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Clube
24 Ago 2020 | 12:50 |
Na passada sexta-feira, 21 de agosto, o Leonino deu conta, em exclusivo, da tentativa do SL Benfica em evitar a descida de divisão do Vitória de Setúbal (LER AQUI). Em declarações exclusivas ao nosso jornal, Bruno Mascarenhas e Soraia Quarenta abordaram a interferência benfiquista na vida de um clube terceiro.
Bruno Mascarenhas – “Existe o risco de a verdade desportiva estar a ser comprometida”
“Existe o risco de a verdade desportiva estar a ser comprometida, mas não se consegue provar, factualmente, que isso esteja a acontecer. Há formas benignas de ajudar e outras menos benignas de o fazer. Nos últimos anos, fruto dos diversos casos em que o SL Benfica se viu envolvido, temos a suspeita de que, alegadamente, a forma de atuar dos encarnados seja perniciosa. Resta saber quais as condições e o estilo de parceria que estará aqui em causa.
O Vitória de Setúbal tem sido, historicamente, um parceiro privilegiado do SL Benfica. De alguma forma, é compreensível porque o FC Porto tem vindo a perder o seu poder de influência e o Sporting CP cometeu, no mandato anterior, uma série de erros, desbaratando, assim, a possibilidade de criar um conjunto de clubes amigos.
A criação de uma rede de clubes com os quais existem relações privilegiadas não tem de ser, necessariamente, negativa. No caso do Sporting CP, conseguimos fazê-lo, em determinado momento, com o Setúbal, como são exemplo os empréstimos do João Mário, Ryan Gauld ou André Geraldes. Estes atletas “rodaram” num nível competitivo alto e isso acaba por ser positivo para ambas as partes. No entanto, neste momento, o Sporting CP perdeu essa capacidade e o SL Benfica, percebendo isso mesmo, está a aumentar a sua influência tendo um conjunto de clubes amigos onde coloca os seus jogadores e treinadores. Nestes momentos de maior aperto, tenta valer a sua influência. Se o Sporting CP estivesse forte, denunciaria este tipo de práticas.
A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) expressa a vontade dos clubes. Se a vontade dos clubes não é a de denunciar estas situações, a LPFP pouco pode fazer. O mesmo se passa com a Federação Portuguesa de Futebol. É mais fácil ser a investigação criminal a apurar os factos do que a própria justiça desportiva que, de alguma forma, está condicionada à vontade de uma maioria que, pelos vistos, está a ser influenciada.”
Soraia Quarenta – “Se a ajuda passar por pedir o encobrimento de dívidas, poderemos estar perante algo ilegal”
De um ponto de vista geral e tendo como base exclusivamente a notícia, o que posso dizer é que não há nada que impeça um presidente de um clube em ajudar outro. Aliás, de um ponto de vista de solidariedade institucional até é uma atitude nobre, que demonstra responsabilidade social e respeito por um clube como o Vitória de Setúbal, que é um histórico.
No entanto, o que se tem de ter em atenção é a forma como é dada essa ajuda. Se for uma situação de intervir em conversações de negociações de dívidas e situações desse género, nada contra, mas, se, como diz a notícia, a ajuda passar por pedir o encobrimento de dívidas, aí já poderemos estar perante algo ilegal, o que, naturalmente, é grave e deverá ser investigado.
Já quanto ao facto de o Setúbal poder, enquanto o recurso não for decidido, resolver a situação, negociando as dívidas ou pagando as mesmas, poderá apresentar documentação ao tribunal que comprove que a situação já está resolvida e, portanto, a decisão do recurso já não tem razão de ser, por inutilidade superveniente da lide. Quer isto dizer que o motivo pelo qual o recurso foi interposto já não existe – as dívidas – e por isso qualquer decisão que possa advir será vazia de conteúdo, por isso, inútil.
Ainda assim, será sempre injusto para com os clubes que conseguiram apresentar-se à inscrição com o preenchimento de todos os requisitos dentro do prazo para o fazer, porém é uma prerrogativa que qualquer clube na situação que o Setúbal tem.”
Apesar das críticas, Bernardo Topa garante que continuará a apoiar leões e deixou um apelo à Direção liderada por Frederico Varandas
30 Jul 2026 | 12:51 |
Bernardo Topa, adepto do Sporting que perdeu a visão de um olho durante os festejos do bicampeonato em 2025, voltou a pronunciar-se publicamente sobre o caso e deixou críticas à forma como o Clube lidou com a situação, considerando que o apoio prometido pelos responsáveis leoninos acabou por não se concretizar.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, recordou o momento em que foi atingido e revelou que a situação teve um forte impacto na sua vida pessoal e profissional. O adepto afirmou que, naquela noite, saiu de casa apenas para festejar a conquista do Sporting, mas acabou por ficar marcado por um episódio traumático, após ter sido atingido por um disparo da Polícia de Intervenção.
O Sportinguista lembrou ainda que recebeu a visita de Frederico Varandas e do diretor de comunicação Gonçalo Vilela Santos no hospital, onde terá sido transmitida a ideia de que o Clube iria acompanhar o processo. Contudo, mais de um ano depois, Bernardo Topa afirma sentir que esse apoio não passou de ações pontuais, como a oferta de artigos da loja oficial e um convite para a tribuna, considerando que ficou aquém do que esperava.
"Não tive qualquer tipo de apoio ou acompanhamento da situação que acreditei ter", escreveu o adepto, que garante ter suportado sozinho várias despesas relacionadas com consultas, cirurgias, reconstrução estética e próteses. Bernardo Topa diz sentir-se "esquecido" pelo Clube e defende que todos os sócios devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua posição ou visibilidade.
Apesar das críticas, o adepto garante que continuará a apoiar o Sporting e deixou um apelo à direção liderada por Frederico Varandas para que situações semelhantes sejam acompanhadas de outra forma no futuro. O processo relacionado com o incidente, segundo o próprio, continua em fase de inquérito.
Veja a publicação:
Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios
26 Jul 2026 | 10:25 |
A Assembleia Geral do Sporting terminou com a aprovação dos quatro pontos levados a votação pelos associados. No final da sessão, Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez um balanço da reunião e destacou o envolvimento dos Sócios.
"Foi um dia de Sporting cheio de participação e de espírito Leonino que culminou, já fora da AG, com a vitória do Sporting no seu jogo de apresentação. Além de a AG ter enchido de orgulho os Sócios, que assim participaram na vida do Clube, tivemos também a coincidência de termos alcançado a vitória no Troféu Cinco Violinos".
Ao todo, participaram na votação 2.408 sócios, correspondentes a 14.208 votos, sendo que o orçamento de rendimentos, gastos e investimentos para o exercício de 2026/27 foi aprovado com 2.118 votos a favor, 265 contra e 25 votos brancos ou nulos.
As contas consolidadas relativas ao exercício económico de 2024/25 também receberam luz verde, ao recolherem 2.219 votos favoráveis, 157 contra e 32 votos brancos ou nulos. Na mesma sessão, os sócios aprovaram ainda a aquisição do espaço correspondente ao Holmes Place Alvalade, no Estádio José Alvalade, por 8,7 milhões de euros, com 2.270 votos a favor, 125 contra e 13 votos brancos ou nulos.
O quarto e último ponto da ordem de trabalhos incidiu sobre a criação de uma nova categoria de sócio, definindo os respetivos direitos e deveres. A proposta foi aprovada com 1.591 votos favoráveis, 778 contra e 39 votos brancos ou nulos, encerrando uma AG em que todas as medidas apresentadas obtiveram aprovação.
Pedro Almeida Cabral considerou que a votação demonstra a confiança dos associados na atual liderança do Clube: "Não nos compete a nós fazer ponderações políticas sobre o estado do Clube e sobre o grau de adesão dos Sócios às propostas. Ainda assim, posso dizer que me parece evidente que estes resultados demonstram uma confiança acentuada no mandato desta Direção. Demonstra que o Clube está unido", afirmou. Antes da reunião magna, Frederico Varandas falou do mercado.
Depois de longas negociações e vários avanços e recuos, leões estão prestes a oficializar uma decisão que promete marcar arranque da nova época
25 Jul 2026 | 15:17 |
O Sporting está prestes a oficializar uma das decisões mais aguardadas pelos adeptos nos últimos anos. Após um longo processo de negociações, marcado por avanços, recuos e várias reuniões entre a Direção liderada por Frederico Varandas e os representantes dos Grupos Organizados de Adeptos, os leões vão voltar a contar com um protocolo conjunto com as quatro claques do Clube.
O entendimento permitirá o regresso da histórica Curva Sul ao Estádio José Alvalade, uma mudança muito desejada por muitos sportinguistas. O acordo deverá ser anunciado antes do jogo de apresentação frente ao Mónaco e prevê a assinatura de um protocolo com Juventude Leonina, Directivo Ultras XXI, Torcida Verde e Brigada Ultras Sporting, algo inédito desde a chegada da atual Direção.
Além do regresso da Curva Sul, o Sporting será também o primeiro clube em Portugal a implementar o modelo de safe standing no estádio. Em condições normais, as claques ficarão concentradas entre os setores A12 e A16, embora o Directivo Ultras XXI opte por manter uma parte dos seus elementos na Superior Norte.
O novo protocolo surge quase sete anos depois da rutura entre a Direção e as claques, ocorrida em 2019, na sequência dos acontecimentos que se seguiram ao caso de Alcochete e aos protestos dirigidos a Frederico Varandas. Desde então, a relação entre ambas as partes atravessou momentos de grande tensão, com manifestações, comunicados e várias tentativas falhadas de entendimento.
Nos últimos meses, porém, o diálogo intensificou-se e permitiu desbloquear vários dos principais pontos de discórdia, incluindo a situação das conhecidas "casinhas" das claques. Com o acordo praticamente fechado, o Sporting acredita que abre uma nova fase na relação com os adeptos organizados, reforçando o ambiente em Alvalade para a temporada 2026/27.
Sporting prepara choque entre os grandes: Quotas podem ficar acima de Benfica e Porto
17 Jul 2026 | 16:52