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Varandas deixa mensagem de Natal aos adeptos do Sporting num ano de sonho para os leões
24 Dez 2025 | 11:01
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23 Fev 2021 | 13:39 |
Nos últimos 30 anos, a palavra crise utilizada no contexto futebolístico surgiu quase sempre para definir determinado momento ou ciclo do Sporting. É verdade. Não nos orgulhou, pelo contrário, fez-nos ir muitas vezes ao desespero, afastar-nos dos estádios, virar a cara ao futebol, deixar de pagar quotas. Imaginem todos os sportinguistas com 30 anos ou menos (são muitos milhares), muitos nem terão experienciado os títulos de 2000 e 2002 por serem ainda pré-adolescentes.
Os dois piores ciclos de jejum do título de Campeão caíram em cima da cabeça desses mais jovens. Primeiro, 17 campeonatos consecutivos a serem distribuídos entre FC Porto e Benfica (1982/83 a 1998/99). Depois, o pior ciclo, o de 18 campeonatos que se completaram, acredito, com a Liga 2019/20, a ver os rivais festejar.
Como se isso não bastasse, todos vimos o Sporting fazer a mais vergonhosa classificação de sempre (7º lugar em 2012/13), ficar de fora das competições europeias depois de 36 anos seguidos a participar (2013/14), obter o maior número de derrotas numa época desportiva (17, em 2019/20) e encaixar o mais volumoso desaire numa prova da UEFA (1-7 frente ao Bayern Munique, 2008/09).
Pois, tudo isto é muito recente. Os sportinguistas experimentaram no Século 21 todos os piores resultados da história da equipa de futebol... e sobreviveram para assistir a uma surpresa fantástica: estar a 14 jogos de ver o Capitão leonino levantar o troféu de Campeão Nacional 2020/21, ao mesmo tempo que a casa do vizinho do lado, e grande rival, arde como poucas vezes sucedeu (talvez só comparável à última temporada preparada por Vale e Azevedo, que terminou num 6º lugar inédito do Benfica em 2000/01).
Costuma dizer-se que não se pode pedir ‘o melhor de dois mundos’. Mas parece-me que é isso mesmo que os sportinguistas terão no próximo mês de maio: o ‘caneco’ (qualquer que seja o resultado de sábado, no Estádio do Dragão) e o rival de sempre instalado numa crise que já experimentámos mais vezes do que merecíamos.
A época horrível de 2019/20 teve brutal impacto no atual Sporting: resta apenas um titular dessa equipa-tipo: Coates. Todos os outros foram vendidos/cedidos (7) ou perderam lugar no onze (3). Houve pelo menos a capacidade para perceber que os erros cometidos tinham atingido proporções alarmantes. A resposta, ao contrário do que se tenta fazer passar, não esteve na aposta na formação mas sim na ação mais certeira no mercado. No onze atual figuram 7 jogadores que não faziam parte do Sporting 19/20 (Adán, Feddal, Porro, Palhinha, João Mário, Nuno Santos e Pedro Gonçalves) e apenas 3 saídos diretamente da formação (Nuno Mendes, Gonçalo Inácio e Tiago Tomás), com um a ganhar lugar no onze há apenas duas jornadas.
Os erros do Sporting 19/20 custaram pouco mais de 30 milhões, ou seja, jogadores de qualidade duvidosa para as ambições leoninas, de tal forma que levaram quase todos com a ‘guia-de-marcha’. Mas os erros do grande rival, e a próxima época acredito que o irá demonstrar, custarão talvez três vezes mais. E, claro, com o mal dos outros podemos nós bem.
Antigo técnico e dirigente do Clube de Alvalade com declarações fortes sobre ato eleitoral dos leões, bem como sobre o ex-Presidente verde e branco
09 Jan 2026 | 11:39 |
Augusto Inácio afirma que as eleições de 2011 do Sporting foram “falseadas”. Em entrevista ao jornal A Bola, o antigo técnico e dirigente do Clube de Alvalade questionou os resultados desse ato eleitoral e fez balanço positivo da liderança de Bruno de Carvalho, apontando o dedo a Frederico Varandas.
"Eleições de 2011 foram falseadas"
Augusto Inácio começou por recordar o período eleitoral de 2011, afirmando que o mesmo foi falseado: “Faria tudo igual e por uma razão muito simples. Eu sabia que, em 2011, o Godinho Lopes tinha o Luís Duque e o Carlos Freitas. E depois havia um desconhecido: Bruno de Carvalho. E que ele queria falar com o Augusto Inácio. Então marcámos um encontro na Mealhada e ele apresentou-me um programa com 120 pontos. Li aquilo com calma e só havia um ou dois com os quais eu não concordava. As eleições foram falseadas, sinceramente”.
“Passou-se muita coisa, mas não quero estar sempre a falar nisso. Mas em 2013 sou convidado para diretor-geral do futebol. Não havia dinheiro. O nosso orçamento para aquele ano foi 25 ou 26 milhões de euros. Não dava para contratar quase ninguém, mas lá conseguimos contratar o Leonardo Jardim. Um homem que nos deu a força que precisávamos e, com pouco dinheiro, começámos quase do zero”, acrescentou o antigo responsável do Sporting.
Augusto Inácio defende Bruno de Carvalho: "Quem é que fez a negociação com a NOS?"
Sobre o ataque à Academia, em 2018, Augusto Inácio revela pedido de ajuda de Bruno de Carvalho: “Ligou-me e pediu-me: 'Tens de me ajudar com os jogadores que rescindiram contrato.' Voltei, mas disse ao Bruno que voltava apenas e só para tentar que os jogadores do Sporting tirassem da cabeça a rescisão do contrato. Assino um contrato de três anos, mas, dias depois, sou surpreendido com a saída do Bruno. Fica a comissão administrativa”.
Questionado sobre qual o lugar na história do Sporting que Bruno de Carvalho ocupará, Augusto Inácio faz um balanço positivo: “É aquilo que as pessoas quiserem ver. Eu, nos dois anos em que estive com ele, vi um homem corajoso, a pôr o dedo na ferida em tudo o que era sítio. Tudo para que o Sporting tivesse o respeito que até então não estava a ter. Quem é que fez a negociação com a NOS?”.
Confira as declarações de Augusto Inácio:
Gestor pondera avançar com candidatura ao ato eleitoral agendado para 14 de março e desafiar atual liderança do Clube leonino
09 Jan 2026 | 11:17 |
Nuno Correia da Silva está a ponderar seriamente ser candidato nas próximas eleições do Sporting, agendadas para o próximo dia 14 de março. A informação foi avançada pelo jornal O Jogo nesta sexta-feira, 9 de janeiro. O antigo dirigente surge como uma alternativa para disputar a presidência.
Após o anúncio de Frederico Varandas, a expectativa geral indicava que o atual líder dos leões fosse a votos sozinho. Contudo, há uma esfera do universo verde e branco que considera que existem aspetos fundamentais a melhorar na gestão diretiva. Desta forma, a hipótese de não existir qualquer concorrência caiu por terra, abrindo espaço ao debate.
O possível oponente foi administrador executivo da SAD do Sporting, em representação da Holdimo, cargo que já não exerce atualmente. Num passado muito recente, o gestor apontou várias falhas à estratégia seguida por Frederico Varandas, criticando opções tomadas no plano desportivo e financeiro.
Na gala dos Prémios Stromp, no passado mês de dezembro, Frederico Varandas anunciou a recandidatura: “Consideramos estar a meio da nossa missão e da escola de onde venho nunca se sai a meio de uma missão. Quero aqui anunciar que nos iremos recandidatar às eleições de março de 2026”.
Na passada quinta-feira, através do jornal oficial do Clube, tornou-se pública a marcação das eleições. O ato terá lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00 no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, presidido atualmente pelo Sócio João Palma.
Antigo campeão pelo Clube de Alvalade revelou episódio do momento da sua última saída dos leões e deixou algumas palavras sobre Frederico Varandas
09 Jan 2026 | 11:15 |
Augusto Inácio - que afirmou que as eleições do Sporting foram falseadas - recordou os bastidores da sua saída do Sporting após a crise de Alcochete e deixou uma avaliação direta - e dividida - sobre o impacto de Frederico Varandas na história do clube, numa entrevista em que abordou tanto episódios pessoais como o legado desportivo da atual liderança leonina.
Augusto Inácio: "Não estava a fazer nada no Sporting"
O antigo jogador, treinador e dirigente revelou que, apesar de ter contrato em vigor, não estava a desempenhar funções no clube aquando da eleição de Frederico Varandas, quatro meses depois dos acontecimentos de Alcochete. Foi o próprio Inácio quem tomou a iniciativa de esclarecer a situação. “Eu tenho três anos de contrato e não estava a fazer nada no Sporting. Provoco uma reunião: eu, Varandas e o advogado João Sampaio”, contou, em declarações ao jornal A Bola.
Durante esse encontro, Augusto Inácio estranhou a abordagem feita pelo então recém-eleito presidente. “O Varandas começa a falar e a dizer que estivera no Vitória de Setúbal nove meses sem receber. E eu a pensar: ‘Mas isto é o Sporting, não é o Vitória’”, relatou.
Augusto Inácio: "O advogado começa a falar numa cláusula do contrato e eu dou dois berros"
Segundo Inácio, a conversa acabou por escalar quando foi invocada uma cláusula contratual. “O advogado começa a falar numa cláusula do contrato e eu dou dois berros e digo: ‘Olha, mete a cláusula pelo rabinho acima. Só quero receber até ao dia em que trabalhei. Não me pagam mais nada’”, afirmou, descrevendo a forma abrupta como encerrou a sua ligação ao clube.
Questionado sobre o lugar que Frederico Varandas ocupará na história do Clube de Alvalade, Augusto Inácio foi claro ao separar o plano pessoal do desportivo. “Não me posso esquecer de que o Sporting, com ele, ganhou três campeonatos e os adeptos sabem bem a importância que isto tem”, sublinhou.
Para o antigo internacional português, o sucesso desportivo é determinante na avaliação de qualquer presidente. “Podes fazer um grande trabalho e reverter as coisas no plano financeiro, podes fazer tudo, mas se não fores campeão, nunca serás um presidente marcante”, defendeu, acrescentando que “o atual presidente, com três campeonatos, ficará na história, claro”.
Augusto Inácio: "Varandas, como homem, não merecia ganhar um campeonato que fosse"
Ainda assim, Augusto Inácio fez questão de traçar uma distinção clara entre o homem e o dirigente. “Não confundo amizades com inimizades. Posso falar, sim, do homem e do presidente”, explicou, antes de deixar uma das declarações mais duras da entrevista: “Como homem, não merecia ganhar um campeonato que fosse. Zero. Nenhum. Como presidente está a fazer um bom trabalho, sim senhor”.
Confira as declarações de Augusto Inácio: