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Pedro Barbosa lembra pancadaria no Porto - Sporting: "Uma grande porrada..." (Vídeo)
26 Mar 2025 | 10:18
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Histórias do Leão
27 Mar 2025 | 10:34 |
Augusto Sabbo é uma das figuras míticas do Sporting e continuará a sê-lo durante muitos anos. O antigo treinador nasceu no dia 27 de março de 1887 e é dono de uma carreira que ficou marcada, para toda a eternidade, na história do Clube.
Augusto Sabbo nasceu em Lisboa, mas mudou-se para a Alemanha para estudar e lá ingressou no Mittweidaer Ballspiel Club da Saxónia, onde jogou futebol. Quando voltou a Portugal, jogou no CIF, onde brilhou como capitão de equipa e treinador.
Da Alemanha, Augusto Sabbo trouxe métodos de treino e de jogo que eram inovadores em Portugal. Introduziu a célebre "teoria da triangulação", que mais tarde viria a implementar, com muito sucesso, no Sporting. A ideia é que os jogadores não fizessem movimentos consoante as circunstâncias do jogo, mas sim com o objetivo de obrigar o adversário a mexer-se para onde não têm de estar. Também a exigência física que impunha nas equipas era superior ao que se tinha visto em solo nacional até esse momento.
Chegou ao Sporting durante a época 1921/1922. Antes disso, em 1921, foi escolhido como selecionador nacional, mas muitos jogadores ficaram desagradados com a componente física do treino de Augusto Sabbo e o técnico não chegou a orientar nenhum jogo da equipa das quinas.
No primeiro ano de leão ao peito, consegue sucesso imediato: o Clube vence o seu 3.º Campeonato de Lisboa, e chega à final do Campeonato de Portugal, que perde com o Porto. No ano seguinte, o Sporting vence esses dois trofeus, apesar de Sabbo só ter estado no Clube até fevereiro - saiu, alegadamente, devido à Direção não o ter deixado formar a equipa. Voltou no início da época 23/24, mas saiu de novo em fevereiro de 1924.
Em 1923, Augusto Sabbo, um estudioso do futebol, escreveu um livro, intitulado 'Football (Técnica e Didáctica de Jogo)', sobre os aspetos do jogo que considerava mais importante, marcando também o seu contributo para o crescimento da cultura futebolística em Portugal.
Viria a passar pelo Sporting mais uma vez, em 1926, tornando-se o primeiro treinador remunerado da história do Clube, mas a crise financeira ditou o seu despedimento em 1927. Ingressou, ainda, no Barreirense, onde criou outro projeto de sucesso, que levou a duas finais do Campeonato de Portugal. Chegou a ser árbitro e a fazer parte das primeiras equipas de râguebi dos leões. Viria a morrer com 84 anos, a 30 de outubro de 1971.
Processo eleitoral foi um dos mais concorridos da história do Clube e, até hoje, é lembrado por várias peripécias e pela atenção mediática que recebeu
26 Mar 2025 | 15:59 |
Após a demissão de José Eduardo Bettencourt da Presidência do Sporting, a 15 de janeiro de 2011, foi convocada uma Assembleia Geral eleitoral extraordinária para o dia 26 de março do mesmo ano. A mesma, agendada com mais de dois meses de antecedência, deu início a um processo eleitoral extenso, com uma significativa participação mediática e diversos debates públicos entre os candidatos, tendo terminado com a vitória de Godinho Lopes.
O empresário Brás da Silva foi o primeiro a manifestar intenção de se candidatar, dando conta de um fundo de 50 milhões de euros destinado ao futebol. A proposta levantou questões quanto à origem deste valor, que alguns associavam a Angola. Pouco tempo depois, Brás da Silva retirou-se da corrida, alegando motivos pessoais e pressão externa. João Rocha Jr. foi outro nome falado na fase inicial, embora nunca tenha confirmado ou comentado uma eventual candidatura.
Bruno de Carvalho apresentou-se como candidato com o igual apoio de um fundo de 50 milhões de euros, cuja origem foi atribuída a investidores russos. A candidatura incluía nomes como Eduardo Barroso para a Presidência da Mesa da Assembleia Geral, Augusto Inácio na vice-Presidência para o futebol e Marco van Basten como proposta para treinador.
Dias Ferreira também avançou, com uma candidatura que incluiu Paulo Futre como diretor desportivo e o nome do treinador Frank Rijkaard como possibilidade para comandar o plantel. Nesta altura, tornou-se inesquecível a conferência de imprensa de Futre, que apresentou vários nomes de jogadores a contratar e prometeu, ainda, a chegada de "charters de chineses" que ficariam interessados em ver os jogos do Clube de Alvalade.
Pedro Baltazar, antigo acionista da SAD, propôs-se como Presidente com um perfil semelhante ao de João Rocha, defendendo a permanência de José Couceiro na área do futebol e sugerindo Zico para treinador. Sérgio Abrantes Mendes foi outro candidato, com um discurso centrado na estabilidade e contenção. Contou com o apoio de Zeferino Boal, que retirou a sua candidatura para integrar esta lista.
Do lado da estrutura dirigente em funções, Rogério Alves chegou a ser apontado como potencial candidato, mas acabou por liderar a lista para a Presidência da Mesa da Assembleia Geral. Godinho Lopes assumiu, então, a candidatura, com uma lista composta por nomes como Carlos Barbosa, Nobre Guedes e Paulo Pereira Cristóvão. A nível desportivo, a aposta recaiu na dupla Luís Duque e Carlos Freitas, sendo Domingos Paciência o treinador mais referido durante a campanha.
Toda a campanha foi marcada pela elevada intensidade e o destaque acabaram por ser os projetos apresentados por Bruno de Carvalho e Godinho Lopes. As sondagens, a comprovar esta competitividade, até apontavam um empate técnico entre estes dois candidatos.
Ao final da noite eleitoral, Godinho Lopes viria a ser anunciado como Presidente eleito, com 36,5%, por uma diferença de 360 votos, num universo de mais de 14 mil Sócios votantes. A cerimónia de posse decorreu à porta fechada, na sequência de alguns protestos. Eduardo Barroso foi eleito para a Presidência da Mesa da Assembleia Geral, mas não esteve presente na cerimónia. Bruno de Carvalho anunciou a intenção de interpor uma providência cautelar para impugnar os resultados, apontando discrepâncias no processo eleitoral, mas o pedido acabou rejeitado.
A presidência de Godinho Lopes, a 41.ª da história do Sporting, durou apenas até 2013, altura em que os Órgãos Sociais renunciaram aos seus mandatos. Na origem desta decisão estiveram, principalmente, os maus resultados desportivos, bem como as várias trocas de treinador na equipa principal de futebol. Ainda recentemente, Ricardo Sá Pinto, um dos técnicos deste período, queixou-se de falta de apoio.
Antigo guarda-redes dos leões revelou, numa nova entrevista, um intransigência do treinador romeno aquando da chegada ao Clube de Alvalade
26 Mar 2025 | 13:07 |
Nélson Pereira aceitou dar uma entrevista ao podcast 'Podcalhar' e, depois de ter contado um episódio caricato que envolveu Liedson, também contou um outro sobre a chegada de Laszlo Boloni, treinador que pelo Sporting conquistou vários títulos entre 2001 e 2003.
Nélson Pereira: "Já tínhamos sido campeões a comer chamuças"
O antigo guardião, agora com 49 anos, assistiu aos primeiros momentos do técnico romeno no Clube e foi um dos que se insurgiu contra a decisão de pôr fim ao consumo de... chamuças! "Nós comíamos as chamuças no dia dos banhos e massagens, que era dois dias antes do jogos. Nós já tínhamos esse hábito e já tínhamos sido campeões a comer chamuças", começou por contar, antes de prosseguir.
"O Boloni, quando chegou, foi ao médico e disse: 'O que é aquilo? Andamos a fazer piqueniques antes dos jogos...'. O médico veio e disse: 'Malta, o treinador vai acabar com as chamuças'", relatou Nélson Pereira que, de seguida, explicou de que forma foi esta informação recebida pelo plantel.
"A malta disse: 'Ele vai acabar com as chamuças? Mas ele ainda não percebeu que é isto que lhe vai dar o campeonato? Ou ele quer ser despedido? Temos de comer chamuças, é mais forte do que nós. E têm de ser chamuças específicas, são as da dona Eva'", confessou o antigo atleta.
Nélson, na mesma conversa, fez notar que o hábito de comer chamuças antes dos jogos acabou mesmo, tempos mais tarde, situação inevitável tendo em conta a importância que a a alimentação saudável no desporto começou a ter. "Ele [Boloni] já percebia daquilo, nós é que não queríamos perceber", rematou, em gargalhadas.
Lazlo Boloni, vale lembrar, marcou uma era de sucesso em Alvalade e pelo Sporting conquistou um campeonato nacional, uma Supertaça e uma Taça de Portugal. Foi, também, o responsável pelo lançamento de Cristiano Ronaldo, uma das maiores estrelas da formação do Clube, em agosto de 2002, frente à equipa do Inter, no playoff de acesso à Liga dos Campeões.
Ao longo da sua carreira, Boloni passou por diversas equipas como treinador, tais como o Nancy, Rennes, Mónaco, Standard de Liége, PAOK e Panathinaikos, entre outros. Pelo Sporting, realizou 90 jogos, nos quais obteve 53 vitórias, uma média acima dos 50%.
Antigo treinador dos leões concedeu uma entrevista na qual abordou as condições que encontrou no Estádio José Alvalade, no ano de 2011
26 Mar 2025 | 12:07 |
Ricardo Sá Pinto concedeu uma entrevista ao podcast '90+3', da RFM e, para além de ter contado que foi preso dias antes de começar a pré-temporada, enquanto jogador, no Sporting, também deu conta das condições que, anos mais tarde, enquanto treinador, encontrou neste mesmo Clube.
"No Sporting, comecei a segunda parte da época com um avançado, o Wolfswinkel, e com oito ou nove médios, uma situação completamente desequilibrada. Tínhamos oito que comprámos e tínhamos de escoá-los porque ninguém os comprava", começou por dizer o técnico de 52 anos, que atualmente se encontra desempregado.
Ricardo Sá Pinto: "Fui até ao final e morri a dar a cara pelos outros"
De seguida, Sá Pinto explicou quais eram as duas opções que tinha e, nessa sequência, o que decidiu fazer: "Ou era solidário com o meu Clube e com as pessoas que lá estavam porque tentaram e não conseguiram, ou então virava as costas ao meu Clube e ia-me embora, isso eu não fiz. Fui até ao final e morri a dar a cara pelos outros".
Ainda nesta entrevista, o também ex-jogador do emblema de Alvalade recordou a chegada às meias-finais da Liga Europa, em 2011, depois de um resultado de 2-3, no total do agregado, obtido diante do Metalist. "Mesmo na Europa, conseguimos aquelas vitórias todas... Em cinco meias-finais em que estivemos [Sporting], eu estive em duas: uma como jogador e outra como treinador", realçou.
Sá Pinto, apesar de recordar de forma positiva o período em que orientou os leões, também não esconde que gostaria de ter sido tratado de outra forma. "Era um treinador jovem que merecia mais apoio, merecia que me tivessem ajudado a crescer como treinador, que me criassem condições, que na altura não criaram. Então financeiramente foi um dos períodos mais falidos de sempre. Tínhamos jogadores que não recebiam os prémios há um ano, mais os jogadores que tinham os paizinhos como empresários", lamentou.
Sem negar essa mágoa, o técnico frisou que protegeu "sempre tudo e todos" e que aceitou a "sentença" que alguns proferiram. "Faria coisas de forma diferente, mas não pude nem tive condições. Lutei contra muitas condições pelas quais hoje o Sporting, financeiramente, não passa, tornou-se um Sporting competitivo e ganhador como nós desejávamos há muito tempo", rematou.
Sá Pinto, recorde-se, orientou a equipa principal do Sporting entre fevereiro e outubro de 2012, isto depois de ter comandado o plantel sub-19. No principal escalão, registou 30 encontros, com 15 vitórias, sete empates e oito derrotas.
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26 Mar 2025 | 10:18
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