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Histórias do Leão

José Peseiro e a arbitragem que tirou título ao Sporting: "Era falta…"

Antigo treinador dos leões abordou o dérbi que tirou o título das mãos do Clube verde e branco em 2005, em antevisão do jogo de sábado

José Peseiro foi o treinador que orientou a equipa do Sporting no dérbi contra o Benfica que, ultimamente, foi decidido pela arbitragem
José Peseiro foi o treinador que orientou a equipa do Sporting no dérbi contra o Benfica que, ultimamente, foi decidido pela arbitragem

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José Peseiro foi o comandante do Sporting na temporada 2005/05 e esteve presente no dérbi entre águias e leões, que acabou por decidir o título para o Benfica. Em entrevista ao jornal Record, o técnico português fez a antevisão do jogo que pode decidir o campeão no próximo sábado e aproveitou para abordar o jogo de há duas décadas atrás.


Questionado sobre se esse jogo teria influência no próximo sábado, José Peseiro acredita que não. “Nenhum jogador do Sporting sabe o que se passou naquela altura. Ninguém vai lembrar-se. Os jogadores não têm uma cultura de clube como havia antigamente. Não sabem nem se lembram desta situação”, respondeu o técnico.


“O Quenda, por exemplo, nem era nascido. Muitos, pela idade, ainda nem futebol viam. A maior parte deles não sabe o que se passou”, acrescentou o treinador natural de Coruche, ainda sobre o tema do Benfica - Sporting do campeonato de 2004/05, nas declarações ao jornal.


Em seguida, José Peseiro fez referência à perda de outro título que marca a memória Sportinguista. “Tivemos que jogar contra o Benfica antes da final da Taça UEFA", lembra o treinador, que não conseguiu não mostrar desalento sobre algumas decisões tomadas: “A federação da Rússia permitiu o adiamento do jogo do CSKA na Liga russa”.

De volta ao tema do dérbi que tirou o título ao Sporting, o antigo treinador revelou que, pelas características do jogo, não acreditou que fosse existir um vencedor naquela partida: “O jogo não foi bom. Foi extremamente tático e escassearam as oportunidades de golo. Recordo que, a cerca de 15 minutos do fim, o Trapattoni retirou um ponta-de-lança e colocou um médio-centro, o que demonstra uma atitude mais conservadora”.


É impossível não fugir ao momento do jogo, que ficou marcado na história do futebol português, quando aos 83 minutos, Petit bate um livre para o coração da área que encontrou Luisão nas alturas, mas no processo de cabecear a bola, o central brasileiro abalroa o guarda redes Ricardo dentro da sua pequena área, mas a equipa de arbitragem deu ordem para o jogo prosseguir.

Em relação ao lance ilegal que determinou o jogo, José Peseiro revelou: “Na minha opinião, o Luisão toca com a cabeça no braço do Ricardo, fazendo com que este, com a mão, introduzisse a bola na própria baliza. “Para mim, era falta. Aos meus olhos, era falta”, insistiu o treinador.


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Queda de varandim e morte de Adeptos continua a deixar Sporting de luto

Prestes a iniciar um Clássico decisivo, um varandim do Estádio José Alvalade cai e dois adeptos acabam por falecer de Leão ao peito

Antes de um Sporting-Fc Porto em 1995, dois adeptos dos Leões falecem depois da queda de um varandim do antigo Estádio José Alvalade
Antes de um Sporting-Fc Porto em 1995, dois adeptos dos Leões falecem depois da queda de um varandim do antigo Estádio José Alvalade

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No dia 7 de maio de 1995, em Alvalade, a uma hora e meia de começar o jogo que podia decidir o título, dezenas de adeptos que já estavam dentro do recinto deslocaram-se até ao varandim (ao lado da porta 12-A) para pressionar o adversário Porto, que chegava de autocarro nesse momento. Uma prática que era muito comum e até acompanhada por seguranças para evitar excessos, acabou por se tornar numa tragédia. Algo não correu bem e a estrutura não aguentou, o que resultou na morte de dois Adeptos Sportinguistas.


As primeiras horas após a tragédia


O primeiro a tentar socorrer os feridos foi Domingo Gomes, médico conhecido do Porto. Com toda a inquietação e confusão do momento, alguns Adeptos ainda atiraram pedras ao médico dos dragões, que tentava ajudar a resolver parte da situação. Os números contam que mais de 20 feridos foram transportados para os hospitais que se encontravam nas proximidades do (antigo) Estádio José Alvalade.


No autocarro do Sporting, ainda na A5 a caminho do estádio, a notícia já chegava e criava uma tal agitação, que acabou por culminar em muitas lágrimas quando os jogadores chegaram ao local (pela porta 10-A) e se depararam com o ocorrido. Mesmo assim, as equipas foram para campo e nem sequer se realizou o minuto de silêncio habitual em relação ao que se tinha passado minutos antes, apesar de serem várias tarjas negras na Curva Sul e outras tarjas invertidas na bancada onde se encontravam os Super Dragões.

Jogo acabou mesmo por se realizar


Domingos Paciência, avançado do Porto que marcou o único golo da partida (58’), através de uma grande penalidade, não só deu a vitória aos dragões, como também deu o título de campeão nacional. Ainda assim, o avançado revelou, mais tarde, que a par de uma deslocação a Aveiro depois da morte de um ex-colega (Rui Filipe), em 1994, este foi, sem dúvida, o jogo mais difícil de disputar da sua carreira.

José Gonçalves e Paulo Ferreira, conhecidos como Zé e Paulo pela Juventude Leonina, são recordados até hoje com pesar, na memória de todos os adeptos Sportinguistas. No dia do funeral, as ruas estavam cheias desde a igreja de Arroios até ao cemitério do Alto de São João.

O dia 7 de maio fica marcado como o ‘Dia do Leão’, no qual o Sporting recorda e homenageia os Adeptos que partiram de Leão ao peito, onde também se inclui Rui Mendes, o adepto que faleceu na final da Taça de 1996, contra o Benfica, depois de ter sido atingido por um very-light.

Nos dias de hoje, Frederico Varandas, Presidente do Sporting, continua a prestar homenagem a Zé e Paulo, no ‘Dia do Leão’. Os falecidos adeptos continuam a ser recordados todos os anos na Praça Centenário junto ao Monumento ao Adepto pela Direção e atletas do Clube e também por elementos das claques. Durante as anteriores Presidências, este dia foi, também, sempre muito simbólico para o Clube. Algo recorrente em todas as direções do Sporting, que vai sempre marcar a memória de todos os adeptos Sportinguistas. 


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Sporting é campeão após derrota do Benfica e festa invade Lisboa

Equipa verde e branca viu a conquista do título ser consumada 'no sofá', sem precisarem de ir novamente a jogo, isto depois dos encarnados terem facilitado

Sporting tornou-se campeão nacional sem precisar de jogar, isto depois do Benfica ter perdido um jogo importante diante do Famalicão
Sporting tornou-se campeão nacional sem precisar de jogar, isto depois do Benfica ter perdido um jogo importante diante do Famalicão

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O Estádio José Alvalade foi palco de um triunfo sereno do Sporting diante do Portimonense, por 3-0, no dia 4 de maio de 2024. O desfecho da 32.ª jornada deixava os leões com oito pontos de vantagem sobre o Benfica e abria a porta a um desfecho antecipado. Restava, assim sendo, uma única condição para que o Clube de Alvalade se tornasse campeão: os rivais tropeçarem em Famalicão, o que veio, de facto, a verificar-se.

Benfica desliza e Sporting agradece


Enquanto Lisboa se recolhia num domingo de esperança contida, o grupo de trabalho do Sporting reunia-se para jantar em Alvalade. O ambiente era tranquilo, sem euforia antecipada. Se o Benfica ganhasse, a festa ficaria adiada para o fim de semana seguinte, para o jogo com o Estoril. Os rivais encarnados, ainda assim, facilitaram e a história começou a escrever-se no dia 5 do mesmo mês. O Famalicão bateu o conjunto orientado por Roger Schmidt por 2-0 e, de forma matemática, tínhamos novo campeão nacional.


As ruas vestiram-se de verde e branco num ápice. Em Lisboa, em todo o país, e nas comunidades Sportinguistas espalhadas pelo globo, iniciou-se uma celebração orgulhosa e emotiva e Alvalade transformou-se num ponto de partida. O autocarro levou o plantel para o epicentro simbólico da vitória: o Marquês de Pombal.


As vozes da conquista

Mas, antes disso, no Hall VIP do reduto do leão, ouviram-se as primeiras palavras de um título suado, celebrado com alma. Ruben Amorim, visivelmente feliz, rejeitou qualquer tipo de relativização do feito: "É uma felicidade enorme vencer este título. É especial? Sim, porque no primeiro disseram que foi um campeonato atípico, sem público e competições europeias, mas desta vez houve tudo e conseguimos".


Sebastián Coates, capitão e símbolo de liderança, fez questão de dividir os louros: “Este título é mérito nosso. Dedico este título a toda a equipa, às nossas famílias e aos adeptos, que nos apoiaram sempre". Viktor Gyokeres, autor de uma época memorável e de momentos decisivos, revelou-se ainda em êxtase: “É o meu 1.º título, ainda não acredito. Estou com arrepios… Adoro estar no Sporting".

Marquês de Pombal: palco de consagração

Na avenida da glória leonina, sob uma noite que parecia não ter fim, Ruben Amorim voltou a surgir, desta vez perante uma multidão em êxtase. A emoção do técnico foi evidente e a esta juntou-se a ironia afiada, ao recordar a recente viagem a Inglaterra, para ouvir a proposta de um outro clube: "Malta, vamos despachar isto que tenho um avião para amanhã bem cedo para apanhar. Se calhar é muito cedo para esta piada. Tinha-a preparada".

Mas o tom rapidamente se tornou de gratidão. Amorim fez questão de homenagear os “invisíveis” do clube: “Queria aproveitar para falar de pessoas que não têm tanta expressão mediática como nós... roupeiros, massagistas... palmas para o nosso staff". De seguida, o agora treinador do Machester United atirou uma mensagem que soou a desafio, mas também como promessa: "Diziam que só éramos campeões de 18 em 18 anos... vamos ver".


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Maria José Valério: Voz que toda a nação Sportinguista conhece

Cantora que interpretou a 'Marcha do Sporting' dedicou a sua vida à musica e ao Clube de Alvalade, os seus dois grandes amores

A voz da "Marcha do Sporting", Maria José Valério faleceu aos 87 anos de idade, mas a Nação Sportinguista não a esquece
A voz da "Marcha do Sporting", Maria José Valério faleceu aos 87 anos de idade, mas a Nação Sportinguista não a esquece

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Nascida a 6 de maio de 1933, Maria José Valério foi uma conhecida artista e cantora portuguesa. Para muitos, é conhecida pela sua dedicação ao Clube de Alvalade e por ser a voz da mítica canção que entoa cada vez que os leões entram em campo, seja em que modalidade for: a 'Marcha do Sporting'.


Artista desde tenra idade


Natural da Amadora, Maria José Valério teve uma presença artística muito presente na sua infância, visto que era sobrinha do maestro e fadista Frederico Valério. Começou a cantar aos 17 anos de idade pelos microfones da Emissora Nacional, onde anos mais tarde, em 1952, passou a fazer parto do elenco habitual de cantores.


Com este moderado sucesso, Maria José Valério começou a gravar com o seu tio, Frederico Valério, que a encaminhou para um estilo musical diferente. Com um reinventar artístico, mostrou-se no seio do seu Clube de coração, o Sporting, ao apresentar-se numa festa organizada pelos leões, no Pavilhão dos Desportos, atualmente Pavilhão Carlos Lopes.

A voz do Sporting


Em 1960 e já conhecida por alguns dos Adeptos Sportinguistas, Maria José Valério foi convidada para ser a voz de uma música de apoio ao Clube de Alvalade, que tinha letra de Eduardo Damas e composição de Manuel Paião: a 'Marcha do Sporting', com gravação da Valentim de Carvalho. Com este tema, Maria José Valério ingressou no mundo do teatro de revista à portuguesa, com passagens pelo Parque Mayer, Teatro Variedades e em diversas companhias de teatro.

O seu maior sucesso viria mais tarde e através de um tema que já tinha gravado décadas atrás. O Sporting sagrou-se campeão na temporada 1999/00, terminando um jejum de títulos de 18 anos. Com a recente conquista, a Valentim de Carvalho tomou a decisão de reeditar a “Marcha do Sporting” como single e a música foi adotada como um hino do Clube, sendo tocada no início de cada partida de futebol e modalidades. Em formato single, a “Marcha do Sporting” chegou mesmo ao número das tabelas de vendas portuguesas.

O seu importante papel como a voz de todos os Adeptos Sportinguistas não passou despercebida. Em 2004, a cantora foi condecorada com a medalha de grau de ouro de Mérito da Cidade de Lisboa, atribuída pelo município da capital portuguesa e no seio do Sporting foi distinguida com o Prémio Stromp, na categoria Especial.

Infelizmente, Maria José Valério morreu no dia 3 de março de 2021, com 87 anos, vítima de covid-19, no Hospital Santa Maria, apenas dois meses antes do seu querido Sporting conquistar o 22.º campeonato nacional na sua história. Nos dias de hoje, a cantora continua a não ser esquecida, visto que o seu maior êxito dedicado ao Clube continua a ser entoado no Estádio José Alvalade e no Pavilhão João Rocha em cada jogo.


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