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Após queixa do Porto em relação a Varandas, Presidente do Sporting é absolvido pela FPF
13 Fev 2026 | 11:28
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09 Mar 2021 | 19:00 |
Os sportinguistas dão mais pela existência da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF) do que, acredito, a larga maioria dos que seguem a modalidade. Sobretudo desde 2018, quando José Pereira (presidente) e Carlos Dinis (vice-presidente) perceberam que para fazer ‘prova de vida’ o melhor mesmo era comentarem com assiduidade assuntos do Sporting.
Tudo começou quando Frederico Varandas optou por dispensar José Peseiro. Para Carlos Dinis, vice-presidente da ANTF, tratou-se de “uma decisão precipitada”. Comentário curioso quando até esse momento não se lhe ouvira uma palavra em relação a nenhum dos inúmeros de despedimentos de treinadores que se sucedem a cada época. Seguiu-se o comunicado de ‘horror’ pela contratação de Silas sem nível 4 (UEFAPro) e repetiu-se a história com a apresentação de Rúben Amorim.
A ANTF e o seu presidente consideraram que no caso do Sporting os comentários públicos eram insuficientes, vai daí, dias depois da contratação de Rúben Amorim, avançaram com uma queixa para a Liga, que a reencaminhou para a Comissão de Instrutores. Quase um ano depois, esta mesma Comissão deduziu acusação contra o treinador e o Sporting, por alegada fraude. Que fraude é essa? Ele ser o treinador principal mas estar inscrito como ‘adjunto’. Qual a penalização a que está sujeito? Suspensão por um período entre um a seis anos.
Aqui chegados, uma questão se levanta desde logo: a ANTF apresentou uma queixa inédita na Liga ou Sporting e Rúben Amorim não foram os primeiros a ser denunciados? De facto, a ANTF fez denúncia semelhante contra o Sp. Braga, devido a Custódio (rendeu Amorim em 19/20). Mas a Comissão de Instrutores da Liga apenas notificou o Sp. Braga por irregularidade e não o treinador. A razão foi simples: Custódio (nível 2) estava inscrito na Liga como delegado e surgia na ficha de jogo como... delegado. Ok, Rúben Amorim também estava inscrito na Liga como treinador-adjunto e nas fichas de jogo surgia como... treinador-adjunto. Não há aqui discrepância entre funções. Ou querem fazer-nos a todos de parvos aceitando que Custódio, ao contrário do que era público e notório, não exercia funções de treinador principal?. Isso já não é fraude? E Silas, que na Belém SAD e depois no Sporting estava inscrito como treinador-adjunto e nas fichas também surgia com essa função? Onde está a diferença? Porque não houve qualquer queixa por parte da ANTF?
Para não recuar muito, temos que em 2018/19 houve duas equipas (Belenenses e V. Setúbal) a utilizar ‘treinadores de aluguer’. A Belém SAD, com Jorge Silas (nível 2) a poder estar no banco apenas como adjunto, usava Tiago Teixeira como ‘treinador principal’; o V. Setúbal, com Sandro Mendes inscrito como delegado (tinha apenas o nível 1), usava Jorge Andrade como ‘principal’. Em 2019/20, a mesma Belém SAD repetiu durante 4 jornadas o artifício com Jorge Silas (entretanto inscrito para frequentar o 3º nível), só que agora o ‘principal’ era Nélson Santos; durante 8 jornadas o V. Setúbal repetiu a estratégia com Sandro Mendes (novamente inscrito como delegado), ‘entregando’ a equipa a Acácio Santos; o Sp. Braga teve Micael Sequeira como ‘treinador principal’ durante 20 jornadas (9 com Rúben Amorim, nível 2; 6 com Custódio, nível 2; 5 com Artur Jorge, delegado porque apenas tinha nível 1); por fim, o Sporting registou Emanuel Ferro como ‘treinador principal’ durante os 17 jogos orientados por Jorge Silas (‘adjunto’, e possuidor de nível 3) e os 11 sob o comando de Rúben Amorim (nível 2). Na presente temporada, o Sporting voltou a inscrever Emanuel Ferro como ‘treinador principal’ durante 13 jogos e Rúben Amorim passou a estar ‘legal’ a partir da 14ª jornada, por ter terminado o nível 3 e confirmar a inscrição para o nível 4; o Nacional manteve Luís Freire (nível 3) como ‘adjunto’ porque foi-lhe negada a inscrição no curso de 4º nível (decorreu entre setembro e novembro de 2020) e recorreu ao ‘treinador principal’ Carlos Simões até à 10ª jornada, após a qual foi substituído por Vítor Vinha (até ao presente momento).
Portanto, esta ‘fraude’ dos falsos treinadores principais já ocorre há muito tempo e só nos últimos três anos envolveu cinco equipas. Mas se quisermos ir ao início desta situação verificaremos que a larga maioria das equipas da Liga já utilizou este expediente e nenhum treinador, antes de Rúben Amorim, foi alvo de processo.
Nada disto parece fazer sentido, mas, por outro lado, o futebol português é uma permanente ‘caixa de surpresas’. A única forma que me ocorre para reagir a este processo contra o ‘marginal’ Amorim é com uma boa gargalhada. Haja paciência...
Eleições do emblema verde e branco terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março
16 Fev 2026 | 14:28 |
A candidatura de Bruno Sorreluz, mais conhecido por Bruno ‘Sá’, foi oficialmente validada, cumprindo todos os pressupostos exigidos pelos estatutos do Sporting. O empresário, de 45 anos, entregou a lista no dia 12 de fevereiro e vai agora concorrer contra Frederico Varandas.
A novidade foi anunciada pelo próprio Bruno Sá, proprietário do restaurante ‘Cantinho do Sá’, localizado nas imediações do Estádio José Alvalade. O candidato recorreu às redes sociais para partilhar a notícia e agradecer tanto aos apoiantes como àqueles que duvidaram da capacidade da sua equipa em reunir os requisitos necessários.
B. Sorreluz: “É oficial! Vamos a votos"
“É oficial! Vamos a votos. Obrigado a todos os que acreditaram e tornaram possível esta missão, mas um agradecimento também a quem não acreditou e colocou em causa a capacidade da fantástica equipa que me acompanha”.
O empresário - que criticou recentemente Frederico Varandas - sublinhou ainda a preparação da sua equipa para enfrentar a campanha eleitoral: “Conseguir, em tão pouco tempo, os requisitos legais para formalizar a candidatura, mostra que estamos preparados para tudo. Vamos à campanha”, escreveu.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Candidato às próximas eleições do Clube de Alvalade deixou uma mensagem nas redes sociais após a formalização da sua intenção
13 Fev 2026 | 14:36 |
Bruno Sá entregou esta quinta-feira as assinaturas para a oficialização da sua candidatura à presidência do Sporting. E se inicialmente evitou revelar os nomes que integram a sua lista acabou por deixar críticas pelo facto de estes terem sido tornados públicos. Numa mensagem nas redes sociais da sua candidatura intitulada "há momentos na vida em que o silêncio deixa de ser opção", o candidato não se deixou ficar.
"Minutos depois [de falar aos jornalistas], os nomes que integram as listas da minha candidatura já circulavam em grupos de WhatsApp e, de seguida, na Imprensa, quando estavam apenas na posse de quem os recebeu oficial e confidencialmente", frisou, garantindo: "Já manifestei, por telefone, o meu profundo desagrado ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. João Palma."
"Como pode um candidato sentir confiança?"
"Como pode um candidato sentir confiança num processo em que informação sensível é exposta desta forma? Que garantias existem? Situações destas podem configurar uma violação grave dos deveres institucionais de reserva, confidencialidade e proteção de dados pessoais", escreve.
"A verdade é que este episódio não surge isolado. Tenho aguentado, em nome da elevação e do respeito pelo Sporting, um conjunto de situações que preferi não expor publicamente. Mas o que aconteceu hoje ultrapassa todos os limites", lançou, considerando que o episódio, que "ultrapassa todos os limites, não surge isolado", atirando: "Qual é o receio de eu ir a votos?", questionou Bruno Sá.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Confira a publicação:
Antigo administrador da SAD leonina, entre 2016 e 2022, anuncia razões de não ser adversário de Frederico Varandas no ato eleitoral do Clube
13 Fev 2026 | 13:10 |
O prazo para a entrega de candidaturas no Sporting esgotou-se esta quinta-feira e o Clube vai a votos no próximo dia 14 de março para escolher entre os projetos de Frederico Varandas e Bruno Sá - que explicou recentemente a intenção da sua candidatura. Após ponderação, Nuno Correia da Silva decidiu não entrar na corrida eleitoral em 2026 mas admite que gostava de ver uma estrutura “mais participado pelos Sócios".
"O Sporting tem imensos sócios e adeptos que não estão a ser aproveitados"
“O propósito da candidatura seria de mobilizar os adeptos para a adesão a um modelo de gestão mais participado pelos Sócios. Considero o atual modelo muito centralizado e distante. O Sporting tem um imenso capital humano, os seus Sócios e adeptos, que não estão a ser aproveitados", revelou, em declarações ao jornal Record.
"Das consultas que fiz, a maioria das pessoas reveem-se neste propósito, mas entendem que não é o timing certo para avançar. Respeito, não é a minha opinião, mas só faria sentido avançar em equipa. Pessoalmente, há razões de saúde que aconselham a não avançar”, declarou.
"O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade"
Administrador da SAD entre 2016 e 2022, não exclui a possibilidade de avançar noutro momento: “O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade”, observou, esperançado em ver, no próximo mandato presidencial até 2030, “um Sporting que vende [jogadores] por ajustamentos de plantel e não por razões de tesouraria".
Ao concluir, Nuno Correia da Silva apontou o fundamental: "O importante é gerar receitas alternativas que possam sustentar a manutenção dos melhores no seu melhor período. Isso é possível com a internacionalização da marca e com o recurso a múltiplas fontes de receitas. Os maiores clubes europeus têm como maior fonte de receita, mais de 50%, as receitas comerciais, decorrentes da sua internacionalização, esse deve ser o caminho".