coisas correrem mal. Contudo, depois de ver o que se passou com Keizer e Silas, se calhar opto por esperar sentado, porque esta dupla (entretanto desfeita) mostrou não ter responsabilidade no que corre mal, pois como todos sabemos a culpa é e será sempre da ‘herança’. Curiosamente, Miguel Cal há duas semanas ignorou a ‘herança’ quando festejou os ‘melhores resultados de sempre’ da SAD nas áreas que estavam sob a sua alçada, ‘esquecendo’ que tal ficava a dever-se ao crescimento das receitas de direitos de TV e patrocínio da camisola, os quais aumentaram 2,6 milhões de euros (1,95 milhões nas contas a nove meses) de 18/19 para 19/20, contrato esse assinado em 2016… vocês sabem bem por quem.
2 – O TREINADOR DECIDE. Não existe ‘a’ forma de gerir um grupo de vinte e muitos jogadores. Arrisco dizer que cada treinador tem a sua maneira de fazer. É basicamente um exercício de equilíbrio complicado entre sensibilidade e responsabilidade (de parte a parte). Nas vitórias todas as tomadas de decisão são vistas como acertadas e entendidas. Quando os resultados não aparecem emergem as ‘cobras’. Rúben Amorim foi jogador profissional durante 13 épocas, ao longo das quais aceitou e rejeitou ideias e indicações de vários treinadores. Ele sabe como fez, da mesma forma que agora reconhece facilmente quando lhe fazem. No essencial, também para o treinador gerir é decidir. Decidir ignorar ou enfrentar; premiar ou não. Importante, no final do dia, é a coerência no dizer e no fazer. Num grupo de futebol, a cada jornada, os jogadores não utilizados são quase tantos (ou em igual número) quantos os que pisam o relvado. E não há pior coisa para um treinador do que um grupo alargado de futebolistas começar a colocar em causa a gestão das opções. Isso é o ‘fazer a cama’. Evitar um quadro destes é meio caminho para não deixar agravar problemas que vão surgir sempre ao longo de uma época. Rúben Amorim tinha mil e uma formas de comentar o assunto ‘Mathieu’ no final de um jogo que ganhou. Optou por aquela que me parece ser a verdade, quando a maioria dos treinadores escolhe a mentira ou a ‘meia verdade’. O ‘caso’ que pode ter sido gerado na Comunicação Social na sequência da explicação de Amorim é irrelevante face ao respeito que possivelmente ganhou no grupo. Ele é jovem mas não é parvo: sabe bem que se estivesse a tornar pública uma mentira acerca do comportamento de um jogador, a reação dos outros mais cedo ou mais tarde iria virar-se contra si.
3 – MERCADO VS AMBIÇÃO. Quem chegasse por estes dias a Portugal, depois de um ano ou mais fora da realidade do futebol português, seria levado a pensar que Jovane Cabral tinha sido a grande descoberta de Rúben Amorim. Creio que até o treinador considerou de mau gosto esta leitura, tal a forma honesta e séria como colocou as coisas no seu devido lugar. Jovane na época passada foi utilizado em 33 jogos! Titular em 14, seis deles na Liga. Já este ano, antes da chegada de Rúben Amorim, Jovane esteve em 12 desafios, oito dele na Liga e Silas deu-lhe a titularidade em duas ocasiões. Ficou de fora devido a duas leões por um período que correspondeu a 16 jogos da Liga (meia época). Agora que voltou a competir dentro do padrão que já lhe conhecíamos, começa a conversa de poder ser negociado por 15 milhões no próximo mercado. Pergunto: faz sentido trocar um dos poucos jogadores que temos com capacidade para desequilibrar nos últimos 25 metros, quando o objectivo assumido é conseguir em 20/21 um lugar de acesso direto à fase de grupos da Liga dos Campeões? Parece-me que não. Lá está, é o confronto entre ceder ao mercado ou mostrar ambição desportiva. As duas não são incompatíveis, desde que trabalhada a primeira depois de garantida a segunda. Quando a primeira prevalece, a segunda dificilmente se concretiza. Isto é válido para Jovane como para qualquer outro jogador jovem que consiga ser mais-valia na equipa.
Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade
11 Out 2026 | 22:35 |
Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.
Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.
O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.
O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.
Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou.
Presidente marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão
11 Out 2026 | 10:43 |
Frederico Varandas marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão. O Presidente do Sporting recordou que, logo após ser eleito em 2018, admitiu aos elementos da sua direção que o mandato poderia durar apenas seis meses, caso fosse necessário tomar decisões difíceis.
F. Varandas: "Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos"
"A primeira vez que reunimos depois de eleitos em 2018, todos os meus colegas de Conselho Directivo estavam muito felizes, orgulhosos, mas estraguei aquele ambiente de festa logo aos três minutos. Disse-lhes: Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos, porque vamos fazer o que tem de ser feito", contou.
O dirigente, que participou num painel sobre liderança antes da intervenção do antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, recorreu também à experiência militar para explicar a importância de conhecer os próprios limites e decidir sob pressão. Varandas recordou a missão no Afeganistão e a forma como essas vivências influenciaram a sua maneira de liderar: "Mais do que os resultados, as pessoas seguem valores. O que tiro da minha formação militar (ainda sou capitão do exército com muito orgulho) e da experiência da missão no Afeganistão, com os comandos, é a capacidade de conhecer os meus limites. Somos testados em condições altamente desfavoráveis, tendo de continuar a trabalhar, a decidir sob pressão, muitas vezes nesse limite", afirmou.
Além do mais, relatou ainda um episódio vivido durante uma missão em Kandahar, quando um oficial demonstrou nervosismo antes de uma patrulha numa zona dominada pelos talibãs. "Aprendi que nós, líderes, temos de tomar decisões difíceis. Quando premimos o gatilho, temos medo? Temos. Mas temos, sobretudo, de não transmitir esse medo aos nossos colaboradores, aos nossos soldados", sublinhou.
Varandas - que recentemente deu um estouro em Luís Montenegro - abordou também a sua perspetiva sobre as características necessárias para liderar, afastando a ideia de que a vontade, por si só, permite alcançar qualquer objetivo: "A liderança penso-a exatamente da mesma maneira: temos de ter características inatas para ser um líder com competências e resultados. Todos melhoramos, sim, com treino, mas um verdadeiro líder, que aguenta momentos difíceis... isso nasce connosco".
Durante debate no Parlamento, chefe do Governo utilizou uma metáfora com Clube de Alvalade para visar críticos do seu mandato
10 Out 2026 | 09:47 |
Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto. No final da vitória dos leões por 3-1 frente ao Braga, o Presidente leonino comentou as palavras do primeiro-ministro durante o debate do Orçamento do Estado.
Montenegro, adepto dos dragões, tinha recorrido à história do Sporting para ilustrar a ideia de que as previsões de défice feitas pela oposição poderiam não se concretizar no imediato. O chefe do Governo aludiu à expressão "para o ano é que vai ser", numa referência ao longo período que os leões passaram sem conquistar o título nacional.
Varandas revelou que recebeu várias mensagens sobre o episódio e explicou que só tomou conhecimento exato das declarações durante a deslocação para o jogo com o Braga. "Realmente recebi muitas mensagens sobre o debate quinzenal. Tanto que, na viagem para cá, tive de ver o que realmente tinha sido dito. Não houve nada. Foi uma graçola. Eu não a teria feito, tendo em conta que há milhões de eleitores Sportinguistas", afirmou.
F. Varandas: "Preferia estar mais 19 anos sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros"
O líder do Sporting não ficou, porém, por aí e aproveitou a ocasião para lançar uma farpa ao rival portista, recorrendo à polémica das escutas relacionadas com o Apito Dourado. "Mas essa do clube que ganhava quase, quase... Só queria dizer que estivemos 18 ou 19 anos sem vencer. Mas posso dizer que preferia estar mais 19 sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros", declarou.
Quanto ao jogo, o Sporting venceu o Braga por 3-1 na 8.ª jornada da Liga, depois de ter chegado ao intervalo em desvantagem, graças a um autogolo de Rui Silva, aos 41 minutos. Na segunda parte, Luis Suárez restabeleceu a igualdade aos 66’, de cabeça, e um autogolo de Bernardo Fontes, aos 70’, consumou a reviravolta leonina. Rodrigo Zalazar fechou o resultado aos 81 minutos, com um remate de fora da área.
Villas-Boas admite semelhanças entre Porto e Sporting e afirma 'confronto' com Varandas
09 Out 2026 | 16:05
João Maria Jonet explode contra bicadas de Luís Montenegro sobre o Sporting: "Cobarde"
09 Out 2026 | 13:31
Luís Montenegro faz figura deprimente no Parlamento e goza com o Sporting (vídeo)
09 Out 2026 | 13:04