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Clube
23 Fev 2021 | 13:39 |
Nos últimos 30 anos, a palavra crise utilizada no contexto futebolístico surgiu quase sempre para definir determinado momento ou ciclo do Sporting. É verdade. Não nos orgulhou, pelo contrário, fez-nos ir muitas vezes ao desespero, afastar-nos dos estádios, virar a cara ao futebol, deixar de pagar quotas. Imaginem todos os sportinguistas com 30 anos ou menos (são muitos milhares), muitos nem terão experienciado os títulos de 2000 e 2002 por serem ainda pré-adolescentes.
Os dois piores ciclos de jejum do título de Campeão caíram em cima da cabeça desses mais jovens. Primeiro, 17 campeonatos consecutivos a serem distribuídos entre FC Porto e Benfica (1982/83 a 1998/99). Depois, o pior ciclo, o de 18 campeonatos que se completaram, acredito, com a Liga 2019/20, a ver os rivais festejar.
Como se isso não bastasse, todos vimos o Sporting fazer a mais vergonhosa classificação de sempre (7º lugar em 2012/13), ficar de fora das competições europeias depois de 36 anos seguidos a participar (2013/14), obter o maior número de derrotas numa época desportiva (17, em 2019/20) e encaixar o mais volumoso desaire numa prova da UEFA (1-7 frente ao Bayern Munique, 2008/09).
Pois, tudo isto é muito recente. Os sportinguistas experimentaram no Século 21 todos os piores resultados da história da equipa de futebol... e sobreviveram para assistir a uma surpresa fantástica: estar a 14 jogos de ver o Capitão leonino levantar o troféu de Campeão Nacional 2020/21, ao mesmo tempo que a casa do vizinho do lado, e grande rival, arde como poucas vezes sucedeu (talvez só comparável à última temporada preparada por Vale e Azevedo, que terminou num 6º lugar inédito do Benfica em 2000/01).
Costuma dizer-se que não se pode pedir ‘o melhor de dois mundos’. Mas parece-me que é isso mesmo que os sportinguistas terão no próximo mês de maio: o ‘caneco’ (qualquer que seja o resultado de sábado, no Estádio do Dragão) e o rival de sempre instalado numa crise que já experimentámos mais vezes do que merecíamos.
A época horrível de 2019/20 teve brutal impacto no atual Sporting: resta apenas um titular dessa equipa-tipo: Coates. Todos os outros foram vendidos/cedidos (7) ou perderam lugar no onze (3). Houve pelo menos a capacidade para perceber que os erros cometidos tinham atingido proporções alarmantes. A resposta, ao contrário do que se tenta fazer passar, não esteve na aposta na formação mas sim na ação mais certeira no mercado. No onze atual figuram 7 jogadores que não faziam parte do Sporting 19/20 (Adán, Feddal, Porro, Palhinha, João Mário, Nuno Santos e Pedro Gonçalves) e apenas 3 saídos diretamente da formação (Nuno Mendes, Gonçalo Inácio e Tiago Tomás), com um a ganhar lugar no onze há apenas duas jornadas.
Os erros do Sporting 19/20 custaram pouco mais de 30 milhões, ou seja, jogadores de qualidade duvidosa para as ambições leoninas, de tal forma que levaram quase todos com a ‘guia-de-marcha’. Mas os erros do grande rival, e a próxima época acredito que o irá demonstrar, custarão talvez três vezes mais. E, claro, com o mal dos outros podemos nós bem.
Iniciativa surge poucos dias antes de Clube apresentar oficialmente a nova imagem institucional, marcada para 1 de julho, data do aniversário
28 Jun 2026 | 14:53 |
A Torcida Verde voltou a manifestar-se sobre a identidade visual do Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas. A claque afixou uma tarja nas imediações do Estádio José Alvalade, defendendo o regresso do antigo símbolo.
Na mensagem, o grupo de adeptos foi direto no pedido: "Queremos o nosso símbolo de volta". A iniciativa surge poucos dias antes de o Sporting apresentar oficialmente a nova imagem institucional, marcada para 1 de julho, data em que o clube celebra o 120.º aniversário.
Além da renovação da identidade visual, os leões deverão também revelar o equipamento principal para a temporada 2026/27. O tema tem gerado bastante expectativa entre os adeptos e deverá ainda ser discutido na próxima Assembleia Geral.
Recentemente, o vice-presidente do Sporting, André Bernardo, já tinha deixado algumas pistas sobre o novo emblema: "Terá um fundo verde, o leão e um escudo, bem como a sigla SCP", afirmou o dirigente, garantindo que esses elementos continuarão presentes na nova identidade.
A Torcida Verde tem defendido de forma consistente o regresso do símbolo utilizado entre 1945 e 2001, considerado por muitos adeptos como um dos mais emblemáticos da história do Sporting. Com a apresentação marcada para breve, o Clube prepara-se para revelar o sexto emblema da sua história.
Veja a publicação:
Conheça quais as divergências atuais entre os grupos organizados de adeptos e a Direção dos verdes e brancos quanto à nova tentativa de protocolo
26 Jun 2026 | 15:54 |
A reativação da Curva Sul continua sem fumo branco no Sporting. As negociações entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os Grupos Organizados de Adeptos (GOA) prosseguem, mas as claques mantêm reservas em relação às condições apresentadas pelo Clube.
Segundo o jornal A Bola, um dos principais pontos de discórdia prende-se com a exigência do Sporting para que os GOA abandonem de imediato as respetivas sedes, conhecidas como "casinhas", devido às obras de remodelação do Estádio José Alvalade e do centro comercial Alvaláxia. As claques defendem uma saída faseada, que lhes permita encontrar novas instalações sem pressão.
Outro dos temas em discussão é a criação da Gamebox Curva Sul, um passe anual com desconto de 30% e acesso a todos os jogos disputados no Pavilhão João Rocha. No entanto, os GOA rejeitam a possibilidade de o Sporting cancelar estes títulos de época em caso de comportamentos considerados inadequados por parte dos adeptos.
O objetivo da SAD leonina passa por reunir todas as claques na bancada do topo sul, onde pretende implementar uma zona em formato safe standing. Para preparar este projeto, o Sporting já contactou clubes como o Borussia Dortmund e o Leipzig, que utilizam este modelo nos respetivos estádios.
Nesta altura, apenas a Brigada Ultras é reconhecida oficialmente como Grupo Organizado de Adeptos pelo Sporting. Juventude Leonina, Torcida Verde e Directivo Ultras XXI continuam igualmente envolvidos nas conversações, que ainda decorrem sem acordo fechado.
Sócios continuam a beneficiar de condições preferenciais no acesso a estas plataformas e serviços, mantendo um conjunto de vantagens exclusivas
25 Jun 2026 | 13:29 |
O Sporting deu mais um passo no processo de modernização do Clube com o lançamento de uma nova aplicação digital destinada à gestão de visitas ao Estádio José Alvalade e ao Museu Sporting. A plataforma, denominada ‘Sporting Experience’, surge integrada na estratégia de inovação liderada pela Direção de Frederico Varandas.
A nova ferramenta permite que os Sócios e adeptos reservem de forma antecipada o dia e a hora das suas visitas ao recinto leonino e ao espaço museológico, garantindo maior comodidade e flexibilidade na organização das entradas. O objetivo passa por tornar o processo mais simples e eficiente, reduzindo constrangimentos e melhorando o acesso aos serviços do Clube.
O projeto está também ligado à recente requalificação do Museu Sporting, que reabriu há cerca de um ano após uma remodelação profunda. O espaço foi modernizado com um design mais minimalista e passou a incluir novas valências, como um serviço de catering, reforçando a aposta numa experiência mais completa para os visitantes.
Os sócios do Sporting continuam a beneficiar de condições preferenciais no acesso a estas plataformas e serviços, mantendo um conjunto de vantagens exclusivas. A medida enquadra-se no plano estratégico, designado ‘Future is Coming’, que define objetivos de desenvolvimento até 2034 e se articula com a preparação para o Mundial de 2030.
O lançamento desta aplicação surge ainda num momento simbólico do Clube, que se prepara para assinalar o seu 120.º aniversário no próximo dia 1 de julho. O Sporting irá apresentar a sua nova identidade de marca, incluindo um emblema renovado.