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Após queixa do Porto em relação a Varandas, Presidente do Sporting é absolvido pela FPF
13 Fev 2026 | 11:28
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24 Ago 2020 | 11:50 |
Na passada sexta-feira, 21 de agosto, o Leonino deu conta, em exclusivo, da tentativa do SL Benfica em evitar a descida de divisão do Vitória de Setúbal (LER AQUI). Em declarações exclusivas ao nosso jornal, Bruno Mascarenhas e Soraia Quarenta abordaram a interferência benfiquista na vida de um clube terceiro.
Bruno Mascarenhas – “Existe o risco de a verdade desportiva estar a ser comprometida”
“Existe o risco de a verdade desportiva estar a ser comprometida, mas não se consegue provar, factualmente, que isso esteja a acontecer. Há formas benignas de ajudar e outras menos benignas de o fazer. Nos últimos anos, fruto dos diversos casos em que o SL Benfica se viu envolvido, temos a suspeita de que, alegadamente, a forma de atuar dos encarnados seja perniciosa. Resta saber quais as condições e o estilo de parceria que estará aqui em causa.
O Vitória de Setúbal tem sido, historicamente, um parceiro privilegiado do SL Benfica. De alguma forma, é compreensível porque o FC Porto tem vindo a perder o seu poder de influência e o Sporting CP cometeu, no mandato anterior, uma série de erros, desbaratando, assim, a possibilidade de criar um conjunto de clubes amigos.
A criação de uma rede de clubes com os quais existem relações privilegiadas não tem de ser, necessariamente, negativa. No caso do Sporting CP, conseguimos fazê-lo, em determinado momento, com o Setúbal, como são exemplo os empréstimos do João Mário, Ryan Gauld ou André Geraldes. Estes atletas “rodaram” num nível competitivo alto e isso acaba por ser positivo para ambas as partes. No entanto, neste momento, o Sporting CP perdeu essa capacidade e o SL Benfica, percebendo isso mesmo, está a aumentar a sua influência tendo um conjunto de clubes amigos onde coloca os seus jogadores e treinadores. Nestes momentos de maior aperto, tenta valer a sua influência. Se o Sporting CP estivesse forte, denunciaria este tipo de práticas.
A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) expressa a vontade dos clubes. Se a vontade dos clubes não é a de denunciar estas situações, a LPFP pouco pode fazer. O mesmo se passa com a Federação Portuguesa de Futebol. É mais fácil ser a investigação criminal a apurar os factos do que a própria justiça desportiva que, de alguma forma, está condicionada à vontade de uma maioria que, pelos vistos, está a ser influenciada.”
Soraia Quarenta – “Se a ajuda passar por pedir o encobrimento de dívidas, poderemos estar perante algo ilegal”
De um ponto de vista geral e tendo como base exclusivamente a notícia, o que posso dizer é que não há nada que impeça um presidente de um clube em ajudar outro. Aliás, de um ponto de vista de solidariedade institucional até é uma atitude nobre, que demonstra responsabilidade social e respeito por um clube como o Vitória de Setúbal, que é um histórico.
No entanto, o que se tem de ter em atenção é a forma como é dada essa ajuda. Se for uma situação de intervir em conversações de negociações de dívidas e situações desse género, nada contra, mas, se, como diz a notícia, a ajuda passar por pedir o encobrimento de dívidas, aí já poderemos estar perante algo ilegal, o que, naturalmente, é grave e deverá ser investigado.
Já quanto ao facto de o Setúbal poder, enquanto o recurso não for decidido, resolver a situação, negociando as dívidas ou pagando as mesmas, poderá apresentar documentação ao tribunal que comprove que a situação já está resolvida e, portanto, a decisão do recurso já não tem razão de ser, por inutilidade superveniente da lide. Quer isto dizer que o motivo pelo qual o recurso foi interposto já não existe – as dívidas – e por isso qualquer decisão que possa advir será vazia de conteúdo, por isso, inútil.
Ainda assim, será sempre injusto para com os clubes que conseguiram apresentar-se à inscrição com o preenchimento de todos os requisitos dentro do prazo para o fazer, porém é uma prerrogativa que qualquer clube na situação que o Setúbal tem.”
Eleições do emblema verde e branco terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março
16 Fev 2026 | 14:28 |
A candidatura de Bruno Sorreluz, mais conhecido por Bruno ‘Sá’, foi oficialmente validada, cumprindo todos os pressupostos exigidos pelos estatutos do Sporting. O empresário, de 45 anos, entregou a lista no dia 12 de fevereiro e vai agora concorrer contra Frederico Varandas.
A novidade foi anunciada pelo próprio Bruno Sá, proprietário do restaurante ‘Cantinho do Sá’, localizado nas imediações do Estádio José Alvalade. O candidato recorreu às redes sociais para partilhar a notícia e agradecer tanto aos apoiantes como àqueles que duvidaram da capacidade da sua equipa em reunir os requisitos necessários.
B. Sorreluz: “É oficial! Vamos a votos"
“É oficial! Vamos a votos. Obrigado a todos os que acreditaram e tornaram possível esta missão, mas um agradecimento também a quem não acreditou e colocou em causa a capacidade da fantástica equipa que me acompanha”.
O empresário - que criticou recentemente Frederico Varandas - sublinhou ainda a preparação da sua equipa para enfrentar a campanha eleitoral: “Conseguir, em tão pouco tempo, os requisitos legais para formalizar a candidatura, mostra que estamos preparados para tudo. Vamos à campanha”, escreveu.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Candidato às próximas eleições do Clube de Alvalade deixou uma mensagem nas redes sociais após a formalização da sua intenção
13 Fev 2026 | 14:36 |
Bruno Sá entregou esta quinta-feira as assinaturas para a oficialização da sua candidatura à presidência do Sporting. E se inicialmente evitou revelar os nomes que integram a sua lista acabou por deixar críticas pelo facto de estes terem sido tornados públicos. Numa mensagem nas redes sociais da sua candidatura intitulada "há momentos na vida em que o silêncio deixa de ser opção", o candidato não se deixou ficar.
"Minutos depois [de falar aos jornalistas], os nomes que integram as listas da minha candidatura já circulavam em grupos de WhatsApp e, de seguida, na Imprensa, quando estavam apenas na posse de quem os recebeu oficial e confidencialmente", frisou, garantindo: "Já manifestei, por telefone, o meu profundo desagrado ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Dr. João Palma."
"Como pode um candidato sentir confiança?"
"Como pode um candidato sentir confiança num processo em que informação sensível é exposta desta forma? Que garantias existem? Situações destas podem configurar uma violação grave dos deveres institucionais de reserva, confidencialidade e proteção de dados pessoais", escreve.
"A verdade é que este episódio não surge isolado. Tenho aguentado, em nome da elevação e do respeito pelo Sporting, um conjunto de situações que preferi não expor publicamente. Mas o que aconteceu hoje ultrapassa todos os limites", lançou, considerando que o episódio, que "ultrapassa todos os limites, não surge isolado", atirando: "Qual é o receio de eu ir a votos?", questionou Bruno Sá.
As eleições do Sporting terão lugar no Pavilhão João Rocha, entre as 09h00 e as 20h00, no próximo dia 14 de março. Esta calendarização decisiva foi anunciada formalmente pelo órgão da Mesa da Assembleia Geral, através do jornal oficial do Clube.
Confira a publicação:
Antigo administrador da SAD leonina, entre 2016 e 2022, anuncia razões de não ser adversário de Frederico Varandas no ato eleitoral do Clube
13 Fev 2026 | 13:10 |
O prazo para a entrega de candidaturas no Sporting esgotou-se esta quinta-feira e o Clube vai a votos no próximo dia 14 de março para escolher entre os projetos de Frederico Varandas e Bruno Sá - que explicou recentemente a intenção da sua candidatura. Após ponderação, Nuno Correia da Silva decidiu não entrar na corrida eleitoral em 2026 mas admite que gostava de ver uma estrutura “mais participado pelos Sócios".
"O Sporting tem imensos sócios e adeptos que não estão a ser aproveitados"
“O propósito da candidatura seria de mobilizar os adeptos para a adesão a um modelo de gestão mais participado pelos Sócios. Considero o atual modelo muito centralizado e distante. O Sporting tem um imenso capital humano, os seus Sócios e adeptos, que não estão a ser aproveitados", revelou, em declarações ao jornal Record.
"Das consultas que fiz, a maioria das pessoas reveem-se neste propósito, mas entendem que não é o timing certo para avançar. Respeito, não é a minha opinião, mas só faria sentido avançar em equipa. Pessoalmente, há razões de saúde que aconselham a não avançar”, declarou.
"O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade"
Administrador da SAD entre 2016 e 2022, não exclui a possibilidade de avançar noutro momento: “O propósito não está prejudicado. Mas só o futuro ditará a oportunidade”, observou, esperançado em ver, no próximo mandato presidencial até 2030, “um Sporting que vende [jogadores] por ajustamentos de plantel e não por razões de tesouraria".
Ao concluir, Nuno Correia da Silva apontou o fundamental: "O importante é gerar receitas alternativas que possam sustentar a manutenção dos melhores no seu melhor período. Isso é possível com a internacionalização da marca e com o recurso a múltiplas fontes de receitas. Os maiores clubes europeus têm como maior fonte de receita, mais de 50%, as receitas comerciais, decorrentes da sua internacionalização, esse deve ser o caminho".