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Villas-Boas admite semelhanças entre Porto e Sporting e afirma 'confronto' com Varandas
09 Out 2026 | 16:05
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19 Out 2020 | 12:47 |
As declarações de Frederico Varandas e Rúben Amorim no final do jogo com o FC Porto devem ser bem esmiuçadas, porque nelas encontramos as frases que servirão de entrave ao crescimento pretendido para o Sporting CP. Entre as críticas bem levantadas à má arbitragem de um desafio concluído com um empate, surgiram duas confissões reveladoras de toda a ingenuidade de presidente e treinador. O primeiro, porque acredita conseguir sair vencedor na luta de lama em que se transformou o futebol português nos últimos 40 anos, sem sujar a camisa branca; o segundo porque pensa estar hoje a preparar uma equipa para disputar o título na próxima temporada.
Varandas apresentou-se a votos, há dois anos, garantindo saber tudo sobre o mundo do futebol. A cada declaração que faz, a cada decisão que toma, instala-se a dúvida: ele é mesmo tão ingénuo assim, ou apenas um fala-barato que não tem ideia do mundo em que está inserido? Nenhuma das possibilidades é propriamente uma qualidade, bem pelo contrário, mas ele e aqueles que o rodeiam parecem ser os únicos a não perceber o problema.
O futebol português transformou-se numa luta de lama há cerca de 40 anos. Os clubes que nesse período venceram campeonatos, raramente o conseguiram de forma totalmente limpa, isto é, sem recorrer a jogos de bastidores. Sim, não sejamos ingénuos, os nossos últimos dois títulos também só foram conseguidos porque nesse período o Sporting CP encontrou a fórmula certa para não se deixar ‘comer’. As escutas do ‘Apito Dourado’ ou os mais recentes casos expostos através da publicação de vários e-mails relacionados com o SL Benfica, acordaram a opinião pública para uma realidade que já o era, então, há uns bons 20 anos. Só que feito de forma mais discreta, usando poucos canais de comunicação, com contactos diretos em locais que ficaram muito famosos na altura.
Quando Varandas diz que ‘interessa é ter poder’, falando de escutas, percebo que se refere a Pinto da Costa. E pergunto: porque não lhe passa pela cabeça que Luís Filipe Vieira tenha feito o mesmo? Por acaso esqueceu ou não teve conhecimento da totalidade desse dossier de escutas? É que numa delas surge um ex-Presidente da Liga, Valentim Loureiro (esse mesmo, o que foi este ano homenageado pela Liga Portugal…) a perguntar a Vieira que árbitro pretende para determinado jogo. E quando lhe é sugerido um nome, o presidente do SL Benfica atira de pronto, ‘não, esse não’.
E quando Varandas diz que ‘não vamos fazer o que se fazia, não vamos jogar sujo’, refere-se a quem? Era o Sporting CP que jogava sujo? Se era, jogava sujo de forma bem incompetente porque nada ganhou com isso. Ou referia-se a adversários? Ficava-lhe bem esse esclarecimento. De caminho, e aproveitando a ocasião, sempre podia cumprir a promessa de campanha e contar tudo o que disse saber sobre a forma como o Sporting CP perdeu a Liga 2015/16. A memória dele pode ser curta, mas a minha não o é.
Após dois anos a ser brindado com uma série de arbitragens ‘simpáticas’, Varandas pensou mesmo que era ‘amor para sempre’? Não percebeu que por questões ‘políticas’ dava jeito permitir umas quantas vitórias leoninas? Quem mexe os ‘cordelinhos’ sabe bem que não são as arbitragens a decidir quem é o campeão. Pode haver um ou outro empurrão, uma ou outra rasteira, mas no final uma equipa sem treinador competente ou sem jogadores altamente qualificados não ganha. O Sporting CP não preenchia nenhuma dessas exigências, logo, nem com uma ou outra simpatia lá chegaria. E no momento certo, quando um jogo corresse particularmente mal, seria fácil atirar a equipa ao tapete. Foi o que sucedeu em Moreira de Cónegos na época passada.
A ingenuidade de Varandas chega ao ponto de pensar ser possível sair vencedor nesta luta de lama sem sujar a camisa branca. Ao deixar sistematicamente o SL Benfica fora desta equação e das críticas, pensa ter ali um aliado que ajude o Sporting CP a ficar em segundo lugar, afinal o máximo que ambiciona, olhando à entrada direta na Liga dos Campeões. É a segunda versão de Filipe Soares Franco. O ‘campeão’ das segundas posições. Um pensamento que é o verdadeiro entrave ao crescimento do Sporting CP. Pois fique sabendo que para quem não está disposto a sujar a camisa, o melhor mesmo é manter-se fora do futebol. Ou estar nele a cumprir sempre o mesmo papel de perdedor. Porque está a tentar ganhar o lugar de um dos clubes que inventou a luta na lama.
Em duas ocasiões, antes e depois do jogo com o FC Porto, o treinador Rúben Amorim falou em ano menos um. Bom, Varandas já nos tinha brindado com dois anos zero. Só faltava agora o treinador dizer que este é o ano menos um. Portanto, no primeiro ano zero, a SAD gastou, entre investimento (aquisições) e custo (salários) do plantel, mais de 90 milhões de euros; na época passada, o segundo ano zero implicou gastos, nas mesmas rubricas, igualmente acima dos 90M e este ano, entre aquisições e salários, a conta não ficará abaixo dos 80M. Como é possível falar em anos zero ou menos um com custos desta envergadura? Que Varandas não corrija Rúben Amorim até compreendo, também não lhe dá jeito mostrar ambição, por força a não arriscar nova derrota. E, afinal, a vitória deles até passa apenas pelo terceiro lugar, por isso é natural que pensem poder festejar em maio. Mas apetece-me perguntar ao treinador: acredita mesmo que na próxima época vai ter esta mesma equipa? Quando pede paciência para estes ‘meninos’, quando diz que os está a fazer crescer para ficarem aptos daqui a um ano a disputar objetivos mais ambiciosos, é porque pensa que não os vai perder entre os mercados de janeiro e do próximo Verão. Qual é a parte de ‘o Sporting precisa vender jogadores para equilibrar contas’ que o Rúben não entende? São os jogadores que o próprio treinador não quis que vão proporcionar o encaixe financeiro necessário? Não me faça rir, Rúben. No próximo Verão voltamos ao assunto.
Enfim, ingénuos ou vendedores de sonhos impossíveis, é o que estes dois são.
Associados estiveram reunidos este domingo, 11 de outubro, na reunião magna, realizada no Multidesportivo do Estádio José Alvalade
11 Out 2026 | 22:35 |
Os sócios do Sporting aprovaram o relatório e contas relativo à temporada 2025/26, com 86,02% dos votos favoráveis, na Assembleia Geral ordinária e extraordinária realizada este domingo. A reunião magna ficou também marcada pela rejeição do recurso de Tiago Vila Nova, cuja suspensão disciplinar de 20 meses, aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, se mantém.
Dos 568 associados que se deslocaram para votar, num total de 3722 votos, 86,02% manifestaram-se a favor do relatório e contas do último exercício financeiro. Em sentido contrário, 11,61% votaram contra o documento apresentado, que acabou por receber uma aprovação expressiva dos sportinguistas.
O segundo ponto da ordem de trabalhos dizia respeito ao recurso interposto por Tiago João do Carmo Vila Nova contra a sanção disciplinar que lhe foi aplicada pelo Conselho Fiscal e Disciplinar. Neste caso, 60,48% dos votos foram contra a revogação da suspensão, enquanto 32,80% se pronunciaram a favor. A decisão dos associados confirmou, assim, a manutenção do castigo de 20 meses.
O caso remonta a 29 de março de 2025, antes do encontro entre Sporting e Estrela da Amadora, nas imediações do Estádio José Gomes, na Reboleira. O associado foi alvo de um processo disciplinar na sequência de uma tentativa de agressão a um agente da polícia, alegadamente com uma cabeçada.
Já Pedro Almeida Cabral, Presidente da Mesa da AG, fez um balanço positivo, destacando a participação dos associados e o diálogo com os órgãos sociais. "Foi um dia de Sporting, em que os Sócios puderam participar na Assembleia Geral, colocando questões aos Órgãos Sociais, em especial ao Conselho Diretivo e ao Conselho Fiscal e Disciplinar e a Assembleia decorreu de forma ordeira, pacífica, livre e democrática. Acho que, quando as Assembleias Gerais decorrem desta maneira, só podemos esperar que o Clube fique prestigiado e que os seus valores sejam mais uma vez engrandecidos", sublinhou.
Presidente marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão
11 Out 2026 | 10:43 |
Frederico Varandas marcou presença no Fórum VI da Game Changers, realizado na MEO Arena, onde partilhou a sua visão sobre liderança e gestão. O Presidente do Sporting recordou que, logo após ser eleito em 2018, admitiu aos elementos da sua direção que o mandato poderia durar apenas seis meses, caso fosse necessário tomar decisões difíceis.
F. Varandas: "Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos"
"A primeira vez que reunimos depois de eleitos em 2018, todos os meus colegas de Conselho Directivo estavam muito felizes, orgulhosos, mas estraguei aquele ambiente de festa logo aos três minutos. Disse-lhes: Meus senhores, não sei se vamos durar seis meses ou seis anos, porque vamos fazer o que tem de ser feito", contou.
O dirigente, que participou num painel sobre liderança antes da intervenção do antigo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, recorreu também à experiência militar para explicar a importância de conhecer os próprios limites e decidir sob pressão. Varandas recordou a missão no Afeganistão e a forma como essas vivências influenciaram a sua maneira de liderar: "Mais do que os resultados, as pessoas seguem valores. O que tiro da minha formação militar (ainda sou capitão do exército com muito orgulho) e da experiência da missão no Afeganistão, com os comandos, é a capacidade de conhecer os meus limites. Somos testados em condições altamente desfavoráveis, tendo de continuar a trabalhar, a decidir sob pressão, muitas vezes nesse limite", afirmou.
Além do mais, relatou ainda um episódio vivido durante uma missão em Kandahar, quando um oficial demonstrou nervosismo antes de uma patrulha numa zona dominada pelos talibãs. "Aprendi que nós, líderes, temos de tomar decisões difíceis. Quando premimos o gatilho, temos medo? Temos. Mas temos, sobretudo, de não transmitir esse medo aos nossos colaboradores, aos nossos soldados", sublinhou.
Varandas - que recentemente deu um estouro em Luís Montenegro - abordou também a sua perspetiva sobre as características necessárias para liderar, afastando a ideia de que a vontade, por si só, permite alcançar qualquer objetivo: "A liderança penso-a exatamente da mesma maneira: temos de ter características inatas para ser um líder com competências e resultados. Todos melhoramos, sim, com treino, mas um verdadeiro líder, que aguenta momentos difíceis... isso nasce connosco".
Durante debate no Parlamento, chefe do Governo utilizou uma metáfora com Clube de Alvalade para visar críticos do seu mandato
10 Out 2026 | 09:47 |
Frederico Varandas respondeu à provocação de Luís Montenegro sobre o passado do Sporting e aproveitou para deixar uma indireta ao Porto. No final da vitória dos leões por 3-1 frente ao Braga, o Presidente leonino comentou as palavras do primeiro-ministro durante o debate do Orçamento do Estado.
Montenegro, adepto dos dragões, tinha recorrido à história do Sporting para ilustrar a ideia de que as previsões de défice feitas pela oposição poderiam não se concretizar no imediato. O chefe do Governo aludiu à expressão "para o ano é que vai ser", numa referência ao longo período que os leões passaram sem conquistar o título nacional.
Varandas revelou que recebeu várias mensagens sobre o episódio e explicou que só tomou conhecimento exato das declarações durante a deslocação para o jogo com o Braga. "Realmente recebi muitas mensagens sobre o debate quinzenal. Tanto que, na viagem para cá, tive de ver o que realmente tinha sido dito. Não houve nada. Foi uma graçola. Eu não a teria feito, tendo em conta que há milhões de eleitores Sportinguistas", afirmou.
F. Varandas: "Preferia estar mais 19 anos sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros"
O líder do Sporting não ficou, porém, por aí e aproveitou a ocasião para lançar uma farpa ao rival portista, recorrendo à polémica das escutas relacionadas com o Apito Dourado. "Mas essa do clube que ganhava quase, quase... Só queria dizer que estivemos 18 ou 19 anos sem vencer. Mas posso dizer que preferia estar mais 19 sem vencer a ser presidente de uma coletividade vencedora que tivesse sido apanhado em escutas a corromper árbitros", declarou.
Quanto ao jogo, o Sporting venceu o Braga por 3-1 na 8.ª jornada da Liga, depois de ter chegado ao intervalo em desvantagem, graças a um autogolo de Rui Silva, aos 41 minutos. Na segunda parte, Luis Suárez restabeleceu a igualdade aos 66’, de cabeça, e um autogolo de Bernardo Fontes, aos 70’, consumou a reviravolta leonina. Rodrigo Zalazar fechou o resultado aos 81 minutos, com um remate de fora da área.
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09 Out 2026 | 16:05
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09 Out 2026 | 13:31
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09 Out 2026 | 13:04