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Após queixa do Porto em relação a Varandas, Presidente do Sporting é absolvido pela FPF
13 Fev 2026 | 11:28
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23 Fev 2021 | 13:39 |
Nos últimos 30 anos, a palavra crise utilizada no contexto futebolístico surgiu quase sempre para definir determinado momento ou ciclo do Sporting. É verdade. Não nos orgulhou, pelo contrário, fez-nos ir muitas vezes ao desespero, afastar-nos dos estádios, virar a cara ao futebol, deixar de pagar quotas. Imaginem todos os sportinguistas com 30 anos ou menos (são muitos milhares), muitos nem terão experienciado os títulos de 2000 e 2002 por serem ainda pré-adolescentes.
Os dois piores ciclos de jejum do título de Campeão caíram em cima da cabeça desses mais jovens. Primeiro, 17 campeonatos consecutivos a serem distribuídos entre FC Porto e Benfica (1982/83 a 1998/99). Depois, o pior ciclo, o de 18 campeonatos que se completaram, acredito, com a Liga 2019/20, a ver os rivais festejar.
Como se isso não bastasse, todos vimos o Sporting fazer a mais vergonhosa classificação de sempre (7º lugar em 2012/13), ficar de fora das competições europeias depois de 36 anos seguidos a participar (2013/14), obter o maior número de derrotas numa época desportiva (17, em 2019/20) e encaixar o mais volumoso desaire numa prova da UEFA (1-7 frente ao Bayern Munique, 2008/09).
Pois, tudo isto é muito recente. Os sportinguistas experimentaram no Século 21 todos os piores resultados da história da equipa de futebol... e sobreviveram para assistir a uma surpresa fantástica: estar a 14 jogos de ver o Capitão leonino levantar o troféu de Campeão Nacional 2020/21, ao mesmo tempo que a casa do vizinho do lado, e grande rival, arde como poucas vezes sucedeu (talvez só comparável à última temporada preparada por Vale e Azevedo, que terminou num 6º lugar inédito do Benfica em 2000/01).
Costuma dizer-se que não se pode pedir ‘o melhor de dois mundos’. Mas parece-me que é isso mesmo que os sportinguistas terão no próximo mês de maio: o ‘caneco’ (qualquer que seja o resultado de sábado, no Estádio do Dragão) e o rival de sempre instalado numa crise que já experimentámos mais vezes do que merecíamos.
A época horrível de 2019/20 teve brutal impacto no atual Sporting: resta apenas um titular dessa equipa-tipo: Coates. Todos os outros foram vendidos/cedidos (7) ou perderam lugar no onze (3). Houve pelo menos a capacidade para perceber que os erros cometidos tinham atingido proporções alarmantes. A resposta, ao contrário do que se tenta fazer passar, não esteve na aposta na formação mas sim na ação mais certeira no mercado. No onze atual figuram 7 jogadores que não faziam parte do Sporting 19/20 (Adán, Feddal, Porro, Palhinha, João Mário, Nuno Santos e Pedro Gonçalves) e apenas 3 saídos diretamente da formação (Nuno Mendes, Gonçalo Inácio e Tiago Tomás), com um a ganhar lugar no onze há apenas duas jornadas.
Os erros do Sporting 19/20 custaram pouco mais de 30 milhões, ou seja, jogadores de qualidade duvidosa para as ambições leoninas, de tal forma que levaram quase todos com a ‘guia-de-marcha’. Mas os erros do grande rival, e a próxima época acredito que o irá demonstrar, custarão talvez três vezes mais. E, claro, com o mal dos outros podemos nós bem.
Eleições do emblema verde e branco terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março
16 Fev 2026 | 14:28 |
A candidatura de Bruno Sorreluz, mais conhecido por Bruno ‘Sá’, foi oficialmente validada, cumprindo todos os pressupostos exigidos pelos estatutos do Sporting. O empresário, de 45 anos, entregou a lista no dia 12 de fevereiro e vai agora concorrer contra Frederico Varandas.
A novidade foi anunciada pelo próprio Bruno Sá, proprietário do restaurante ‘Cantinho do Sá’, localizado nas imediações do Estádio José Alvalade. O candidato recorreu às redes sociais para partilhar a notícia e agradecer tanto aos apoiantes como àqueles que duvidaram da capacidade da sua equipa em reunir os requisitos necessários.
B. Sorreluz: “É oficial! Vamos a votos"
“É oficial! Vamos a votos. Obrigado a todos os que acreditaram e tornaram possível esta missão, mas um agradecimento também a quem não acreditou e colocou em causa a capacidade da fantástica equipa que me acompanha”.
O empresário - que criticou recentemente Frederico Varandas - sublinhou ainda a preparação da sua equipa para enfrentar a campanha eleitoral: “Conseguir, em tão pouco tempo, os requisitos legais para formalizar a candidatura, mostra que estamos preparados para tudo. Vamos à campanha”, escreveu.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Candidato às próximas eleições do Clube de Alvalade deixou uma mensagem nas redes sociais após a formalização da sua intenção
13 Fev 2026 | 14:36 |
Bruno Sá entregou esta quinta-feira as assinaturas para a oficialização da sua candidatura à presidência do Sporting. E se inicialmente evitou revelar os nomes que integram a sua lista acabou por deixar críticas pelo facto de estes terem sido tornados públicos. Numa mensagem nas redes sociais da sua candidatura intitulada "há momentos na vida em que o silêncio deixa de ser opção", o candidato não se deixou ficar.
"Minutos depois [de falar aos jornalistas], os nomes que integram as listas da minha candidatura já circulavam em grupos de WhatsApp e, de seguida, na Imprensa, quando estavam apenas na posse de quem os recebeu oficial e confidencialmente", frisou, garantindo: "Já manifestei, por telefone, o meu profundo desagrado ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. João Palma."
"Como pode um candidato sentir confiança?"
"Como pode um candidato sentir confiança num processo em que informação sensível é exposta desta forma? Que garantias existem? Situações destas podem configurar uma violação grave dos deveres institucionais de reserva, confidencialidade e proteção de dados pessoais", escreve.
"A verdade é que este episódio não surge isolado. Tenho aguentado, em nome da elevação e do respeito pelo Sporting, um conjunto de situações que preferi não expor publicamente. Mas o que aconteceu hoje ultrapassa todos os limites", lançou, considerando que o episódio, que "ultrapassa todos os limites, não surge isolado", atirando: "Qual é o receio de eu ir a votos?", questionou Bruno Sá.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Confira a publicação:
Antigo administrador da SAD leonina, entre 2016 e 2022, anuncia razões de não ser adversário de Frederico Varandas no ato eleitoral do Clube
13 Fev 2026 | 13:10 |
O prazo para a entrega de candidaturas no Sporting esgotou-se esta quinta-feira e o Clube vai a votos no próximo dia 14 de março para escolher entre os projetos de Frederico Varandas e Bruno Sá - que explicou recentemente a intenção da sua candidatura. Após ponderação, Nuno Correia da Silva decidiu não entrar na corrida eleitoral em 2026 mas admite que gostava de ver uma estrutura “mais participado pelos Sócios".
"O Sporting tem imensos sócios e adeptos que não estão a ser aproveitados"
“O propósito da candidatura seria de mobilizar os adeptos para a adesão a um modelo de gestão mais participado pelos Sócios. Considero o atual modelo muito centralizado e distante. O Sporting tem um imenso capital humano, os seus Sócios e adeptos, que não estão a ser aproveitados", revelou, em declarações ao jornal Record.
"Das consultas que fiz, a maioria das pessoas reveem-se neste propósito, mas entendem que não é o timing certo para avançar. Respeito, não é a minha opinião, mas só faria sentido avançar em equipa. Pessoalmente, há razões de saúde que aconselham a não avançar”, declarou.
"O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade"
Administrador da SAD entre 2016 e 2022, não exclui a possibilidade de avançar noutro momento: “O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade”, observou, esperançado em ver, no próximo mandato presidencial até 2030, “um Sporting que vende [jogadores] por ajustamentos de plantel e não por razões de tesouraria".
Ao concluir, Nuno Correia da Silva apontou o fundamental: "O importante é gerar receitas alternativas que possam sustentar a manutenção dos melhores no seu melhor período. Isso é possível com a internacionalização da marca e com o recurso a múltiplas fontes de receitas. Os maiores clubes europeus têm como maior fonte de receita, mais de 50%, as receitas comerciais, decorrentes da sua internacionalização, esse deve ser o caminho".